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Senadores dos EUA querem revisar compra que fez Marfrig disparar; Petrobras, BRF e mais destaques do mercado

Confira os destaques do noticiário corporativo desta quarta-feira (18)

Carne
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo é movimentado nesta quarta-feira, com atenção para a disputa pela Eletropaulo, senadores americanos querem revisar o acordo da Marfrig para adquirir a National Beef, o início da temporada de balanços com a WEG, entre outras notícias. Veja no que se atentar nesta quarta-feira (18):

Marfrig (MRFG3)

Os senadores americanos Chuck Grassley, Debbie Stabenow, Sherrod Brown e Joni Ernst pediram ao Comitê de Investimento Estrangeiro nos EUA (CFIUS) que reveja a aquisição da National Beef acertada pela Marfrig Global Foods, de acordo com carta escrita por eles ao secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

O receio sobre o acordo proposto ocorre "depois do escândalo de corrupção de 2017 no sistema de segurança alimentar do Brasil que revelou problemas inaceitáveis ??de segurança e qualidade com a carne bovina brasileira destinada ao mercado americano, incluindo os embarques da Marfrig", apontam os parlamentares. Em 9 de abril, a Marfrig acertou a compra de participação de controle na americana National Beef, o que fez com que a ação disparasse desde então (na semana passada apenas, a ação subiu mais de 30%). 

WEG (WEGE3)

A Weg inaugurou a temporada de balanços com lucro líquido de R$ 285 milhões no primeiro trimestre, 10,6% superior frente o mesmo período do ano passado.

Já o Ebitda ( lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 379,71 milhões, 14,7% acima do registrado um ano antes. A receita líquida, por sua vez, passou de R$ 2,134 bilhões para R$ 2,55 bilhões, uma alta de 19,6% na base de comparação anual. 

"Em uma primeira leitura, embora em linha com as nossas estimativas, os resultados trimestrais podem ser avaliados como fracos, abaixo do consenso de mercado que projetava a extensão da melhora observada no final de 2017", avalia o Bradesco BBI.

Vale (VALE3)

A Vale informou a conclusão do resgate dos bonds garantidos com cupons de 4,625% e vencimento em 2020, emitidos pela subsidiária Vale Overseas. Segundo comunicado, foram resgatados pela subsidiária a totalidade dos bonds 2020 em circulação, no valor total de US$ 498,775 milhões.

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Eletropaulo (ELPL3)

A companhia informou que, na última terça-feira, recebeu, dos acionistas Opportunity Lógica Master Fundo de Investimento em Ações e Opportunity Thesis Master Fundo de Investimento Multimercado, a indicação de Alexandre Magalhães da Silveira para concorrer como candidato aos cargos no conselho de administração. Os acionistas detêm 2,86% dos papéis da Eletropaulo. A eleição está marcada para acontecer em assembleia geral convocada para 27 de abril.

A Energisa (ENGI11) manteve os termos de sua oferta pública voluntária para a aquisição do controle da Eletropaulo, com proposta de R$ 19,38 por ação ordinária da distribuidora. Em comunicado, a companhia informou que "está acompanhando os movimentos do mercado para a aquisição de até a totalidade de ações ordinárias de emissão da Eletropaulo", inclusive em relação à celebração de acordo de investimento com a Neoenergia e o lançamento de oferta pública concorrente pela Enel Investimentos.

"Como protagonista no setor em que atua, a Diretoria da Companhia ressalta que a Oferta reflete uma análise criteriosa da Eletropaulo e que está em linha com a expectativa da Energisa de valor justo pelo ativo", diz o comunicado assinado pelo diretor de relações com investidores da Energisa, Maurício Perez Botelho.

A disputa pelo controle da Eletropaulo ficou entre a italiana Enel e a espanhola Iberdrola, repetindo o cenário de competição acirrada visto no mercado de distribuição da Espanha. Conforme destaca o Valor Econômico, quem levar o controle da distribuidora paulista vai se consolidar como maior companhia do segmento no Brasil, deixando para trás a gigante CPFL Energia, hoje controlada pela chinesa State Grid, e também a brasileira Energisa, que chegou a lançar uma oferta pela Eletropaulo.

