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Ibovespa tem 3ª queda seguida e reverte ganhos do ano com exterior e cenário eleitoral

Índice chegou a amenizar as perdas seguindo a recuperação em Wall Street, mas não conseguiu virar para o positivo

Bolsa de valores
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa esboçou uma recuperação na tarde desta sexta-feira (17), seguindo a melhora no exterior após a notícia de que os Estados Unidos e a China têm planos para resolver a guerra comercial em novembro, mas não conseguiu sair do campo negativo. O índice fechou novamente em queda, pressionando pelo cenário político, zerando assim os seus ganhos no ano.

O benchmark da bolsa brasileira fechou com queda de 1,03% (a terceira seguida), aos 76.028 pontos, encerrando a semana com perdas de 0,63%. Com isso, agora o índice acumula uma desvalorização de 0,49% em 2018. Enquanto isso, o dólar, que chegou a R$ 3,95 na máxima do dia, perdeu força com o alívio externo, mas fechou com alta de 0,24%, cotado a R$ 3,9147 na venda.

No exterior, o Dow Jones subiu 0,43% após a informação de que negociadores dos EUA e da China estão traçando um planejamento para que os diálogos comerciais da próxima semana resultem em uma solução em reuniões entre Donald Trump e Xi Jinping em cúpulas multilaterais em novembro.

Ambas as partes agendaram conversas entre autoridades de médio escalão em Washington na semana que vem. Uma delegação de nove autoridades chinesas liderada pelo vice-ministro de Comércio, Wang Shouwen, terá encontros com oficiais americanos liderados pelo subsecretário do Tesouro, David Malpass, nos dias 22 e 23 de agosto.

Já com relação à Turquia, um tribunal do país rejeitou o recurso de libertação do pastor cristão norte-americano, um dia depois de os EUA alertarem para novas sanções a menos que Ancara abrisse mão do detido.  

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No radar político, nesta sexta-feira, ocorre o segundo debate de presidenciáveis na RedeTV!/IstoÉ, às 22h (clique aqui e veja como acompanhar online). Antes disso, foi divulgada a pesquisa XP/Ipespe realizada entre 13 e 15 de agosto, que mostrou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a liderança no cenário em que seu nome é considerado.

Logo atrás aparece o deputado Jair Bolsonaro (PSL), com 20%, seguido por um empate técnico entre Geraldo Alckmin (PSDB), com 9%, Marina Silva (Rede), com 8%, Ciro Gomes (PDT), com 7%, e Álvaro Dias (Podemos), com 5%. Brancos, nulos e indecisos somam 16%. 

Mas é outro ponto da pesquisa que repercute no mercado. O levantamento também testou o nome do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, vice na chapa encabeçada por Lula, como candidato do PT. Com a possibilidade do ex-presidente ser barrado pela Lei da Ficha Limpa, Haddad é tido como "plano B" do partido para substituí-lo na disputa até 17 de setembro.

A pesquisa testou a corrida presidencial com um eventual apoio de Lula a Haddad explicitado na pergunta feita aos entrevistados. Neste caso, o ex-prefeito tem 15% das intenções de voto, 2 pontos percentuais a mais do que o registrado há uma semana. Com isso, Haddad entraria em empate técnico com Bolsonaro, que conta com apoio de 21%. A diferença de 6 pontos está dentro do limite da margem de erro, que também coloca o petista em condição de empate técnico com os candidatos Geraldo Alckmin e Marina Silva, ambos com 9%. Confira a pesquisa clicando aqui. 

Vale ressaltar que, na véspera, a bolsa brasileira se descolou do exterior e fechou em queda, ainda que não muito forte em relação à mínima do dia, após notícia do G1 de que Alckmin, visto pelo mercado como o candidato com maiores condições de fazer reformas estruturais, poderia ser denunciado pelo MP-SP ainda no primeiro turno. Isso complicaria o cenário já delicado para o tucano, 

Altas e baixas

O dia foi de queda para a Petrobras (PETR3PETR4), apesar da alta de quase 1% do petróleo, com o mercado digerindo principalmente as incertezas externas. Mas o destaque ficou mesmo para as ações da Marfrig (MRFG3), que desabaram com notícias da Tyson acertando a compra da Keystone em acordo de US$ 2,5 bihões. Enquanto isso, a Suzano (SUZB3) subiu com uma nova alta do dólar.

As maiores baixas, dentre as ações que compõem o índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 MRFG3 MARFRIG ON 6,24 -9,30 -14,75 106,54M
 BTOW3 B2W DIGITAL ON 27,36 -3,63 +33,46 55,47M
 BBAS3 BRASIL ON 31,26 -3,52 -0,04 443,51M
 GOLL4 GOL PN N2 12,16 -3,11 -16,71 26,80M
 BBDC4 BRADESCO PN 28,62 -3,05 -6,57 375,47M

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 BRAP4 BRADESPAR PN 30,17 +3,57 +8,89 115,34M
 EMBR3 EMBRAER ON 19,42 +2,21 -2,43 78,34M
 VALE3 VALE ON 50,80 +2,17 +31,29 872,56M
 SUZB3 SUZANO PAPELON 43,94 +1,81 +136,23 162,61M
 FIBR3 FIBRIA ON 75,87 +1,43 +59,63 221,80M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN EJ N2 18,46 -2,59 1,26B 1,05B 57.900 
 VALE3 VALE ON 50,80 +2,17 872,56M 961,39M 39.331 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN 42,98 -2,56 584,08M 574,92M 30.938 
 BBAS3 BRASIL ON 31,26 -3,52 443,51M 346,15M 32.326 
 ABEV3 AMBEV S/A ON 19,18 +0,89 385,89M 272,51M 32.218 
 BBDC4 BRADESCO PN 28,62 -3,05 375,47M 435,01M 32.270 
 FIBR3 FIBRIA ON 75,87 +1,43 221,80M 149,12M 9.281 
 PETR3 PETROBRAS ON EJ N2 20,95 -1,60 210,96M 175,41M 19.129 
 ITSA4 ITAUSA PN 9,95 -1,29 191,03M 208,32M 37.848 
 MGLU3 MAGAZ LUIZA ON 133,65 -1,94 180,06M 183,23M 6.951 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
IBOVESPA

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