EXPERIMENTE!

Clique e experimente a
versão rápida do

Em mercados / acoes-e-indices

Prejuízo da BRF supera R$ 1 bi em 2017 e ação é rebaixada, Magazine Luiza anima novamente e mais 6 balanços são destaque

Confira os destaques do noticiário corporativo desta sexta-feira (23)

Congelados - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO -  A temporada de resultados do quarto trimestre ganha força, com os mercados repercutindo os dados positivos do Magazine Luiza, além de ficar de olho nos balanços de empresas como CCR, RD e BRF. Veja mais destaques abaixo:

Magazine Luiza (MLGU3)
O Magazine Luiza fechou o quarto trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 165,6 milhões, superando as projeções compiladas pela Bloomberg de um lucro de R$ 119 milhões, em seu melhor trimestre na história. O resultado representa uma alta de 260% ante os R$ 46,1 milhões registrados um ano antes. As ações da empresa fazem parte da Carteira InfoMoney (clique aqui para conferir).

No acumulado do ano, a companhia viu seu lucro líquido saltar 349%, passando de R$ 86,6 milhões em 2016 para R$ 389 milhões no ano passado.

A receita líquida da companhia, por sua vez, subiu 27,6% e fechou o último trimestre em R$ 3,62 bilhões, contra projeção de R$ 3,46 bilhões. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 312,7 milhões entre outubro e dezembro de 2017 - uma alta de 37,8% - com margem Ebitda ajustada de 8,6%.

Segundo a empresa, o ritmo do crescimento das vendas foi um dos destaques. Nos últimos três meses do ano, o faturamento total do Magalu atingiu R$ 4,4 bilhões, uma alta de 31% em relação ao mesmo período de 2016. Foi o melhor resultado trimestral da companhia nos últimos cinco anos. 

A companhia ainda anunciou um programa de recompra de 3 milhões de ações ordinárias em um ano. 

Sobre o balanço, o Bank of America Merrill Lynch destacou que o Magazine Luiza teve mais uma performance muito expressiva. "Embora não acreditemos que as taxas de crescimento atuais sejam sustentáveis, vemos um crescimento elevado por um período considerável", aponta o banco, que tem recomendação de compra para o papel com preço-alvo de R$ 90,00.

Quer investir em ações pagando só R$ 0,80 de corretagem? Clique aqui e abra sua conta na Clear

 

RD (RADL3)
A RD, antiga, Raia Drogasil, encerrou o quarto trimestre de 2017 com lucro líquido de R$ 132,6 milhões, uma alta de 43,8% ante os R$ 92,2 milhões de um ano antes. No acumulado do ano passado, a companhia viu seu lucro passar de R$ 456,3 milhões para R$ 512,5 milhões.

Enquanto isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa subiu 22%, saindo de R$ 235,9 milhões no fim de 2016 para R$ 288,7 milhões entre outubro e dezembro do ano passado. No ano, a companhia teve geração de caixa de R$ 1,13 bilhão.

Já a receita bruta da RD ficou em R$ 3,7 bilhões nos três últimos meses do ano passado, uma alta de 14% sobre os R$ 3,2 bilhões do fim de 2016. No acumulado anual, a empresa viu sua receita avançar 17%, atingindo R$ 13,8 bilhões em 2017. A receita líquida somou R$ 3,5 bilhões, alta em relação aos R$ 3,05 bilhões registrados no quarto trimestre de 2017. No ano, a receita líquida foi de R$ 13,2 bilhões. 

De acordo com o Bank of America Merrill Lynch, o resultado foi em linha com o esperado, mas chama a atenção para as vendas nas mesmas lojas de 4,7% na base trimestral, que veio abaixo do esperado pelo banco e indica um ambiente competitivo maior. 

Os analistas do BTG Pactual apontam que o resultado foi bem em linha, com crescimento de receita que veio em 14%, sustentado pela abertura de novas lojas (abriram 210 lojas nos últimos 12 meses). "O ambiente competitivo mais desafiador e o aumento de preços de medicamentos menor em 2018 oferecem poucos catalisadores para o papel no curto prazo, mas reiteramos nossa visão positiva (e estrutural) no case para o longo prazo, dado que RD tem espaço para aumentar participação de mercado em regiões sub-penetradas (como Nordeste) e consolidar a posição de liderança em outros mercados, dada a execução superior", apontam os analistas. 

