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Ibovespa Futuro sobe impulsionado pelas commodities; dólar recua e perde R$ 3,20

Investidores deixando de lado paralisação do governo dos EUA e índice segue processo de valorização

Trader
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Os contratos futuros de Ibovespa com vencimento em abril sobem 0,16%, aos 81.605 pontos, às 9h18 (horário de Brasília) desta segunda-feira (22), impulsionado pela alta das commodities e ignorando a derrota de Trump no Congresso que resultou na paralisação do governo dos EUA. Além disso, o mercado está na expectativa pelo julgamento de Lula na próxima quarta-feira (24).

O governo de Trump, que completou um ano neste fim de semana, entrou hoje em seu terceiro dia de paralisação parcial, após não conseguir fechar acordo no Congresso para elevar o teto da dívida federal e estender seu financiamento na última sexta-feira (19). Há expectativa de que o Senado vote às 15h00 (de Brasília) desta segunda-feira uma proposta para garantir o financiamento do governo até 8 de fevereiro, mas ainda é incerto se haverá apoio suficiente para sua aprovação.

Apesar da derrota do presidente dos EUA, os economistas não acreditam em um impacto significativo sobre a economia norte-americana, já que que a maioria das paralisações nos últimos 40 anos durou menos de 10 dias. Além disso, lembram do pacote fiscal anunciado no final do ano que vem por Trump, que aquecer ainda mais a economia dos EUA.

Em meio ao clima de menor aversão ao risco, o dólar futuro com vencimento em fevereiro registrava desvalorização de 0,31%, aos R$ 3,192, enquanto os contratos com vencimento em janeiro de 2019 e 2021 operavam praticamente estáveis, cotados a 6,91% e 8,91%, respectivamente.

Bolsas mundiais
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, à espera da decisão de política monetária do Banco Central do Japão e apesar da paralisação do governo dos EUA. Contudo, o "shutdown" do governo norte-americano afeta na Europa, com os principais índices operando em leve baixa, queda que não é maior por conta dos avanços nas negociações na Alemanha para a formação de um governo. Os sociais-democratas do SPD aprovaram o início de negociações formais com os democratas-cristãos da CDU de Angela Merkel para uma coalizão. 

Entre as commodities, o petróleo sobe após duas baixas após Arábia Saudita e Rússia prometerem manter os cortes de produção, enquanto o cobre e níquel sobem em Londres. Os contratos futuros de minério de ferro também registravam leve alta na bolsa chinesa de Dalian.  

Às 9h18, este era o desempenho dos principais índices:

*Dow Jones Futuro -0,16%

*S&P 500 Futuro -0,07%

*Nasdaq Futuro -0,03%

*CAC-40 (França) -0,11%

*FTSE (Reino Unido) -0,03%

*DAX (Alemanha) -0,08% 

*FTSE MIB (Itália) +0,15%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,43% (fechado)

*Xangai (China) +0,39% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,03% (fechado)

*Petróleo WTI +0,14%, a US$ 63,46 o barril

*Petróleo brent +0,08%, a US$ 68,66 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,65%, a 540,5 iuanes (nas últimas 24 horas)

*Bitcoin -2,24%, a R$ 39.400 (confira a cotação da moeda em tempo real)

Previdência e alerta da Moody’s
Em destaque nesta segunda-feira, está mais uma vez a novela sobe a posse de Cristiane Brasil (PRB-RJ) para o Ministério do Trabalho. Na madrugada de hoje, a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, suspendeu a posse da deputada. No despacho da decisão, Cármen Lúcia diz ter tomado a decisão com base no poder geral de cautela e nos princípios constitucionais da segurança jurídica e da efetividade da jurisdição, que seriam comprometidos com o ato de posse.

Já a Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda divulga o resultado da Previdência Social em 2017, com entrevista coletiva do secretário Marcelo Caetano, Brasília, às 10h. Falando em Previdência, a Folha informa que Temer deve abrir os cofres públicos e gastar mais R$ 50 milhões para reforçar campanhas publicitárias até fevereiro. No passado, foram repassados R$ 103,5 milhões para as agências de publicidade produzirem e veicularem anúncios sobre as mudanças na aposentadoria.

Enquanto Temer reforça a sua campanha pela previdência, Samar Maziad, vice-presidente da Moody’s, afirmou ao Estadão que um eventual rebaixamento do rating brasileiro certamente é um possível resultado depois da missão da agência internacional de rating ao País que ocorrerá ainda no primeiro trimestre. Ela considera que são pequenas as chances de aprovação da reforma da Previdência neste ano devido ao calendário eleitoral.

Julgamento de Lula e Temer em Davos
Na quarta-feira (24), às 8h30 (horário de Brasília), a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, dará início ao julgamento do recurso de Lula contra a decisão que o condenou, em primeira instância, à prisão por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em quatro anos de Lava Jato, os 3 desembargadores só absolveram 5 de 77 condenados por Moro.

