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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta terça-feira

Confira os principais eventos deste pregão

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SÃO PAULO - A intensa temporada de balanços, com destaque para os números do Itaú e da Embraer, o início das reuniões do Fomc e do Copom e o radar político (com atenção para a repercussão da entrevista de Jair Bolsonaro ao Roda Viva) dão o tom desta terça-feira. No exterior, as bolsas têm ganho marginal na Europa, assim como os índices futuros americanos, de olho nos dados dos EUA, enquanto a sessão é de queda para o petróleo. Veja no que ficar de olho nesta terça-feira (31):

1. Bolsas mundiais

O dia começa positivo às bolsas mundiais nesta terça-feira, de olho na reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), e ainda reagindo a novos resultados corporativos, além da divulgação de indicadores econômicos.  A expectativa para o encontro do Federal Reserve, que começa hoje e termina na quarta-feira, é de que siga consistente com sua política monetária. No entanto, a decisão do Fed para agosto pode ainda reagir à divulgação de dados recentes da economia americana. 

Mesmo com alguma incerteza, os índices futuros demonstram mais otimismo hoje, seguindo uma segunda-feira de perdas para as bolsas americanas. Os índices europeus também operam com ganhos, na esteira de balanços corporativos - com destaque ao banco Credit Suisse, cuja receita trimestral superou as expectativas do mercado.

Já na Ásia, mais um fechamento misto. A bolsa japonesa de Nikkei ficou próxima a estabilidade, saindo do negativo puxada pela decisão do Banco Central japonês de não alterar significativamente sua política monetária. Na China, os índices seguiram direções diferentes, com Xangai desenhando uma recuperação e o HSI voltando a cair, após o indicador PMI (Purchasing Manager’s Index) para a atividade industrial chinesa registrar uma queda ligeiramente maior do que esperada em julho.

Por fim, os preços do petróleo voltam a cair hoje, depois de uma semana de altas. Temores quanto à falta de oferta da commodity foram apaziguados por uma pesquisa da Reuters, apontando que as exportações da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) subiram em julho, atingindo seu maior patamar no ano.

Às 8h05 (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

S&P 500 Futuro (EUA) +0,26%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,17%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,15%

*DAX (Alemanha) +0,08%

*FTSE (Reino Unido) +0,67%

*CAC-40 (França) +0,08%

*FTSE MIB (Itália) +1,19%

*Hang Seng (Hong Kong) -0,52% (fechado)

*Xangai (China) +0,26% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,04% (fechado)

*Petróleo WTI -0,58%, a US$ 69,72 o barril

*Petróleo brent -0,19%, a US$ 74,83 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian 0,00%, a 488,00 iuanes (nas últimas 24 horas)

*Bitcoin US$ 7989,06 -1,99%
R$ 30.221 -1,88% (nas últimas 24 horas)

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2. Agenda de indicadores

A terça-feira dá início às reuniões de política monetária do Copom e do Federal Reserve, que se encerram na próxima quarta-feira.

Às 9h, o IBGE divulga o resultado de junho da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), que deve mostrar a taxa de desemprego estável em 12,7% no trimestre encerrado em junho, segundo a GO Associados. Na série com ajuste sazonal da GO, o resultado pode ter aumento do desemprego de 12,4% para 12,5%, em linha com a piora da atividade econômica e do mercado de trabalho no período.

Enquanto isso, nos EUA, às 9h30, teremos a divulgação do PCE (Personal Consumption Expenditures), medida de inflação mais acompanhada pelo Fed. O mercado espera por uma alta de 0,2% na passagem de maio para junho. Junto aos dados, também serão revelados os dados de gastos e renda do consumidor daquele mês, com expectativa de altas de 0,5% e 0,4%, respectivamente.

3. Bloco Cripto na IMTV

Na InfoMoneyTV, o programa Bloco Cripto desta terça recebe, a partir das 14h15, Fausto Botelho, analista técnico com mais de 40 anos de mercado. Sócio fundador da Enfoque Informações Financeiras, ele irá mostrar porque acredita que o bitcoin pode atingir os US$ 100 mil ainda este ano e ainda irá analisar o cenário técnico para outros criptoativos. Veja a grade completa clicando aqui. 

4. Notícias do dia

O grande destaque dos jornais do dia fica para a entrevista do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) para o Roda Viva, na última segunda-feira. Bolsonaro disse que não tem ’plano B’ para a economia sem seu orientador, Paulo Guedes e, ao comentar sobre a ausência do voto impresso, afirmou que a decisão do STF de barrar a medida coloca sob suspeição a eleição deste ano. Confira mais destaques clicando aqui

Ainda no noticiário eleitoral, a coluna de Mônica Bergamo, da Folha, informa que o TSE deve impedir que Lula apareça como candidato no programa de TV do PT. Enquanto isso, com problemas para encontrar um vice, o pré-candidato tucano à presidência Geraldo Alckmin afirmou que não quer nem que a sua chapa seja formada por alguém do seu partido nem que seja de São Paulo. 

5. Noticiário corporativo

O noticiário corporativo segue movimentado por conta da temporada de balanços. Em destaque, o Itaú Unibanco encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido recorrente de R$ 6,382 bilhões, uma alta de 3,4% ante o mesmo período do ano passado. O resultado, porém, ficou abaixo da projeção de R$ 6,495 bilhões dos analistas consultados pela Bloomberg.

Já a Cielo fechou o segundo trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 817,5 milhões, uma queda de 17,8% ante os R$ 994,3 milhões registrados um ano antes. Além do balanço, a Cielo também anunciou o pagamento de R$ 3,5 bilhões em proventos aos acionistas, sendo R$ 1,75 bilhão a ser pago no dia 28 de setembro, divididos em R$ 1,4 bilhão em dividendos e R$ 312,5 milhões em juros sobre capital próprio.  A RD, por sua vez, teve lucro líquido ajustado de R$ 141,78 milhões no segundo trimestre, frustrando a menor expectativa dos analistas consultados pela Bloomberg, que esperavam um lucro entre R$ 148 milhões e R$ 170 milhões. Por fim, a Embraer teve prejuízo líquido de R$ 467 milhões, revertendo um ganho que havia sido de R$ 200,9 milhões um ano antes.

Fora da temporada de balanços, atenção para a Sabesp: segundo o Estadão, nem a operação plena da principal obra feita para socorrer o Sistema Cantareira em período de seca tem sido capaz de estancar a queda do nível de armazenamento das represas. Apesar de o cenário de seca continuar, a Sabesp descarta risco de racionamento ao menos até o segundo semestre de 2019. Já os acionistas da Eletrobras aprovaram, na noite de segunda-feira, mais uma prorrogação no prazo para a venda de suas distribuidoras: a princípio, a privatização estava planejada para o fim de 2017, sendo postergada a 31 de julho, e agora a 31 de dezembro. 

 

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