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Ambev tem lucro ajustado de R$ 4,5 bi e mais 4 balanços; 6 recomendações e outros destaques no radar

Confira os destaques do noticiário corporativo desta quinta-feira (1)

Ambev
(Divulgação)

SÃO PAULO - No noticiário corporativo, o destaque fica para a temporada de balanços, com destaque para a Ambev, que teve lucro líquido ajustado de R$ 4,506 bi no trimestre, entre outros resultados. Cade reprovando compra da Liquigás pela Ultrapar e mais notícias são destaques nesta sessão: 

Ambev (ABEV3)
 A Ambev viu seu lucro líquido ajustado subir 23,2%  no quarto trimestre na base anual, para 4,506 bilhões. O lucro líquido atribuído aos controladores foi de R$ 4,325 bilhões, resultado 23,8% superior ao lucro apurado no mesmo intervalo de 2016.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 7,296 bilhões, ante R$ 6,015 bilhões no quarto trimestre de 2016, com avanço da margem Ebitda de 3 pontos, para 48,6%. 

A receita líquida no quarto trimestre subiu 14%, para R$ 15,03 bilhões. A companhia informou em relatório que esse desempenho foi impulsionado pelo crescimento em todas as operações. No Brasil, houve crescimento de 13,8%, na região América Latina Sul, que compreende Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai, a alta foi de 22,6%; América Central e Caribe cresceu 15% e Canadá cresceu 1,3%. 

Segundo o BTG Pactual, o resultado veio acima do esperado e deve trazer uma reação positiva. Os analistas apontaram ainda que havia um processo de revisão de estimativas para baixo com Ebitda indo para entre R$ 7 bilhões e R$ 7,1 bilhões e acabou vindo acima em R$ 7,3 bilhões, uma surpresa positiva.

"O qualitativo também foi bom. O volume de cerveja no Brasil veio em 5% versus o esperado de 4%, fazendo com que eles recuperassem toda a participação de mercado que tinham perdido nos últimos trimestres, enquanto o preço veio um pouco melhor que esperado em 9.5% (base de comparação ajuda)", apontam os analistas. E, pela primeira vez em muitos trimestres, houve uma dinâmica de receita positiva.

Olhando para frente, apesar da perspectiva para 2018 ser bom, vale dizer que o primeiro trimestre vai ser fraco com Carnaval mais cedo, clima ameno e base de comparação difícil, afirmando os analistas que, ao se depararem com as estimativas, veem pouco espaço para grandes mudanças e por isso reiteram neutro.

OdontoPrev (ODPV3)
A Odontoprev teve um lucro líquido de R$ 116,2 milhões, alta de 8,3% em relação ao mesmo período de 2016, enquanto o Ebitda subiu 62,5%, a R$ 126,3 milhões, com  margem Ebitda de 34%, aumento de 11,9 pontos percentuais.

Já o Ebitda ajustado somou R$ 93,8 milhões com margem de 25%. A receita líquida subiu 5,6% para R$ 371,7 milhões no trimestre. 

Segundo o BTG, o resultado foi melhor que esperado, "mas não anima pois o papel segue caro". "Esse nível de recuperação de result não justifica o nível de valuation atual na nossa visão" e os analistas mantêm venda para o papel. 

Multiplan (MULT3)
A Multiplan viu seu lucro subiu 58,6% no quarto trimestre de 2017 na base de comparação anual, a R$ 135 milhões. Já o Ebitda subiu 2,1%, a R$ 244,85 milhões, enquanto a margem Ebitda caiu 1,4 ponto percentual, para 75,7%. A receita líquida subiu 4%, a R$ 323,5 milhões. 

Segundo o Credit Suisse, a impressão é de que a empresa está no caminho e que continua a capturar o aumento real de aluguel. "Esperamos que com o aumento das vendas este movimento deve continuar", apontam os analistas. 

