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As 10 ações mais afetadas pelo Bolsa Caminhoneiro do governo

Não foi só a Petrobras que viu seus papéis reagirem aos desdobramentos da paralisação dos caminhoneiros e o acordo firmado com o governo

Caminhoneiros
(Divulgação / TV Globo)

SÃO PAULO - Depois de onze dias, a greve dos caminhoneiros chegou ao fim, mas os impactos do movimento ainda são estimados pelos economistas, empresários e o próprio governo. Na Bolsa, além do que se projeta de um crescimento menor do que antes se esperava para o País em 2018, a sequência de concessões do governo à categoria mexeu e ainda deve mexer com a dinâmica dos preços. E não foram só os papéis da Petrobras (PETR4), empresa que viu até Pedro Parente pedir demissão da presidência da companhia após dois anos, os expostos ao episódio. Há pelo menos dez ações que podem ser afetadas pelo acordo que envolveu o fim da paralisação dos caminhoneiros.

Para garantir o orçamento necessário à subvenção e não descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo publicou instrumentos como medida provisória e decreto para compensação tributária, além da reoneração da folha de pagamentos de 39 setores da economia dentro de 90 dias, conforme texto aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado (com vetos) pelo presidente Michel Temer. As medidas compensarão a redução do PIS/Cofins e da Cide sobre o diesel, conforme demandavam os caminhoneiros.

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Exportadoras
Parte da compensação tributária para bancar a concessão aos caminhoneiros virá da redução do Reintegra, programa destinado a reduzir taxas sobre produtos exportados por indústrias brasileiras, elevando sua competitividade no mercado internacional. Um decreto de Temer reduziu de 2% para 0,1% a devolução feita aos exportadores, o que deverá garantir um ganho de arrecadação de R$ 2,27 bilhões até o final do ano. A medida já começou a valer nesta sexta-feira.

A redução do programa deve provocar impactos sobre as ações de empresas exportadoras na Bolsa. Em estudo enviado a clientes, os analistas do Bradesco BBI estimaram perdas entre 0,5% e 1,9% do Ebitda das companhias em 2018. Confira como cada empresa seria impactada:

EMPRESA AÇÃO IMPACTO NO EBITDA DE 2018
Vale VALE3 -1,7%
Usiminas USIM5 -0,7%
Gerdau GGBR4 -0,6%
CSN CSNA3 -1,9%
Duratex DTEX3 0,5%
Suzano SUZB3 -1,5%
Klabin KLBN11 -1,5%
Fibria FIBR3 -1,9%

Fonte: Bradesco BBI

Braskem (BRKM5)
Outra medida adotada foi a revogação do Reiq (Regime Especial da Indústria Química), benefício de crédito presumido ao setor químico, que rende mais R$ 170 milhões aos cofres públicos. A possibilidade de um movimento nesta direção ser feito pelo governo já era avaliada por especialistas de mercado há mais tempo. Em um relatório de janeiro, analistas do Itaú BBA chamavam atenção para esforços do governo em reduzir benefícios setoriais garantidos por administrações anteriores. No estudo, os especialistas do banco estimaram que a Braskem conseguiu evitar custos na ordem de R$ 630 milhões em 2017 e, mesmo com uma possível redução do benefício, poderia economizar com cerca de R$ 590 milhões em 2018. À época, eles já esperavam significativos impactos às operações da companhia em caso de revocação do incentivo.

Ambev (ABEV3)
O governo também alterou de 20% para 4% a alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) incidente em preparações compostas, não alcoólicas, para elaboração de bebidas, como água mineral, água gaseificada e refrigerantes. A medida afeta os negócios da Ambev.

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