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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quinta-feira

Confira os principais eventos deste pregão

Donald Trump
(Shutterstock)

SÃO PAULO - As bolsas mundiais registram uma sessão de alívio após forte estresse da véspera com um novo capítulo da guerra comercial entre EUA e China.  Já no Brasil, Congresso aprova LDO, mas derruba proibição a reajuste de servidor, podendo agravar impacto fiscal de pauta-bomba. No radar político, Lula sofre reveses na Justiça, enquanto Temer e PT agem contra fortalecimento de Ciro Gomes, presidenciável pelo PSB. Veja no que ficar de olho nesta quinta-feira (12):

1. Bolsas mundiais

Após a queda acentuada nas bolsas de todo o mundo na véspera - motivadas por mais um capítulo na guerra comercial entre EUA e China, com o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciando planos de tarifar mais US$ 200 bilhões em produtos chineses - o mercado desenha hoje um movimento de recuperação.

Os índices asiáticos fecharam em alta liderados Xangai, que subiu 2,18%, superando as perdas do pregão passado. As principais bolsas europeias também operam hoje com ganhos, e os índices futuros americanos apontam para altas novamente, depois de o fechamento negativo de ontem quebrar uma sequência de 4 dias subindo. 

Vale destacar ainda a reunião tensa dos países da Otan, principalmente após notícias de que o presidente americano ameaçou sair da Organização, o que levou a uma reunião de emergência. Já em discurso, ele afirmou que o comprometimento de Washington com a Otan "continua muito forte", após cúpula onde disse que aliados assumiram compromissos sem precedentes para aumentar os gastos com suas próprias defesas. "A Otan está muito mais forte agora do que estava dois dias atrás", disse Trump a repórteres, descrevendo uma reunião de crise não planejada entre os 29 líderes da organização na manhã desta quinta-feira como "fantástica" e tendo tido "um ótimo espírito colegial". 

Já no radar das commodities, outra recuperação está nos preços dos contratos futuros do petróleo, que ontem caíram até 6% após a Líbia anunciar que está reabrindo quatro terminais de exportação. O movimento de alta hoje está sendo impulsionado também por um relatório da Agência Internacional de Energia, que disse que o fornecimento mundial de petróleo pode ser “esticado ao seu limite” devido a perdas na produção.

Às 8h (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

S&P 500 Futuro (EUA) +0,49%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,66%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,43%

*DAX (Alemanha) +0,56%

*FTSE (Reino Unido) +0,77%

*CAC-40 (França) +0,63%

*FTSE MIB (Itália) +0,47%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,60% (fechado)

*Xangai (China) +2,16% (fechado)

*Nikkei (Japão) +1,17% (fechado)

*Petróleo WTI +0,81%, a US$ 74,27 o barril

*Petróleo brent +1,53%, a US$ 79,04 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +1,97%, a 466 iuanes (nas últimas 24 horas)

*Bitcoin US$ 6.202,38 -3,08%
R$ 24.800 -2,09% (nas últimas 24 horas)

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2. Agenda de indicadores

Na agenda de indicadores, destaque para as vendas do varejo, que devem ter apresentado uma redução de 0,8% em maio na comparação mensal em meio a greve dos caminhoneiros depois de subir 1% em abril, enquanto no comparativo anual dado deve ser de alta de 2,6%, segundo estimativas medianas em pesquisa Bloomberg. O IBGE divulga o indicador às 9h. 

Já os EUA divulgaram os pedidos de auxílio-desemprego às 9h30, mas o grande destaque no mesmo horário fica para os dados de preços ao consumidor de junho, com estimativa de alta de 0,2% na base mensal. Também às 9h30, o presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari, fala, sendo seguido pelo presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, que discursa às 13h15.

3. Revés fiscal

As últimas sessões do Congresso antes do recesso estão bastante movimentadas - e também dão luz ao tamanho do desafio fiscal que o Brasil enfrenta. Deputados e senadores estão aprovando uma série de projetos que aumentam gastos ou abrem mão de receitas para beneficiar setores específicos, cujo impacto pode ultrapassar os R$ 100 bilhões nas contas públicas nos próximos anos, aponta o Estadão em matéria desta quinta-feira. 

Na última terça, por exemplo, o Senado manteve benefícios tributários à indústria de refrigerantes da Zona Franca de Manaus, revogando um decreto presidencial. A medida, que provoca um impacto de R$ 1,78 bilhão por ano no Orçamento, precisa passar pela Câmara. Outros projetos já foram aprovados pelas duas Casas, como o perdão de dívidas tributárias de produtores rurais, que custará R$ 13 bilhões só este ano.

Vale destacar ainda que o Congresso aprovou a LDO ( Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2019. Um dos pontos centrais do relatório, no entanto, foi derrubado pelo plenário: a proibição de reajuste salarial aos servidores e de criação de cargos no serviço público, ainda que com efeitos financeiros posteriores a 2019. 

4. Notícias do dia

Os desdobramentos sobre a batalha jurídica do último domingo sobre soltar ou não Lula seguem no radar. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu abertura de inquérito contra desembargador que mandou soltar Lula, Rogério Favreto. Os pedidos foram destinados às ministras Laurita Vaz, presidente do STJ, e Cármen Lúcia, do CNJ e STF, que cumprem o plantão judiciário nos respectivos tribunais. Ontem, Laurita rejeitou mais 143 habeas corpus para o ex-presidente impetrados. Já a juíza substituta Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, afirmou que o ex-presidente está inelegível e com isso negou uma série de pedidos para realização de sabatinas e entrevistas com o petista na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba.

Com esse cenário se desenhando, Lula deve apoiar outro candidato do PT à Presidência se ele permanecer na prisão, disse o deputado Wadih Damous (PT-RJ) à Bloomberg em uma entrevista, mas ressaltando que o  PT continuará a usar todas as ferramentas legais à sua disposição para libertar o ex-presidente. 

O governo de Michel Temer também está de olho nas eleições e, conforme informa o Estadão, o Planalto intervém para evitar o apoio do PP a Ciro Gomes nas eleições de 2018. Já o Painel da Folha relata ainda que, enquanto Temer tenta demover o DEM e o PP de apoiarem Ciro, o PT faz o mesmo procurando dirigentes do Progressistas, PSB e PR. Caso Lula não seja candidato, PT teme que Ciro colha no Nordeste os votos que normalmente vão para o ex-presidente, prejudicando o plano B petista.

5. Noticiário corporativo

O banco Credit Suisse retomou a cobertura de uma série de ações brasileiras do setor elétrico, com recomendação “neutra” para Cesp, Copel, AES Tiete, Energias do Brasil e Equatorial, e “outperform” para Taesa, Alupar e Engie Brasil.

Seguindo a saga da privatização da Eletrobras, de acordo com fontes do Ministério de Minas e Energia ouvidas pelo jornal Valor Econômico, o governo decidiu por manter o leilão de suas distribuidoras marcado para o dia 26 de julho, mesmo após notícia de ontem de que o Senado não votaria o projeto de lei da venda antes do recesso deste mês. Caso não haja interessados devido à falta de segurança jurídica do negócio, o plano é de repetir o leilão algumas semanas depois, tendo a lei já sido aprovada e sancionada.

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