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As 16 empresas que você precisa acompanhar nesta temporada de resultados

Entre os destaques positivos, a Gerdau e Lojas Americanas devem chamar atenção, enquanto Petrobras e Via Varejo não devem ter um bom resultado

Investidor estrangeiro
(ImageFlow/Shutterstock)

SÃO PAULO - Nesta quarta-feira (18) antes da abertura do mercado, a Weg (WEGE3) dá início à temporada de resultados do segundo trimestre, que deve, em geral, ser poluída pela greve dos caminhoneiros que ocorreu no fim de maio, como destaca a equipe da XP Research, nova plataforma de análise de Renda Variável da XP Investimentos. Apesar do impacto negativo da paralisação, os analistas acreditam que o período seguirá mostrando uma recuperação das empresas brasileiras.

"No geral, vemos um crescimento nos lucros das empresas listadas em relação ao ano anterior, embora mais fraco do que poderia ter sido por conta da recente greve dos caminhoneiros", afirmam os analistas da XP em relatório para clientes. Eles ainda acreditam que a tendência de melhora continue nos próximos trimestres, mas que a "sustentabilidade" deste cenário irá depender do resultado das eleições.

No geral, a XP destaca dois pontos para ficar atento nesta temporada de balanços. O primeiro é a alta do dólar, que acaba ajudando empresas ligadas a commodities, como o caso de Vale, Suzano, JBS e as siderúrgicas, mas acaba prejudicando as companhias aéreas, por exemplo.

Outro destaque será o resultado específico da Petrobras (PETR4), que deverá sofrer impactos da nova politica de preço do diesel, que teve o preço congelado após a greve dos caminhoneiros. Para o especialista em petróleo da XP, Gabriel Francisco, a estatal deve registrar um prejuízo de R$ 11 milhões, revertendo o lucro de R$ 316 milhões de um ano atrás, enquanto a receita deve avançar 20,9%, para R$ 80,974 bilhões.

A XP ainda separou os balanços entre os destaques positivos e negativos, além de outros balanços que a corretora vê como relevantes. Confira abaixo:

Destaques positivos
- A Gerdau (GGBR4) é o grande destaque entre as siderúrgicas, com um balanço que deve ser sustentado por um bom período nos EUA, compensando os números ruins no Brasil. O lucro projetado pelo analista-chefe da XP, Karel Luketic, é de R$ 541 milhões, uma alta de 621% em um ano, com o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingindo R$ 1,52 bilhões, avanço de 35,2% ante o segundo trimestre de 2017. A Usiminas (USIM5), por outro lado, deve sofrer mais com a greve, sem os EUA para ajudar, registrando uma queda de 42% no lucro, para R$ 68 milhões.

A B2W (BTOW3) deve registrar um crescimento de vendas online na casa de 24%, sofrendo um leve impacto da greve dos caminhoneiros e um menor consumo de caixa. Já a Lojas Americanas (LAME4), segundo a analista Betina Roxo, deve continuar apresentando sólidos resultados, com vendas no quesito "mesmas lojas" de 8,3% no primeiro semestre e crescimento de 25% no lucro, para R$ 78 milhões.

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- A B3 (B3SA3) também deve se destacar com um sólido crescimento de receita de 25,6% ante os mesmo período de 2017, para R$ 1,219 bilhão. Segundo o analista André Martins, esta melhora deve ocorrer principalmente por conta do expressivo volume negociado de Derivativos (taxa de juros e câmbio) e Ações.

- O último destaque positivo fica para a AES Tietê (TIET11), que segundo o analista Gabriel Francisco deve registrar Ebitda de R$ 272 milhões, uma alta de 20,9% em um ano, refletindo os menores efeitos da baixa hidrologia por menor contratação das usinas.

Destaques negativos
- Além da Petrobras (citada acima), a XP vê com preocupação o balanço da Via Varejo (VVAR11), que deve ter um resultado fraco em comparação com as outras empresas do setor, segundo Betina. Para a analista, o resultado de vendas mesmas lojas deve ficar em 5,5%, enquanto o lucro da companhia deve desabar 213%, para R$ 51 milhões.

Outros destaques relevantes
- A Ambev (ABEV3) deve ter um pequeno aumento de 15% no lucro, para R$ 2,316 bilhões, com os ganhos de volume com a Copa do Mundo sendo compensados parcialmente pelo impacto negativo da greve dos caminhoneiros.

- A BRF (BRFS3) deve ter um resultado fraco devido à sobreoferta de frango, restrições da Europa e impactos da greve. Porém, apesar disso tudo, o foco dos investidores deve ficar para a evolução do plano de reestruturação da companhia.

- O Itaú (ITUB4) deve ter mais um resultado forte, com o lucro líquido chegando a R$ 6,8 bilhões, uma alta de 10% em um ano, com o ROE subindo 124 pontos-base no mesmo período e atingindo 22,1%, resultado que deve ser sustentado pelo crescimento da carteira de Pessoas Físicas (+2,7%). Entre os outros bancos, o Bradesco (BBDC4) deve ver resultado do seu corte de custos, com as despesas operacionais ficando estáveis, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) deve ter crescimento em sua carteira de crédito, principalmente em Pessoa Física. O Santander (SANB11), por sua vez, deve ter um crescimento de carteira acima do sistema, mas a volatilidade dos juros deve pesar no resultado de tesouraria. 

- A Localiza (RENT3), segundo a analista Bruna Pezzin, deve ter um crescimento forte no trimestre, mas parcialmente impactado pela greve, com o Ebitda atingindo R$ 354 milhões, com um crescimento de 20% na comparação anual.

- Por fim, vale ficar de olho no balanço da Vale (VALE3), que deve ter um Ebitda em linha com o do primeiro trimestre, com prêmios e volumes ajudando a compensar os preços de referência mais baixos. Além disso, o custo do minério deve ser impactado negativamente pela greve dos caminhoneiros. 

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