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Pão de Açúcar reverte prejuízo, lucra R$ 297 mi e muda CEO; sinergia bilionária Fibria-Suzano, 7 recomendações e mais

Confira os destaques do noticiário corporativo desta terça-feira (20)

loja Pão de Açúcar 2
(Divulgação)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo desta terça-feira (20) é bastante movimentado, com as atenções voltadas para as novas notícias sobre Suzano e Fibria, com a avaliação de que a consolidação entre as duas empresas pode gerar até R$ 10 bilhões em sinergias, enquanto as atenções também se voltam para a repercussão do resultado do Pão de Açúcar, além da troca de cadeiras na companhia e na Via Varejo. Confira os destaques desta terça-feira na bolsa:

Pão de Açúcar (PCAR4)
O Grupo Pão de Açúcar registrou lucro líquido consolidado de R$ 297 milhões no quarto trimestre de 2017, revertendo um prejuízo de R$ 38 milhões apurado em igual período do ano anterior. No ano, o lucro totalizou R$ 619 milhões, comparado a prejuízo de R$ 482 milhões ante 2017. O resultado corresponde ao lucro atribuído ao acionista controlador e leva em conta operações continuadas e descontinuadas.

O GPA passou a divulgar os resultados de seu negócio de eletroeletrônicos, a Via Varejo, como uma atividade descontinuada após a decisão de alienação da participação do grupo na companhia. O lucro consolidado das operações em continuidade foi de R$ 215 milhões no quarto trimestre de 2017, reversão de um prejuízo de R$ 8 milhões no mesmo período de 2016.

A companhia divulga ainda o lucro das operações em continuidade do negócio de varejo alimentar, que chegou a R$ 254 milhões no trimestre e se compara a um lucro de R$ 9 milhões no mesmo período do ano anterior.

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O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do grupo varejista atingiu R$ 756 milhões entre outubro e dezembro de 2017, resultado 62% superior ao do mesmo período de 2016. No ano, o Ebitda chegou a R$ 2,341 bilhões, alta de 44,7%

A receita líquida do GPA já havia sido divulgada previamente. A companhia registrou no quarto trimestre de 2017 receita líquida de R$ 12,510 bilhões, crescimento de 6,6% na comparação com igual período de 2016. No ano, a receita acumulou R$ 44,634 bilhões, aumento de 7,7%.

A companhia ainda anunciou mudanças em seu comando, com a saída de Ronaldo Iabrudi do cargo de diretor presidente, que passa a ser de Peter Estermann. A companhia informou em fato relevante que Iabrudi será indicado pelo acionista controlador ao posto de co-vice-presidente do Conselho de Administração, ao lado de Arnaud Strasser. A indicação será formalizada na primeira Assembleia Geral de acionistas a ser realizada em 2018. Iabrudi também permanecerá na presidência do Conselho de Administração da Via Varejo.

Peter Estermann deixará a presidência da Via Varejo, que ocupa desde outubro de 2015, e tomará posse em 27 de abril no GPA. Além de assumir o comando executivo da companhia, Estermann será o responsável direto pela unidade de negócios Multivarejo. Essa divisão do GPA contempla os supermercados, hipermercados e lojas de proximidade da companhia e inclui as bandeiras Pão de Açúcar e Extra. Com a saída de Estermann, na Via Varejo (VVAR11),  Flavio Dias foi indicado para assumir a presidência. 

Conforme destaca o BTG Pactual, o resultado do Pão de Açúcar foi impactado por créditos tributários não-recorrentes de R$ 350 milhões no Assai e na divisão de multivarejo. "Em linhas gerais, o resultado operacional fraco e a dinâmica de margem não veio boa, enquanto as perspectivas de curto prazo permanecem desafiadoras", apontam os analistas, destacando que um catalisador do papel seria a venda da fatia na Via Varejo.

Já sobre a troca de cadeiras, os analistas apontam que a principal mensagem é que não há uma ruptura na estratégia das duas empresas. "No caso da Via Varejo, a impressão é que o foco é cada vez mais na multicanalidade. Para o Pão de Açúcar, a empresa permanece focada em seu negócio alimentar, indicando que a venda do stake da VVAR pode estar mais próximo de acontecer", avaliam os analistas. 

Itaúsa  (ITSA4
A holding de investimentos Itaúsa lucrou R$ 1,942 bilhão no quarto trimestre de 2017, 2,3% acima frente o mesmo intervalo de 2016. O resultado de equivalência patrimonial recorrente entre outubro e dezembro do ano passado foi de R$ 2,35 bilhões, 3,4% maior na base anual. Já o resultado recorrente proveniente do setor financeiro foi de R$ 2,245 bilhões, uma queda de 1,7% na mesma base de comparação. No ano, a holding registrou lucro líquido consolidado de R$ 8,52 bilhões em 2017. 