Outras companhias foram impactadas na bolsa com a notícia: ontem a Light subiu 5,62%, para R$ 15,60. A distribuidora foi colocada à venda pela Cemig no ano passado, mas sem sucesso, até então. A expectativa no mercado é que, em meio à disputa pela liderança do segmento de distribuição no país, a companhia seja uma "segunda alternativa" para o investidor que não ficar com a Eletropaulo. A Enel e a Equatorial já fizeram ofertas pela distribuidora, mas não foram consideradas "atrativas" pela Cemig, que ainda tenta negociar melhores termos. A Eletrobras também pode sair ganhando com esse cenário. A Energisa reiterou a oferta de R$ 19,38 por ação pela Eletropaulo, se colocando praticamente fora da disputa. Com isso, poderá voltar seu olhar para as distribuidoras da estatal, que devem ser privatizadas até julho.

Eletrobras (ELET6)

Falando em Eletrobras, em audiência pública realizada na comissão especial que analisa a desestatização da companhia na Câmara dos Deputados, o presidente Wilson Ferreira Jr. disse que o aumento de capital proposto pelo governo é a melhor saída para a Eletrobras fazer investimentos e manter sua participação no setor elétrico. "Não temos capacidade de investimento, a não ser que façamos capitalização", afirmou aos parlamentares nesta terça.

BRF (BRFS3)

Apresentando-se como voz independente na disputa societária em curso na BRF, empresa dona das marcas Sadia e Perdigão, Luiz Fernando Furlan afirmou que gostaria de se colocar "como parte da solução" para o conflito entre os principais acionistas da companhia de alimentos.

Furlan, que é herdeiro da família fundadora da Sadia e conselheiro da BRF, concorre para ser o novo presidente do conselho de administração em substituição a Abilio Diniz. Ele foi indicado ao cargo na chapa lançada com apoio do próprio Abilio e da gestora Tarpon em oposição à registrada pelos fundos de pensão do Banco do Brasil (Previ) e da Petrobras (Petros) - a chapa dos dois fundos trazia o nome de Furlan, mas não para o comando do colegiado.

"Não advogo a favor de nenhum lado. Eu, que não tenho ressentimentos, me coloco na posição de pacificar", afirmou a jornalistas, numa coletiva feita por telefone e convocada pela própria BRF.

Furlan evitou apontar culpados para a situação da empresa - a BRF apresentou prejuízos inéditos em 2016 e em 2017 -, mas disse que a "visão financista" se mostrou equivocada na gestão, em uma referência à administração da Tarpon, que fora apoiada por Abilio. Ao mesmo tempo, ele classificou como "surpreendente" o movimento de Petros e Previ, que em fevereiro deste ano ingressaram com pedido de destituição de todo o conselho da BRF.

"Essa instabilidade que tem acontecido realmente não tem ajudado a empresa", disse. "Estou comprometido a olhar para frente. O passado, paciência, é o passado", afirmou.

No dia 26 de abril, uma assembleia extraordinária de acionistas irá eleger a nova composição do conselho. A gestora britânica Aberdeen, que tem 5% da BRF, solicitou que a escolha seja feita por "voto múltiplo". Assim, os acionistas terão de dividir seus votos entre os nomes dos candidatos às vagas.

Furlan elogiou a experiência de três executivos convidados por ele para disputar vagas no conselho: Luiza Trajano (dona do Magazine Luiza), Roberto Rodrigues (ex-ministro da Agricultura de Lula) e do consultor Vicente Falconi. E também se manifestou a favor da manutenção da atual diretoria-executiva. "No fundo, a empresa precisa voltar a crescer. O fundador (da Sadia, Atílio Fontana) dizia que nada substitui o crescimento e nada substitui o lucro. Se a empresa cresce e tem bom resultado, não tem briga de acionista. Quando falta milho no terreiro, as galinhas se bicam", disse.

Vale destacar que os acionistas da BRF Walter Fontana Filho e Vicente Falconi Campos indicaram Luiz Fernando Furlan como candidato ao cargo de presidente do conselho e Luiza Helena Trajano para vice-presidente. 

