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Os 5 eventos que vão agitar os mercados nesta semana

Confira os principais eventos deste pregão e da semana

Trump e Erdogan
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Após uma sessão de forte queda na última sexta para o Ibovespa, o pregão desta segunda-feira (13) deve continuar pressionado pela crise na Turquia em meio a uma agenda esvaziada no mercado doméstico e internacional. O ambiente político segue agitado, com expectativa sobre a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o fim do prazo de registro dos candidatos no dia 15. No âmbito corporativo, a temporada de balanços do segundo trimestre termina nesta semana. 

Veja no que ficar de olho nesta segunda-feira e durante a semana:

1. Bolsas mundiais

A sessão é mais uma vez de forte aversão ao risco nos mercados mundiais, com as bolsas europeias em expressiva baixa e com os mercados asiáticos tendo fechamento majoritariamente em baixa nesta segunda-feira, à medida que a crise financeira da Turquia e a forte queda da moeda local levaram investidores a evitar ativos considerados mais arriscados. 

A lira cai mais de 6% após presidente turco, Recep Erdogan, ter mantido tom desafiador em fala no domingo e com medida do BC para aumentar liquidez trazendo alívio pequeno. A pressão se espalha pelos mercados, levando à baixa de outras divisas emergentes. O MSCI dos emergentes e o S&P futuro também recuam, enquanto busca por proteção motiva baixa do yield dos treasuries e alta do iene. O petróleo opera estável e metais recuam em Londres, enquanto aço e minério destoam e registram alta com expectativa de investimento chinês em infraestrutura. 

Leia mais: Como a Turquia e Trump azedaram os mercados globais e fizeram o dólar disparar

No fim da noite de hoje, está prevista a divulgação de indicadores chineses sobre produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos referentes a julho.

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 8h (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,22%

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,29%

*Nasdaq Futuro (EUA) -0,26%

*DAX (Alemanha) -0,63%

*FTSE (Reino Unido) -0,51%

*CAC-40 (França) -0,30%

*FTSE MIB (Itália) -0,89%

*Hang Seng (Hong Kong) -1,52% (fechado)

*Xangai (China) -0,32% (fechado)

*Nikkei (Japão) -1,98% (fechado)

*Petróleo WTI -0,28%, a US$ 67,44 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,98%, a 517,00 iuanes (nas últimas 24 horas) 

*Bitcoin US$ 6.462,80 +1,64%
R$ 25.260 +0,44% (nas últimas 24 horas)

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2. Agenda doméstica da semana

O Banco Central divulga, como de praxe, o Boletim Focus às 8h25 desta segunda-feira. Na terça-feira (14), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga o resultado de junho da Pesquisa Mensal de Serviços, que, segundo a GO Associados deve ter alta de 4,2% ante maio, devolvendo a queda de 3,8% do mês passado. Segundo os analistas, o resultado será puxado pelo bom desempenho da categoria de transportes, com a normalização das atividades no período. 

Na quarta-feira (15), o Banco Central divulga o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) de junho, considerado a prévia mensal do PIB (Produto Interno Bruto). A GO Associados projeta crescimento de 3% ante o mês de maio, que, caso se confirme, será a maior alta do indicador, desde o início da série histórica. Confira a agenda completa de indicadores clicando aqui.

O cenário eleitoral segue no centro das atenções, com destaque para o fim do prazo para o registro das candidaturas, na quarta-feira (15). O cenário ainda é nebuloso, mas há a expectativa de que seja definida a situação do ex-presidente Lula, podendo marcar também o lançamento da chapa "alternativa" do PT, com Fernando Haddad e Manuela D'Ávila.

Além disso, na sexta-feira (17), ocorre o segundo debate na RedeTV! (confira aqui a agenda completa de debates). Vale ainda ficar de olho às novas pesquisas eleitorais, com destaque para a da Paraná Pesquisas na terça-feira (14) e para o levantamento semanal da XP/Ipespe na próxima sexta-feira (confira o resultado do último levantamento clicando aqui). 

