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Greve dos petroleiros caminha para o fim, Enel vence batalha por Eletropaulo; mais 4 notícias

Confira as principais notícias das empresas brasileiras neste feriado

Greve dos petroleiros
(Reprodução/Facebook)

SÃO PAULO - Confira as principais notícias das empresas brasileiras durante o feriado desta quinta-feira (31):

Petrobras (PETR4)
A coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, informou que avançaram conversas dentro dos ministérios de Minas e Energia e Fazenda sobre a adoção de uma base de cálculo diferente para os preços dos combustíveis. A ideia seria mitigar a volatilidade. Diz o jornal que a principal tese é a que prevê a contabilização de perdas e ganhos sobre os valores dos combustíveis por um determinado período -- possivelmente, um mês -- para que, só ao final, a média seja repassada ao consumidor.

A Petrobras informou, nesta tarde, que todas as unidades da estatal operam normalmente e que a paralisação dos petroleiros, iniciada na quarta-feira, 30, caminha para o fim. "A greve já foi encerrada em mais de 95% das unidades", informou a companhia em comunicado, acrescentando que, onde ainda é necessário, equipes de contingência estão atuando. "Não há impacto na produção nem risco de desabastecimento", garantiu a estatal.

Nesta manhã, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) orientou os sindicatos filiados a suspenderem a greve, seguindo decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que considerou o movimento ilegal e determinou aplicação de multa em caso de descumprimento. Primeiro, foi estabelecida penalidade de R$ 500 mil por dia, mas o valor seria depois elevado a R$ 2 milhões diários.

Eletropaulo (ELPL3)
A Enel venceu uma batalha altamente disputada pela Eletropaulo, com uma oferta de R$ 45,22 por ação que superou a de R$ 39,53 da Neoenergia, controlada pela espanhola Iberdrola. Os envelopes foram abertos na noite de quarta-feira na B3. A Enel já possui três empresas de distribuição nos estados do Rio de Janeiro, Ceará e Goiás, com mais de 10 milhões de clientes.

A guerra de lances transformou a Eletropaulo, distribuidora de energia que atende o maior mercado consumidor do Brasil, em uma das concessionárias de eletricidade mais procuradas da América Latina. A saga começou com uma oferta em 5 de abril da Energisa. Mais de meia dúzia de ofertas adicionais foram feitas até o final de abril - incluindo algumas no mesmo dia pelas empresas europeias.

À certa altura, a Enel divulgou uma carta aos jornais brasileiros, reclamando de um acordo que daria preferência à Iberdrola em uma oferta de ações que foi posteriormente cancelada pela Eletropaulo. A Iberdrola foi à Comissão Europeia, alegando que a Enel estava usando sua condição de empresa estatal para obter vantagem competitiva. A Energisa retirou sua oferta pela Eletropaulo em 4 de maio.

Os acionistas avaliarão o lance no leilão marcado para 4 de junho. Cada um deve decidir individualmente se aceita a oferta. É preciso uma maioria simples para que o negócio seja concretizado.

Siderúrgicas
O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira, a imposição de tarifas sobre a importação de metais de alguns de seus aliados mais próximos. A gestão do presidente Donald Trump decidiu cobrar uma taxa de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio da União Europeia e dos vizinhos Canadá e México, que suprem cerca de metade da demanda norte-americana. A medida tem efeito à meia-noite desta quinta. Esses países estavam isentos da cobrança de tarifas, anunciada em março por Trump. A decisão foi mal recebida pelo mercado, levando ao recuo dos principais índices acionários globais.

Os ADRs das companhias siderúrgicas brasileiras chegaram a operar em alta durante boa parte do feriado em Wall Street, com os papéis da Gerdau chegando a subir mais de 2%. Os Estados Unidos mantiveram a isenção de tarifas de aço e alumínio de Brasil, Argentina e Austrália, argumentando que os três países aceitaram adotar medidas para reduzir o volume exportado para solo americano. Porém, ao final do dia, os ADRs das siderúrgicas brasileiras perderam força.

Eletrobras (ELET6)
O TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou por unanimidade o edital de privatização das seis distribuidoras da Eletrobras no Norte e Nordeste. Ao todo, sete ministros votaram a favor do voto do relator, ministro José Múcio Monteiro. Com a decisão, a expectativa é que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)  publique o edital de venda das seis empresas em um prazo entre uma semana e dez dias. Uma resolução do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) será publicada antes disso para acatar as determinações propostas pelo TCU ao edital.

Braskem (BRKM5)
A companhia informou ao mercado que, em função das restrições logísticas decorrentes da greve dos caminhoneiros, "vem reduzindo gradativamente a taxa de utilização de suas centrais petroquímicas no país, operando hoje em aproximadamente 50% de sua capacidade no Brasil". Com a normalização das restrições logísticas, a Braskem disse que retomará suas operações de forma gradual.

(com Agência Estado e Bloomberg)

 

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