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Os 5 eventos que vão agitar os mercados nesta semana

Veja no que ficar de olho nesta segunda-feira (10) e na semana

Jair Bolsonaro

SÃO PAULO - O mercado doméstico retoma suas operações após o feriado nacional em meio às expectativas de novas pesquisas eleitorais e se ajustando ao desempenho dos ativos brasileiros no exterior na sexta-feira (7), quando ampliaram alta em resposta ao ataque a faca a Jair Bolsonaro (PSL).

O candidato segue internado no Hospital Albert Einstein e tem respondido bem ao tratamento, mas deve ficar fora da campanha de rua durante o primeiro turno, com possibilidades de ficar ausente até o segundo turno. Quem deve assumir a agenda do presidenciável em São Paulo nos próximos dias é seu filho, Eduardo Bolsonaro.

Apesar de ausente, seu nome foi destaque no debate TV Gazeta/Estadão com presidenciáveis no domingo (8), enquanto seu nome registrou aumento nas intenções de voto na última pesquisa FSB/BTG Pactual, a primeira de uma série de pesquisas que ocorrerá durante a semana.

Veja no que ficar de olho nesta segunda-feira (10) e na semana

1. Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas encerraram, em sua maior parte, em queda com os investidores tensos com a possibilidade de os Estados Unidos taxarem os produtos chineses. Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse que as tarifas de US$ 200 bilhões podem "ocorrer muito em breve". 

O S&P futuro opera em alta após sessão negativa na Ásia, diante do receio de guerra comercial, e algumas moedas pares do real se fortalecendo.

  • O petróleo opera em alta após maior queda semanal em dois meses e os preços dos metais recuam em Londres.

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h48 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,36%

*Dow Jones Futuro (EUA) +033%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,52%

*DAX (Alemanha) +0,23%

*FTSE (Reino Unido) +0,23%

*CAC-40 (França) +0,36%

*FTSE MIB (Itália) +2,02%

*Hang Seng (Hong Kong) -1,33% (fechado)

*Xangai (China) -1,21% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,30% (fechado)

*Petróleo WTI +0,56%, a US$ 68,13 o barril

*Petróleo brent +0,65%, a US$ 77,33 o barril

*Bitcoin US$ 6.283,37 +0,72%
R$ 26.532 -3,70% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -0,70%, a 497,50 iuanes (nas últimas 24 horas) 

2. ADRs no feriado

Repercutindo as notícias sobre o estado de saúde de Bolsonaro e com a avaliação de que o ataque contra ele pode gerar impacto negativo para os candidatos de esquerda, que são o grande temor do mercado dadas as políticas intervencionistas, os ADRs (American Depositary Receipts) na sexta-feira seguiram o movimento do Ibovespa na véspera e fecharam em expressiva alta. O destaque ficou com os papéis da Petrobras, que subiram cerca de 4%. Veja como foi o desempenho dos principais ADRs durante o feriado:

Empresa ADR Variação Preço
CSN SID +1,98% US$ 2,12
Bradesco BBD +2,48% US$ 7,22
Santander BSBR +2,29% US$ 7,70
Itaú Unibanco ITUB +2,03% US$ 10,90
BRF BRFS +0,85% US$ 6,24
Ultrapar UGP +1,70% US$ 12,16
Sabesp SBS +1,67% US$ 6,21
Pão de Açúcar CBD +1,67% US$ 20,44
Fibria FBR -0,68% US$ 18,76
Copel ELP +1,39% US$ 5,69
Ambev ABEV +1,35% US$ 4,66
Telefônica Brasil VIV +0,70% US$ 11,70
TIM Participações TSU +0,90% US$ 17,25
Embraer ERJ +0,31% US$ 23,37
Cemig CIG +2,02% US$ 1,93
Petrobras PBR.A +4,41% US$ 9,47
Vale VALE +0,12% US$ 13,18
Petrobras PBR +3,81% US$ 10,69
Gerdau GGB +1,57% US$ 3,99

 

3. Agenda econômica da semana 

A semana tem agenda de indicadores doméstica esvaziada e o destaque fica com as pesquisas de comércio na quinta-feira (13) e de serviços de julho na sexta-feira (14). "Passados os efeitos da greve dos caminhoneiros, o varejo deve ter registrado novo crescimento em julho, da ordem de 0,7% em relação ao mês anterior. Os serviços, por sua vez, tendem a ficar mais próximos da estabilidade", destaca a Rosenberg Consultores Associados. 

