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Gerdau salta 3% com BofA, Oi afunda com renúncia de CEO e small cap esquecida na bolsa dispara 57%

Confira os principais destaques de ações desta segunda-feira

Gerdau
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O Ibovespa desacelerou o movimento de queda e retomou os 74.000 pontos na tarde desta segunda-feira (27), com a pressão de baixa dos preços de commodities no quadro externo sendo contrabalanceada pela notícia de que Geraldo Alckmin aceitou tornar-se presidente do PSDB, fato que daria para o governador de São Paulo maior capital político para disputar as eleições. O índice encerrou a sessão em leve queda de 0,19%, a 74.017 pontos, depois de ter caído 1,35% na mínima do dia, a 73.159 pontos. 

Confira abaixo os destaques da bolsa desta sessão:

Oi (OIBR4, R$ 3,91, -2,25%)
As ações da Oi caíram 5% nos últimos dois pregões entre a renúncia do CEO e anúncio de seu substituto.

Renúncia de presidente da Oi abala conversas sobre dívida

Na sexta-feira, o presidente executivo da Oi, Marco Schroeder, entregou sua carta de renúncia ao conselho de administração da operadora, um mês após começar a se desentender com os acionistas da tele, que está em recuperação judicial desde junho de 2016. A saída de Schroeder aprofunda a crise na empresa, que tem assembleia agendada para o dia 7 de dezembro para definir o futuro da companhia.

Na carta, o executivo atribui a saída a alterações profundas recentes no conselho da tele. Ele menciona ter vivido, junto a seus colegas de diretoria e conselho, grandes desafios e dificuldades nos meses recentes. 

Schroeder estaria se desgastando com os maiores acionistas da companhia – o fundo Société Mondiale, ligado ao empresário Nelson Tanure, e a Pharol (antiga Portugal Telecom). Nesta semana, o conselho de administração apresentou uma nova versão desse plano, que pretende aprovar na assembleia do dia 7. Uma fonte do governo afirmou ontem que o executivo tinha apoio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Justiça para continuar no cargo, mas que a pressão do conselho deve pesado para o pedido de demissão.

Com a notícia, a operadora de telefonia Oi informou que nomeou Eurico de Jesus Teles Neto como presidente- executivo interino. Teles Neto acumulará o comando da companhia com a diretoria jurídica até que o conselho administrativo delibere sobre a substituição permanente, disse a empresa em fato relevante divulgado na noite de sexta-feira.

De acordo com o Credit Suisse, a notícia é negativa para os detentores do ativo, pois mostra a dificuldade em achar um termo em comum para todos os acionistas, mostrando um desalinhamento entre o Conselho e a direção e aumenta as chances de uma intervenção da Anatel. Os analistas acreditam que a Anatel poderia impor um plano com termos mais favoráveis aos credores (e maior diluição do que a proposta atual) para aumentar as chances de aprovar na reuniões do dia 7 de dezembro. 

Eletrobras (ELET3, R$ 20,58, -0,68%;ELET6, R$ 23,45, -1,88%)
O projeto de lei que prevê a privatização da Eletrobras deve ser enviado ao Congresso ainda este mês e autoriza o governo a criar uma nova estatal, que será controladora da Eletronuclear e Itaipu Binacional, companhias que não podem ser privatizadas, diz O Globo citando texto do projeto de lei ao qual teve acesso.

O projeto autoriza a criação de uma empresa de economia mista, com sede em Brasília, diz a reportagem. O texto também prevê a criação de golden share na Eletrobras, que dá à União poder de veto em decisões estratégicas, segundo o jornal. Além disso, é o governo quem vai indicar o presidente do conselho da Eletrobras.

O governo também decidiu limitar o poder de voto, após a privatização, a 10% das ações da empresa, diz O Globo. O objetivo é transformar a Eletrobras em uma corporação e impedir que uma empresa já consolidada no setor assuma o controle da estatal. Além disso, acionistas não poderão formar blocos para o exercício de direito de voto superior a 10%. O governo quer aprovar o projeto até junho, em seguida convocar uma assembleia de acionistas para decidir sobre a privatização e dar andamento ao processo.

Petrobras (PETR3, R$ 16,36, -1,15%; PETR4, R$ 15,87, -1,43%)
A Petrobras informou nesta segunda-feira, 27, em comunicado enviado ao mercado, que a empresa e seus parceiros iniciaram no domingo, 26, a produção do bloco de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, com a entrada em operação do FPSO Pioneiro de Libra (unidade flutuante que produz, armazena e transfere petróleo), dedicado a testes de longa duração e sistemas de produção antecipada. Essa é a primeira unidade da Petrobras equipada para injetar todo o gás produzido durante os testes.

Segundo a estatal, o Pioneiro de Libra tem capacidade de processar, diariamente, até 50 mil barris de petróleo e 4 milhões de metros cúbicos de gás associado. “Com duração prevista de um ano, o Teste de Longa Duração tem o objetivo de avaliar o comportamento do reservatório de petróleo e ampliar o conhecimento das características da jazida”, informou a Petrobras.

Depois da conclusão desse primeiro teste, o FPSO Pioneiro de Libra será deslocado para operar os Sistemas de Produção Antecipada em outros poços de Libra, ainda segundo a empresa. “O objetivo será aumentar o conhecimento da jazida, como também apoiar o desenvolvimento e otimização de todas as futuras unidades a serem instaladas na área”.

Até o momento, foram perfurados 12 poços no bloco de Libra. O consórcio de Libra é liderado pela Petrobras, com participação de 40%, em parceria com a Shell (20%); Total (20%); CNPC (10%) e CNOOC Limited (10%). O consórcio ainda conta com a participação da companhia estatal Pré-Sal Petróleo SA (PPSA) como gestora do contrato.

