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Petrobras afunda 8% e concessionárias caem 5% com novo aceno do governo a caminhoneiros; Eletrobras cai 5%

Confira os destaques acionários deste pregão

Pedro Parente
( José Cruz/Agência Brasil)

SÃO PAULO - Confira os destaques acionários do pregão desta segunda-feira (28):

Petrobras (PETR4)
A companhia levou ao Planalto uma proposta para discutir a cobrança de impostos flexíveis sobre combustíveis. Segundo o jornal Valor Econômico, a medida tem inspiração no modelo europeu. A ideia seria a arrecadação com tributos flutuar de acordo com os preços dos combustíveis: em caso de alta, menor receita com impostos; se houver recuo, sobe o valor arrecadado por litro. Conforme pontua a reportagem, em vez de intervir nos preços da Petrobras e transferir os escassos recursos do orçamento para subsidiar o consumo, os impostos absorveriam os impactos da variação da taxa de câmbio e preço do óleo no mercado externo. Isso poderia compatibilizar com os reajustes diários de preços na refinaria.

Diante do impasse criado com a greve dos caminhoneiros, a oposição ao governo Michel Temer deve mirar todas as suas flechas agora no presidente da Petrobras, Pedro Parente, responsável por adotar a política de ajuste de preços, que entrou em vigor em julho de 2017, segundo informações do jornal Folha de S.Paulo. A recente pressão do mundo político sobre o executivo tem preocupado o mercado.

Os papéis da companhia operam em forte queda nesta sessão. Na mínima do dia, as ações chegaram a cair 9%. Nos últimos sete pregões, a estatal perde cerca de 27% de seu valor de mercado.

Frigoríficos
Segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), 167 plantas frigoríficas de aves e suínos estão paradas e 64 milhões de aves adultas e pintinhos já morreram. A entidade informa que o impacto na balança comercial já é estimado em US$ 350 milhões. Os papéis do setor operam em queda nesta sessão, com destaque para as ações de Marfrig (MRFG3) e Minerva (BEEF3) e BRF (BRFS3); a exceção fica com as ações da JBS (JBSS3).

Concessionárias
Entre as principais quedas do dia, destaque para as ações de empresas concessionárias de rodovias. Além da redução no fluxo de veículos provocada pala própria greve, as empresas tendem a sentir os efeitos de uma das novas medidas anunciadas pelo presidente Michel Temer no domingo. O emedebista prometeu isenção de cobrança do eixo suspenso nos pedágios de rodovias municipais, estaduais e federais. Neste pregão, as ações de Ecorodovias (ECOR3) e CCR (CCRO3) reagem à notícia.

Eletropaulo (ELPL3)
A Justiça de São Paulo suspendeu liminar proferida que impedia ofertas pela companhia. A decisão devolveu à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) "a prerrogativa de fixar o cronograma do certame a ser realizado", diz comunicado da companhia.

Eletrobras (ELET6)
A estatal fixou em R$ 2,8 bilhões preço mínimo para vender 70 SPEs (Sociedades de Propósito Específico). Conforme comunicado, a iniciativa da venda das participações nessas sociedades integra o pilar de "disciplina financeira" da companhia. A operação tem por objetivo permitir que a Eletrobras e suas controladas reduzam o nível de alavancagem financeira.

Fibria (FIBR3)
O conselho de administração da companhia aprovou aumento do valor do plano de investimento, de R$ 3,687 bilhões para R$ 4,080 bilhões. Conforme comunicado, a iniciativa tem por objetivo oportunidades de movimentação da base fundiária da companhia que visem minimização de riscos e captura de ganhos a suas operações atuais ou opções ao crescimento de seu negócio. 

Banrisul (BRSR6)
A companhia protocolou na CVM pedido de registro de oferta pública inicial de ações do Banrisul Cartões.

BrasilAgro (AGRO3)
A empresa está negociando a venda parcial de uma de suas propriedades na Bahia por R$ 164,8 milhões.

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