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Itaú tem lucro de R$ 6,38 bilhões no 2º tri; queda no lucro da Cielo e mais resultados no radar

Confira as principais notícias corporativas da noite desta segunda-feira (30)

logo Itaú - bancos
(Wikimedia)

SÃO PAULO - A temporada de resultados corporativos agita a noite desta segunda-feira (30), com os números de empresas importantes como Cielo, Itaú Unibanco e RD. Confira os destaques:

Itaú Unibanco (ITUB4)
O Itaú Unibanco encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido recorrente de R$ 6,382 bilhões, uma alta de 3,4% ante o mesmo período do ano passado. O resultado, porém, ficou abaixo da projeção de R$ 6,495 bilhões dos analistas consultados pela Bloomberg.

O balanço foi impactado pela queda nas despesas com provisões para perdas com inadimplência, aumento das receitas com tarifas e aumento das operações de crédito. O resultado de Produto Bancário da companhia ficou em R$ 28,021 bilhões, levemente acima dos R$ 27,205 bilhões de um ano antes.

O retorno sobre o patrimônio líquido do banco ficou em 21,6%, praticamente estável ante os 21,5% de um ano antes. Enquanto isso, a margem financeira total atingiu R$ 17,295 bilhões no período, uma alta de 1,7% em três meses. A carteira de crédito expandida, por sua vez, subiu 3,7% ante dezembro e fechou junho em R$ 623,256 bilhões.

O custo do crédito, que considera as despesas com provisões contra calotes, descontos e baixas em títulos, ficou em R$ 3,601 bilhões entre março e junho, uma forte queda de 19,5% ante o mesmo período de 2017. Por fim, o índice de inadimplência caiu para 2,8% no segundo trimestre, contra 3,1% três meses antes.

Cielo (CIEL3)
A Cielo fechou o segundo trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 817,5 milhões, uma queda de 17,8% ante os R$ 994,3 milhões registrados um ano antes. A receita, por sua vez, teve leve avanço de 3,4% em um ano, encerrando o período em R$ 2,927 bilhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 1,147 bilhão entre abril e junho, uma queda de 10,3% ante os R$ 1,279 bilhão do mesmo período de 2017. Sobre a recente saída do CEO Eduardo Gouveia, a Cielo afirmou que "nada muda os passos a serem dados pela companhia".

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"Pelo contrário, a administração reafirma seu compromisso com nossos clientes, desenvolvendo produtos e serviços que possam ajuda-los no dia-a-dia, com os colaboradores, atuando de forma a fomentar o engajamento e reconhecimento do trabalho, e com os acionistas, na incessante e contínua busca por maior eficiência operacional", diz o comunicado.

Além do balanço, a Cielo também anunciou o pagamento de R$ 3,5 bilhões em proventos aos acionistas, sendo R$ 1,75 bilhão a ser pago no dia 28 de setembro, divididos em R$ 1,4 bilhão em dividendos e R$ 312,5 milhões em juros sobre capital próprio. O pagamento será feito com base na posição acionária de 14 de setembro.

Além disso, a companhia irá pagar R$ 875 milhões no primeiro trimestre e R$ 875 milhões no segundo trimestre de 2019. A Cielo ainda informou que irá alterar a periodicidade de pagamentos de proventos, de semestral para trimestral.

RD (RADL3)
A RD - antiga Raia Drogasil - teve lucro líquido ajustado de R$ 141,78 milhões no segundo trimestre, frustrando a menor expectativa dos analistas consultados pela Bloomberg, que esperavam um lucro entre R$ 148 milhões e R$ 170 milhões. Já a receita bruta da companhia avançou 11,6%, para R$ 3,791 bilhões.

O Ebitda da companhia, por sua vez, teve leve alta, encerrando o período em R$ 316,65 milhões. No release, a RD destacou a abertura de 62 novas lojas e o fechamento de outras 5, encerrando o segundo trimestre com 1.708 unidades. Além disso, a empresa reiterou o guidance de 240 aberturas brutas de lojas por ano para 2018 e 2019.

A dívida líquida da Raia Drogasil cresceu 46,8% em um ano, chegando a R$ 630,4 milhões em junho. Já a dívida líquida ajustada, que inclui recebíveis descontados e estimativa com a opção de compra da 4Bio, chega a R$ 682,9 milhões, crescimento de 42,4%. O nível de alavancagem da companhia, medido pela relação dívida líquida/Ebitda, chegou a 0,6 vez ao final de junho, contra 0,5 vez em março.

Eletrobras (ELET3)
Acionistas da Eletrobras aprovaram em assembleia a possibilidade de a companhia seguir responsável pela operação de suas distribuidoras de energia no Norte e Nordeste do país até 31 de dezembro, período visto como necessário para a transferência do controle das empresas. Em contrapartida, ficou decidido que os recursos para "operar, manter e fazer investimentos" nas empresas devem ser dados "pela tarifa, pela União ou pelos fundos setoriais... sem qualquer aporte de recursos, a qualquer título pela Eletrobras".

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