 

Ecorodovias (ECOR3)
A Ecorodovias teve lucro líquido comparável de R$ 97,2 milhões no quarto trimestre, 9,5% superior ante mesma etapa de 2016. O lucro líquido que serve de referência para remuneração aos acionistas somou R$ 100,4 milhões, aumento de 8,9% na base anual.

Já o Ebitda subiu 14%, para R$ 398,5 milhões Pela métrica da pro-forma comparável, o Ebitda foi de R$ 437,6 milhões, avanço de 12,3%. Já o tráfego consolidado das rodovias administradas pela empresa entre outubro e dezembro foi 4,7% acima do que um ano antes, com destaque para os veículos pesados.

Wiz (WIZS3)
A Wiz teve  um lucro líquido de R$ 32,1 milhões no quarto trimestre de 2017,  9,8% abaixo frente o mesmo período do ano anterior. A receita líquida teve alta de  22,3%, a R$ 134,3 milhões, enquanto o Ebitda foi de  R$ 61,6 milhões, alta de 19,7%. 

Segundo o BTG, o balanço  veio mais fraco que esperado e a principal razão foi uma desaceleração da receita relacionada a indicadores de atividade mais fraco na Caixa. "O valuation segue atrativo porém as incertezas de múltiplo persistem", apontam os analistas, que mantêm recomendação neutra para os ativos.

Petrobras (PETR4) e Ultrapar (UGPA3)
A Petrobras informou em comunicado que vai analisar imediatamente alternativas para desinvestimento de sua subsidiária de gás de cozinha Liquigás, depois da venda do ativo para a Ultragaz, da Ultrapar, ter sido vetada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

A Petrobras disse que deve receber da Ultragaz R$ 286,2 milhões em relação à multa total pela rescisão do contrato de compra e venda. Em outro fato relevante, a Ultrapar Participações, dona da Ultragaz, confirmou o pagamento da multa assim que a decisão do Cade seja publicada no Diário Oficial da União (DOU).

O Cade vetou na véspera a compra de 100% da Liquigás pela Ultragaz, por entender que a operação traria riscos negativos para os consumidores em função da concentração de mercado. Segundo  o BTG, nesse momento, a decisão não é uma surpresa para o mercado, que dava como pouco provável a aprovação desse negócio.

Ainda sobre a Petrobras, o conselho de administração aprovou os principais termos para um possível acordo no âmbito do procedimento da mediação judicial em curso com a Sete Brasil Participações, empresa criada em 2010 para construir sondas para a estatal e que se encontra atualmente em recuperação judicial.

A companhia disse que os principais termos para o possível acordo envolvem a manutenção dos contratos de afretamento e de operação de quatro sondas e resilição, ou encerramento, de contratos para as demais 24 sondas. Os contratos mantidos terão vigência de 10 anos com taxa diária de 299 mil dólares. Os termos também preveem a saída da Petrobras e de suas controladas do quadro societário das empresas do grupo Sete Brasil e do FIP Sondas.

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Por fim, a Petrobras teve aprovação preliminar para acordo de ação nos EUA em razão dos desdobramentos da Lava Jato, segundo comunicado ao mercado.

O acordo destina-se a resolver todas as demandas pendentes e eventuais de investidores da Petrobras nos Estados Unidos. Os membros da classe serão notificados dos termos do acordo proposto. O juiz analisará eventuais objeções apresentadas, realizará audiência para determinar se acordo é justo e razoável em 01 de junho de 2018 e, então, decidirá sobre a aprovação definitiva do acordo.
"O acordo não constitui reconhecimento de culpa ou de prática de atos irregulares pela Petrobras", diz a empresa.  A companhia expressamente nega qualquer responsabilidade, refletindo sua condição de vítima dos atos revelados pela Operação Lava Jato, segundo o comunicado. 

 

Recomendações
O noticiário de recomendações está bastante movimentado. A Alupar (ALUP11) rebaixada a ’neutra’ pelo Goldman Sachs, com preço-alvo R$ 19,50, enquanto a Energias do Brasil (ENBR3) foi elevada a ’compra’, a Equatorial (EQTL3) foi rebaixada a ’neutra’, com preço-alvo de R$ 72,50 e a Taesa (TAEE11) foi rebaixada a ’neutra’ pelo Goldman, com preço-alvo de R$ 24,50. Já a Weg (WEGE3) foi rebaixada a ’underweight’ pelo JPMorgan.

