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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta terça-feira

Os mercados devem acompanhar as negociações do governo norte-americano com a China e o noticiário político, de olho na corrida presidencial

Bolsonaro no debate da Band
(Crédito_ Kelly Fuzaro_Band )

SÃO PAULO - Os mercados têm dia de maior calmaria após a forte alta no último pregão com os investidores repercutindo o acordo comercial entre Estados Unidos e México. Nesta terça-feira (28), os mercados devem acompanhar as negociações do governo norte-americano com a China e o noticiário político, de olho na corrida presidencial. 

Veja no que ficar de olho nesta terça-feira:

1. Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas encerraram em alta diante do otimismo que tomou conta dos mercados com a notícia de um acordo entre os Estados Unidos e o México sobre o Nafta. O acordo bilateral permite proteções à propriedade intelectual "fortes e eficazes", segundo a Casa Branca.

As bolsas europeias e os índices futuros dos Estados Unidos têm leve alta com investidores atentos às novidades das relações comerciais entre Estados Unidos e outros países, especialmente a China, para entender o que os acordos podem significar para o país. As negociações entre o governo norte-americano e outras grandes economias colocaram os mercados em uma montanha-russa nos últimos dias.

  • A maior parte das principais moedas opera em leve alta ou estável diante da divisa norte-americana. A lira turca destoa das demais e opera em queda. O yuan chinês se fortalece após banco central do país aumentar o valor fixado para a moeda contra o dólar. 
  • O petróleo tem o terceiro dia de alta e passa de US$ 69. Os metais avançam em Londres e o preço do aço futuro sobe em Xangai.
  • Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h38 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,09%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,08%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,19%

*DAX (Alemanha) +0,18%

*FTSE (Reino Unido) +0,37%

*CAC-40 (França) +0,25%

*FTSE MIB (Itália) -0,43%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,28% (fechado)

*Xangai (China) -0,10% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,06% (fechado)

*Petróleo WTI +0,22%, a US$ 69,02 o barril

*Petróleo brent +0,51%, a US$ 76,60 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,62%, a 4824,00 iuanes (nas últimas 24 horas) 

*Bitcoin US$ 6.920,88 +0,19%
R$ 28.099 +4,57% (nas últimas 24 horas)

2. Agenda de indicadores

A agenda é esvaziada no mercado doméstico. Já os Estados Unidos divulgam os números da sondagem de confiança do consumidor, às 11h (de Brasília)

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3. Noticiário político 

O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Pará tomou uma decisão que pode ser uma sinalização para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por liminar, o TRE decidiu barrar o acesso de um candidato a deputado estadual condenado em segunda instância ao fundo eleitoral, mesma situação de Lula.

Ainda sobre o ex-presidente, o STF (Supremo Tribunal Federal) analisará entre os dias 7 e 13 de setembro, em julgamento virtual, um recurso (embargo de declaração) da defesa de Lula contra uma decisão do plenário da corte que negou habeas corpus ao petista no início de abril, informou a corte, depois de o relator do caso, ministro Edson Fachin, liberar o caso para julgamento. 

Lula segue também no radar de seus oponentes. Jair Bolsonaro (PSL) comparou Lula  aos líderes das facções criminosas PCC e Comando Vermelho por comandar o PT de dentro da prisão. Ele também disse que, se eleito, vai adotar uma grande pacote de medidas para estimular a economia moldes do que fez o presidente norte-americano, Donald Trump. “Vamos reduzir a carga tributária... Pela primeira vez vamos ter um presidente da República que vai ter um pacotão que todos vão aplaudir, semelhante um pouquinho ao do Trump nos Estados Unidos”, disse em visita ao mercado popular de Madureira, no Rio de Janeiro.

Enquanto Bolsonaro mira Lula, o STF está de olho no candidato do PSL. A Primeira Turma do STF deve decidir nesta terça-feira se recebe ou não denúncia contra Bolsonaro pelo crime de racismo, o que pode torná-lo réu pela terceira vez. Os ministros acreditam que a aceitação da denúncia, que geraria a discussão sobre a possibilidade de ele seguir candidato, pode acirrar ânimos e elevar a temperatura eleitoral, segundo destacou a Folha. 

Fora da corrida para as eleições, hoje é o último dia para que o presidente Michel Temer sancione as medidas provisórias aprovadas no Congresso sobre a greve dos caminhoneiros. 

4. Ciro Gomes no Jornal Nacional

Em sabatina no Jornal Nacional, da Rede Globo, Ciro Gomes (PDT), defendeu-se sobre as suas declarações de que colocaria o "Ministério Público na caixinha" e que receberia o juiz federal Sérgio Moro a bala caso tentasse prendê-lo. O convidado desta terça-feira é Bolsonaro. Confira os principais pontos da fala dele clicando aqui. 

Vale ressaltar que o Jornal Nacional da Globo entrevista Bolsonaro nesta terça, Geraldo Alckmin (PSDB) na quarta- feira (29) e Marina Silva (Rede) na quinta-feira (30). 

5. Noticiário corporativo

A Suzano informou a contratação de R$ 786 milhões em notas de crédito de exportação e Crédito Produtor Rural com o Banco Safra, em meio à aquisição da Fibria. Em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a empresa informou que os recursos da captação serão usados para financiar suas exportações e atividades de custeio. A emissão tem prazo de oito anos.

O conselho de administração da Natura aprovou a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures em sua 9ª emissão, com recursos a serem usados para refinanciamento de dívidas da companhia de cosméticos. A emissão será realizada em três séries, com data de 21 de setembro e vencimentos entre dois e quatro anos. A BR Properties teve perspectiva rebaixada a negativa pela S&P.

A Marfrig comunicou, em fato relevante, que foi aprovado um aditivo ao acordo de acionistas que estabelece uma política financeira para redução do nível de alavancagem da companhia, que pode levar a restrições à remuneração de acionistas e à aquisição de participações acionárias em caso de descumprimento. O terceiro aditivo do acordo de acionistas, assinado pela MMS Participações e o BNDES Participações, limita o nível de alavancagem medido pela dívida líquida/Ebitda consolidado ajustado a 2,5 vezes em 31 de dezembro de 2018 e a 3,5 vezes nos trimestres seguintes.

ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) divulgou a metodologia de cálculo do preço de referência do óleo diesel. Entre os principais aperfeiçoamentos realizados na proposta após consulta e audiência públicas estão inclusão de custos de movimentação e armazenagem nos portos e consideração de custos de logística interna de entrega.

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