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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quarta-feira

Confira os principais eventos deste pregão

BM&FBovespa - sala de operações
(Divulgação)

SÃO PAULO - Depois de um dia de fortes perdas para o Ibovespa na véspera, com queda de 2,49%, aos 76.641 pontos, o pregão desta quarta-feira (6) não conta com muitos drivers no plano econômico nacional e externo. Por outro lado, o ambiente de crescente percepção de riscos à centro-direita e uma agenda de reformas econômicas ortodoxas no plano eleitoral pode contribuir para um sentimento de maior mal-humor por parte dos investidores, apesar da cessão otimista nas principais bolsas mundiais. Lá fora, um dos pontos que chamam atenção dos mercados é a possibilidade de redução na política de compra de títulos pelo BCE. Confira ao que se atentar antes de operar neste pregão:

1. Bolsas mundiais

A sessão é positiva para os principais índices acionários internacionais, mesmo com atenção continuando a ser dada à situação política na Itália, onde o novo primeiro-ministro Giuseppe Conte apresentou à coalizão seus planos para barrar uma onda migratória e ideias de programas de renda mínima e redução de impostos. No velho continente, os investidores também monitoram as movimentações do Banco Central Europeu, em meio às expectativas por uma redução no programa de compra de títulos, o que reduziria a liquidez do mercado. Na Ásia, o dia foi novamente positivo, mas os investidores seguem de olho para as tensões no plano comercial protagonizadas pelos Estados Unidos.

Às 8h (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,16%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,39%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,11%

*DAX (Alemanha) +0,39%

*FTSE (Reino Unido) +0,55%

*CAC-40 (França) +0,01%

*FTSE MIB (Itália) -0,20%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,53% (fechado)

*Xangai (China) +0,05% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,38% (fechado)

*Petróleo WTI -0,67%, a US$ 65,08 o barril

*Petróleo brent -0,15%, a US$ 75,27 o barril

*Bitcoin US$ 7.624
R$ 29.015 +2,27% (nas últimas 24 horas)

2. Notícias do dia

A situação de dificuldade para candidaturas da centro-direita, favoráveis à condução de uma agenda ortodoxa de reformas econômicas, é motivo de preocupação dos mercados enquanto nomes nas extremidades dos espectros ideológicos apresentam desempenho mais favorável nas pesquisas de intenção de voto. Na véspera, enquanto uma nova pesquisa bastante desfavorável às candidaturas da centro-direita repercutia no meio político, um grupo de parlamentares de PPS, PSDB e outros partidos deste espectro lançaram um manifesto pedindo uma candidatura única representativa do centro democrático, iniciativa apoiada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O objetivo seria lançar uma resposta ao avanço das candidaturas do deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) e do ex-governador cearense Ciro Gomes (PDT).

Segundo a coluna Painel, do Jornal Folha de S.Paulo, os ânimos estão à flor da pele nos círculos de Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB). Diz o veículo que a tentativa do ex-ministro da Fazenda de tentar se desvencilhar do rótulo de candidato do presidente Michel Temer gerou desconforto na sigla, ao passo que no tucanato persiste a pressão sobre o ex-governador de São Paulo, a despeito de seu discurso de que crescimento nas pesquisas só virá durante o período de campanha.

Ainda no noticiário do dia, o governo vai começar a regular a periodicidade dos reajustes dos combustíveis, que até então era livre, chegando a mudanças diárias, como as feitas pela Petrobras. A medida entrará em vigor em até 60 dias. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis anunciou, na noite de ontem, que iniciará uma consulta pública para saber qual o período mínimo que refinarias e distribuidoras poderão reajustar os combustíveis. 

A chamada Tomada Pública de Contribuições será realizada de 11 de junho a 2 de julho, ouvindo setores da União, de estados e municípios, a todo o mercado petrolífero, aos consumidores, ao segmento técnico e a todos interessados. Ao final do processo, a agência reguladora deverá elaborar uma resolução sobre o período mínimo para o repasse ao consumidor dos reajustes dos preços dos combustíveis.

O diretor-geral da ANP, Decio Oddone, disse que não se trata de intervenção no mercado e explicou que a medida visa a estabilizar o setor, com benefícios a consumidores e às empresas e investidores. "Não ocorrerá influência sobre a formação de preços", frisou. Segundo ele, o modelo foi escolhido porque o tema e "urgente". "A periodicidade do repasse dos reajustes dos combustíveis se converteu em um tema de grande interesse para a sociedade brasileira, que demonstrou que deseja uma maior estabilidade dos preços", disse.

O anúncio da medida ocorre um dia após o Grupo de Trabalho composto pelo MME e a ANP ter adiado uma reunião para tratar do tema. Na ocasião o ministério informou, por meio de nota oficial, que a reunião buscaria criar uma "política de amortecimento dos preços dos combustíveis ao consumidor". A suspensão da reunião foi determinada pelo presidente Michel Temer, segundo apurou a Agência Brasil.

3. Agenda econômica

Na pauta doméstica, os investidores devem observar os dados de produção de veículos, a ser apresentada pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). A divulgação será relevante para dimensionar os primeiros efeitos negativos da paralisação, neste caso específico sobre o setor automotivo, e indiretamente sobre o setor industrial. Também na agenda nacional, ganha destaque o IC-BR (Índice de Commodities Brasil) de maio, divulgado pelo Banco Central às 12h30 (horário de Brasília). O indicador mede a parcela das variações de preços das commodities nos mercados internacionais que são mais sensíveis às mudanças nas condições econômicas. No plano internacional, será divulgada a balança comercial dos Estados Unidos às 9h30.

4. IMTV

No programa Be-a-bá da Bolsa, o analista a Carteira InfoMoney e editor-chefe do site, Thiago Salomão, dará dicas aos investidores sobre o que fazer com as ações da Petrobras após as recentes reviravoltas: comprar, vender ou manter? O programa é transmitido ao vivo a partir das 11h (horário de Brasília) pela IMTV.

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5. Radar corporativo

No noticiário das empresas, a 4ª turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região determinou, por maioria, a suspensão da venda de 90% das ações da TAG (Transportadora Associada de Gás S.A.) pela Petrobras até que seja realizado processo de licitação. A justificativa para a decisão liminar é de que, apesar de o TCU ter autorizado a sistemática de venda de ativos da Petrobras, a lei determina que esse processo seja feito por meio de licitação, nesse caso na modalidade leilão, de acordo com o Programa Nacional de Desestatização. A CCR aprovou a aquisição de participação indireta de 48.4% da Aeris e 49.6% da Ibsa detidas pela Airports Worldwide Holding. A Eletrobras assinou um memorando com a EDF para promover cooperação na área nuclear. As companhias estudarão oportunidades de a EDF colaborar com a retomada e a conclusão de Angra 3 e no desenvolvimento de novas usinas nucleares no Brasil. Por fim, a BRF informou que não recebeu nenhuma formalização a respeito de uma possível transação especulada envolvendo a Minerva.

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(com Agência Brasil, Agência Estado e Bloomberg)

 

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