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Carrefour entra no Ibovespa na 1ª prévia, boa notícia para construtoras, 4 balanços e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta quarta-feira (31)

CArrefour
(divulgação)

SÃO PAULO - O destaque do noticiário corporativo desta quarta-feira (1) fica mais uma vez para a temporada de balanços, com atenção para os números de Smiles, Cteep e Transmissão Paulista. Novidades para BRF e bancos também estão no radar.  Confira os destaques desta quarta:

Prévia do Ibovespa

A  B3 informou a primeira prévia do Ibovespa tendo como base o pregão de 31 de julho de 2018 para o período de setembro a dezembro de 2018. O Carrefour Brasil (CRFB3) entrou na carteira, enquanto a CPFL Energia (CPFE3) foi removida. Os cinco ativos que apresentam o maior peso na composição do índice são Vale (12,635%), Itaú Unibanco (10,368%), Bradesco (7,405%), Ambev (6,338%) e Petrobras (6,325%).

Bancos e Construtoras

O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou na terça-feira (31) o aumento para R$ 1,5 milhão do valor dos imóveis que poderão ser comprados através do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Antes, o valor era de R$ 950 mil. Segundo o Banco Central, isso deve injetar R$ 80 bilhões no sistema de poupança e ajudar a simplificar a aplicação de recursos. A transição deve ser gradual e ocorrerá nos próximos seis anos.

No final desse período, os bancos não poderão mais utilizar carteiras em prejuízo para compor o direcionamento dos recursos da poupança.. Além disso, a aquisição do Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), títulos hipotecários (LH) e letras de crédito imobiliário (LCI) não mais contarão para cumprimento de exigibilidade.

"Vemos esse movimento como positivo para os bancos, pois isso ajudará o mercado imobiliário a se tornar mais flexível, além de ajudar a simplificar regras e estimular o mercado de crédito imobiliário", afirmam os analistas do Brasil Plural.  

Já o BTG Pactual aponta que as medidas são positivas para o setor imobiliário, pois mais uma vez reforça o grande comprometimento do governo para uma recuperação do segmento (já foram diversas medidas feitas na tentativa de reativar o setor imobiliário, incluindo a discussão de distratos que agora está travada. "As empresas mais beneficiadas por essas medidas são as de alta renda (dado que a mudança se aplica para a faixa acima de R$ 950 mil)", apontam os analistas.

Smiles (SMLE3)

A Smiles reportou um balanço fraco para o segundo trimestre do ano e frustrou as expectativas dos analistas. O lucro líquido teve queda de 20,7%, para R$ 114,2 milhões. A estimativa era de R$ 152 milhões. "A empresa esteve sob pressão em função de dúvidas com relação a governança, dúvidas com relação a renovação do contrato com a Gol, politica de dividendos, alem da situação financeira mais desafiadora da Gol", afirma o Credit Suisse, que manteve a recomendação outperform (acima da média do mercado) para as ações.

A receita líquida foi de R$ 198,1 milhões, recuando 8,9% na comparação anual, e o ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) foi de R$ 134,9 milhões, recuoi de 20,8%.

O BTG Pactual reduziu as estimativas de preço-alvo para as ações da Smiles em 12 meses de R$ 86, para R$ 70, com manutenção da recomendação de compra.

Transmissão Paulista (TRPL4)

A Transmissão de Energia Elétrica Paulista anunciou um lucro líquido de R$ 248 milhões no segundo trimestre de 2018, valor 50,85% inferior ao prejuízo líquido apurado no mesmo período do ano anterior. O resultado negativo é decorrente do desempenho de uma de suas subsidiárias e pagamento de imposto elevado. O Brasil Plural destaca o desempenho positivo na parte operacional, que impulsionou a receita e o ebitda.

Para o BTG Pactual, a companhia deve entregar dividend yield acima de 12% nos próximos anos. 

Suzano (SUZB3)

A Suzano reduzirá de US$ 6,9 bilhões para US$ 4,4 bilhões o compromisso de financiamento da Fibria. os valores referem-se a compromissos financeiros com bancos internacionais para financiar a parcela em dinheiro da operação. 

