EXPERIMENTE!

Clique e experimente a
versão rápida do

Em mercados / acoes-e-indices

Ibovespa segue exterior, sobe pelo 7º pregão seguido e renova máxima histórica

Índice opera em alta durante todo o dia com alívio externo após "confusão" com ata do Fomc

SÃO PAULO - Depois da "confusão" no último pregão após a divulgação da ata do Fomc, o Ibovespa se manteve em alta durante toda esta quinta-feira (22), mas se distanciando da máxima, quando superou os 87 mil pontos, seguindo o desempenho da bolsa norte-americana. Após o documento do Fed, o presidente da unidade de St. Louis, James Bullard, acalmou os ânimos alertando que um aumento prematuro nos EUA poderá comprometer o crescimento da economia.

O benchmark da bolsa brasileira fechou com ganhos de 0,74%, aos 86.686 pontos, em sua sétima alta seguida. Na máxima do dia, o índice chegou a subir 1,29%, para 87.159 pontos. O volume financeiro ficou em R$ 11,132 bilhões. O dólar comercial, por sua vez, fechou com queda de 0,41%, cotado a R$ 3,2486 na venda. Enquanto isso, os juros futuros subiram de olho na divulgação do IPCA-15 nesta sexta, com os contratos de janeiro de 2019 e 2021 avançando 4 pontos-base cada um, para 6,59% e 8,57%, respectivamente.

Quer investir em ações pagando só R$ 0,80 de corretagem? Clique aqui e abra sua conta na Clear

Em entrevista para CNBC, Bullard, membro votante do Fed e uma espécie de "porta-voz" do BC dos EUA, afirmou que o Fomc (Federal Open Market Committee) precisa ter cuidado ao subir os juros este ano, pois poderia atrasar a prometida recuperação da economia norte-americana, um dos principais anseios da gestão de Trump: "a ideia de que precisamos subir os juros em 100 pontos-base este ano parece muito para mim", afirmou.

Para completar o tom dovish (a favor da política monetária expansionista) que dominou o mercado e reverteu a queda dos contratos futuros dos EUA, o que acabou dando ânimo para o Ibovespa, a última ata do BCE apontou que os membros acreditam que ainda é muito cedo para alterar o viés expansionista: "a política monetária continuará a se desenvolver com o objetivo de evitar ajustes abruptos ou desordenados em um momento posterior", apontou a ata.

Meirelles candidato?
Em entrevista para a rádio mineira Itatiaia, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que está contemplando sua candidatura à presidência, destacando que sua decisão será tomada no final de abril, assim como descartou a possibilidade de ser ministro caso seja convidado em um próximo governo.

“Acho que etapa como ministro da Fazenda está cumprida. Estamos agora contemplando essa nova etapa de uma possível candidatura à presidência”, afirmou o ministro, que ressaltou que não está pensando nessa possibilidade agora.

Perguntado sobre os impactos na economia caso a reforma da Previdência não seja aprovada, Meirelles afirmou que o governo terá que compensar esse "rombo" que será deixado realizando cortes proporcionais no Orçamento. Segundo ele, a reforma terá que ser feita ou por esse governo ou pelo próximo.

Destaques do mercado
Além dos bancos, destaque de alta para as ações da Eletrobras, com mais notícias sobre o processo de privatização, enquanto as ações da Ultrapar recuam em vista do resultado abaixo do esperado pelo mercado (veja mais aqui).

As maiores altas, dentre as ações que compõem o índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 VVAR11 VIAVAREJO UNT N2 27,70 +5,08 +13,20 112,91M
 LREN3 LOJAS RENNERON 36,23 +3,81 +2,09 222,06M
 BBAS3 BRASIL ON 42,40 +3,11 +33,25 729,02M
 CMIG4 CEMIG PN 8,05 +3,07 +17,18 102,63M
 PETR3 PETROBRAS ON 22,08 +2,99 +30,57 174,09M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CCRO3 CCR SA ON 14,70 -3,61 -8,98 118,48M
 ECOR3 ECORODOVIAS ON 10,27 -2,93 -16,50 28,86M
 SUZB3 SUZANO PAPELON 22,15 -2,85 +18,51 84,11M
 CIEL3 CIELO ON 24,02 -2,63 +2,13 150,35M
 QUAL3 QUALICORP ON 28,85 -2,53 -6,94 48,24M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN 20,74 +2,42 789,77M 963,24M 35.539 
 BBAS3 BRASIL ON 42,40 +3,11 729,02M 426,02M 36.102 
 VALE3 VALE ON 45,67 +1,94 640,34M 806,63M 23.325 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN EDJ 52,64 +0,55 602,81M 927,78M 30.886 
 BVMF3 B3 ON 26,31 -1,31 553,64M 288,59M 28.612 
 ITSA4 ITAUSA PN 14,38 +1,63 449,79M 256,59M 28.940 
 BBDC4 BRADESCO PN 40,10 +0,60 368,69M 545,38M 26.638 
 ABEV3 AMBEV S/A ON 22,42 +0,09 362,05M 289,32M 22.069 
 LREN3 LOJAS RENNERON 36,23 +3,81 222,06M 95,97M 15.875 
 ELET6 ELETROBRAS PNB 27,95 +2,19 189,30M 70,58M 11.919 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
IBOVESPA

15 medidas e falta da Previdência
Uma das 15 medidas da pauta prioritária do governo no Congresso em 2018 após a reforma da Previdência ser praticamente "enterrada", a autonomia do Banco Central foi discutida entre Michel Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente do BC, Ilan Goldfajn.

Outra medida, a desoneração da folha de pagamentos, pode enfrentar dificuldades, como informa a Folha de S. Paulo desta quinta-feira. O projeto deve sair do Congresso com número maior de setores poupados do que o inicialmente previsto e efeito fiscal bastante incerto. No projeto original, o governo mantinha o benefício para alguns setores, como de comunicação, construção civil e transporte de passageiros (subdividido em metrôs, rodovias e ferrovias).

A expectativa é que isso fosse preservado pelo Congresso mas, além dos setores originalmente poupados, nas negociações com os parlamentares devem ser mantidos no regime que reduz os custos da folha pelo menos mais sete setores: telemarketing, confecção, calçados, transporte de cargas, moveleiro, máquinas e equipamentos e aviação, aponta a publicação. 

Já em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, informa que, sem a aprovação da reforma da Previdência, o governo terá de cortar R$ 14 bilhões de outras áreas na proposta do Orçamento da União de 2019. Esta era a economia de despesas que o governo previa para o ano que vem com a aprovação da reforma. 

Contato