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Temor com Trump? Dados de siderúrgicas mostram que há bons motivos para seguir otimista com setor

O Itaú BBA destaca que os preços do aço, tanto industrial quanto comercial, estão em patamar "abaixo do nível normal" quando comparados aos seus pares internacionais

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(Peter Andrews/Reuters)

SÃO PAULO - Apesar dos temores com o maior protecionismo dos EUA em meio à instituição de tarifas para o aço e alumínio importado, os dados de siderurgia dão motivos para ficar animado com as ações brasileiras do setor. 

Os últimos números do segmento foram os apresentados pelo  IABr (Instituto Aço Brasil), que trouxe boas notícias sobre o volume de vendas de aço em fevereiro de 2018. Os dados apresentados sobre as vendas internas dos aços laminados foram bem superiores aos registrados no mesmo período do ano anterior, atingindo crescimento de 14,7% nesta base de comparação. Já os aços semi-acabados tiveram queda, com vendas 4,3% inferiores às registradas em fevereiro de 2017. No mês, os embarques domésticos foram 14% superiores na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Enquanto isso, apesar das exportações de produtos semi-acabados terem recuado 16% no comparativo mensal, os analistas do Itaú BBA não esperam que a sobretaxação ao metal, anunciada por Donald Trump no começo do mês, tenha um impacto material nas empresas siderúrgicas listadas na B3, bolsa de valores brasileira. 

Em relatório divulgado, os profissionais alegam que as exportações de semi-acabados de aço para os EUA provavelmente deverão ser isentas da referida tarifação, tendo em vista que a capacidade interna do país é insuficiente para abastecer o seu mercado.

A publicação destaca ainda que os preços do aço, tanto industrial quanto comercial, estão em patamar "abaixo do nível normal" quando comparados aos seus pares internacionais, motivo pelo qual as importações do metal não devem ser um problema para as vendas. Os analistas reiteram que continuam otimistas com a demanda por aço no Brasil, projetando um aumento de 10% na demanda por aços industriais e de 9% para os comerciais, ainda neste ano.

O banco de investimento mantém sua recomendação "outperform" para as ações da Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5), além de ter preservado sua recomendação em "market perform" para os papéis da CSN (CSNA3).

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