CSN (CSNA3)

Após notícia do Estadão de que poderia vender usina para a Steel Dynamics por US$ 250 milhões, a CSN afirmou que “está avaliando alternativas de desinvestimento, o que pode, inclusive, considerar a venda de seus ativos localizados nos Estados Unidos”, segundo comunicado em resposta a pedido de esclarecimento da CVM. “Contudo, neste momento não existe qualquer fato que mereça divulgação ao mercado nos termos da legislação em vigor”.

A CSN diz no comunicado que “vem informando ao mercado sobre seu plano de desinvestimento em suas teleconferências de divulgação de resultados, inclusive na teleconferência realizada no último dia 27 de março”. 

Lojas Americanas (LAME4)

A Lojas Americanas teve cobertura iniciada pelo Safra com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 18,60. 

Natura (NATU3)

A Natura anunciou na terça-feira, em fato relevante, que José Antonio de Almeida Filippo será nomeado diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia. Filippo ocupou, por aproximadamente seis anos, a posição de vice-presidente Executivo Financeiro e Relações com Investidores da Embraer e, segundo a Natura, possui vasta experiência na internacionalização de empresas brasileiras, “em linha com os planos de negócio da companhia”. O executivo tomará posse do cargo na Natura em 21 de maio de 2018.

Mais cedo, a Embraer havia comunicado a renúncia de Filippo e alegou que ele iria “se dedicar a novos projetos profissionais”. O Conselho de Administração da Embraer elegeu, interinamente, Nelson Krahenbuhl Salgado para o cargo em substituição a Filippo. Nelson acumulará também as suas atuais atribuições relacionadas às atividades de relações institucionais.

O executivo está na Embraer há 30 anos, onde iniciou carreira na área de engenharia. Ocupou diversos cargos executivos em funções corporativas, muitas delas na área financeira. Atualmente é responsável pelas atividades de relações institucionais e comunicação corporativa.

“Filippo, na qualidade de diretor estatutário sem designação específica, estará dedicado a auxiliar a transição da gestão da área financeira e relações com investidores até 11 de maio de 2018.”

 

Energias do Brasil (ENBR3)

A companhia divulgou ao mercado que o total de energia distribuída no primeiro trimestre de 2018 cresceu 2,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior, para 6.217.291 MHh. Já o volume de energia comercializada aumentou 30,5%, para 4.086 GWh.

Petrobras (PETR3; PETR4)

A estatal marcou para 7 de maio a divulgação do resultado do primeiro trimestre de 2018. O webcast ocorrerá no dia seguinte.

Transmissão Paulista (TRPL4)

Os conselheiros elegeram, por unanimidade, o executivo Bernardo Vargas Gibsone para o cargo de presidente do Conselho de Administração. Para o cargo de vice-presidente do conselho, foi escolhido Gustavo Carlos Marin Garat.

Magazine Luiza (MGLU3)

A companhia comunicou o mercado que realizará o pagamento dos proventos aprovados em assembleia geral, referentes ao exercício do quarto trimestre de 2017, em 25 de abril. Serão distribuídos R$ 75 milhões na forma de juros sobre o capital próprio, o que corresponde ao valor bruto por ação de R$ 0,3961030474. Terão direito à remuneração os acionistas que encerraram o pregão desta terça-feira com os papéis MGLU3 em carteira.

Indústrias Romi (ROMI3)

A companhia informou que o conselho de administração aprovou a distribuição de juros sobre o capital próprio aos acionistas no valor de R$ 27.028.788,21, o que equivale ao valor bruto de R$ 0,43 por ação. A distribuição dos recursos tem como base a posição acionária de 23 de abril e o pagamento ocorrerá em 29 de março de 2019. A decisão ainda precisa ser aprovada em assembleia geral ordinária.

Marcopolo (POMO4)

A Fabus Associação dos Fabricantes de Ônibus) divulgou os números de março de 2018, apontando que os volumes da Marcopolo aumentaram em 48,3% na base de comparação anual, para 771 unidades, além de aumentar a participação de mercado urbano para 48,5% em março. Nesse cenário, o Itaú BBA reforça recomendação marketperform com preço-alvo para 2018 de R$ 4,00 para as ações POMO4, mas vê potencial para revisar os números para cima dado o início positivo em 2018. 

(Com Agência Estado e Bloomberg)

 

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