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Índice de ADRs e principal ETF brasileiro avançam mais de 2% seguindo repercussão com atentado a Bolsonaro

A avaliação do mercado é de que, com esse ataque, aumenta o sentimento de polarização no País, prejudicando principalmente a esquerda

Jair Bolsonaro
(Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)

SÃO PAULO -  Em dia de B3 fechada por conta do feriado da Independência do Brasil, os ADRs (American Depositary Receipts) das empresas brasileiras negociadas em Nova York registram ganhos expressivos, assim como o principal ETF (Exchange Traded Fund) do Brasil, o EWZ, ainda repercutindo o noticiário político. O índice Dow Jones Brazil Titans, que reúne os principais ADRs de empresas brasileiras, registra alta de 2,39% às 11h15 (horário de Brasília), atingindo 18.821 pontos, enquanto o EWZ subia 2,37%. 

Vale destacar que, na véspera, o Ibovespa saltou 1,76% e o dólar caiu cerca de 1%, com ganhos estendidos para o Ibovespa Futuro,  diante das notícias sobre a facada levada pelo candidato Jair Bolsonaro e seus impactos sobre a sucessão presidencial.

A avaliação do mercado é de que, com esse ataque, aumenta o sentimento de polarização no País, prejudicando principalmente a esquerda. Segundo um gestor que não quis se identificar, o que se vê agora são duras críticas à esquerda, o que enfraquece estes candidatos.  "Bolsonaro, que tinha 9 segundos de propaganda na TV, agora tem 24 horas em todos os veículos de mídia", afirmou.

No destaque entre as altas, estão papéis como a da Petrobras (PETR3;PETR4), com os ADRs subindo mais de 4%, Eletrobras (ELET3;ELET6) com alta de 2%. Bancos também são destaque de alta com ganhos superiores a 2%, caso de Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC3;BBDC4).

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Confira o desempenho dos principais ADRs brasileiros na NYSE:

Empresa ADR Variação Preço
CSN SID +2,48% US$ 2,12
Bradesco BBD +2,77% US$ 7,22
Santander BSBR +3,50% US$ 7,70
Itaú Unibanco ITUB +2,60% US$ 10,90
BRF BRFS +1,98% US$ 6,24
Ultrapar UGP +3,50% US$ 12,16
Sabesp SBS +4,17% US$ 6,21
Pão de Açúcar CBD +2,86% US$ 20,44
Fibria FBR +0,37% US$ 18,76
Copel ELP +3,47% US$ 5,69
Ambev ABEV +2,14% US$ 4,66
Telefônica Brasil VIV +2,64% US$ 11,70
TIM Participações TSU +2,78% US$ 17,25
Embraer ERJ +1,46% US$ 23,37
Cemig CIG +4,34% US$ 1,93
Petrobras PBR.A +4,03% US$ 9,47
Vale VALE +0,65% US$ 13,18
Petrobras PBR +4% US$ 10,69
Gerdau GGB +1,31% US$ 3,99

Bolsas mundiais

Enquanto isso, no exterior, o dia é de leves quedas para as principais bolsas mundiais. O grande destaque ficou para os dados do relatório de emprego de agosto nos EUA. A economia do país gerou 201 mil vagas em agosto, acelerando ante a criação de 147 mil postos em julho (dado revisado, de 157 mil antes calculado) e superando a mediana das previsões de 193 mil. 

Além disso, os salários ganharam força em agosto, um sinal de que o mercado aquecido leva empregadores a oferecer pagamentos maiores, conforme sobe o custo de vida. O salário médio por hora avançou 0,37% em agosto ante o mês anterior, ou US$ 0,10, para US$ 27,16, e avançou 2,9% na comparação anual. As projeções dos analistas, nesse caso, eram de altas de 0,3% e 2,8%, respectivamente. Os salários não avançam 3% na comparação anual desde a recessão encerrada em 2009.

Esses números reforçaram os temores de que o Federal Reserve possa elevar o ritmo de alta de juros, o que aumentou o sentimento de aversão ao risco do mercado. 

Além disso, o mercado repercute a continuidade do sentimento de aversão ao risco com novos desdobramentos da guerra comercial entre EUA e China. Isso em meio a notícias de que o presidente dos EUA, Donald Trump, pode estar a ponto de impor tarifas de até 25% sobre mais produtos importados da China, num valor de US$ 200 bilhões, intensificando um confronto entre as maiores economias do mundo. 

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