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Sexta-feira 13 no mercado: os motivos que levaram o Ibovespa recuar 1,29% e devolver os ganhos da semana

Investidores adotam cautela em meio às incertezas políticas; bolsas norte-americanas recuam e ajudam no movimento

trader triste
(trader triste)

SÃO PAULO - Após 3 sessões consecutivas em terreno positivo, o Ibovespa encerrou a sexta-feira (13) em queda de 1,29%, aos 84.334 pontos, devolvendo toda alta acumulada na semana e encerrando em queda de 0,6%. Com o clima de maior aversão ao risco, o dólar comercial seguiu sua escalada e fechou em alta de 0,41%, aos R$ 3,42 na venda.

No plano doméstico, os investidores adotam postura cautelosa em meio ao cenário persistente de indefinição política. É aguardada para o fim de semana divulgação de pesquisa Datafolha. O levantamento mantém, em três dos nove cenários de primeiro turno considerados, a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. Em todas as situações, o nome do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (PSB) também deve aparecer. Para o mercado, a pesquisa será importante para avaliar os impactos eleitorais da prisão do ex-presidente, mas principalmente o potencial de votos de candidatos pró-reformas econômicas. Até o momento, estas figuras têm enfrentado dificuldades para crescer.

Nos EUA, os índices Dow Jones e S&P 500 recuaram 0,50% e 0,29%, respectivamente, pressionados pelas ações dos bancos, após o JPMorgan apresentar lucro abaixo do esperado pelo mercado. Além disso, os receios sobre uma guerra comercial entre EUA e China voltaram a ganhar força nesta tarde. Segundo matéria do Wall Street Journal, Donald Trump planeja anunciar novas tarifas e restringir investimentos chineses nos EUA.

Destaques do mercado

Do lado positivo, destaque para as ações do Pão de Açúcar, após prévia de resultados do primeiro trimestre deste ano animar os investidores, enquanto os papéis da Cyrela recuaram justamente pelo contrário, com os lançamentos decepcionando os analistas.

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
 BRFS3 BRF SA ON 21,67 -4,58 -40,79 168,32M  
 CIEL3 CIELO ON 18,74 -3,90 -18,95 268,77M  
 BBAS3 BRASIL ON 37,64 -3,36 +19,21 380,20M  
 CYRE3 CYRELA REALTON 14,20 -3,34 +7,41 52,38M  
 NATU3 NATURA ON 31,87 -3,16 -2,66 42,29M  

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
 PCAR4 P.ACUCAR-CBDPN 71,59 +3,50 -8,81 103,89M  
 KROT3 KROTON ON 14,24 +0,99 -22,12 187,06M  
 WEGE3 WEG ON 22,05 +0,87 -8,01 43,20M  
 GOAU4 GERDAU MET PN 7,75 +0,65 +33,85 86,78M  
 LREN3 LOJAS RENNERON 33,33 +0,54 -5,88 79,51M  

As ações mais negociadas dentre os papéis que compõem o Ibovespa foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN 21,20 -2,21 918,39M 1,02B 45.814 
 VALE3 VALE ON 44,98 +0,38 693,95M 673,64M 27.039 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN 50,44 -2,32 498,07M 539,64M 19.764 
 BBAS3 BRASIL ON 37,64 -3,36 380,20M 384,52M 20.775 
 BBDC4 BRADESCO PN 34,00 -2,19 377,23M 392,43M 25.800 
 RAIL3 RUMO S.A. ON 13,97 -0,85 324,15M 82,45M 12.540 
 ABEV3 AMBEV S/A ON 23,26 -0,13 306,47M 287,73M 29.901 
 JBSS3 JBS ON 9,12 -2,25 289,66M 54,61M 9.177 
 B3SA3 B3 ON 26,42 -1,75 279,79M 179,42M 16.039 
 CIEL3 CIELO ON 18,74 -3,90 268,77M 185,54M 25.449 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Candidatos preferidos pelo mercado

O cenário para as eleições presidenciais ainda é muito nebuloso, mas os especialistas do mercado já fazem suas apostas para os caminhos que deverão seguir Ibovespa e câmbio dependendo do nome escolhido pelos brasileiros para comandar o país pelos próximos quatro anos. Uma sondagem feita pela XP Investimentos em abril mostra que a maior parte dos 188 investidores institucionais consultados vislumbra um cenário mais favorável para estes dois componentes caso Geraldo Alckmin (PSDB) seja eleito. O tucano lidera com folga o cenário, seguido pelo deputado Jair Bolsonaro (PSL).

Conforme aponta a XP, as apostas na vitória de Alckmin nas eleições apresentaram leve crescimento em relação a novembro do ano passado: de 46% para 48%. Atrás dele vem Jair Bolsonaro, cujas apostas saltaram de 17% para 29%, com o parlamentar ocupando boa parte do espaço deixado pelo apresentador de televisão Luciano Huck (com 19% em novembro).  O ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa (PSB) deve ser o vencedor para 16%, enquanto a ex-senadora Marina Silva (Rede) tem 3% das menções. O ex-ministro da fazenda Henrique Meirelles (MDB) é apontado por 2% dos respondentes. Outros nomes foram apontados por 2% dos respondentes.

A maioria dos investidores institucionais ouvidos acredita como cenário de segundo turno mais provável uma disputa entre Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro (44%). Um enfrentamento entre Jair Bolsonaro e Joaquim Barbosa é apontado por 22% dos respondentes, enquanto uma disputa entre Bolsonaro e Ciro Gomes, por 9%.

Notícias do dia

O noticiário eleitoral segue movimentado. De acordo com informações do jornal Valor Econômico, o PT mantém a candidatura de Lula como opção única, mas já admite alianças com Ciro Gomes (PDT) ou Joaquim Barbosa, sendo que o nome do pedetista é visto como mais provável. 

Enquanto isso, o Estadão destaca que o PT e o Palácio do Planalto iniciaram uma aproximação para tentar barrar a prisão após condenação em segunda instância no Supremo Tribunal Federal. Conversas preliminares ocorreram há algumas semanas, antes mesmo de a Corte negar o habeas corpus para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas foram intensificadas depois da prisão do petista, condenado na Operação Lava Jato. Um dos objetivos é pressionar o ministro Alexandre de Moraes, nomeado pelo presidente Michel Temer para o Supremo e que já se manifestou a favor do início da execução penal após a segunda instância.

Além dessa questão, a coluna Painel, da Folha, destaca que, enquanto o STF adia o debate sobre a possibilidade de decisões monocráticas de seus membros serem alvo de habeas corpus, avolumam-se na corte recursos desta natureza em favor de Lula. No último dia 9, por exemplo, o ministro Alexandre de Moraes foi sorteado para analisar HC contra a decisão de Edson Fachin de negar, no último sábado, pedido para evitar a prisão do petista. A peça não foi feita por um advogado do ex-presidente. O autor é um advogado do Maranhão.

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