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Petrobras e bancos fecham perto das mínimas do dia; Cosan salta 5% e Oi desaba 20%

Confira os principais destaques da Bolsa desta quarta-feira

Oi - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O Ibovespa, que chegou a subir 1,09% (a 74.622 pontos) na máxima do dia, fechou em queda de 1,22%, a 72.914 pontos, nesta quarta-feira (13), após o líder do governo no Senado, Romero Jucá, afirmar que a votação da reforma da Previdência ocorrerá somente em fevereiro. Com isso, as ações das blue chips, com Petrobras e bancos, que operavam na positivo, viraram para o terreno negativo, encerrando a sessão nas mínimas do dia. 

No índice, apenas 14 das 59 ações se salvaram dessa reviravolta e fecharam em alta, com a Cosan na liderança, que não se abalou com o cenário de aversão ao risco e fechou em alta de 5%, em dia repleto de notícias sobre a empresa. Chamaram atenção também os papéis da Kroton, que estenderam os ganhos dos últimos dias (alta de 6% em 2 dias), seguindo o otimismo com o Investor Day. 

Confira abaixo os destaques deste pregão:

Petrobras (PETR3, R$ 15,94, -1,54%; PETR4, R$ 15,18, -2,00%)
As ações da Petrobras viraram para queda acompanhando o cenário internacional e os preços do petróleo, que afundaram após os dados de estoques de gasolina nos Estados Unidos virem acima do esperado na semana. Com isso, os preços do petróleo WTI, negociados em Nova York, fecharam em queda de 1%, a US$ 56,60 o barril, enquanto os contratos futuros do Brent, cotados em Londres, caíam 1,42%, a US$ 62,44 o barril. 

Segundo dados da Agência de Energia dos Estados Unidos, os estoques de gasolina subiram em 5,7 milhões de barris na semana encerrada em 15 de dezembro, contra expectativas da Reuters de alta de 2,5 milhões de barris. Já os estoques de petróleo caíram em 5,1 milhões de barris no período, contra expectativas de queda de 3,8 milhões de barris. 

Além disso, no radar da estatal, a abertura de capital da sua controlada - a BR Distribuidora -, que deverá marcar a maior oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na Bolsa brasileira desde 2013, quando a operação da BB Seguridade superou R$ 11 bilhões. Com demanda já garantida para a oferta, o IPO da BR Distribuidora poderá render até R$ 7,5 bilhões ao caixa de sua controladora, a Petrobras, considerando o cenário mais otimista. O preço das ações será conhecido hoje e a estreia do papel ocorrerá na sexta-feira.

Um dos apelos da BR é o desconto de preço de mais de 30% em relação às ações da Ultrapar, dona da bandeira Ipiranga, que hoje é vice-líder do setor, justamente atrás da BR. A distribuidora de combustíveis da Petrobrás deve atrair investidores estrangeiros e locais, incluindo pessoas físicas, uma vez que foi estruturado um fundo de investimento exatamente para esse público. Esse mesmo instrumento, que facilita a entrada de pequenos investidores, havia sido usado em 2010, na megacapitalização da Petrobrás.

A intenção dos bancos, até esta terça-feira, 12, era que o valor inicial do papel superasse o teto da meta inicial, estabelecida entre R$ 15 e R$ 19. Por causa do tamanho da operação, fontes de mercado dizem que a demanda deverá ficar entre 1,5 vez e 2 vezes a oferta - mas não muito acima disso. Para garantir o sucesso da operação, banqueiros atuavam ainda nesta terça-feira, em Nova York, para aumentar o interesse de estrangeiros pela operação.

Ainda sobre a Petrobras, o Senado aprovou, com alteração, a medida provisória que cria um regime especial de importação de bens a serem usados na exploração e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos. Após divergências em plenário, devido às mudanças no texto original feitas na Câmara dos Deputados, os senadores aprovaram o texto principal por 27 votos a 20, e acataram, por maioria simbólica, a alteração de um trecho da MP. A redação da MP ficou da forma como foi editada pelo governo, isto é, permitindo as suspensões dos tributos apenas até 2022, e não até 2040, conforme emenda da Câmara.

A MP está em vigor desde 18 de agosto, quando foi editada pelo presidente Michel Temer no mesmo dia em que o governo anunciou a renovação do regime aduaneiro especial de exportação e de importação de bens destinados às atividades de pesquisa e de lavra das jazidas de petróleo e de gás natural (Repetro) até 2040. O projeto suspende os tributos cobrados a bens destinados a atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural que permanecerem no Brasil de forma definitiva. O mesmo vale para a importação ou aquisição no mercado interno de matérias-primas e produtos intermediários destinados à atividade.

Segundo o texto, ficam isentos o pagamento do imposto de importação, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), da contribuição para o Programa de Integração Social e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep-Importação) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins-Importação). A exceção fica para embarcações destinadas a navegações de apoio marítimo, portuário, de cabotagem e de percurso nacional, que, segundo a legislação, são restritas a equipamentos nacionais.

