Em mercados / acoes-e-indices

Embraer lucra 82% menos e mais 7 balanços; captações da Petrobras, 3 recomendações e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta quinta-feira (8)

Embraer - Jatos E175
(Divulgação/Embraer)

SÃO PAULO - Em destaque no radar corporativo, estão a temporada de resultados, com números de B2W, Lojas Americanas e Embraer um novo IPO na bolsa e grande captação da Petrobras. Confira no que se atentar:

Petrobras (PETR4)

A Petrobras realizou uma captação de R$ 6,5 bilhões com o Banco do Brasil em nota de crédito à exportação. A operação se deu para financiamento de exportações, com vencimento em 2024, disse a estatal em comunicado ao mercado.

Além disso, a companhia petrolífera liquidou antecipadamente notas de
crédito à exportações emitidas em favor do Banco do Brasil, cujo saldo devedor somava R$ 7,5 bilhões. As obrigações financeiras e não financeiras do novo contrato entre Petrobras e Banco do Brasil estão de acordo com práticas adotadas no mercado e nos demais contratos de dívida da Petrobras.

Já nesta manhã, a Petrobras informou ter assinado com um sindicato de 17 bancos contrato de linha de crédito (revolving credit facility) com vencimento em março de 2023, segundo comunicado ao mercado. O custo de 0,51% ao ano pela manutenção do limite junto aos bancos. 

Em caso de saque, o custo da linha está fixado em Libor 6M + 1,7% ao ano, caso o rating da companhia no momento do saque seja inferior ao grau de investimento. A Libor 6M + 1,3% ao ano, caso a companhia tenha classificação de grau de investimento na data do saque. Os bancos líderes: BNP Paribas, Citibank, Credit Agricole e Mizuho Bank. O produto é utilizado de forma "inaugural pela Petrobras". 

O contrato cria mais uma alternativa de disponibilização de recursos para a companhia utilizar conforme sua necessidade, diz a companhia. Assim, Petrobras poderá usar seu caixa para liquidação antecipada de dívidas já existentes, propiciando a redução do custo de carregamento da dívida. A operação está em linha com a estratégia de gerenciamento de passivos, que visa à melhora do perfil de amortização e do custo. O contrato também leva em consideração a meta de desalavancagem prevista em seu Plano de Negócios e Gestão 2018-2022. 

B2W (BTOW3)

A companhia de e-commerce B2W encerrou o quarto trimestre de 2017 com prejuízo líquido de R$ 34,9 milhões, uma boa evolução em relação aos R$ 102,3 milhões de prejuízo um ano antes. No acumulado do ano passado, a companhia viu seu prejuízo ficar em R$ 411,4 milhões, também melhor que o desempenho do ano anterior, quando teve resultado negativo de R$ 485,9 milhões.

A receita da empresa, por sua vez, caiu 30%, para R$ 2,11 bilhões entre outubro e dezembro do ano passado, para um resultado acumulado de R$ 7,12 bilhões em 2017, uma piora de 17,2% em um ano.

Quer investir em ações pagando só R$ 0,80 de corretagem? Clique aqui e abra sua conta na Clear

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), fechou o quarto trimestre em com queda de 17,7% na comparação anual, para R$ 214,9 milhões. Em 2017, o Ebitda regrediu 9,9%, a R$ 620,1 milhões.

Em comunicado separado, a B2W também anunciou, junto com sua controladora Lojas Americanas, o lançamento de uma nova empresa, a IF - Inovação e Futuro, que segundo a nota "nascerá com a missão de criar negócios disruptivos, sendo responsável pela concepção, criação, incubação e aceleração desses novos negócios, que, maduros, serão integrados às estruturas das companhias".

A B2W também anunciou a criação da LET’s - Logística e Distribuição, para estabelecer uma gestão compartilhada de seus respectivos ativos de logística e distribuição sob uma liderança única, segundo comunicado.

Diante disso, a atual CEO da empresa, Anna Christina Saicali, deixou o cargo para assumir o comando da IF e a presidência do conselho da B2W a partir de 1 de junho. Para seu lugar na companhia de e-commerce assumirá Marcio Meirelles.

Lojas Americanas (LAME4)

A Lojas Americanas fechou o quarto trimestre de 2017 com lucro líquido de 284,7 milhões, uma alta de 11,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida, por sua vez, caiu 11,7%, passando de R$ 7,275 bilhões para R$ 6,422 bilhões, ao passo que o Ebitda ajustado teve leve recuo de 2,7%, para R$ 1,064 bilhão.

Segundo a companhia, o resultado financeiro no quarto trimestre, assim como no ano de 2017, foi impactado positivamente pelas reduções do CDI.
"No entanto, esse efeito positivo foi parcialmente compensado pelo aumento da dívida bruta, visando aproveitar uma janela de oportunidade do mercado para alongar o perfil da dívida e garantir uma segurança para futuras flutuações dos cenários", disse a Lojas Americanas.

Embraer (EMBR3)

O lucro líquido da Embraer teve baixa  de 82% no quarto trimestre frente a comparação anual, a R$ 117,2 milhões, segundo dados divulgados. Excluindo impostos deferidos e itens especiais, o lucro líquido ajustado da fabricante de aeronaves brasileira foi de R$ 191,5 milhões, ante R$ 694,2 milhões na base de comparação anual. 

O Ebit ajustado caiu para R$ 435 milhões no trimestre, ante R$ 816,9 milhões no mesmo período de 2016. A receita líquida caiu para R$ 5,65 bilhões no trimestre, ante R$ 6,7 bilhões no quatro trimestre de 2016.