A Itaúsa ainda informou que seus acionistas aprovaram o pagamento de juros sobre capital próprio e dividendos adicionais em relação aos que já haviam sido declarados como obrigatórios ao exercício de 2017. A remuneração anunciada em 19 de dezembro será paga no próximo dia 7 de março. A holding anunciou JCP "extra" no valor de R$ 0,37400 por ação (com valor líquido de R$ 0,31790 por ação), com retenção de 15% de imposto de renda na fonte. O pagamento ocorrerá em 7 de março.

Além disso, serão pagos dividendos adicionais no valor de R$ 0,29525 por ação. A primeira parcela desta remuneração será paga em 7 de março, no valor de R$ 0,11025 por ação, e a segunda parcela em 5 de abril, no valor de R$ 0,18500 por ação.

Veja mais em: Yield de 4,5% e ações com 41,6% de desconto: o super presente que a Itaúsa dará aos seus acionistas

Os conselheiros da companhia aprovaram ainda a subscrição de 175.641.026 novas ações escriturais, sem valor nominal, sendo 66.355.919 ordinárias e 109.285.107 preferenciais, ambas ao preço de R$ 7,80, valor 41,66% menor que a cotação da última segunda (19). Assim como o evento de pagamento de dividendos e "JCP", a posição acionária a ser considerada será a do dia 22 de fevereiro. Este aumento de capital alcançará R$ 1,370 bilhão, levando o capital social da Itaúsa de R$ 37.145.000.015,80 para R$ 38.515.000.018,60, mediante emissão destas novas ações para subscrição. Segundo a companhia, os recursos obtidos com o aumento de capital serão destinados "ao reforço do capital de giro e à manutenção de adequado nível de liquidez".

Linx (LINX3)
A Linx registrou lucro líquido ajustado no quarto trimestre de 2017 foi de R$ 158,95 milhões, enquanto a receita  operacional bruta de R$ 182,1 milhões. Apesar do IGP-M acumulado negativo ao longo do período, a receita operacional líquida da companhia foi de R$ 157,4 milhões, atingindo um crescimento de 19,3% comparado ao quarto trimestre do ano passado.  

A receita operacional bruta da Linx chegou a R$ 656,1 milhões no ano passado, o que correspondeu a um aumento de 15,5% em relação a 2016. A receita operacional líquida do período foi de R$ 571,6 milhões, um aumento de 15,6% na comparação com 2016. Já o Ebitda ajustado no ano foi de R$ 143,5 milhões, o que correspondeu a uma alta de 13,4% sobre 2016.

De acordo com o Credit Suisse, a Linx reportou bons resultados no quarto trimestre de 2017, dando suporte à visão mais positiva do banco para o setor de tecnologia. Além disso, a margem Ebitda de 25% ficou estável em relação ao terceiro trimestre, mesmo com a compra recente e o aumento de salários. Do lado negativo, os analistas destacaram o aumento do churn, com a taxa de renovação saindo de 98,7% nos últimos três trimestres para 97,7% no quarto trimestre de 2017. "No entanto, acreditamos que essa piora é não-recorrente e pode refletir que a Neemu perdeu seu maior cliente, a B2W)", apontam os analistas. Já para o BTG Pactual, o resultado veio sem grandes novidades, somente com a receita vindo ligeiramente acima do esperado pelo banco. 

Suzano (SUZB3) e Fibria (FIBR3)
Após as duas companhias confirmarem conversas preliminares para uma combinação estratégica, mais notícias sobre elas estão no radar do mercado. Segundo informa a Coluna do Broad, do Estadão, a Suzano planeja um negócio por meio de troca de ações e dinheiro para os acionistas de sua concorrente.

Um dos entraves é que a Suzano quer ser controladora dessa nova companhia, se a transação for para frente. Na mesa está sendo avaliada também uma oferta subsequente de ações (follow on), na qual a empresa poderá fortalecer ainda mais seu caixa já robusto, caso a operação ocorra.  Ao ser procurada pelo jornal, a Suzano manteve seu comunicado enviado na segunda-feira, 19, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que informava que as discussões com os controladores da Fibria são muito preliminares. Afirmou, ainda, que não há definição de formato ou estrutura. A Fibria, também em comunicado ao mercado, disse que os controladores foram procurados por representantes da Suzano, com o objetivo de discutir alternativas estratégicas.

Em relatório, o Bradesco BBI calcula entre R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões em sinergias  e 15% de acréscimo de valor, de R$ 10 por ação da Fibria e R$ 4 por ação da Suzano caso haja a consolidação das duas companhias. 

Embora otimistas sobre o acordo, os analistas dizem que "não é trivial", citando obstáculos como discussões de avaliação sobre ativos de papel da Suzano, múltiplos relativos entre ativos de celulose, estrutura de controle e assuntos relacionados à governança corporativa e direitos potenciais de tag along para os acionistas minoritários da Fibria, “caso Suzano compre participações de Votorantim e BNDES”. "Mas as chances estão claramente aumentando; o setor está no modo de consolidação", dizem analistas. 

Recomendações
Atenção para as diversas recomendações de ações. O BB Investimentos elevou o Banrisul (BRSR6) para ’market perform’ (desempenho em linha com a média do mercado), com preço-alvo de R$ 20,00.

