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Vale tem lucro de US$ 1,59 bi, Bradesco lucra R$ 5,1 bi e mais balanços; decreto sobre Petrobras e outros destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta quinta-feira (26)

agência Bradesco Poá - bancos
(Wikimedia)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo desta quinta-feira é bastante movimentado, com atenção especial para a repercussão dos números de Vale e Bradesco do primeiro trimestre de 2018. A reunião do Conselho da BRF, a disputa pela Eletropaulo e um decreto fixando regras para cessão de direitos pela Petrobras também são destaques. Confira no que se atentar:

Vale (VALE3)

A Vale registrou lucro líquido de US$ 1,59 bilhão entre janeiro e março, o que corresponde a uma queda de 36% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior, quando atingiu a marca de US$ 2,49 bilhões. De acordo com balanço divulgado pela companhia na noite desta quarta-feira (25), o lucro líquido atribuível a sócios foi de US$ 1,59 bilhões, contra US$ 2,49 bilhões na mesma base de comparação.

Já a receita operacional líquida da companhia ficou em US$ 8,603 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que corresponde a uma alta de 1,03% em relação aos US$ 8,515 bilhões registrados no mesmo período em 2017. O resultado veio levemente abaixo da mediana das estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg, de US$ 8,72 bilhões.

O Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em US$ 3,971 bilhões -- uma queda de 7,82% ante os US$ 4,308 bilhões do primeiro trimestre do ano passado.

Em comentário que acompanhou o balanço, o CEO (Chief Executive Officer) da Vale, Fabio Schvartsman manifestou satisfação com o resultado. "A Vale mostrou notável flexibilidade e uma ótima performance durante um primeiro trimestre muito complexo, o que foi fundamental para alcançarmos o mesmo Ebitda do 4T17, apesar do desafio de volumes sazonalmente menores", afirmou.

O executivo também declarou estar comprometido em ampliar a previsibilidade da companhia para o mercado, o que, segundo ele, só será possível "com uma política de alocação de capital rigorosa, um foco constante em desempenho e esforços contínuos de otimização de custos".

A dívida líquida da mineradora continuou em trajetória de queda ao encerrar o primeiro trimestre em US$ 14,901 bilhões, contra US$ 18,143 bilhões registrados no quarto trimestre do ano passado e US$ 22,777 bilhões entre janeiro e março de 2017. 

A Vale também informou que, com base na nova política de remuneração aos acionistas, aprovada em março deste ano, o resultado recém-divulgado indica uma distribuição mínima de US$ 1,033 bilhão, que será acrescida de 30% do valor resultante do cálculo de Ebitda ajustado descontados os investimentos correntes do segundo trimestre, para pagamento em setembro de 2018.

O Itaú BBA espera reação neutra ao balanço `em linha' da Vale, apontando que os preços mais fortes de minério de ferro e prêmios de pelotas compensam os embarques menores da mineradora.  Os analistas avaliam que a empresa está no caminho para atingir sua meta de dívida líquida de US$ 10 bilhões no segundo semestre, com maiores volumes de minério de ferro e maior contribuição de outros negócios, respaldados pelo controle do capex”, dizem os analistas do Itaú BBA no relatório. O Itaú BBA tem recomendação outperform para Vale, com preço-alvo de 2018 em US$ 16,5 o ADR e mantendo-a como “top pick” no universo de cobertura.

Bradesco (BBDC4

O Bradesco anunciou lucro líquido recorrente de R$ 5,102 bilhões no primeiro trimestre deste ano, cifra 9,8% maior que a registrada no mesmo intervalo de 2017, de R$ 4,648 bilhões. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, quando o montante chegou a R$ 4,862 bilhões, foi identificada expansão de 4,9%.

O desempenho do primeiro trimestre, conforme explica o banco em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, resultou da “boa performance” das receitas de prestação de serviços e ainda das despesas operacionais, que incluem gastos com pessoal e também administrativos.

“Além disso, ocorreram importantes reduções nas despesas com PDD (provisões – expandida), conforme é evidenciado pela melhora dos principais indicadores de qualidade da carteira”, acrescenta o Bradesco, no documento.

A carteira de crédito expandida do Bradesco fechou março com saldo de R$ 486,645 bilhões, redução de 1,3% em relação a dezembro, quando estava em R$ 492,931 bilhões. Na comparação com um ano, de R$ 502,714 bilhões, a queda foi ainda maior, de 3,2%.

A redução dos empréstimos ocorreu, principalmente, por conta do desempenho da pessoa jurídica. A carteira de crédito do banco voltada a empresas somou R$ 308,831 bilhões no primeiro trimestre, com redução de 2,7% ante os três meses anteriores e 6,7% ante idêntico intervalo do ano passado. Já o saldo da pessoa física alcançou R$ 177,814 bilhões, com aumentos de 1,3% e 3,5%, respectivamente.

O Bradesco fechou março com R$ 1,304 trilhão em ativos totais, cifra 0,7% maior em um ano, de R$ 1,294 trilhão. Em relação ao fim de dezembro, quando estava em R$ 1,298 trilhão, foi vista alta de 0,4%.

O patrimônio líquido do banco alcançou R$ 113,776 bilhões de janeiro a março, aumento de 8,8% em um ano, de R$ 104,558 bilhões. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, de R$ 110,457 bilhões, a expansão foi de 3,0%. Já o retorno sobre o patrimônio líquido da instituição alcançou 18,6% em março ante 18,0% em dezembro e 18,3% um ano atrás.