Enquanto isso, a temporada de resultados entra em sua reta final. A temporada de resultados corporativos do segundo trimestre termina nesta próxima semana, com pelo menos 60 balanços agendados para o período entre 13 e 17 de agosto. Entre os destaques da semana estão os números da JBS (JBSS3), Kroton (KROT3) e Marfrig (MRFG3).

Para esta segunda-feira são esperados os balanços de São Martinho (SMTO3), Oi (OIBR4), Metal Leve (LEVE3), Locamerica (LCAM3), Light (LIGT3), Even (EVEN3) e Eletrobras (ELET6), todos depois do fechamento do pregão.

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3. Agenda econômica do exterior

No exterior, a atenção se volta para a guerra comercial entre EUA e China e agora, também para a mais recente disputa criada entre os norte-americanos e a Turquia (entenda melhor clicando aqui). Os investidores estão atentos a uma possível retaliação por parte de Donald Trump após a imposição de tarifas de 25% pelo governo chinês sobre US$ 25 bilhões em produtos importados norte-americanos.

Entre os indicadores, nos EUA será mais tranquilo, serão publicados, na quarta-feira (15), as vendas do comércio e a produção industrial de julho, enquanto na quinta-feira (16) saem os dados de início de novas construções e licenças para novas construções de residências.

Na China, o noticiário econômico será bastante movimentado, com a publicação dos dados de investimento em ativos fixos, produção industrial e vendas do comércio referentes ao mês de julho na noite de segunda-feira. O índice de preços das residências é esperado para a quarta-feira (15).

Diante da guerra comercial contra os EUA, os investidores estarão atentos aos indicadores econômicos para identificar possíveis efeitos negativos sobre o ritmo de crescimento econômico do gigante asiático. Confira a agenda completa de indicadores clicando aqui.

4. Notícias políticas

Minutos antes de embarcar no aeroporto de Congonhas na tarde desta sexta-feira (10), o candidato à presidência líder nas pesquisas de intenção de voto, Jair Bolsonaro (PSL), conversou com o InfoMoney: ele disse que não pretende aumentar impostos de qualquer natureza, inclusive dividendos ou herança, e explicou o motivo da escolha do general Mourão como vice-presidente na sua chapa. "Seria como quando o [George W.] Bush colocou como vice o Dick Cheney", disse Bolsonaro. Vice de Bush nos EUA entre 2001 e 2008, Cheney teve importante atuação em conflitos bélicos do país, como na Guerra do Golfo.

Ainda sobre os presidenciáveis, os ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estariam aborrecidos com a “espetacularização” do pedido de registro da candidatura de Lula. O documento será protocolado na quarta-feira , em meio a uma marcha de militantes sobre Brasília. Alguns magistrados enxergam a manifestação como uma tentativa do PT de “constranger” a Justiça Eleitoral. A pressão sairá pela culatra, disse um ministro, em privado, informa o Blog do Josias, no UOL.

5. Noticiário corporativo

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defende que o acordo de joint venture entre a Embraer (EMBR3) e a Boeing, firmado no mês passado, passe pelo Congresso. Para Maia, os parlamentares devem ser consultados sobre a posição do governo em relação a uma golden share, segundo entrevista ao jornal Valor Econômico. 

A Usiminas (USIM5) retoma operações em Ipatinga após após explosão de gasômetro que fez ação despencar mais de 7% na sexta-feira (10). Segundo o Itaú BBA a notícia é negativa para a empresa, pois provavelmente impactará a produção no curto prazo. "Vale lembrar que Ipatinga é a única usina onde a Usiminas produz aço bruto com 3 altos-fornos e capacidade total de 5 milhões de toneladas", destacam os analistas lembrando de um acidente com a CSN em 2006 que interrompeu as operações da empresa por vários meses.

A S&P rebaixou o rating da BRF (BRFS3) de BB+ para BB após a empresa reportar um aumento de seu prejuízo líquido para R$ 1,574 bilhão no segundo trimestre, ante prejuízo de R$ 166 milhões no mesmo período de 2017. O Ebitda ajustado despencou 47,1%, para R$ 373 milhões. Sem ajustes, o Ebitda ficou negativo em R$ 289 milhões. A margem Ebitda ajustada recuou caiu de 8,8% no segundo trimestre de 2017 para 4,6%. 

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