BRF (BRFS3)
A BRF registrou prejuízo líquido de R$ 784 milhões no quarto trimestre de 2017, ante um prejuízo líquido de R$ 442 milhões em igual período de 2016. A BRF atribuiu o resultado ao “lançamento de diversas provisões operacionais excepcionais”. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 499 milhões de outubro a dezembro do ano passado, uma queda de 13,4% ante igual intervalo de 2016 (R$ 559 milhões). A margem Ebitda passou de 6,7% para 5,6%.

A receita líquida da BRF somou R$ 8,901 bilhões no quarto trimestre de 2017, alta de 3,6% na comparação com o mesmo período de 2016 (R$ 8,59 bilhões). Segundo a empresa, a alta é explicada pelos maiores volumes comercializados sobretudo no mercado doméstico e no Cone Sul, e pelo preço médio que apresentou um leve aumento.

Na mesma base de comparação, o resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 623 milhões, um aumento de 3,9% em relação ao resultado também negativo em 2016 de R$ 600 milhões.

Em relatório, o CEO da companhia, José Aurélio Drummond, afirma que, ao longo do ano, a empresa realizou alterações em sua administração que, atualmente, é composta por um time de executivos que “combina vasta experiência em gestão e profundo conhecimento da empresa e do setor”. Segundo a BRF, a partir do segundo trimestres de 2017 a empresa começou a retomar participação de mercado, atingindo 55,3% no final do ano.

A BRF apresentou no relatório o conceito de Ebitda Ajustado. “A intenção da Companhia é prover mais detalhes sobre os efeitos que impactam suas atividades e como a mesma avalia suas linhas de negócio.” A BRF considerou efeitos como o da Operação Carne Fraca para este cálculo, por exemplo. Desta forma, o Ebitda ajustado ficou em R$ 645 milhões no quarto trimestre de 2017, ante R$ 466 milhões em igual período de 2016.

No total de janeiro a dezembro do ano passado, o prejuízo líquido da BRF foi de R$ 1,099 bilhão, contra prejuízo líquido de R$ 367 milhões em 2016. O Ebitda ficou em R$ 2,654 bilhões no ano, 22,3% menor que a de 2016, de R$ 3,418 bilhões. Neste período, a margem Ebitda recuou de 10,1% para 7,9%. Em 2017, a receita líquida totalizou R$ 33,469 bilhões, uma queda de 0,8% contra os R$ 33,733 bilhões de 2016.

O BTG Pactual reduziu a recomendação para as ações para neutro, avaliando o resultado como muito fraco. A receita veio 7% abaixo e o Ebitda ajustado, 20%. "Em Brasil, vimos o volume melhorando mas com o portfólio ainda muito ruim (preço médio caindo 4% na base anual e preços processados em queda de 6%)", avaliam. Já no exterior, a OneFoods teve uma melhora, mas compensada por resultados piores da Banvit. Além disso, com o ciclo se deteriorando, houve impacto nas operações na Asia (principalmente em Japão) e ajudou a explicar margens menores no negócio internacional.

"Sendo assim, considerando que custos não devem melhorar em relação aos patamares atuais, vemos o crescimento de receita (principalmente via precificação) como o principal catalisador para uma recuperação de margem bruta, mas melhora em preços ainda nos parece muito incipiente. Além disso, ciclo positivo nos parece ter acabado, e pode impactar negativamente o negócio internacional", avaliam os analistas. 

CCR (CCRO3)
A CCR viu seu lucro subir 94,2% no quarto trimestre de 2017, para R$ 329,1 milhões, ante o mesmo período do ano anterior. Sem considerar novos negócios e efeitos não recorrentes, ou seja, na mesma base, o lucro da empresa saltou 162,7%, a R$ 425 milhões.

A receita líquida teve alta de 19,5% em relação ao fim de  2016, atingindo os R$ 2,02 bilhões. Já o Ebitda ajustado cresceu 25,5%, para R$ 1,2 bilhão. No acumulado do ano passado, a CCR registrou lucro líquido de R$ 1,8 bilhão, uma alta de 4,9%, enquanto a receita líquida avançou 12,4, para R$ 7,5 bilhões.

A CCR confirmou a expectativa de um sólido resultado, de acordo com o BofA, sendo beneficiado por maior tráfego, diluição de custos e ramp-up de ativos.

Cosan (CSAN3)
A Cosan fechou o quarto trimestre de 2017 com um lucro líquido de R$ 686,4 milhões, uma alta de 274% ante os R$ 183,3 milhões registrados um ano antes.

