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Alckmin e Álvaro têm Petrobras, e Bolsonaro tem Oi: as ações que os candidatos à Presidência investem

Poucos candidatos "abriram a carteira" de investimentos em ações ao TSE: veja onde cada um deles investe

Alckmin, Alvaro Dias e Bolsonaro
(Reprodução)

SÃO PAULO - A soma dos bens dos presidenciáveis e de seus vices em 2018 alcançou R$ 833,7 milhões neste ano com uma carteira formada majoritariamente por imóveis, veículos e aportes em renda fixa. Esse portfólio acaba coincidindo com o perfil do eleitor brasileiro, que ainda investe pouco em ações. 

Mas também, entre os presidenciáveis, há aqueles que possuem uma carteira um pouco mais arrojada, com investimentos em renda variável. Entre os 13 candidatos, 6 deles possuem ações: Álvaro Dias, Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles, Jair Bolsonaro, João Amoêdo e José Maria Eymael.

De longe, Meirelles, ex-ministro da Fazenda do governo Michel Temer e candidato pelo MDB, é o que apresenta a maior alocação em ações - 75% do seu patrimônio total de R$ 377,49 milhões, ou mais de R$ 283,176 milhões. Contudo, ele ainda não detalhou o seu patrimônio ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) - não sendo possível saber em quais papéis o emedebista investiu. 

Somente três dos seis candidatos que investem em ações "abriram" as suas carteiras - Alckmin, Bolsonaro e Dias - sendo que apenas o último tem uma carteira de três ações. 

Alvaro Dias, candidato à Presidência pelo Podemos, tem ações da Vale, Petrobras e Bradesco em seu portfólio, que somaram um aporte de R$ 255.399,65 quando foram compradas - o detalhamento enviado ao TSE não traz essas datas de aquisição. Se levado em consideração o valor investido na comparação com o preço da ação no último pregão, a carteira de Dias teve valorização de 68,37%.

Vale lembrar que o documento entregue ao TSE informa que o candidato possui ações preferenciais (VALE5) que foram convertidas em ordinárias (VALE3) no fim do ano passado para que a empresa migrasse para o Novo Mercado, nível mais alto de governança corporativa no mercado brasileiro. Para cada 1 ação VALE5 foi oferecida 0,9342 VALE3 e esse critério de conversão foi adotado na simulação feita pelo InfoMoney. Confira:

Álvaro Dias (Podemos)

Empresa Quantidade Valor pago Valor em 27 de
agosto de 2018
Variação (em relação ao valor pago)
Vale (VALE5) 5.605 R$ 255.399,65 R$ 430.025,11 +68,37%
Petrobras (PETR4) 2.752
Bradesco (BBDC4) 2.993

Álvaro Dias ainda recebeu JCP (juros sobre capital próprio) das ações da Vale no valor de R$ 2.000,56, relativo ao exercício de 2017, e R$ 2.159,62 de JCP das ações do Bradesco. Somados, foram R$ 4.160,18 recebidos de JCP. 

Com apenas uma pequena parcela de seu patrimônio no mercado acionário, Geraldo Alckmin tem suas fichas em duas ações tradicionais da Bolsa: a Petrobras e a CSN, que tiveram um rendimento mais modesto para o tucano. 

Geraldo Alckmin (PSDB)

Empresa Quantidade Valor pago Valor em 27 de
agosto de 2018
Variação (em relação ao valor pago)
Petrobras (PETR4) 100 R$ 1.608 R$ 1.871 +16,36%
CSN (CSNA3) 600 R$ 5.010 R$ 5.220 +4,19%
Total da carteira - R$ 6.618 R$ 7.091 +7,15%

Quem se deu mal, pelo menos quando o assunto é investimentos em ações, é o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, que colocou as suas fichas - ainda que poucas - em ações da Oi, empresa que está em recuperação judicial. O resultado disso é uma desvalorização de cerca de 72% em sua aplicação quando comparado ao preço em que os papéis foram adquiridos. Veja:

Jair Bolsonaro (PSL)

Empresa Quantidade Valor pago Valor em 27 de
agosto de 2018
Variação (em relação ao valor pago)
Oi (OIBR3) 60  R$ 725,40  R$ 175,80  -75,77%
Oi (OIBR4) 67 R$ 557,44 R$ 180,23 -67,67%
Total da carteira   R$ 1282,84 R$ 356,03 -72,25%

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