Já a Direcional (DIRR3) teve a recomendação reduzida para ’neutra’ pelo Bradesco BBI, com o preço-alvo sendo reduzida de R$ 8 para R$ 7. A Cosan (CSAN3) foi elevada a 'overweight' (exposição acima do mercado) pelo JPMorgan, com preço-alvo de R$ 54. A Multiplan (MULT3) elevada a 'outperform' por Bradesco BBI, com preço-alvo sendo elevado de R$ 77 para R$ 79, enquanto a Aliansce (ALSC3) elevada a 'outperform' por Bradesco BBI, com preço-alvo sendo elevado de R$ 18 para R$ 21. Já a São Carlos (SCAR3) foi rebaixada a 'underperform' por Bradesco BBI, com preço-alvo sendo elevado de R$ 34 para R$ 37. 

Por fim, a Locamerica (LCAM3) teve a cobertura reiniciada com recomendação de compra pelo BTG Pactual, incorporando a aquisição da Unidas, "que sem dúvida foi transformadora para o case". "A integração ainda está num estágio preliminar mas achamos que o o negócio traz: i) potencial relevante de sinergias, ii) exposição relevante no segmento RAC e iii) aumento das vantagens competitivas versus os demais players", apontam os analistas. 

 

Eletrobras (ELET6)
O governo federal estuda promover diversas ações de comunicação para tratar da privatização da Eletrobras. Entre elas, a criação de uma campanha para falar diretamente com a população em defesa da proposta. A Eletrobras é responsável por um terço da geração de energia do país. A medida foi discutida em reunião na Secretaria-Geral da Presidência da República.

De acordo com o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, a reunião, sob coordenação da Secretaria-Geral, foi inicial, sem uma definição a respeito das ações. A Secretaria-Geral tem coordenado as ações de comunicação do governo. Vale destacar que, dentre as 15 medidas da nova pauta prioritária, está a desestatização da Eletrobras. 

Eletropaulo (ELPL4)
A Eletropaulo comunicou ao mercado que prevê um total de investimentos para o ciclo de 2018 até 2022 de R$ 4,94 bilhões, sendo R$ 4,523 bilhões de recursos próprios e R$ 419 milhões de recursos financiados pelos clientes.

"Tal programa é superior ao programa de investimentos divulgado para o ciclo anterior (2017 até 2021), que totalizava de R$ 3,970 bilhões, entre recursos próprios e terceiros, e está voltado para a melhoria da eficiência e da confiabilidade operacional da companhia, duas importantes frentes do Plano Estratégico de criação de valor da companhia", informou a companhia. 

Ultrapar (UGPA3)
O conglomerado nacional Ultra, dono da rede de postos de combustíveis Ipiranga, corre contra o relógio para conseguir a aprovação, mesmo com pesadas restrições, da compra da Liquigás, que pertence à Petrobras, pela Ultragaz, divisão de gás de cozinha da companhia, informa o Estadão. O caso, que deve ser julgado no dia 28, é importante tanto para a estatal - que está em processo de desinvestimentos de ativos não estratégicos - quanto para o Ultra, que busca se isolar na liderança em gás com a transação. Em agosto passado, o Ultra teve um importante negócio barrado pelo órgão antitruste: a compra da rede de postos Ale pela Ipiranga.

O acordo entre as distribuidoras de gás é considerado uma operação complexa, por causa da alta concentração de mercado em algumas regiões do País. Por isso, o grupo Ultra concordou em assinar uma cláusula em que a Petrobras receberia R$ 280 milhões, ou 10% do valor anunciado do negócio, de R$ 2,8 bilhões, caso a operação seja barrada pelo Cade. A aposta do Ultra é alta, segundo fontes de mercado, uma vez que tradicionalmente essa taxa de insucesso, ou break-up fee, varia de 3% a 5% do valor da transação.

Anunciado em novembro de 2016, o processo de aquisição da Liquigás pela Ultragaz foi bastante competitivo, atraindo os principais concorrentes brasileiros, como a holandesa Supergasbrás (SHV), a Nacional Gás, do grupo Edson Queiroz (ramo da família Jereissati), e a Copagaz, do empresário Ueze Zahran, além de investidores estrangeiros, como o turco Aygaz.

Cesp (CESP6)
O governo de São Paulo realiza hoje audiência pública sobre a privatização da companhia.

CCX (CCXC3)
Na CCX, Pedro de Moraes Borba renunciou à presidência; Marcos William Cattan Júnior foi eleito novo presidente.

Renova (RNEW11)
Carlos Figueiredo Santos renunciou a cargo de presidente da Renova. Santos permanecerá no exercício do referido cargo até o dia 28 de fevereiro de 2018 e, caso não seja eleito seu substituto até tal data, o atual diretor vice-presidente de Finanças assumirá interinamente a função de diretor presidente, nos termos do estatuto social vigente e do acordo de acionistas celebrado em 19 de dezembro de 2014. 

(Com Agência Brasil 

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