Prorém, pelo critério ajustado, que exclui efeitos pontuais na Raízen Combustíveis, Raízen Energia, Comgás e Cosan Corporativo, o resultado foi um prejuízo líquido de R$ 101,4 milhões no quarto trimestre, ante lucro de R$ 221,8 milhões entre outubro e dezembro de 2016.

A empresa reportou uma geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 2,19 bilhões entre outubro e dezembro do ano passado, alta de 62,1% na comparação anual.

A Cosan também soltou as projeções para o ano de 2018, com um guidance para a receita líquida (proforma) de entre R$ 50 bilhões e R$ 53 bilhões, contra R$ 49,37 bilhões no ano passado. A geração de caixa medida pelo Ebitda (proforma) do grupo Cosan deverá ficar entre R$ 4,9 bilhões e R$ 5,4 bilhões, ante R$ 5,13 bilhões em 2017.

De acordo com o BTG Pactual, o resultado não foi um grande destaque e o highlight ficou por conta do guidance que veio ligeiramente abaixo do esperado. Em açúcar e etanol, os analistas estão mais otimistas para a dinâmica de preços, mas a companhia está mais conservadora. "Por outro lado, no negócio de distribuição, a companhia parece estar mais conservadora dada a difícil base de comparação e potencial competição mais acirrada no setor. Já o capex segue bastante alto", avaliam os analistas, mantendo recomendação de compra para os ativos. 

Comgás (CGAS5)
A Comgás viu seu lucro líquido no quarto trimestre subir 36,3% na base anual, para R$ 182,2 milhões. O resultado refletiu, entre outros fatores, o maior volume de gás distribuído e o crescimento da receita líquida da companhia.

O lucro líquido normalizado pela conta corrente regulatória, que, de acordo com a empresa, representa de maneira mais adequada seus resultados, somou R$ 207,6 milhões no trimestre, alta de 30,4%.

Já a receita líquida da Comgás subiu 13% no trimestre, para R$ 1,496 bilhão. O Ebitda foi a R$ 374,9 milhões no trimestre, alta de 21,7%. O Ebitda normalizado também pela conta corrente regulatória somou R$ 416,1 milhões, crescimento de 16%. Em 2017, o lucro líquido foi de R$ 640,1 milhões, queda de 29%, e o lucro normalizado subiu 38,3%, para R$ 767,5 milhões. A receita líquida teve baixa de 2,1%, para R$ 5,5 bilhões. 

Copasa (CSMG3)
A companhia de saneamento de Minas Gerais viu seu lucro líquido subir 14,5% no quarto trimestre passando de R$ 131,7 milhões para R$ 150,8 milhões em um ano. O resultado porém, ficou abaixo das estimativas de R$ 191,8 milhões compiladas pela Bloomberg. No ano, o lucro da empresa ficou em R$ 560,4 milhões uma alta de 29,1% em um ano.

A receita operacional líquida da companhia ficou em R$ 1,06 bilhão, abaixo dos R$ 1,10 bilhão esperados pelo mercado. O ebitda ajustado, por sua vez, encerrou o quarto trimestre em R$ 407,9 milhões, também abaixo dos R$ 467,5 milhões projetados pela Bloomberg.

O BTG Pactual avalia o resultado como  ligeiramente abaixo, com a receita 3% abaixo das estimativas por conta do volume mais fraco, enquanto o Ebitda veio mais fraco por conta de custos (aumento de PDD, pessoal e terceiros). Os analistas ressaltam que esse é o primeiro trimestre inteiro após a revisão tarifária, então deve-se monitorar como custos vão se comportar daqui para frente. 

Ofuscando o resultado mais fraco, o destaque ficou para o anúncio do payout de 50% para 2018 o que, segundo o BTG, é transformacional para quem costuma pagar 30%), o que faz com que o yield salte para 7,3%. "Reiteramos compra e achamos que o papel ainda tem espaço para andar em cima de uma revisão tarifária positiva e do payout maior", afirma o BTG. 

 

Engie (EGIE3)
A Engie Brasil Energia teve lucro líquido de R$ 704,7 milhões no quarto trimestre de 2017, uma alta de 48% na base de comparação anual.

Já o Ebitda foi de R$ 1,07 bilhão, 29,6% maior na comparação com o quarto trimestre de 2016.

