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Dólar confirma força de R$ 3,19 e oferece compra; recomendação do InfoTrade "agradece"

Confirmado o sinal de reversão da moeda, Fibria tem o caminho aberto para testar o topo histórico

SÃO PAULO - A queda de 0,3% nas primeiras horas de pregão denunciava para mais um pregão de queda para o dólar, mas esse movimento foi imediatamente interrompido pelo teste da região de R$ 3,189, onde a moeda ofereceu uma boa oportunidade de compra em vista do fechamento do "gap" aberto entre 13 e 16 de outubro do ano passado. Assim, cresce a expectativa por uma recuperação no curtíssimo prazo e as ações da Fibria (FIBR3), recomendação de compra aberta pelo InfoTrade na semana passada, devem ser favorecidas por esse movimento.

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O fechamento deste "buraco" no gráfico pode ser considerado um marco para a moeda no curtíssimo prazo, já que estamos tratando do último suporte importante antes de chegar na mínima de outubro em R$ 3,17. Os "gaps" são fortes referências de suporte ou resistência de um ativo, pois representam a euforia (gap de alta) ou medo (gap de baixa) dos investidores naquele determinado pregão, atuando como uma espécie de barreira psicológica. Por isso, quando os preços se aproximam deste patamar, geralmente há uma forte reação pelo mercado, como no caso do dólar nesta segunda-feira.

Portanto, confirmando o candle de reversão em formação e voltando a negociar acima de R$ 3,21 no próximo pregão, a sinalização de fundo será consolidada e o caminho estará aberto para o topo intermediário em R$ 3,245 (+56 pontos), onde encontrará maior pressão de venda. Do contrário, confirmando a perda de R$ 3,189, a expectativa de repique será anulada e o caminho estará aberto para a mínima de outubro em R$ 3,172 (-17 pontos).

Na sexta-feira (19), o diretor da Wagner Investimentos, José Faria Júnior, afirmou que o teste da região de R$ 3,20 elevaria o apetite dos investidores pela compra, uma vez que a moeda estava "muito massacrada" e a agenda pesada de indicadores dos EUA nos próximos dias, como o julgamento do Lula na próxima quarta-feira (24), poderia aumentar a busca por proteção após o forte rali da bolsa - confira a reportagem completa aqui.

Fibria "agredece"
Por ser uma empresa "dolorizada" (possue boa parte das receitas em dólar), neste caso, uma exportadora de papel e celulose, uma reação do dólar deve ajudar ainda mais a ação neste começo de ano, que está em um bom momento depois da confirmação do "pivô de alta" (linhas verdes) na segunda-feira (15) passada em R$ 50,79, quando ofereceu uma oportunidade de compra.

Em vista do padrão gráfico, que reforça a tendência de alta de curto prazo da ação, como a expectativa de um repique para o dólar, fica a expectativa pelo teste do topo histórico em R$ 56,13 (+10,5%) até o final do mês, justamente o objetivo final da operação. O stop loss deve seguir em R$ 48,63 (-4,2%).

O analista responsável é Rafael Ribeiro (CNPI-T EM-946)

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