Ainda em destaque, o Itaú BBA adotou uma "Brazil Buy List" mais defensiva neste mês com Ambev no lugar de MRV (MRVE3). A Ambev combina perfil defensivo, rápida melhora de resultados e boas perspectivas para o 4T17, diz o Itaú BBA em relatório assinado por Lucas Tambellini, Luiz Cherman e Tiago Binsfeld. Já a MRV ainda é a top pick do Itaú BBA no segmento de baixa renda. Segue a composição atual: Ambev, Azul (AZUL4), Banco do Brasil (BBAS3), BRF (BRFS3), Cemig (CMIG4), Cyrela (CYRE3), Gerdau (GGBR4), Petrobras, Tegma (TGMA4) e TIM (TIMP3). 

BRF (BRFS3)
O empresário Abilio Diniz ganhou tempo sem fazer movimentos bruscos no tabuleiro, segundo informa o Valor Econômico. Previ e Petros decidiram esperar a reunião do conselho do dia 5 para ter maior clareza a respeito da postura do atual presidente do colegiado e só então divulgar seus planos para a empresa e os conselheiros que pretendem eleger. As fundações querem a destituição do conselho da BRF para encerrar a era Abilio na companhia.

Vale (VALE3)
Em entrevista à Bloomberg, André Figueiredo, diretor de relações com investidores, disse que a Vale não está envolvida na preparação de qualquer acordo que ajude os acionistas controladores a vender suas ações. "Vários bancos estão interessados ??em trabalhar em uma transação, mas a Vale não está envolvida e não foi convidada a participar", afirmou. 

Ele responde à reportagem do Estadão que apontou que a Vale planejando uma oferta de ações para permitir que o fundo de pensão Previ venda suas ações. Qualquer venda de ações de controladores será feita de forma controlada, disse o presidente Fabio Schvartsman mais cedo nesta quarta-feira em uma teleconferência. O período de bloqueio (lock up) desde a reestruturação corporativa terminou e os acionistas controladores podem vender, mas se isso acontecer, seria de uma forma "muito coordenada", disse Figueiredo. Os analistas da BTG Pactual estimam que os fundos de pensão mais inclinados a vender ações da Vale possuem cerca de US$ 9 bilhões em papéis da empresa. 

CCR (CCRO3)
O Conselho de Administração da CCR aprovou criação de comitê independente para conduzir investigação "profunda e meticulosa", segundo fato relevante sobre as notícias envolvendo a companhia na Lava Jato.

O Comitê será formado pelos conselheiros independentes Luiz Alberto Colonna Rosman e Wilson Nélio Brumer. Rosman e Brumer selecionarão uma ou mais pessoas "de renome e de ilibada reputação no meio jurídico e institucional" para compor o comitê com eles. O Comitê será "assessorado por um ou mais escritórios de advocacia, nacionais e internacionais, e por empresa de auditoria de primeira linha". As conclusões serão apresentadas ao conselho.

 No final de fevereiro, jornais reportaram que CCR foi citada em delações na Lava Jato por supostos contratos de patrocínio superfaturados. Na época, a CCR disse que os patrocínios de projetos e eventos esportivos em parceria com diversas empresas seguem rigorosamente legislações vigentes e normas de conduta previstas em seu código de ética. 

Oi (OIBR4)
A fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicações Huawei apresentou na segunda-feira ao diretor-presidente da Oi, Eurico Teles, um plano para fornecer infraestrutura de rede à operadora brasileira, segundo o Valor. A apresentação levou em consideração os investimentos de até R$ 7 bilhões por ano previstos no plano de negócios elaborado pela Oi como parte do processo de recuperação judicial. 

(Com Bloomberg e Agência Estado)

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