O BTG apontou que o resultado veio forte, principalmente com alguns não recorrentes vindo de reversão de provisão e ganho com venda de ativos (excluindo isso, teria vindo em linha com o esperado pelo banco mas, ainda assim, seria um resultado forte). "Estão numa toada de crescimento em busca de ativos de renováveis com espaço no balanço para seguir participando dos leilões. Segundo os analistas, a taxa interna de retorno próxima de 6% real parece esticada e, por isso, o BTG segue recomendação de venda, vendo valuation esticado. 

Gafisa (GFSA3)
A Gafisa divulgou prévia operacional do quarto trimestre de 2017, com queda de 69,9% dos lançamentos na base de comparação anual, a R$ 90,1 milhões. O único lançamento do trimestre foi o Moov Estação Brás, em São Paulo. As vendas contratadas do trimestre somam R$ 121,9 milhões, queda de 65,8% em igual base de comparação.

Segundo o BTG, a Gafisa apontou que a prévia foi fraca, com as vendas piorando em R$ 122 milhões, enquanto o distrato subiu e teve somente um lançamento no trimestre, o que fez com que as vendas piorassem. "Sem dúvida, esse resultado vai na contramão do que estamos vendo dos outros players (que estão melhorando vendas). Olhando para 2018, devemos ter um prejuízo grande à frente, uma vez que receita segue fraca e está dando mtos descontos para conseguir vender estoque", apontam os analistas do banco. 

CSN (CSNA3)
Segundo a Coluna do Broad, do Estadão, depois de sondar o mercado sobre a venda de sua participação na Usiminas em janeiro, a CSN não deu data, mas informou, nos bastidores, que o negócio ocorrerá no primeiro semestre deste ano.

O processo será feito por meio de um “block trade” – venda de um lote de ações em leilão na Bolsa. Apesar de não mostrar pressa, a saída do capital de sua concorrente é uma exigência dos bancos credores para o alongamento da dívida bilionária da usina de Volta Redonda (RJ). Com o Banco do Brasil (BB), o acordo já foi fechado. Com a Caixa, a CSN ainda segue em tratativas e um desfecho só é esperado para março. Procurada, a CSN não comentou.

Oi (OIBR4)
A Oi volta ao noticiário com dois destaques.  O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros, informou que o Conselho Diretor do órgão regulador rejeitou abertura de processo que poderia resultar na cassação da concessão de prestação de serviços da Oi, que entrou em recuperação judicial em junho de 2016.

A decisão foi tomada por unanimidade e levou em conta o fato de que o plano de recuperação judicial da operadora foi aprovado pela Justiça. A Oi protagonizou o maior pedido de recuperação judicial da história do País, com dívidas de R$ 65 bilhões a serem negociadas.  A abertura do processo da chamada caducidade da concessão havia sido recomendada pelo ex-conselheiro Igor de Freitas em 31 de agosto. Freitas era coordenador do grupo de acompanhamento econômico da empresa na Anatel, mas seu mandato se encerrou no ano passado. Ele foi substituído por Emmanoel Campelo, que assumiu o cargo em 23 de novembro. Na madrugada de 20 de dezembro, o processo de recuperação judicial foi aprovado pela assembleia de credores. O plano foi aprovado pela Justiça em 8 de janeiro.

Outro destaque fica para o pedido do promotor do Estado do Rio de Janeiro Gustavo Lunz ao tribunal responsável pelo processo de recuperação judicial da Oi pela suspensão dos direitos políticos dos acionistas e membros do conselho da companhia que atenderam à assembleia extraordinária da companhia de 7 de fevereiro.

O promotor disse que os principais acionistas foram longe demais na reunião do início deste mês ao decidir processar e substituir o presidente da Oi, colocando em risco a reestruturação da dívida de US$ 19 bilhões da companhia, segundo documentação de 16 de fevereiro. Pharol SGPS e Société Mondiale, principais acionistas da Oi, junto a pequenos investidores que dizem representar 34% do capital da companhia, decidiram na reunião entrar com um processo contra o presidente Eurico Teles e Carlos Brandão, que responde pelas diretorias jurídica e financeira. Eles também indicaram novos executivos para a empresa.

Lunz argumenta que nenhuma assembleia de acionistas pode tentar renegociar um plano de recuperação já aprovado pela ampla maioria de credores e confirmada pelo juiz e que a companhia tem obrigação legal de implementar. Sem a suspensão dos direitos dos acionistas, diz Lunz, eles poderão tentar realizar novas assembléias para tentar bloquear a implementação do plano. A Oi não quis comentar. 

(Com Agência Estado e Bloomberg)

Contato