Dependendo do placar da decisão dos desembargadores, o trâmite para a condenação definitiva do ex-presidente, o que impediria a sua participação nas eleições presidenciais, pode ser mais rápido ou mais lento. Levando-se em consideração a análise de embargos infringentes em outros processos da Lava Jato, o prazo médio no TRF-4 tem sido de sete meses, o que seria insuficiente para evitar que Lula oficializasse candidatura junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Contudo, nada garante que, caso o ex-presidente sofra uma derrota por maioria e entre com esse recurso sobre a decisão, o prazo de análise pelo Tribunal seja o de sete meses, uma vez que até o momento o processo do ex-presidente teve tramitação mais acelerada que a média -- o que, inclusive, é um ponto de reclamação da defesa.

É importante destacar ainda o Fórum Econômico Mundial, em Davos, entre os dias 22 e 25. No dia 24 haverá o debate "Moldando a nova narrativa do Brasil", onde Michel Temer, junto com João Doria, Luiz Carlos Trabuco (presidente do Bradesco), Candido Botelho Bracher (CEO do Itaú Unibanco) e Paul Bulcke (CEO da Nestlé) irão apresentar a agenda brasileira para 2018 e defender a necessidade de reformas para os líderes internacionais.

Agenda da semana
Antes do julgamento de Lula, na terça-feira (23), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga o IPCA-15 referente ao mês de janeiro, que segundo a GO Associados deve mostrar alta de 0,32%. Se isso se confirmar, no acumulado em 12 meses o índice continuará em 2,94%. Segundo os analistas, apesar da aceleração recente, o cenário inflacionário segue benéfico: "a expectativa é que a inflação convirja gradualmente para 4,0% no fim do ano, abrindo espaço para novo corte de 0,25 pp na Selic na reunião de 6 e 7 de fevereiro, pelo Copom", explicam.

Sem data confirmada, o Ministério do Trabalho deve divulgar nos próximos dias os dados do Caged referente ao mês de dezembro. A GO Associados estima saldo líquido negativo de 380 mil vagas de emprego formal no mês, que sazonalmente é ruim para o emprego formal, pois ocorrem as demissões dos temporários contratados durante as festas de fim de ano. Assim, o Caged deve mostrar saldo líquido negativo de 80 mil vagas em 2017.

Na quinta-feira, vale lembrar, a bolsa brasileira ficará fechada por conta do feriado de aniversário da cidade de São Paulo. Com isso, o investidor precisa ficar atento ao desempenho dos ADRs das empresas brasileiras negociados em Nova York, principalmente por ser após o julgamento do Lula, podendo ainda refletir bastante nos ativos e indicar como será a abertura da B3 na sexta. Já no dia seguinte, o Banco Central divulga a Nota do Setor Externo do mês de dezembro, que deve apresentar déficit de US$ 5,1 bilhões na balança de transações correntes no mês, segundo a GO.

No exterior, a semana será um pouco mais tranquila, com alguns PMIs na Zona do Euro e nos Estados Unidos. Por falar nisso, a maior economia do mundo divulga na sexta-feira às 11h30 o PIB (Produto Interno Bruto) do quarto trimestre que deve reforçar o cenário de bom crescimento da economia, que cresceu ligeiramente acima de 3% nos últimos dois trimestres. Além disso, na terça-feira e na quinta-feira ocorrem as reuniões do Bank of Japan e do BCE (Banco Central Europeu), respectivamente. As reuniões não devem trazer grandes novidades, mas comentários sobre futuras mudanças em suas políticas podem chamar atenção e agitar o mercado nestes dois dias.

Noticiário corporativo
Em destaque no radar corporativo, Temer assinou o PL (Projeto de Lei) sobre a privatização da Eletrobras. O PL seguirá para a Câmara em regime de urgência, para que a tramitação ocorra em 45 dias e a sanção presidencial em 15 dias. Já o Estadão informa que um novo processo está sendo movido na Justiça dos EUA contra JBS e irmãos Batista, enquanto notícia do Valor aponta que a Sopore tem planos para comprar a IMC.

Petrobras informou que as tratativas com Odebrecht para revisão dos termos e condições do acordo de acionistas da Braskem evoluíram para estudos com objetivo de realizar uma reorganização societária com a unificação das espécies de ações da petroquímica. Na Ambev,  Marcel Telles renunciou a assento no Conselho, que elegeu Milton Seligman para ocupar o cargo, enquanto a Sabesp informou que nova tarifa será divulgada até 10 de maio. Por fim, no radar de recomendações, o Bradesco foi elevado a ’overweight’ pelo JPMorgan, com preço-alvo de R$ 42.

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O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.

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