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Ibovespa Futuro sustenta alta após PIB dos EUA decepcionar; dólar vira para queda

A terceira e última prévia referente ao primeiro trimestre deste ano apontou crescimento de 2% da economia norte-americana, enquanto as projeções do mercado apontavam para um avanço de 2,2%

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SÃO PAULO - Os contratos futuros do Ibovespa com vencimento em agosto subiam 0,13%, aos 70.900 pontos, às 9h36 (horário de Brasília) desta quinta-feira (28), se recuperando da queda de 1,31% no pregão passado e com os investidores digerindo o resultado abaixo do esperado do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA.

A terceira e última prévia referente ao primeiro trimestre deste ano apontou crescimento de 2% da economia norte-americana, enquanto as projeções apontavam para um avanço de 2,2% na comparação com o quatro trimestre do ano passado. Os gastos dos consumidores, um dos principais componentes do PIB, cresceram 0,9% no primeiro trimestre, ligeiramente abaixo do avanço de 1% projetado pelo mercado.

No câmbio, os investidores aguardam por intervenções adicionais do BC para frear a moeda, que ontem atingiu a faixa de R$ 3,88, como a entrevista do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e o diretor de política econômica, Carlos Viana, às 11h00. Como nos últimos pregões, o BC ofertará pela manhã até 8.030 contratos de swap cambial para rolagem de contratos de julho. Na expectativa pela entrevista, os contratos futuros de dólar com vencimento em julho amenizam os ganhos e registravam ligeira queda de 0,12%, aos R$ 3,856.

Enquanto isso, os contratos de juros futuros com vencimento em janeiro de 2019 e 2021 operam praticamente estáveis, aos 6,93% e 9,50%, respectivamente, após as projeções do RTI (Relatório Trimestral de Inflação) não trazerem grandes novidades em relação ao exposto na última ata do Copom. O BC manteve a projeção de inflação em 4,2% para este ano e de 3,9% no ano que vem, enquanto o PIB foi reduzido de um crescimento de 2,6% para 1,6%, como já sinalizado pelo BC. De acordo com o Barclays, o documento reforçou o viés de manutenção da Selic este ano, como apontado na ata do Copom.

Bolsas mundiais

Em dia de PIB dos EUA, a quinta-feira começa com o S&P futuro tem leve alta, enquanto as bolsas europeias caem, o MSCI emergentes tem 4ª baixa seguida e as bolsas asiáticas em baixa. Os mercados mantêm o recente viés negativo enquanto investidores continuam monitorando os desdobramentos do conflito comercial entre EUA e China e digerem a postura de Washington em relação a investimentos externos. 

Como vem fazendo sistematicamente nas últimas semanas, o banco central chinês voltou a enfraquecer o yuan por meio da chamada taxa de paridade, conduzindo a moeda da China para seu menor nível em mais de seis meses em relação ao dólar. Acredita-se que Pequim tem enfraquecido a moeda e recorrido a outras medidas, como um recente corte no compulsório bancário, para se preparar para uma eventual “guerra comercial” com os EUA. Recentemente, Washington ameaçou tarifar até US$ 450 bilhões em produtos chineses. Pequim promete retaliar na mesma proporção.

Ontem, o governo dos EUA revelou que pretende se basear na legislação existente para adotar eventuais restrições a investimentos externos em empresas de tecnologia americanas. O gesto foi recebido com certo alívio, uma vez que a Casa Branca optou por não tomar uma linha mais dura e direcionada especificamente à China. 

De qualquer forma, o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse à emissora CNBC que os EUA poderá bloquear joint ventures que envolvam transferência de tecnologia. No âmbito da disputa comercial, uma das maiores queixas de Washington é a de que os chineses estariam “roubando” tecnologia de companhias americanas. O Ministério de Comércio da China disse hoje que irá monitorar “cuidadosamente” políticas dos EUA para limitar investimentos estrangeiros e ressaltou que não concorda com o uso da proteção à segurança nacional como “desculpa” para a adoção de restrições.

Às 9h38, este era o desempenho dos principais índices:

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,28%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,25%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,30%

*DAX (Alemanha) -0,63%

*CAC-40 (França) -0,30%

*FTSE (Reino Unido) +0,03%

*FTSE MIB (Itália) -0,30%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,50% (fechado)

*Xangai (China) -0,97% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,01% (fechado)

*Petróleo WTI -0,07%, a US$ 72,71 o barril

*Petróleo brent +0,39%, a US$ 77,92 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,75%, a 467,50 iuanes (nas últimas 24 horas) 

*Bitcoin +1,03%, R$ 24.030 (confira a cotação da moeda em tempo real)

Papo com Gestor na IMTV

O Papo com Gestor desta semana recebe Claudio Delbrueck, fundador e gestor da Solana Capital. No mercado desde 2013, a asset possui R$ 500 milhões em ativos sob gestão e administra o fundo Solano Long & Short. Conheça mais sobre as estratégias do fundo hoje, na InfoMoneyTV.  Confira a grade completa da IMTV clicando aqui. 

Notícias do dia

As alianças eleitorais ganham destaque no noticiário dos jornais. Segundo o Estadão,  após sondar o PPS, a Rede procurou o PROS para fechar uma aliança em torno da candidatura de Marina Silva à Presidência. Ela está em busca de um vice de perfil mais político, para tentar aumentar o tempo de propaganda no rádio e na TV e o acesso a recursos do fundo eleitoral para a campanha das eleições 2018.

Já o DEM faz hoje (28) o anúncio da pré-candidatura do apresentador de TV José Luiz Datena ao Senado na coligação do ex-prefeito da capital João Doria (PSDB) ao governo do Estado. A candidatura de Datena mostra a busca de parte do eleitorado brasileiro por nomes que venham de fora do sistema político, os chamados outsiders. A candidatura também pode fortalecer a sigla e aumentar a projeção nacional do DEM. 

Noticiário corporativo

Em destaque no noticiário corporativo, o ADR da Vale foi  elevado a outperform pelo BMO, com preço-alvo de US$ 15. Já o fundador da Embraer e um dos principais responsáveis pelo projeto de privatização da fabricante de aviões, Ozires Silva, apontou ao Estadão que a força de vendas da Boeing é crucial para a companhia brasileira.  

Os jornais também repercutem que a liminar do ministro do STF Ricardo Lewandowski proibindo o governo de privatizar empresas estatais sem autorização do Congresso travou o "plano B" da Eletrobras para viabilizar a venda de distribuidoras. Ontem, as estatais caíram forte na esteira dessa decisão, sendo a Petrobras a exceção devido à alta do petróleo. O presidente Michel Temer pediu para AGU recorrer contra decisão que barrou venda de distribuidoras da Eletrobras, informa o Valor. Na área econômica, acredita-se que governo tem chances de vitória. Ainda sobre elétricas, acontece hoje às 9h o leilão de linhas de transmissão da Aneel, em São Paulo.

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O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura

 

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