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Petrobras sobe mais de 2% com reajuste do diesel; Rumo dispara 6%, enquanto Fibria e Suzano cai com dólar

Confira os destaques da B3 na sessão desta sexta-feira (31)

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SÃO PAULO - O Ibovespa registrou alta de 0,36% nesta sexta-feira de olho no julgamento da candidatura de Lula no TSE, mas não evitou uma baixa de 3,21% no mês de agosto. 

As ações da Rumo fecharam em alta nesta sexta após notícia de prorrogação antecipada da concessão da Malha Paulista e a Petrobras recuperou parte de suas perdas do pregão anterior com o aumento no preço do diesel. Do outro lado, Fibria e Suzano fecharam em queda com a perda de fôlego do dólar.

Já no mês, o destaque de queda ficou com a Marfrig, com baixa de 30%, enquanto os maiores ganhos foram da CSN, com alta de 10%.  

Confira os destaques corporativos desta sexta-feira:

Petrobras (PETR3; PETR4)

A sessão foi de ganhos para a Petrobras após a forte queda da véspera, de olho no cenário eleitoral e apesar do pregão de leves perdas para o petróleo. 

No radar da companhia, o preço de comercialização do programa governamental de subsídio ao diesel, estabelecido por uma fórmula que entra em vigor nesta sexta-feira, teve aumento com a alta do dólar e do preço internacional do petróleo, conforme nota divulgada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

O valor médio do diesel passará a ser R$ 2,2964 por litro, o que representa um reajuste de 13%, publicou a estatal. De acordo com a Rico, o anúncio foi positivo, uma vez que o reajuste foi acima do esperado. Já a XP Research faz um alerta: "apesar da nossa menor preocupação para o curto prazo, ainda vemos riscos para o futuro da política de preços dado o cenário incerto para as eleições".

Eletrobras (ELET3; ELET6)

As três distribuidoras da Eletrobras leiloadas na quinta-feira, que atuam em Rondônia, Acre e Roraima, receberão aportes de R$ 688 milhões dos novos controladores, segundo o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que assessorou o processo.

  • "Os resultados do leilão são positivos para a Eletrobras. A Energisa deve ter sinergias com as aquisições devido à proximidade geográfica com suas concessões", avalia a XP Research.

Também no radar de elétricas, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatou recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) e derrubou liminar do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) que suspendia o leilão A-6, para compra de energia elétrica a partir de janeiro de 2024. A informação é da própria a AGU. O leilão estava marcado para ocorrer na manhã desta sexta-feira. 

Mais cedo, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) disse que, se representantes do governo federal não conseguirem barrar a liminar até as 16h30, o leilão seria adiado para outra data.

No recurso, a AGU alertou que a suspensão do leilão representa "grave lesão à ordem pública e administrativa" e que o presidente do TRF2 concedeu a liminar "sem conferir contraditório prévio" à Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

A decisão do TRF-2, tomada pelo presidente do tribunal, o desembargador André Fontes, atendeu ao pedido da Evolution Power Partners, que não foi habilitada para o leilão pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

A Evolution Power pretendia participar do certame com a usina termelétrica GPE Bahia I, que não foi habilitada por divergências nas informações sobre a operação. O presidente do TRF2 justificou ainda que o adiamento da licitação não trará prejuízo por se tratar de projetos que ainda serão construídos.

Suzano (SUZB3) e Fibria (FIBR3)

As ações de Suzano e Fibria caíram em um dia de fortes perdas para o dólar. A divisa teve baixa de 1,78%, a R$ 4,072 na venda. 

No radar das empresas, a operação de fusão entre elas  foi aprovada sem restrições pelo órgão de defesa da concorrência da China, segundo comunicou a Suzano nesta sexta-feira. A operação ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Brasil e outras autoridades concorrenciais do exterior.

B3 (B3SA3)

Os analistas do Bradesco BBI elevaram o preço-alvo da B3 ao fim de 2019 para R$ 30, um potencial de valorização de 38% ante o fechamento de quinta-feira (30), após a empresa anunciar 44 novas iniciativas que devem ser implementadas nos próximos 18 meses. A recomendação foi reiterada em compra.

Entre elas está o lançamento de produtos como ETFs de renda fixa, contratos futuros de ações e mini contratos de S&P 500, que devem chegar neste segundo semestre. "Apesar de não esperarmos que nenhuma delas seja extremamente relevante individualmente na receita, acreditamos que combinadas podem oferecer o aumento em baixos dígitos únicos", escrevem os analistas Rafael Frade, Nicholas Baines e Alain Nicolau, que assinam o relatório. 

Magazine Luiza (MGLU3)

O CEO do Magazine Luiza, Frederico Trajano, afirmou à Reuters que o desempenho da varejista em agosto está “melhor que o esperado”. No momento, a maior preocupação do varejo é o câmbio, dado que a recente valorização do dólar e a incerteza sobre o rumo da moeda dificultam negociações com fornecedores, atualmente travadas, mas admitindo que algum repasse já foi feito.

Rumo (RAIL3)

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) aprovou a prorrogação antecipada por mais 30 anos da concessão da Malha Paulista, ferrovia da Rumo que vai de Santa Fé do Sul (SP) até o Porto de Santos. Em troca disso, a companhia se compromete a investir R$ 4,7 bilhões nos próximos seis anos para expandir a oferta anual de transporte das atuais 30 milhões de toneladas para 75 milhões de toneladas até o sexto ano.

"Apesar de esperada, notícia é sem dúvida positiva, uma vez que havia um certo ceticismo por parte do mercado (em cima dos constantes atrasos)", destaca a equipe de análise do BTG Pactual, que também veem como positivo para a empresa o aumento no preço do diesel anunciado hoje.

Movida (MOVI3)

A Movida informou que assinou um carta de intenção não vinculante para uma aliança estratégica com o Avis Budget Car Rental por 10 anos, o que inclui a aquisição de aproximadamente 4.400 carros e cooperação entre as marcas. 

Para o BTG Pactual, o negócio tem sentido estratégico, mas acreditam que o mercado entenderá a transação como um aumento de risco de execução na margem para a Movida, devido ao momento operacional atual difícil que a empresa vem atravessando, com dificuldade na venda de seminovos, por exemplo.

"A notícia é positiva para a Rumo, mas reforçamos que ainda há passos a serem seguidos para que haja a aprovação final", avaliam os analistas da XP Research.

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