No exterior, os investidores estarão atentos nesta semana a possíveis eventos no âmbito da guerra comercial EUA-China após nova ameaça por Donald Trump de taxação de produtos importados do gigante asiático, além das negociações entre os Estados Unidos e o Canadá sobre o Nafta.

Já na agenda de indicadores, os destaques no EUA são o índice de preços ao produtor na quarta-feira (12) e o núcleo de inflação e taxa de inflação relativos ao mês de agosto na quinta-feira (13). A semana ainda traz os dados de vendas do varejo e o índice de confiança do Consumidor (Michigan) na sexta-feira. 

Na Europa, atenção para a reunião do BCE (Banco Central Europeu), que se reúne na próxima quinta-feira. A expectativa é de manutenção da comunicação, com a perspectiva de alguma alteração nas taxas básicas de juros apenas no verão europeu de 2018 (entre junho e agosto), ressalta a Rosenberg. "Na conferência com jornalistas, Mario Draghi deverá ser questionado se o desempenho mais modesto da economia afeta a projeção da instituição, sua resposta será relevante para o mercado", destaca a consultoria. 

A agenda da China também é movimentada, com destaque para as vendas de automóveis na segunda, os dados de investimento direito no estrangeiro na terça e da produção industrial, do investimento e de vendas do comércio relativos ao mês de agosto na quinta. 

Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

4. Noticiário político

Se antes as pesquisas eleitorais registradas no fim da semana já eram esperadas com ansiedade pelo mercado em meio ao início do horário eleitoral, desta vez elas também podem captar o efeito do ataque com faca de um homem feito contra o candidato do PSL para o eleitorado. Registradas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), estão as pesquisas Datafolha, com divulgação prevista para segunda-feira (10) e a Real Time Big Data, todas entrando a campo após o atentado sofrido contra Bolsonaro. Na terça-feira (11), está prevista a divulgação da pesquisa Ibope e, na sexta (14), serão revelados os números da pesquisa XP/Ipespe

Vale destacar que a FSB/BTG Pactual, divulgada na manhã desta segunda, mostrou um aumento nas intenções de voto de Bolsonaro, que passou de 26% para 30% no cenário estimulado. Enquanto isso, Ciro Gomes ganhou ainda mais força para disputar o segundo turno ao ultrapassar Marina Silva, apesar de manter os 12% das intenções de voto do levantamento anterior. Isso porque Marina teve forte queda de 11% para 8% de uma pesquisa para outra sendo que, duas semanas atrás, tinha 15%. Alckmin manteve os 8%, enquanto Haddad oscilou no limite da margem de erro, passando de 6% para também 8%. Confira a pesquisa clicando aqui. 

Será importante também acompanhar como cada candidato moldará a sua campanha após o atentado sofrido contra Bolsonaro, com destaque para o tucano Geraldo Alckmin, que era o presidenciável que mais criticava o candidato do PSL em seu programa eleitoral. 

Atenção ainda para mais reveses sofridos por Lula na Justiça Eleitoral. O ministro Luís Roberto Barroso, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reforçou no domingo (9), a proibição do uso do nome do petista como candidato ao cargo de presidente. A direção do PT vai convocar reunião para terça-feira (11), em Curitiba, data limite para a substituição de Lula na corrida presidencial. Na ocasião, o nome de Fernando Haddad (PT) deve ser alçado à cabeça de chapa. 

5. Noticiário corporativo

  • A Gol teve aumento de 0,1% na demanda total em agosto ante o mesmo período do ano passado. A Kroton deve anunciar este mês compra de duas novas escolas, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo. "O pior já passou", afirma diretora da Petrobras sobre crise no setor em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. O presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, e os diretores da estatal concedem entrevista coletiva em São Paulo, às 10h30. A BB Seguridade teve cobertura iniciada como "outperform" (acima de média do mercado, o equivalente a compra) pelo Safra, com preço-alvo de R$ 30. A Aliansce também foi iniciada como "outperform" pelo Safra.

Por fim, um juiz determinou que o presidente Michel Temer deve ouvir um conselho de representantes militares e políticos para analisar o acordo da fabricante de aviões Embraer com a Boeing, segundo o jornal Valor Econômico.

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