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Ibovespa futuro e dólar têm leve alta após de PIB dos EUA

Confira os assuntos que vão agitar os mercados nesta quinta-feira 

Jerome Powell
(Flickr/Federal Reserve)

SÃO PAULO - O mercado é influenciado nesta manhã pelos números do PIB dos Estados Unidos, que vieram em linha com as expectativas, após a decisão do Fomc da véspera de elevar os juros em 0,25 ponto percentual, para o patamar entre 2% e 2,25%, conforme esperado. 

Enquanto isso, por aqui, o mercado digere os novos dados de pesquisa eleitoral que mostra empate técnico entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) no primeiro turno e vitória do petista na segunda fase enquanto que, na última quarta, o dólar caiu com o mercado relevando o Ibope e repercutindo a Paraná Pesquisas. Os investidores também esperam pela fala dos presidentes dos bancos centrais dos EUA, da zona do euro e do Brasil. 

Às 9h40 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro subia 0,19%, a 78.870 pontos. O contrato de dólar futuro com vencimento em outubro tinha alta de 0,24%, cotado a R$ 4,044, e o dólar comercial avançava 0,52%, para R$ 4,048.

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura

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Bolsas mundiais

As bolsas chinesas encerraram em queda, seguindo as bolsas norte-americanas na véspera, após o comunicado do Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos), que elevou a taxa básica de juros por lá. O presidente do Fed, Jerome Powell, disse a autoridade monetária não viu a inflação como surpresa positiva e também abordou as preocupações em torno da guerra comercial entre EUA e China, dizendo que o Fed ouviu um "coro crescente de preocupações" vindo de empresas norte-americanas. Após fechamento do mercado, o presidente Donald Trump disse que não estava feliz com alta de juros. 

O preço do petróleo tipo WTI sobe após secretário de energia dos Estados Unidos negar liberação de reservas de emergência e refletindo as expectativas em torno do impacto das sanções do país em relação à produção do Irã.

"Os pontos acima mencionados, combinados com maior conformidade da OPEP  com os cortes de produção, a diminuição estrutural da  produção venezuelana e restrições logísticas para o xisto dos EUA devem continuar a sustentar os preços do petróleo", avalia o time de análise da XP Research. 

Corrida eleitoral

A dez dias do primeiro turno, Fernando Haddad (PT) voltou a crescer e agora está em situação de empate técnico com o deputado Jair Bolsonaro (PSL). É o que mostra pesquisa realizada pelo instituto Brasilis nos dias 25 e 26 de setembro, por encomenda da Genial Investimentos.

De acordo com o levantamento, Bolsonaro oscilou negativamente 3 pontos percentuais em relação à semana passada e agora tem 27% das intenções de voto. Já Haddad saltou de 17% para 22% no mesmo período, diminuindo para 5 pontos percentuais uma diferença que era de 13. Considerando a soma das margens de erro para cada candidato, o quadro é de empate técnico. 

Na simulação de segundo turno entre Bolsonaro e Haddad, o petista aparece à frente por diferença fora da margem de erro: 44% contra 36%. Uma semana atrás, os dois empatavam tecnicamente, com o deputado numericamente à frente com placar de 42% a 40%. Confira a pesquisa completa aqui

Agenda econômica

O destaque internacional fica para a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos. A economia norte-americana cresceu 4,2%, em taxa anualizada, na leitura final do PIB (Produto Interno Bruto) referente ao segundo trimestre. O crescimento foi liderado por gastos do consumidor, exportações e gastos do governo federal e estadual. O resultado ficou em linha com as expectativas do mercado. Os gastos dos consumidores, um dos principais componentes do PIB, cresceu 3,8% no segundo trimestre.

Também serão divulgados os pedidos de bens duráveis de agosto, com estimativa de crescimento de 2% ante queda de 1,7% em julho. Os novos pedidos seguro-desemprego até 22 de setembro devem atingir 210.000 solicitações ante 201.000 no levantamento anterior. Atenção também para a fala do presidente do Fed, Jerome Powell, às 17h30. Antes disso, o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, fala em Frankfurt às 10h30. 