A companhia também emitiu R$ 770,6 milhões em nota de crédito à exportação com o Banco Safra. "Além de ser clara demonstração de que negócio está avançado, também é outra mostra de criação de valor da transação, uma vez que Suzano travou o negócio em reais, e com a depreciação de 14% da moeda (R$ 3,28), a transação é agora mais barata em dólar do que esperado inicialmente", afirmam os analistas do BTG Pactual.

Oi (OIBR4)

A Oi informou em comunicado enviado para a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que concluiu sua reestruturação de dívida financeira com a implantação dos termos e condições previstos no Plano de Recuperação Judicial. A empresa informou também que acabou o prazo para o procedimento de liquidação da opção de pagamento dos bondholders não qualificados. 

A empresa divulgou nesta quarta-feira que  a justiça portuguesa rejeitou o pedido de reconhecimento do plano de recuperação judicial e que vai recorrer da decisão. O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa entendeu que seria necessário o trânsito em julgado da decisão da justiça brasileira que homologou o plano de recuperação no início do ano para reconhecer o acerto.

BRF (BRFS3)

O Conselho de Administração da BRF aprovou um refinanciamento de R$ 3,23 bilhões com o Banco do Brasil. A proposta envolve rolagem de dívida e novas captações para prazos de até três anos. Para os analistas do Bradesco BBI, esse é um forte crédito positivo para a companhia. "Os exercícios de gestão de passivos de julho melhoraram muito a liquidez da BRF, reduzindo os vencimentos de dívidas até 2019 para R$ 5,3 bilhões, comparando favoravelmente com a posição de caixa da empresa no primeiro trimestre de R$ 7,3 bilhões".

Gerdau (GGBR4)

A Gerdau concluiu venda de hidrelétricas em Goiás por R$ 835 milhões para o grupo minerador Kinross Brasil.

Arezzo (ARZZ3)

A Arezzo divulgou lucro líquido de R$ 33,1 milhões no segundo trimestre, queda de 15,6% ante o mesmo intervalo de 2017. O desempenho foi pressionado pelo prejuízo financeiro de R$ 13 milhões com variação cambial e despesas maiores com endividamento. A receita foi de R$ 374 milhões, com alta de 13,6% na comparação anual. O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) subiu 12,4%, para R$ 56,6 milhões.

Para o BTG Pactual, o resultado confirmou a resiliência da companhia com o crescimento de 14% na comparação anual com franquias, multimarcas e e-commerce. "Seguimos positivos no case para médio-longo prazo, dada a qualidade da empresa e capacidade de entrega de bons resultados, porém nos níveis atuais de preço (24x PE2018), vemos pouco upside".

Embraer (EMBR3)

Um avião E190 da companhia sofreu um acidente na noite de terça-feira (31) após um pouso de emergência no Aeroporto Guadalupe Vitória, no México. O voo, operado pelo Grupo AeroMexico, levava 97 passageiros e 4 tripulantes de Durango à Cidade do México. Segundo autoridades, 85 pessoas ficaram feridas e não houve mortes.

JBS (JBSS3)

A Fitch Ratings poderá elevar a nota de crédito da JBS caso nenhuma multa significativa for aplicada à companhia após a conclusão de investigações envolvendo a empresa e seus controladores. A eventual elevação dos ratings também dependerá da apresentação de métricas de crédito robustas e sustentáveis pela companhia. “O rating está limitado pela incerteza em torno das investigações envolvendo a empresa e os seus acionistas”, disse o diretor da Fitch, Johnny da Silva, em nota.

Banco Inter (BIDI4)

A empresa reportou lucro líquido de R$ milhões no segundo trimestre, alta de 7,9% em relação ao mesmo período no ano passado, e encerrou o semestre com 741 mil contas digitais. No início de 2018, quando tinha cerca de 380 mil contas, o banco estabeleceu a meta de atingir 1 milhão de correntistas em 2018.
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