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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta terça-feira

PT recua, candidatos se preparam para primeiro debate da TV e Magazine Luiza tem maior crescimento trimestral dos últimos 5 anos

Lula
(Agência Brasil)

SÃO PAULO - O pregão desta terça-feira (7) será marcado pela repercussão dos balanços, com destaque para o Magazine Luiza, que registrou seu maior crescimento trimestral dos últimos 5 anos. No âmbito político, o PT fez um recuo estratégico ao desistir de um recurso no STF (Superior Tribunal Federal) que pedia que o  ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aguardasse em liberdade o julgamento de recursos contra sua condenação na Operação Lava Jato. A intenção do partido é protelar ao máximo a inelegibilidade oficial de Lula.

Veja no que ficar de olho nesta terça-feira (7):

1. Bolsas mundiais

As ações na Europa e os índices futuros norte-americanos operam em alta repercutindo a divulgação de balanços positivos, que contribuem para aliviar as preocupações com a guerra comercial entre China e Estados Unidos. Na Ásia, a Bolsa de Xangai registrou a maior alta em mais de dois anos. 

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Os preços do petróleo sobem diante das expectativas de queda dos estoques norte-americanos e de restrição à oferta do Oriente Médio. Esses fatores compensam os receios de que guerra comercial afete a demanda com esperança de maior apoio do governo aos investimentos

O dólar perde força em relação à maior parte das moedas, revertendo pressão associada à guerra comercial afetou ativos o mercado no último pregão.

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 8h15 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,35%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,16%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,61%

*DAX (Alemanha) +0,93%

*FTSE (Reino Unido) +0,92%

*CAC-40 (França) +0,82%

*FTSE MIB (Itália) +1,13%

*Hang Seng (Hong Kong) +1,54% (fechado)

*Xangai (China) +2,74% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,69% (fechado)

*Petróleo WTI +0,83%, a US$ 69,58 o barril

*Petróleo brent +1,13%, a US$ 74,58 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +2,18%, a 515,00 iuanes (nas últimas 24 horas) 

*Bitcoin US$ 7.061,45 +2,04%
R$ 27.075 -0,28% (nas últimas 24 horas)

2. Agenda de indicadores

O dia é de agenda fraca de indicadores. O Banco Central divulgou nesta amanhã ata do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a decisão da última semana, que manteve a Selic em 6,50% ao ano pela terceira reunião consecutiva.

No documento, o Banco Central apontou que, na ausência de "choques adicionais" sobre a economia, o cenário inflacionário deve revelar-se "confortável". A ata ainda informa que a percepção sobre a agenda de reformas afeta as expectativas econômicas para o país.

  • Ainda nesta manhã, o Tesouro Nacional oferta até 500.000 NTN-Bs para 2023 e 2028 e até 100.000 para 2035 e 2055, das 11h às 11h30, com resultado a partir de 11h45. O Banco Central oferta até 4.800 contratos de swap cambial para rolagem de contratos de setembro, 11h30 às 11h40, com resultado a partir de 11h50.

3. Criptomoedas na IMTV

O Bloco Cripto desta terça, apresentado por Rodrigo Tolotti e Safiri Félix, irá debater o futuro do Bitcoin como uso de pagamento, explicando a recente notícia de que o Starbucks iria começar a aceitar a criptomoeda pagar o pagamento de cafés, o que foi desmentido nos últimos dias. Além disso, a dupla irá comentar a recente queda dos preços e um anúncio que pode facilitar o lançamento do primeiro ETF de Bitcoin. O programa vai ao ar às 14h15 (de Brasília), ao vivo, na InfoMoneyTV e no Facebook

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4. Notícias do dia

Na última segunda-feira (6), o TRF-4 negou o pedido do PT para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participasse do debate da TV Bandeirantes na quinta-feira (9). Além disso, a defesa de Lula apresentou sua desistência do recurso no qual pedia que ele aguardasse em liberdade o julgamento de recursos contra sua condenação na Operação Lava Jato. O caso poderia ser julgado nesta semana pela Corte. O movimento da defesa de Lula foi estratégico, uma vez que uma decisão contrária ao petista neste momento obrigaria o partido a colocar outro candidato no lugar dele. Com a questão indefinida na Justiça, Lula ganha tempo para se apresentar como presidenciável e tentar que sua candidatura seja autorizada pela Justiça Eleitoral. 