Noticiário político

Durante o debate realizado pelo SBT, Folha de S. Paulo e UOL na noite de quarta-feira (26), o candidato Ciro Gomes (PDT) afirmou que, caso seja eleito, irá "destruir" o MDB, partido do atual presidente Michel Temer, usando as formas democráticas que puder. Em outro momento, questionado se levaria petistas para compor seu eventual mandado, Ciro foi direto: "se puder governar sem o PT, eu prefiro".

O crescimento de Fernando Haddad nas pesquisas eleitorais, apontando-o como forte candidato ao segundo turno, trouxe o presidenciável mais uma vez para o centro das atenções do debate. O substituto de Lula foi alvo de críticas focadas principalmente nos escândalos de corrupção envolvendo seu partido.

Não foi só Haddad que foi atacado. Os nomes de centro, que patinam nas pesquisas e ganharam as manchetes nesta semana em meio às notícias de um encontro fracassado para a união em torno de uma candidatura mais competitiva, também se atacaram durante o debate. Veja mais sobre o debate aqui

O STF (Supremo Tribunal Federal) manteve suspensão de 3,3 milhões títulos de eleitores que não fizeram o recadastramento com a biometria, rejeitando pedido do PSB. A maioria, ou 53% dos eleitores que tiveram seus títulos suspensos, estão no Norte e Nordeste - regiões mais pobres do país e onde o PT costuma ter melhor desempenho nas pesquisas eleitorais. Cabe lembrar que nas eleições de 2014, Dilma Rousseff ficou cerca de 3 milhões de votos à frente do segundo colocado, Aécio Neves.

Noticiário corporativo

A Justiça Federal do Rio de Janeiro indeferiu um pedido dos empregados da Eletrobras contra o leilão das Sociedades de Propósito Específico (SPEs) da companhia, marcado para esta quinta-feira.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Michel Temer corre para deixar vendas da Embraer e Braskem concluídas ou ao menos encaminhadas, sem retorno. Contudo, o presidente pode enfrentar obstáculos no Congresso, onde há uma insatisfação latente com a movimentação dele e até mesmo parlamentares da base governista já falam em criar dificuldades para a aprovação das operações caso precisem de aval da casa.

A Petrobras e a empresa norueguesa Equinor assinaram na última quarta-feira (26) um memorando de entendimentos para o desenvolvimento conjunto de negócios para atuarem no segmento de energia eólica offshore no Brasil. As empresas já vêm investigando outras áreas potenciais de cooperação, incluindo desenvolvimento de iniciativas em energias renováveis.

Ainda no radar de Petrobras, o governo está perto de fechar um acordo com a empresa sobre a cessão onerosa, um contrato firmado em 2010, em que o governo cedeu uma parte da área do pré-sal para Petrobras, que teve o direito de explorar 5 bilhões de barris de petróleo. Com a descoberta de volume maior de petróleo na área, o governo irá vender o excedente da área.

A Brasil Pharma, rede controlada pela Lyon Capital e em recuperação judicial desde janeiro, vai apresentar hoje aos credores a criação de duas redes de franquias para que a empresa continue a operar e gerar caixa. De acordo com o Valor Econômico, o plano ainda faz mudanças na forma de amortizar a dívida e reduzir o desconto no débito para microcredores.

A Raízen, empresa de parceria da Cosan com a Shell e que administra mais de 6 mil postos da marca Shell no país, está deixando de investir entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões em infraestrutura logística no Brasil por conta do subsídio dado pelo governo ao diesel após a greve dos caminhoneiros.

O presidente Michel Temer está correndo para terminar o mandato com as vendas da Embraer e da Braskem concluídas, ou ao menos encaminhadas, sem ponto de retorno: a da Embraer para a norte-americana Boeing e a da Braskem para a holandesa LyondellBasell.

Após o acordo entre a Bradespar e a Litel na última quarta-feira, que culminou no pagamento de R$ 2,82 bilhões em dinheiro por parte de Bradespar e Litel à Elétron, as duas controladoras da Vale agora discutem de quem é a responsabilidade pelo direito dado à nova empresa.

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