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Petrobras notificada na Argentina por perda com Lava Jato, Via Varejo faz parceria e outras notícias

Confira os destaques corporativos desta quinta-feira 

Petróleo dinheiro
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Petrobras é acionada mais uma vez por perda de valor em ações por Operação Lava Jato, Via Varejo dá mais um passo para transformação digital e Minerva justifica necessidade de aumento de capital.

Confira os destaques corporativos desta quinta-feira (13):

Petrobras (PETR3; PETR4)

A Petrobras foi notificada de demanda arbitral na Argentina. A entidade Consumidores Financieros Asociación Civil para su Defensa alega a responsabilidade da Petrobras por uma suposta perda de valor de mercado das ações da Petrobras na Argentina devido aos processos relacionados à Operação Lava Jato.

"A Petrobras considera que o pedido é improcedente em sua totalidade e apresentará defesa solicitando o indeferimento total da reclamação e o ressarcimento pelos custos incorridos em sua defesa", respondeu a empresa em comunicado. 

"Vale ressaltar que as autoridades brasileiras, inclusive o Supremo Tribunal Federal, reconhecem que a Petrobras tem sido vítima dos atos revelados pela Operação Lava Jato. Na condição de vítima, a companhia já recuperou cerca de R$ 2,5 bilhões e continuará buscando todas as medidas cabíveis contra as empresas e indivíduos que lhe causaram prejuízos", acrescentou.

Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB3)

Acontece nesta manhã a assembleia de acionistas da Fibria que vai deliberar sobre a proposta de fusão com a Suzano. De acordo com o mapa de votação divulgado na terça-feira, 51% se mostraram a favor da proposta e 49%, foram contra. Ainda que desfavorável, o resultado animou os minoritários contrários à proposta que os obriga a vender as ações. 

Embora alguns minoritários não descartem medidas judiciais, o mais provável é que esperem o desfecho da assembleia. De acordo com uma fonte ouvida pelo Broadcast, do Estadão, esse cenário abre espaço para novos questionamentos por abuso de direito de voto e, nesse caso, há várias iniciativas em discussão. Em nenhuma delas o objetivo principal é travar a operação.

Vale (VALE5) e Bradespar (BRAP4)

A Litel Participações informou que o prazo para cumprimento de decisão judicial que determina o depósito de cerca de R$ 4,5 bilhões para a Elétron foi prorrogado para 1º de outubro e que nenhum acordo foi fechado até o momento. A negociação é referente a uma disputa em que a Elétron, do empresário Daniel Dantas, demanda a indenização da Litel - que reúne participações de fundos de pensão na Vale - e da Bradespar

A Litel disse que o adiamento do prazo para cumprimento da ordem judicial tem o objetivo de dar continuidade às negociações em andamento e “discutir a melhor forma de cumprimento da decisão judicial”.

Via Varejo (VVAR11)

  • A Via Varejo anunciou uma parceria com a AirFox Brasil, startup de tecnologia financeira, para desenvolver soluções de pagamentos móveis e banco digital. A iniciativa é estratégica para integração com meio de pagamentos, à medida que a solução oferece uma carteira digital, com diversas funcionalidades, como pagamento de carnê e transferências entre usuários.
  • "Apesar de vermos a iniciativa como positiva, as ações encontram-se pressionadas devido à preocupação em relação a uma potencial venda da participação dos controladores diretamente ao mercado e aversão ao risco Brasil", pondera a XP Research em relatório enviado a clientes. 

A novidade foi considerada "a primeira vez em muito tempo que a Via Varejo dá um passo à frente do Magazine Luiza" por analistas do Brasil Plural. 

JBS (JBSS3)

A JBS concluiu o pagamento antecipado de parcelas de R$ 2 bilhões de dívidas com bancos brasileiros que venceriam em 2019 e 2020. “Essa antecipação reflete a estratégia da companhia em reduzir seu endividamento e melhorar o perfil de sua dívida”, disse a empresa sem nomear os bancos envolvidos. Em meados do ano passado, a JBS fechou acordos com vários bancos para estabilizar por 12 meses cerca de R$ 20,5 bilhões em dívidas.

Para os analistas do BTG Pactual, a notícia deve ser bem recebida pelo mercado. "É mais um indicador de maior disciplina na alocação de capital, e redução de alavancagem é bem-vinda (principalmente nesse setor), onde as empresas direcionavam grande parte da geração de caixa para o pagamento de credores", afirma Thiago Faganello, do BTG. 

BRF (BRFS3)

O Ministério Público Federal do Paraná quer discutir um acordo de leniência com a BRF e laboratórios investigados por alegadas irregularidades em controles sanitários dentro da operação Trapaça, da Polícia Federal, disse à Reuters a procuradora Lyana Helena Joppert Kalluf.

Minerva (BEEF3)

A Minerva informa que maior capital de giro e câmbio atrasaram desalavancagem. O nível de alavancagem atingiu o limite máximo aceitável pela companhia quando bateu 5 vezes, na relação calculada entre a dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), durante o segundo trimestre, segundo o diretor-presidente, Fernando Galletti de Queiroz.

O diretor financeiro da companhia, Edison Ticle, explicou que dois dos motivos que levaram ao aumento da alavancagem foram o elevado nível de investimento em capital de giro nas unidades da JBS Mercosul que foram compradas pela Minerva na Argentina, e a valorização do dólar ante o real, que inflou as dívidas em moeda estrangeira. 

A Minerva propôs nesta semana o aumento de capital de até R$ 1,059 bilhão, que prevê a subscrição de até 165 mil ações com preço de R$ 6,42 cada e os acionistas que participarem da operação receberão bônus que darão o direito de subscrever uma ação adicional. 

B3 (B3SA3)

O Carf adiou julgamento no qual a B3 é autuada no valor de R$ 2,5 bilhões devido à amortização fiscal de ágio em 2010 e 2011, segundo o Valor Econômico. Este ágio, consequência da incorporação da Bovespa Holding em 2008, gerou um benefício fiscal que, na visão do Carf, deveria ter sido descartado. Em seu Formulário de Referência, a companhia avalia a probabilidade de perda neste caso como “Remota” e declara não ter provisionado nenhum valor para esta eventualidade.

Oi (OIBR4) e Vivo (VIVT4

Oi, Claro e Vivo foram multadas em R$ 9,3 milhões cada uma por infração ao Código de Defesa do Consumido, na maior multa já aplicada na história do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça.

Segundo o órgão, as empresas venderam irregularmente aplicativos de jogos, horóscopo, notícias sobre time de futebol, cursos de idioma ou backup de arquivos, entre outros. Outro problema constatado foi a oferta de serviços e produtos diferentes do que foi entregue ao consumidor e cobrança de serviços e produtos não solicitados.

Brasil Pharma (BPHA3)

A Brasil Pharma adiou a divulgação do resultado primeiro trimestral para 4 de outubro. Segundo informações do Valor Econômico, a empresa deve vender a rede Farmais, único ativo que resta.

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