A Embraer reafirmou suas estimativas para 2018, de entrega de 105 a 125 aviões executivos e entre 85 e 95 aviões comerciais.

Multiplus (MPLU3)

A Multiplus registrou uma alta de 4,4% na receita líquida, para R$ 576,1 milhões no quarto trimestre, enquanto o lucro líquido caiu 19%, a R$ 94 milhões. O número de pontos emitidos cresceu 15,7% no último trimestre do ano passado, atingindo 23,3 bilhões, com 28,3% de acúmulos provenientes de fontes não aéreas e não financeiras. 

Segundo o Bradesco BBI, os resultados vieram abaixo do esperado e, portanto, o banco mantém recomendação neutra para as ações, ao mesmo tempo em que reduziram o preço-alvo para R$ 36,00 ante R$ 40,00 anteriormente. 

Localiza (RENT3)

A Localiza lucrou R$ 133 milhões no quarto trimestre de 2017, alta de 27,4% na base anual. O Ebitda subiu 23,2% na mesma base de comparação, para R$ 333,8 milhões. 

Segundo o Credit Suisse, a companhia reportou mais um trimestre de resultado forte, com números acima da expectativa e do consenso. Com crescimento de volume de 48% em RAC, 22% em frota e forte vendas de carro usado, o Ebitda e lucro líquido cresceram 43% e 67% no ano, respectivamente. Olhando para 2018, os analistas acreditam que o momento de lucro vai continuar sólido e esperam que o consenso aumente as projeções depois do resultado.

Do lado negativo, a alavancagem aumentou um pouco para 2,9 vezes a relação entre a dívida líquida e o Ebitda (ainda abaixo do covenant), mas pode gerar algumas dúvidas sobre a estrutura de capital caso ela decida continuar crescendo tão forte. 

 

Azul (AZUL4)

A Azul registrou lucro líquido de R$ 303,7 milhões no quarto trimestre de 2017, seis vezes acima dos R$ 51,3 milhões registrados no mesmo período de 2016. Já a receita líquida subiu 20,5%, totalizando R$ 2,2 bilhões. No ano, a Azul teve lucro líquido de R$ 529 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 126,3 milhões de 2016. 

A receita no ano foi de R$ 7,8 bilhões, 16,8% maior  na base anual, enquanto o Ebitdar (lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e arrendamento) e o Ebit (lucro antes de juros e impostos) tiveram altas respectivas de 1,7 e 4,6 pontos percentuais, para 30,7% e 13,9%. A Azul atribuiu o resultado positivo no quarto trimestre ao crescimento do tráfego e à melhora da receita por passageiro. 

SLC Agrícola (SLCE3)

A SLC registrou lucro líquido de R$ 136,6 milhões no quarto trimestre de 2017, alta de 19,8% na comparação anual, puxado pelo ganho de R$ 80,228 milhões com a venda de terras. 

A receita líquida no trimestre atingiu R$ 707,7 milhões, 22,7% acima ante o mesmo período de 2016. Em 2017, a receita ficou em R$ 1,9 bilhão, avanço de 16%. Segundo relatório da SLC, o aumento da receita é resultado de um maior volume em todas as culturas, aliado ao aumento no preço unitário do algodão.

Gerdau (GGBR4)

A Gerdau foi rebaixada de "overweight" para "equal-weight" pelo Morgan Stanley. Por outro lado, o preço-alvo da companhia foi elevado de R$ 13,90 para R$ 16,50, o que implica um potencial de queda de 1,4% em relação ao último fechamento.

Minerva (BEEF3)

As ações da Minerva, por sua vez, tiveram a recomendação reduzida para neutra pela Eleven Financial. 

Eneva (ENEV3)

A Eneva, por sua vez, foi iniciada como ’outperform’ pelo Bradesco BBI. 

Sabesp (SBSP3)

A Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo (Arsesp) decidiu criar um “gatilho” para reajustar automaticamente a tarifa de água e esgoto da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) quando houver uma “variação anormal” do consumo médio de água da rede, como ocorreu durante a crise hídrica (2014-2015). Na prática, se a população reduzir muito o consumo e isso tiver efeito negativo nas receitas da Sabesp, a conta de água vai subir além da correção pela inflação.  

Novo IPO

A rede varejista Ri Happy Brinquedos estabeleceu a faixa indicativa para seu IPO (Oferta Pública Inicial) de ações entre R$ 20,30 e R$ 26,30 por ação, conforme documento protocolado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nesta quarta-feira.

Time For Fun (SHOW3)

A Time for Fun registrou lucro líquido de R$ 19 milhões no quarto trimestre de 2017, resultado três vezes maior que o obtido no mesmo período do ano anterior. Segundo a empresa, o último trimestre do ano é o que apresenta o maior nível de atividade. O Ebitda subiu 92%, para R$ 22,8 milhões nos três últimos meses do ano, enquanto a receita cresceu 57% na mesma base de comparação, a R$ 211,2 milhões.

Oi (OIBR4)

O juiz Fernando Cesar Ferreira Viana, do Rio de Janeiro, responsável pelo processo de recuperação judicial da Oi, acolheu integralmente parecer do Ministério Público e suspendeu direitos políticos dos acionistas da Oi que votaram na assembleia de 7 de fevereiro, de acordo com documento obtido pela Bloomberg. 

O juiz afastou membros do conselho de administração por eles eleitos ou indicados, até que seja realizado o aumento de capital, previsto no plano de recuperação judicial. A decisão não atinge os que se abstiveram de votar. Diretores e presidente do Grupo Oi foram intimados, bem como acionistas cujos direitos políticos foram suspensos, para se manifestarem quanto ao interesse na instauração de um procedimento de mediação.

(Com Agência Estado)

 

Contato