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Estácio (ESTC3)

A Estácio teve lucro líquido de R$ 197,4 milhões no primeiro trimestre, alta de 62% na base de comparação anual, com maior receita operacional e queda nos custos dos serviços prestados.

O Ebitda foi de R$ 330,1 milhões, 53,7% acima do registrado no mesmo período de 2017, enquanto a margem Ebitda subiu 9,1 pontos percentuais, para 35,3%. 

A receita líquida operacional teve alta de 14,2% na comparação anual, enquanto os custos com serviços prestados caíram 8,5%.

Multiplan (MULT3)

A Multiplan, detentora de participação em 19 shopping centers, no País, apresentou lucro líquido de R$ 98,134 milhões no primeiro trimestre de 2018, montante 80,8% maior do que no mesmo período de 2017. A receita operacional líquida da Multiplan totalizou R$ 292,141 milhões, crescimento de 4,8%.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 232,612 milhões, avanço de 24,2% na mesma base de comparação. A margem Ebitda subiu 12,4 pontos porcentuais e atingiu 79,6%.

O FFO (lucro líquido excluindo depreciação, amortização e efeitos não caixa) foi a R$ 146,912 milhões, expansão de 58,6%. A margem FFO cresceu 17,1 pontos porcentuais, para 50,3%. 

Ecorodovias (ECOR3)

A Ecorodovias teve aumento de 49,6% no lucro no primeiro trimestre, a R$ 149,65 milhões, apoiada no leve crescimento do tráfego nas rodovias administradas pela companhia, reajuste de tarifas de pedágio e menores despesas financeiras.

O lucro líquido contábil, que serve de referência para remuneração aos acionistas, somou R$ 149,65 milhões, aumento de 49,6% na comparação anual.

Já o Ebitda pro-forma teve alta de 10,7% na mesma base, para R$ 490,1 milhões. A margem Ebitda subiu 3,4 pontos percentuais, a 74,1%.

Via Varejo (VVAR11)

A Via Varejo lucrou R$ 71 milhões no primeiro trimestre, 26% menos na comparação com um ano antes. 

  1. O Ebitda ajustado, por sua vez, foi de R$ 407 milhões nos três meses encerrados em março, alta de 24,1% na base anual. 

OdontoPrev (ODPV3)

A Odontoprev teve lucro líquido de R$ 81,9 milhões no primeiro trimestre de 2018, alta de 18,5% frente os R$ 68,9 milhões apurado no mesmo período de 2017. A receita operacional líquida subiu 5,4% para R$ 370,4 milhões, enquanto o Ebitda foi a R$ 115,4 milhões, alta de 20,8% na base anual.

Em termos ajustados (com gastos com provisões, reservas de sinistro, aquisições e os resultados da Brasildental), o Ebitda subiu 17,7%, para R$ 106,3 milhões. O resultado financeiro líquido da empresa ficou positivo em R$ 7,1 milhões entre janeiro e março deste ano, queda de 4,9% em relação ao primeiro trimestre de 2017. 

Hypera (HYPE3)

Os analistas do Credit Suisse reduziram a recomendação da Hypera de outperform para neutro, com preço-alvo de R$ 38 por ação. O banco suíço reduziu as estimativas de lucro de 2018-2019 em 3% e apontam que, apesar do corte nas projeções, ainda estão 5% e 6% acima do consenso para 2018 e 2019, respectivamente, o que pode ser explicado pelas diferenças de resultado financeiro e impostos.

Petrobras (PETR4)

Decreto fixa as regras de governança, transparência e boas práticas de mercado para a cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos pela Petrobras.

O procedimento especial do decreto tem objetivos como conferir impessoalidade à gestão do portfólio de exploração e produção; garantir a segurança jurídica aos processos de cessão e probidade do processo decisório, além de permitir a obtenção do melhor retorno econômico financeiro à companhia. 

O procedimento especial terá várias fases: preparação; consulta de interesse; apresentação de propostas preliminares; apresentação de propostas firmes; negociação; resultado e assinatura dos contratos. 

Eletropaulo (ELPL3)

A disputa pela Eletropaulo continua. No começo da noite de ontem, a gigante italiana Enel SpA elevou oferta para comprar a distribuidora Eletropaulo para R$ 32 por ação. A nova oferta da Enel para a unidade brasileira da AES Corp., acima do preço de R$ 28 proposto anteriormente, levou a Eletropaulo a cancelar seu follow-on, de acordo com documento publicado no site da empresa brasileira.

Já a Neoenergia informou ao mercado que decidiu subir para R$ 32,10 o valor que oferecerá para cada ação na compra da distribuidora de energia Eletropaulo. 

BRF (BRFS3)

Após dois meses de disputa aberta entre seus principais acionistas, a escolha do novo conselho de administração da BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, deve ocorrer nesta quinta às 11h sem grandes sobressaltos. Nessa quarta-feira, 25, a gestora britânica Aberdeen retirou o pedido para que a eleição ocorresse por meio do sistema de "voto múltiplo", no qual acionistas distribuem seus votos nos diferentes candidatos. Com isso, a votação será feita por chapa e há apenas chapa única.

A relação é encabeçada pelo presidente da Petrobrás, Pedro Parente, que substituirá Abilio Diniz no comando do conselho. A chapa é composta ainda por representantes dos fundos de pensão Petros e Previ, da empresa de investimentos da família de Abilio e da família fundadora da Sadia, além de executivos de mercado.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

 

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