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Petrobras fecha acordo de leniência; lucro da Renner salta 42% e mais resultados no radar

Confira os principais destaques corporativos da noite desta quinta-feira (26)

Lojas Renner
(Divulgação)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo da noite desta quinta-feira (26) é agitado pela temporada de resultados do segundo trimestre, além de um acordo feito pela Petrobras com o Ministério da Transparência e a CGU. Confira os destaques:

Petrobras (PETR3; PETR4)
A Petrobras informou que assinou acordo de leniência com o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), a Advocacia-Geral da União (AGU), a SBM Offshore N.V. e a SBM Holding Inc S.A. O acordo prevê o pagamento de R$ 549 milhões, pela SBM à estatal, em até 90 dias, além do abatimento do valor nominal de US$ 179 milhões de pagamentos futuros, devidos pela Petrobras à SBM, com base em contratos vigentes.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a estatal diz que com o acordo, a SBM fica apta a participar das licitações em curso e de contratações futuras. "Nesse caso, a SBM terá de passar por todos os filtros e controles de conformidade a que estão submetidos os fornecedores da Petrobras", diz.

A empresa lembra que o processo de negociação foi iniciado em março de 2015, um acordo de leniência foi assinado e divulgado ao mercado em 15 de julho de 2016, porém não entrou em vigor por não ter sido homologado pelo Ministério Público Federal, conforme divulgado em 1º de setembro de 2016.

O valor a ser recebido pela Petrobras soma-se ao montante de R$ 1,475 bilhão, já recebido pela companhia, a título de ressarcimento de danos, por meio de acordos de colaboração premiada.

Lojas Renner (LREN3)
A Lojas Renner registrou um lucro líquido de R$ 274,7 milhões no segundo trimestre deste ano, um avanço de 41,9% em comparação ao resultado do mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, o número refletiu melhoras operacionais que elevaram a margem bruta, combinada a menor despesas financeiras e depreciação.

"Contribuiu também para o aumento do lucro líquido a menor alíquota efetiva de IR, consequência do reconhecimento de R$ 41,6 milhões por conta da dedutibilidade fiscal dos valores considerados subvenção para investimentos, conforme atendimento aos requisitos da Lei Complementar 160/17", destacou a companhia, informando que no primeiro semestre o lucro líquido avançou 48,2%, para R$ 386,2 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado total, que inclui operações de varejo e produtos financeiros, somou R$ 434,2 milhões de abril a junho, representando uma alta de 13,4% sobre o mesmo intervalo do ano passado. A margem Ebitda ajustada total ficou em 24,4%, uma expansão de 0,9 ponto porcentual. Especialmente nas operações de varejo, a margem avançou 1,2 ponto porcentual, para 19,8%, como consequência da "combinação de ganhos de margem bruta com contínuo controle de gastos", destacou a empresa.

A receita líquida das vendas de mercadorias cresceu 9,2%, para R$ 1,78 bilhão. No trimestre, a empresa reportou que houve um "bom ritmo de vendas, com adequada composição de estoques". A Lojas Renner informou ainda que o resultado da área de produtos financeiros avançou 2,9% no segundo trimestre em comparação ao mesmo período do ano passado, puxada pelo crescimento das receitas a partir da consolidação do "Meu Cartão" e dos níveis de inadimplência sob controle.

O resultado financeiro líquido da companhia apontou para despesas de R$ 13,3 milhões, uma redução de 40,7%. Segundo a empresa, a melhora no resultado foi consequência da queda das despesas financeiras, em razão da redução no custo de financiamento e do endividamento. A relação entre a dívida líquida e o Ebitda ajustado encerrou junho em 0,64 vez, ante 0,81 vez de um ano antes.

Localiza (RENT3)
A Localiza registrou lucro líquido de R$ 141,9 milhões no segundo trimestre de 2018, valor 9,7% maior que os R$ 129,3 milhões apurados um ano antes. No acumulado do primeiro semestre, o lucro da companhia chegou a R$ 317,9 milhões, um crescimento de 27,4% em relação ao ano passado.

O Ebitda consolidado somou R$ 347,6 milhões entre abril e junho, que representa um crescimento de 16,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Desde o começo do ano, o Ebitda soma R$ 745 milhões, avanço de 25,1%. O Ebit somou R$ 276,9 milhões no trimestre, crescimento de 17,5%. No semestre, o indicador teve alta de 30,3%, ficando em R$ 606,8 milhões.

A receita líquida da Localiza no segundo trimestre chegou a R$ 1,74 bilhão, crescimento de 29,3% na comparação anual. No semestre, a receita ficou em R$ 3,562 bilhões, crescimento de 32,7%. Das receitas no trimestre, a divisão de Seminovos registrou crescimento de 26,4%, para R$ 970,9 milhões. Já a divisão de Aluguel cresceu 33,1%, para R$ 769,3 milhões.

A dívida líquida fechou o primeiro semestre em R$ 4,628 bilhões, que corresponde a 60% do valor da frota da Localiza. Ao final de 2017, essa relação estava em 55%. Na alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda, o indicador passou de 2,9 vezes em dezembro para 3,1 vezes em junho.

Multiplan (MULT3)
A Multiplan registrou um lucro líquido de R$ 145,6 milhões no segundo trimestre deste ano, uma alta de 39,4% na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, o resultado é atribuído principalmente à expansão do Ebitda e à queda na despesas financeiras.

A empresa divulgou também um lucro líquido ajustado, que desconsidera a remuneração baseada em ações, de R$ 117,2 milhões, que representaria uma alta de 8,7%.

O Ebitda no segundo trimestre somou R$ 257,2 milhões, uma alta de 21,2% sobre igual intervalo do ano passado, com uma margem de 84% (+9,1 pontos porcentuais). O Ebitda ajustado totalizou R$ 228,7 milhões, incremento de 6,1%, com uma margem de 74,7% (queda de 1,3 ponto porcentual).

O Fluxo de Caixa Operacional (FFO) totalizou R$ 216,6 milhões, aumento de 35,0% na comparação anual, com margem de 70,7% ante 56,6% de um ano antes. O FFO ajustado cresceu 14,9%, para R$ 188,1 milhões, com margem de 61,4% (+3,6 pontos porcentuais).

A receita líquida somou R$ 306,4 milhões, representando um aumento de 8,1% sobre o mesmo período do ano passado.

Ecorodovias (ECOR3)
A Ecorodovias teve lucro líquido de R$ 81,6 milhões no segundo trimestre, uma alta de 1,9% sobre o mesmo período do ano passado, sofrendo com os impactos da greve dos caminhoneiros entre o fim de maio e começo de junho. O Ebitda pró-forma, por sua vez, ficou em R$ 401,3 milhões, queda de 2,6% na comparação anual.

O desempenho se deu pela queda de 5,1% no volume de tráfego de veículos pagantes pelos pedágios da companhia, que além da greve em si, também foi impactado pelas concessões dadas pelo governo, como a liberação de cobrança de pedágio para eixos suspensos de caminhões.

Segundo a companhia, o tráfego consolidado de abril teve aumento de 5 por cento, mas em maio caiu 17,4 por cento e em junho recuou de 2,6 por cento.

(Com Agência Estado)

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