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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quinta-feira

Confira os destaques desta quinta-feira 

Donald Trump
(Shealah Craighead/Casa Branca)

SÃO PAULO - Os mercados devem acompanhar com atenção as movimentações dos Estados Unidos e China na tentativa de aliviar as tensões comerciais em dia de agenda de indicadores norte-americanos importantes. Por aqui, a corrida eleitoral ganha mais uma dose de incerteza após Jair Bolsonaro (PSL) passar por nova cirurgia e criar ainda mais dúvida sobre sua participação na campanha deste ano.

Depois do pregão é esperada a divulgação de mais uma pesquisa eleitoral, realizada pela Genial Investimentos, em parceria com o Instituto Soleil de Pesquisa (INSPE). 

Confira os destaques desta quinta-feira (13):

1. Bolsas mundiais 

As bolsas asiáticas encerraram em alta diante da tentativa dos Estados Unidos de reabrir as negociações comerciais com a China. A Dow Jones informou na quarta-feira (12) que altos funcionários do governo norte-americano, liderados pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, enviaram um convite às autoridades chinesas solicitando uma "delegação ministerial" para participar das negociações comerciais.

As bolsas europeias operam sem tendência definida à espera de decisões de política monetária do bloco e da Turquia e de olho na tensão comercial. A moeda do país, a lira, lidera perdas entre moedas emergentes após Erdogan atacar o Banco Central do país por continuamente não atingir a meta de inflação horas antes da decisão de política monetária. Já os índices futuros dos Estados Unidos sobem com a sinalização de alívio na relação com a China. Enquanto isso, no mercado de commodities, o preço do petróleo tipo Brent cai abaixo de US$ 80.

  • Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h42 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,15%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,17%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,31%

*DAX (Alemanha) +0,47%

*FTSE (Reino Unido) -0,29%

*CAC-40 (França) +0,23%

*FTSE MIB (Itália) -0,35%

*Hang Seng (Hong Kong) +2,54% (fechado)

*Xangai (China) +1,15% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,96% (fechado)

*Petróleo WTI -1,29%, a US$ 69,46 o barril

*Petróleo brent -0,70%, a US$ 79,18 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +2,97%, a 503,50 iuanes (nas últimas 24 horas) 

*Bitcoin US$ 6.428,69 +1,58%
R$ 27.300 +2,37% (nas últimas 24 horas)

2. Agenda de indicadores

A agenda doméstica é esvaziada no Brasil, mas forte nos Estados Unidos. O destaque por lá são a divulgação do núcleo de inflação e da taxa de inflação ao consumidor relativos ao mês de agosto, às 9h30 (de Brasília). Segundo estimativa mediana da pesquisa Bloomberg, a inflação deve mostrar alta de 0,3% ante 0,2% no mês anterior. 

Na Europa, atenção para a reunião do BCE (Banco Central Europeu), às 8h45. A expectativa é de manutenção da comunicação, com a perspectiva de alguma alteração nas taxas básicas de juros apenas no verão europeu de 2018 (entre junho e agosto), ressalta a Rosenberg. "Na conferência com jornalistas, Mario Draghi deverá ser questionado se o desempenho mais modesto da economia afeta a projeção da instituição, sua resposta será relevante para o mercado", destaca a consultoria. 

Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

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3. Tesouro Direto no IMTV

Tesouro Direto é renda fixa? O professor do InfoMoney Alan Ghani conta quais são os títulos mais voláteis, que oferecem a oportunidade de alavancar os ganhos do investidor, mas também o risco de perder dinheiro. O programa é transmitido ao vivo na IMTV e página do InfoMoney no Facebook, a partir das 14h30 (horário de Brasília).

4. Noticiário político

Jair Bolsonaro (PSL) passou por cirurgia na última noite para tratar uma aderência que estava obstruindo seu intestino delgado. Bolsonaro "evoluiu agora com distensão abdominal progressiva e náuseas, foi submetido a uma tomografia de abdômen", informou o hospital Albert Einstein, onde está internado desde o fim de semana. Segundo os médicos, a cirurgia foi "bem sucedida". 

A nova cirurgia amplia o sentimento de incerteza quanto à campanha de Bolsonaro faltando menos de um mês para o primeiro turno. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, aliados do presidenciável já admitem a hipótese de ele não participar das atividades da campanha nem no segundo turno, caso passe para essa fase da disputa eleitoral.

O efeito imediato na campanha será um novo cessar-fogo na artilharia contra ele por parte dos seus oponentes, que já haviam retomado os ataques após pesquisas eleitorais apontarem que ele continua liderando. No campo político, Bolsonaro ganhou direito de resposta de mais de um minuto na propaganda de rádio de Geraldo Alckmin (PSDB), conforme decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A fala deverá ser veiculada no início do bloco diurno do programa eleitoral gratuito.

A decisão foi do ministro Luis Felipe Salomão, que afirmou que a propaganda do tucano usou um trecho de uma entrevista de Bolsonaro com o intuito de "apresentá-lo como alguém contrário à classe das empregadas domésticas e aos pobres" e também "ultrapassou a esfera da mera crítica política, espraiando-se em verdadeira divulgação de fato distorcido, perceptível de plano".

Enquanto isso, no PT, a direção do partido defende que Fernando Haddad se divida entre o Sudeste e o Nordeste, informa a Folha. Segundo o jornal, o candidato do PT será entrevistado pelo Jornal Nacional da Globo nesta sexta-feira - o que poderá dar ao candidato, que já vem tendo visibilidade após lançar candidatura, uma exposição mais forte em momento de intensificação das campanhas.

4. Noticiário corporativo

A JBS concluiu o pagamento antecipado de parcelas de R$ 2 bilhões de dívidas com bancos brasileiros que venceriam em 2019 e 2020. O Ministério Público Federal do Paraná quer discutir um acordo de leniência com a BRF e laboratórios investigados por alegadas irregularidades em controles sanitários dentro da operação Trapaça, da Polícia Federal, disse à Reuters a procuradora Lyana Helena Joppert Kalluf.

A Petrobras foi notificada de demanda arbitral na Argentina. A Minerva informa que maior capital de giro e câmbio atrasaram desalavancagem. A Brasil Pharma adiou a divulgação do resultado primeiro trimestral para 4 de outubro. Segundo informações do Valor Econômico, a empresa deve vender a rede Farmais, único ativo que resta.

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