RD (RADL3, R$ 86,50, +0,23%)
Apesar da reviravolta do mercado, as ações da RD, ex-Raia Drogasil, conseguiram se manter no positivo, com a notícia de que as farmácias e drogarias de todo o país vão poder oferecer o serviço de vacinação a clientes. Na máxima do dia, os papéis da companhia subiram 2,87%, a R$ 88,78. A possibilidade foi garantida em resolução aprovada ontem (12) pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

O serviço já era regulamentado em alguns estados, como São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Distrito Federal. Com a decisão, que será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias, ela será estendida às demais unidades da federação. A resolução também estabelece exigências para estabelecimentos de saúde que vão oferecer o serviço. Esses devem estar inscritos no Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES), disponibilizar o calendário nacional de vacinação e os tipos de medicamentos disponíveis aos clientes.

Em cada local é obrigatória a designação de um responsável técnico e a contratação de profissionais habilitados para aplicar vacinas, com a realização de capacitações constantes. As instalações precisam ser adequadas e seguir parâmetros estabelecidos nas normas do setor, como ambiente refrigerado para armazenar as vacinas e cuidados no transporte dos materiais para não prejudicar a qualidade. As regras aprovadas pela Anvisa também preveem obrigatoriedade de registro das informações nos cartões de vacinação e de erros ou problemas no sistema da agência e liberdade para emitir Certificados Internacionais de Vacinação.

MRV Engenharia (MRVE3, R$ 13,89, -2,05%)
As ações da MRV Engenharia viraram para queda, depois de subirem 2,54%, a R$ 14,54, na máxima do dia. A alta era guiada pelo otimismo dos investidores após Investor Day. Do evento, o BTG Pactual destaca em relatório divulgado hoje: 1) a companhia segue otmista com o "Minha Casa, Minha Vida"; 2) a nova linha de produtos “Premium”, voltados para a média renda; 3) vendas fortes em outubro e novembro; 4) expectativa de atingir cerca de 50 mil de lançamentos no curto prazo; e 5) alto nível de controle da operação.

No geral, comentam os analistas, a empresa mostrou que segue confiante no segmento baixa renda, além de estar abrindo o novo canal “Premium”, focando em melhorar a rentabilidade. "2018 promete ser um bom ano e o papel segue como nosso top pick", disseram. 

Ontem, os analistas da XP Investimentos comentaram que seguem com recomendação de compra para a ação para investidores com perfil de longo prazo e também para investidores com perfil de dividendos, já que a expectativa de dividend yield para 2018 é de 6,7% neste atual patamar de preços.

CSN (CSNA3, R$ 7,64, -1,29%)
A CSN tem ratings colocados em watch negativo por Fitch, refletindo os elevados riscos de financiamento da cia. a curto prazo, diz a Fitch em relatório. Nos próximos dois meses, espera-se que a CSN refinancie cerca de R$ 10,7 bilhões com bancos locais, que deve ocorrer em conjunção com publicações auditadas dos balanços trimestrais de 2017. Se for bem sucedida, a companhia precisará refinanciar R$ 6,6 bilhões em títulos internacionais com vencimento em 2019 e 2020.

Segundo a agência de rating, a potencial turbulência do país gerada pelas eleições de 2018 e a potencial aversão ao risco para emissores brasileiros irão pressionar a CSN a iniciar discussões com credores o mais rápido possível. "Qualquer falha em obter progresso com os bancos nos próximos meses pode levar a um rebaixamento de rating".

Oi (OIBR3, R$ 3,87, -20,86%; OIBR4, R$ 3,65, -12,47%)
As ações da Oi afundaram nesta sessão após a empresa ter protocolado ontem, perante o Juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, nova versão com alterações ao plano de recuperação judicial na qual daria aos seus credores até 75% da empresa, uma oferta que poderia ajudar a operadora de telecomunicações a resolver uma saga de 18 meses para reestruturar US$ 19 bilhões em dívidas.

Oi oferece em novo plano 75% de participação aos credores

Os detentores de R$ 32,3 bilhões em títulos também receberão R$ 6,3 bilhões em novas dívidas, disse a empresa em fato relevante na noite desta terça-feira. Os acionistas, inclusive os credores que receberão capital, participarão de um aumento de capital de R$ 4 bilhões

O plano, a ser apresentado para votação em assembleia geral de credores em 19 de dezembro, é a tentativa mais ambiciosa da empresa para superar as diferenças entre bondholders e acionistas, que lutaram pelo controle. Se aprovado em assembleia, a Oi submeterá o acordo a homologação da Justiça e dos órgãos reguladores para sair da recuperação judicial com um plano para investir até R$ 7 bilhões de reais anuais nos próximos três anos, para melhorar sua infraestrutura e recuperar clientes. 

