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Ibovespa ignora suspensão da Previdência e tem 4ª alta seguida; dólar sobe para R$ 3,23

Índice teve leve alta nesta sessão em dia de pouco volume por conta do feriado nos EUA

SÃO PAULO - Em um dia de baixa liquidez por conta do feriado do Dia dos Presidentes nos EUA, o Ibovespa conseguiu atingir sua quarta alta consecutiva, apesar de sem grande expressão. No radar, os investidores digerem o resultado acima do esperado do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), de olho na agenda econômica da semana, com destaque para o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) e a ata da última reunião do Fed.

O benchmark da bolsa brasileira fechou com leve alta de 0,32%, aos 84.792 pontos, enquanto o volume financeiro ficou em R$ 13,332 bilhões, alavancado pelo vencimento de opções sobre ações, que movimentou R$ 7,11 bilhões. O dólar comercial, por sua vez, fechou com alta de 0,43%, cotado a R$ 3,2350 na venda.

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Sobre a Previdência, o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (MDB-CE), determinou hoje que nenhuma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) deve tramitar, inclusive nas comissões, enquanto vigorar o decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro. Com isso, fica oficialmente suspenso o andamento da reforma da Previdência, praticamente "enterrando" as chances do texto ser aprovado.

“Nenhuma PEC tramitará, não precisa a oposição entrar com pedido de liminar, absolutamente nada, porque nenhuma PEC tramitará. O mandamento constitucional no Artigo 60, item 1º, determina que, em estado de sítio, em estado de defesa ou em intervenção, nenhuma PEC poderá tramitar, portanto não haverá mudança na Constituição”, explicou Eunício.

Entre os indicadores, o IBC-Br apontou crescimento de 1,41% na passagem de novembro para dezembro, enquanto os analistas de mercado aguardavam por um avanço de 0,99% na passagem. Com o resultado, o índice, que é considerado uma "prévia" do PIB (Produto Interno Bruto) oficial, cresceu 1,04% no acumulado de 2017 e interrompeu dois anos consecutivos de queda. O dado oficial será divulgado em 1ª de março.

Destaques do mercado
Do lado positivo, destaque para as ações da Suzano, que sobem após a empresa confirmar que está em conversas preliminares com a Fibria. Do lado negativo, os papéis da BB Seguridade recuam após o resultado abaixo do esperado pelo mercado (veja mais aqui).

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 GGBR4 GERDAU PN 16,73 +5,02 +35,14 267,10M
 MGLU3 MAGAZ LUIZA ON 82,26 +4,64 +2,54 71,45M
 GOAU4 GERDAU MET PN 7,77 +4,44 +34,20 156,67M
 ECOR3 ECORODOVIAS ON 10,65 +4,11 -13,41 10,00M
 CSAN3 COSAN ON 44,65 +4,08 +7,59 83,83M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 BBSE3 BBSEGURIDADEON 30,28 -4,63 +6,28 197,40M
 TIMP3 TIM PART S/AON 13,79 -2,13 +5,27 11,77M
 IGTA3 IGUATEMI ON 39,44 -1,77 +0,13 19,79M
 FLRY3 FLEURY ON 28,46 -1,76 -3,46 41,05M
 BRML3 BR MALLS PARON 12,08 -1,71 -5,11 38,29M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN 20,05 +3,24 814,58M 927,53M 24.203 
 VALE3 VALE ON 46,45 +0,91 593,22M 766,31M 21.162 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN EDJ 50,43 -0,79 278,61M 882,51M 18.294 
 GGBR4 GERDAU PN 16,73 +5,02 267,10M 176,34M 23.559 
 FIBR3 FIBRIA ON 59,15 +3,23 222,77M 142,08M 9.460 
 BBDC4 BRADESCO PN 38,48 -0,49 209,32M 520,72M 15.645 
 BBSE3 BBSEGURIDADEON 30,28 -4,63 197,40M 94,00M 16.103 
 BBAS3 BRASIL ON 39,63 -1,66 183,83M 426,57M 10.961 
 GOAU4 GERDAU MET PN 7,77 +4,44 156,67M 127,36M 17.118 
 ITSA4 ITAUSA PN 13,37 -0,22 153,18M 229,62M 41.905 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
IBOVESPA

Intervenção no Rio de Janeiro e Previdência
A Câmara dos Deputados vota nesta segunda-feira às 19h o decreto de intervenção na segurança do Rio de Janeiro anunciado na última sexta-feira. De acordo com a Constituição Federal, apesar de já estar em vigor, a intervenção precisa ser autorizada pelo Congresso Nacional. O regimento interno da Câmara estabelece que esse tipo de matéria deve tramitar em regime de urgência, com preferência na discussão e votação sobre os outros tipos de proposição.

O anúncio do decreto afetou o cronograma do Congresso. Parte da agenda parlamentar fica esvaziada, uma vez que a vigência do decreto impede que os congressistas façam qualquer mudança na Constituição. A determinação inviabiliza a análise de várias propostas de Emenda à Constituição que tramitam no Congresso, entre as quais a que trata da reforma da Previdência.

O presidente Michel Temer já disse que pretende suspender a intervenção no Rio de Janeiro se conseguir os votos necessários, mas a tendência é que este fato dificulte ainda mais a luta do governo pelo apoio que falta para a reforma - e esta semana será decisiva nisso: "se votar o decreto da intervenção dia 21, vai ser difícil votar a Previdência até o dia 28. Não dá para num dia votar o decreto, e no outro dia suspender", afirmou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. A avaliação de muitos analistas é de que Temer fez uma mudança tática ao focar em segurança de modo a fortalecer a sua popularidade, mas a estratégia também tem riscos embutidos - veja mais clicando aqui.

Indicadores agitarão o mercado
Contudo, o indicador mais importante da semana está reservado para sexta-feira (23), quando será publicado o IPCA-15, com expectativa de avanço de 0,39% na passagem de janeiro para fevereiro, o mesmo valor verificado um mês antes. A divulgação ganhou importância depois da ata do Copom abrir a porta por um corte de 25 pontos-base na reunião dos dias 20 e 21 de março caso a inflação siga abaixo do esperado pelo Banco Central e o cenário externo não se deteriorar. Também estão previstos para esta semana, mas ainda sem data definida, os dados do Caged de janeiro.

No exterior, atenção especial na quarta-feira (21) para a ata do Fomc, que deve reforçar a intenção do Fed de realizar a primeira alta de juros do ano na próxima reunião, nos dias 20 e 21 de março. Além disso, fica a expectativa por novos sinais da autoridade monetária sobre o ritmo esperado de elevação do juro ao longo do ano.

Segundo a GO Associados, por ora, tanto a maioria dos membros do BC dos EUA quanto o mercado esperam três altas em 2018. Entretanto, o aumento das apostas de quatro altas tem ganhado força e é um dos motivos da turbulência nas bolsas americanas, com impacto negativo sobre o resto do mundo. Além disso, o Senado e a Câmara norte-americanos entram em recesso, que dura até 23 de fevereiro.

Para finalizar, na sexta-feira, será divulgada a inflação da Zona do Euro referente ao mês de janeiro, que diferente dos EUA, onde a inflação começa a dar sinais de vida, o indicador está em torno de 1% ao ano, muito abaixo da meta de 2% do BCE (Banco Central Europeu). Isso sugere que o BCE manterá sua política monetária expansionista por mais algum tempo ainda. Para acessar a agenda completa de indicadores, clique aqui.

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