Do outro lado, a indicação de Fernando Haddad a vice de Lula pode trazer problemas. Segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, o reconhecimento público de que a vaga de vice, na verdade, será de Manuela d’Ávila (PC do B), preocupa assessores do PT. Segundo o jornal, existe o temor de que o acerto político fragilize de tal maneira a argumentação jurídica a favor do registro da candidatura do petista, que a ofensiva no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ganhe ares de “causa fake”. Se o PT decidir ir à Justiça para garantir a presença de Haddad nos debates, a situação com o TSE pode ficar ainda pior. Por enquanto, essa é a intenção demonstrada pelo PT, caso não consiga que Lula participe de debates. 

Os debates dão o que falar também com outros candidatos. João Amoêdo, do Novo, não foi convidado pela Band por sua baixa intenção de voto nas pesquisas e não ter uma grande bancada no Congresso. Por isso, foi criado um abaixo-assinado no último sábado (4). A lista já tinha, até a tarde desta segunda-feira (6), cerca de 89 mil assinaturas.

No noticiário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto reimpondo várias sanções ao Irã. Trump destacou que sua estratégia é elevar ao máximo a pressão econômica sobre o país e ressaltou estar aberto a um acordo mais amplo com o Irã, que não se limite ao programa nuclear e englobe todas "as atividades malignas" do regime, incluindo os apoios dados a governos e grupos na região.

5. Noticiário corporativo

Saiu na noite de segunda o balanço do Magazine Luiza (MGLU3), que mostrou lucro líquido de R$ 140,7 milhões, alta de 94,5% ante o mesmo período do ano passado. O resultado superou a melhor das projeções compiladas pelos analistas consultados pela Bloomberg, na faixa entre R$ 114 milhões e R$ 132 milhões. A receita líquida avançou 36,9%, encerrando o período em R$ 3,696 bilhões, também superando a projeção, de R$ 3,400 bilhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 312,4 milhões, resultado 32,5% acima do segundo trimestre de 2017, com a margem Ebitda passando de 8,7% para 8,5%. A varejista afirmou que este foi o maior crescimento trimestral dos últimos 5 anos. 

  • A Gol divulgou que sua demanda total cresceu 6,3% em julho, na comparação com mesmo mês de 2017, e a ocupação foi 81,5%. A Linx (LINX3) divulgou balanço com lucro líquido de R$ 18.35 milhões, valor 14,31% inferior ao apurado no segundo trimestre de 2017. A receita líquida aumentou 26,08% de um ano para o outro, passando para R$ 170.75 milhões. A Multiplus (MPLU3) registrou lucro líquido de R$ 73,8 milhões. A Taesa (TAEE11) superou as expectativas do mercados e apresentou lucro líquido de R$ 259,3 milhões e receita líquida de R$ 351,2 milhões no segundo trimestre. O Ebitda foi de R$ 361,3 milhões
  • A Marcopolo (POMO4) teve lucro líquido de R$ 23,3 milhões no segundo trimestre, queda 10,4% em comparação ao resultado do do segundo trimestre do ano passado. A receita líquida avançou 47,3%, para R$ 1,091 bilhão. O Ebitda atingiu R$ 107,7 milhões no segundo trimestre, alta de 127,2% sobre o mesmo intervalo de 2017. A margem Ebitda avançou 3,5 pp, para 9,9%. A AES Tiete (TIET11) teve lucro líquido de R$ 93 milhões no segundo trimestre do ano, aumento de 2,2% em base anual.  A receita líquida cresceu 15,7%, para R$ 461,9 milhões e o Ebitda somou R$ 270,3 milhões, alta de 26,9%. A margem Ebitda cresceu de 53,3% para 58,5%.

    A Hypera (HYPE3) foi elevada para outperform (o equivalente a desempenho acima do mercado) pelo Bradesco BBI, com preço-alvo de R$ 39, o que implica potencial de valorização de 36% em relação ao último fechamento.
  • Na agenda de balanços desta terça-feira (7), são esperados os números de CSN, BTG Pactual e Minerva, todos após o fechamento da Bolsa brasileira. A CSN deve apresentar Ebitda de R$ 1,34 bilhões no segundo trimestre, segundo estimativa média entre analistas ouvidos pela Bloomberg. 

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(Com Bloomberg)

 

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