Essa é a quarta versão de um plano de reestruturação da dívida da empresa. As duas primeiras versões tiveram fortes críticas dos detentores de dívidas, que acusaram a empresa de não negociar seriamente. A terceira versão do plano teve apenas pequenas mudanças aprovadas pelo conselho, que foram vistas como insuficientes para serem levadas aos credores.

Sanepar (SAPR11, R$ 55,20, 0,0%)
As ações da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) sobem forte após a empresa confirmar, em fato relevante publicado no fim da noite desta terça-feira, que o valor por Unit em sua oferta subsequente (follow on) foi precificado em R$ 55,20, sem desconto em relação ao fechamento do pregão de terça. Com isso, a oferta atingirá um total de cerca de R$ 1,040 bilhão, por meio da emissão de 18.846.177 certificados de depósitos de ações (Units), representativos de uma ação ordinária e quatro papéis preferenciais. 

A oferta é secundária, ou seja, os recursos não irão ao caixa da companhia. Os acionistas vendedores são o Estado do Paraná, a Copel e a Comercialização. A quantidade de units inicialmente ofertada, de 16.387.980, foi, a critério da Copel e da Copel Comercialização, acrescida em 15% – ou seja, em 2.458.197. A liquidação da oferta ocorrerá em 18 de dezembro de 2017. A coordenação foi do Itaú BBA (Líder) e do Bank of America Merrill Lynch.

Cosan (CSAN3, R$ 37,92, +5,19%)
As ações da Cosan dispararam em dia repleto de notícias sobre a empresa. No radar, a empresa anunciou: 1) a conclusão da compra da participação da Shell na Comgas e estudo de possivel reorganização societária da companhia; (2) troca do CEO, com a entrada do Marcos Marinho Lutz substituindo Mario Augusto da Silva; (3) programa de recompra de até 13,6 milhões de ações (ou 3,33% do total de ações)  e (4) a venda para os fundos Jus Capital Gestão de Recursos e Farallon Latin America Investimentos de direitos creditórios em processo do Instituto Brasileiro do Açúcar e do Álcool contra a União em decorrência da fixação do preço  abaixo de seu custo de produção. De acordo com o fato relevante, o valor da operacao será de R$ 1,34 bilhão (ou 9% do market cap atual) e as partes devem negociar nas próximas semanas as condições dessa potencial transação e depois disso assinariam os contratos definitivos da compra e venda dos direitos creditórios. "Acreditamos que o mercado não contava com tal decisão. Além disso, a notícia tambem pode ter leitura positiva para São Martinho (SMTO3, R$ 17,23, +2,56%), dado que tinha participacao de 12% na Copersucar e, assim, uma decisao favorável ao Instituto poderia representar um ganho para a Sao Martinho", segundo o Credit Suisse.  

Educacionais
As ações das empresas de educação Estácio (ESTC3, R$ 31,25, -0,10%) e Kroton (KROT3, R$ 17,50, +1,57%) deram continuidade ao movimento de alta, figurando entre as maiores altas do Ibovespa nesta sessão. Nos últimos dois pregões, os papéis acumulam ganhos de 7% na Bolsa. 

O movimento positivo em torno da Kroton ocorre após o Investor Day da empresa, realizado na última segunda-feira. Em relatório, os analistas do Bank of America Merrill Lynch apontam que a companhia mostrou um direcionado claro para o potencial de crescimento orgânico no longo prazo e um novo foco no segmento digital. Eles reiteraram recomendação de compra para a ação, com preço-alvo em R$ 24,00.

Além disso, no radar da Estácio, segundo o Valor, em meio às demissões de até 1,5 mil professores, a companhia vai fechar unidades nas cidades de Juiz de Fora (MG) e Salvador (BA). Os alunos serão transferidos para campi próximos, cerca de 1,5 quilômetro de distância, no primeiro semestre do próximo ano. "Como parte de sua estratégia de busca pelo crescimento sustentável, a Estácio decidiu transferir os cursos dos campi Zona Norte, em Juiz de Fora (MG), e Costa Azul, em Salvador (BA), para unidades próximas", informou comunicado da companhia. 

Gafisa (GFSA3, R$ 21,18, +0,71%)
A Gafisa disse em comunicado ao mercado que assembleia marcada para 12 de janeiro a pedido da GWI vai votar proposta de alteração do estatuto para elevar de 30% para 50% do total de ações emitidas o percentual previsto que, se atingido, obriga o acionista a fazer uma oferta publica de aquisição.

No mesmo comunicado, Gafisa diz que a administração da empresa é contra a proposta por entender que ela tornaria mais viável a concentração do poder nas mãos de um acionista ou grupo de acionistas.

IRB (IRBR3, R$ 33,33, -1,97%)
A IRB exerceu opção de venda de ações da Africa RE por cerca de US$ 62 milhões.

(Com Agência Estado e Agência Brasil) 

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