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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quarta-feira

Confira os principais eventos deste pregão

Jair Bolsonaro, Ciro Gomes e Marina Silva
(Reprodução)

SÃO PAULO - Em uma sessão que promete ser mais uma vez de liquidez reduzida, dessa vez por conta do feriado de Dia da Independência nos EUA, os mercados mundiais seguem na expectativa pelo desenrolar da disputa comercial entre os americanos e os chineses, que pode ganhar um novo capítulo na sexta-feira. No Brasil, a pesquisa eleitoral DataPoder360 mostrando Jair Bolsonaro na dianteira e os dados de produção industrial podem dar o tom do mercado. Confira o que ficar de olho nesta quarta-feira (4):

1. Bolsas mundiais

As bolsas mundiais têm uma sessão indefinida em dia de liquidez prejudicada pelo feriado nos EUA, enquanto o dólar sobe ante alguns pares do real após interromper na véspera sequência de cinco dias de pressão. 

O dia foi de baixa para os mercados asiáticos, à medida que se aproxima o prazo para EUA e China aplicarem tarifas a importações um do outro, como parte do conflito comercial que há meses vem causando volatilidade nos mercados financeiros globais. Uma nova disputa envolvendo a indústria tecnológica das duas maiores economias do mundo também pesou no sentimento dos investidores.

Na sexta-feira (6), a expectativa é que os EUA sigam adiante com um plano de adotar tarifas de 25% sobre US$ 34 bilhões em produtos chineses. No mesmo dia, Pequim promete retaliar com tarifa idêntica sobre o mesmo valor em bens americanos. Os EUA também estão envolvidos em desavenças comerciais com outros grandes parceiros, incluindo Canadá, México e União Europeia.

No mercado de commodities, o petróleo WTI recua para patamar de US$ 73 após a Arábia Saudita prometer maior produção. Os metais como zinco, níquel e cobre recuam em Londres, enquanto o aço sobe e minério recua na China. 

Às 8h10 (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*DAX (Alemanha) -0,08%

*CAC-40 (França) +0,29%

*FTSE MIB (Itália) -0,02%

*Hang Seng (Hong Kong) -1,06% (fechado)

*Xangai (China) -0,94% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,31% (fechado)

*Petróleo WTI -0,47%, a US$ 73,78 o barril

*Petróleo brent +0,36%, a US$ 78,04 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -0,43%, a 462 iuanes (nas últimas 24 horas) 

*Bitcoin US$ 6.526 -0,97%
R$ 25.439 -1,23% (nas últimas 24 horas)

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2. Agenda doméstica

Entre os indicadores, destaque nesta quarta para o resultado da produção industrial, divulgado pelo IBGE às 9h, que deve ter despencado 13,2% em maio na comparação mensal, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, depois de avançar 0,8% na medição anterior. A queda forte do índice reflete impacto da greve dos caminhoneiros, que levou mercado a reduzir projeção para PIB em 2018 para 1,55%.

Já o Banco Central divulga o fluxo cambial semanal às 12h30, enquanto o mercado seguirá de olho na atuação da autoridade monetária sobre o câmbio. Na última terça-feira, o dólar teve a primeira baixa em seis sessões em dia de recuo generalizado da moeda americana frente às divisas globais, após promessa de dirigentes do BC chinês de que yuan não será usado com arma em disputas comerciais. O BC brasileiro seguiu ausente do mercado de câmbio, a não ser pelos leilões de rolagem. 

3. Be a bá da bolsa

Na IMTV, o Bê-a-Bá da Bolsa trará as 10 piores ações do ano e o analista da Carteira InfoMoney, Thiago Salomão, contará em quais vale a pena investir. O programa vai ao ar, ao vivo, às 11h (de Brasília). Confira a grade completa clicando aqui. 

4. Pesquisa eleitoral e alianças para outubro

O mercado deve repercutir a  pesquisa DataPoder360, publicada hoje pelo site Poder360,  que mostrou que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) segue na dianteira nas pesquisas de intenção de voto em cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de registrar variação negativa na comparação com o último levantamento, de maio. Enquanto isso, 5 candidatos aparecem embolados em segundo lugar, com leve vantagem para o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes. 

Nas simulações de primeiro turno apenas com os 6 candidatos mais competitivos, que têm 5% ou mais de intenção de voto nos últimos meses, Bolsonaro tem 21%, ante 25% em maio. Já Ciro conta com 13% dos votos, ante 12% da pesquisa anterior. O pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, oscilou positivamente, passando de 6% das intenções de voto em maio para 7% no mês seguinte. O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, cotado para ser o candidato do PT no lugar de Lula, tem 6% ante 8% em maio. Álvaro Dias (PODE-PR), oscilou negativamente de 6% em maio para 5% em junho. 

No segundo turno, Bolsonaro venceria as quatro simulações feitas pelo instituto acima da margem de erro. Contra Ciro, o deputado conta com 36% das intenções de voto ante 26% do pré-candidato do PDT. Contra Marina, ele conta com os mesmos 36% ante 31% da ex-senadora. No embate com Alckmin, Bolsonaro tem 35% das intenções de voto ante 25% do tucano e, na disputa com Haddad, ele conta com 36% ante 23% do petista.  Vale destacar também que o maior percentual da pesquisa é a taxa de “não voto”, de 40% a 42%, a depender do cenário testado, que dizem que votarão em branco ou nulo ou que estão indecisos ou não respondem. Veja mais clicando aqui. 

Ainda sobre o cenário eleitoral, vale destacar as notícias sobre as costuras de alianças eleitorais. Segundo aponta a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, integrantes do PSB dizem que, hoje, uma declaração de apoio a Ciro na corrida presidencial é apenas questão de tempo, enquanto Alckmin tenta frear as conversas. 

Leia mais:
Sem Lula, Bolsonaro vence em todos os cenários de 2º turno, mostra pesquisa; taxa de "não voto" é de 42%

5. Noticiário corporativo 

A BRF, cuja ação disparou 12% na segunda-feira com o plano de desinvestimentos, parte para a renegociação de dívida com bancos, segundo aponta a coluna do Broad, do jornal O Estado de S. Paulo. Enquanto isso, em comunicado, a Embraer reafirmou que ela e a Boeing “continuam mantendo entendimentos, inclusive por meio do grupo de trabalho do qual o governo brasileiro participa, com vistas a avaliar possibilidades para potencial combinação de negócios, que poderá envolver a segregação das atividades de aviação comercial das demais atividades da Embraer (especialmente área de defesa e aviação executiva)”. Na véspera, os papéis subiram cerca de 5% em meio à notícia de reunião do presidente Temer com ministros para discutir o acordo com a Boeing e valuation otimista de unidade de aviação comercial da Embraer feita pelo BTG. 

Já sobre a Eletrobras, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite de terça a apreciação em regime de urgência do projeto de lei que abre caminho para privatização de distribuidoras de energia elétrica da estatal. Com isso, o texto já poderá ser incluído na pauta de votação desta quarta-feira. Por fim, no radar de recomendações, a Restoque teve a cobertura reiniciada com recomendação outperform pelo Itaú BBA.  

(Com Agência Estado, Bloomberg e Agência Brasil)

 

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