Recomendações
Atenção ainda para as diversas recomendações de ações. Veja abaixo:

Gerdau (GGBR4, R$ 11,06, +2,69%): o Bank of America Merrill Lynch elevou a recomendação das ações da Gerdau para compra, com preço-alvo de R$ 14,00, apontando que espera que a demanda se acelere em 2018, com sinalizações de retomadas dos lançamentos de imóveis. Além disso, os analistas do banco apontam que a ação já caiu 18% desde o topo deixado no começo de setembro desde ano e é negociada a um valuation atrativo. Os seus pares no setor Usiminas (USIM5, R$ 9,40, +2,40%) e CSN (CSNA3, R$ 8,01, +1,01%) também fecharam no positivo. 

Cemig (CMIG4, R$ 7,03, +1,88%): a elétrica, que anunciou redução em sua fatia na Taesa para 21,7% do capital após block trade, teve a recomendação elevada pelo JPMorgan para overweight.

Taesa (TAEE11, R$ 21,56, +1,94%): a empresa também teve recomendação elevada para neutra pelo JPMorgan.

Gafisa (GFSA3, R$ 18,89, -0,58%): a construtora foi rebaixada para "underweight" (exposição abaixo da média) pelo JPMorgan. 

Sabesp (SBSP3, R$ 33,75, +1,35%): o banco também elevou a ação da Sabesp para "overweight"; ela já tinha sido elevada semana passada pelo HSBC para "compra", com preço-alvo de R$ 39.

Vale (VALE3, R$ 35,52, -0,75%): a mineradora, por sua vez,  foi elevada de "equalweight" para "overweight" pelo Morgan Stanley. A ação VALE5, aliás, deixará de ser negociada a partir desse pregão, em meio à reorganização societária da empresa e posterior migração para o Novo Mercado, nível máximo de governança corporativa da B3. 

Ainda sobre recomendações, o Morgan Stanley elevou recomendação para o Brasil para "overweight", preferindo as indústrias alavancadas para recuperação econômica em 2018 e que se beneficiam parcialmente da fraqueza potencial da moeda antes das eleições presidenciais de outubro de 2018, como saúde, aço, energia e transporte. O banco recomenda evitar alguns setores defensivos domésticos com fortes avaliações como bebidas e alimentos. Já os bancos privados devem continuar a ser impactados negativamente pelas taxas de juros mais baixas.

Os estrategistas do banco apontam esperar a continuidade das políticas macro no Brasil, no México e na Colômbia após as eleições presidenciais, mas o atual nível elevado de incerteza política nesses 3 países provavelmente gerará alta volatilidade dos preços dos ativos nos próximos 12 meses. O top 10 de ações na América Latina são: Petrobras, BB Seguridade, CVC, Usiminas, Estácio, Tim, Localiza no Brasil; Femsa e Gruma no México e Parauco no Chile.

Rumo (RAIL3, R$ 13,00, +0,85%)
O BTG Pactual divulgou nesta sessão um relatório analisando os drivers esperados para o crescimento do Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Rumo para os próximos anos.

Na opinião dos analistas do banco, os investidores não estão dando muita credibilidade ao guidance de Ebitda para 2020 anunciado pela companhia de R$ 4,4 bilhões a R$ 4,6 bilhões, que, em um primeiro momento, realmente parece ambicioso, representando um CAGR (Taxa Composta Anual de Crescimento, na sigla em inglês) de 18%. No entanto, eles acreditam que a meta é viável e pode até ser conservadora se: 1) a Rumo implementar de forma exitosa suas iniciativas de fertilizantes e farelo; 2) aumentar o volume fora do Mato Grosso com alguns outros projetos já iniciados; 3) continuar ganhando market share em Mato Grosso-Santos (eles calculam 49% em 2020 contra 44% agora em termos de grãos exportados do Mato Grosso).

Usando a mesma abordagem, eles estimam que, por meio de volumes iniciais dessas iniciativas mais expansão de capacidade contínua, a companhia deve crescer o Ebitda para R$ 3,2 bilhões em 2018 (+16%). A recomendação é de compra, dizem. 

Cremer (CREM3, R$ 14,77, +57,13%)
Esquecida na bolsa desde a OPA (Oferta Pública de Aquisição), em julho de 2014, quando o fundo de investimentos Tambaqui, gerido pela Tarpon, passou a deter o controle da empresa, as ações da Cremer - fornecedora de materiais descartáveis da área de saúde e higiene pessoal - voltam a chamar atenção nesta sessão. 

Com apenas 6,6% de suas ações em circulação no mercado, o papel da  companhia sobe 47% neste pregão após a distribuidora de medicamentos e produtos de saúde CM Hospitalar, do grupo Mafra, informar, por meio de fato relevante, que comprou a participação de 91,09% do fundo Tambaqui na Cremer. O volume financeiro movimentado na ação, que, na média diária, é de R$ 5 mil, atinge nesta tarde a cifra de R$ 100 mil. 

Antes dessa arrancada, as ações da companhia acumulavam na bolsa ganhos de cerca de 10% este ano.  

Suzano (SUZB3, R$ 19,19, -0,83%)
A Suzano esclareceu que a previsão de redução do custo caixa de celulose “não é uma projeção, mas um patamar almejado pela companhia em linha com o seu objetivo”, segundo comunicado em resposta a pedido de esclarecimento da CVM sobre informações contidas em apresentações da cia., de previsão de redução do custo caixa de celulose dos atuais R$ 588,00/t para R$ 570,00/t em 2018 e para R$ 475,00 em 2021-2022, com incremento de até R$ 400 mi em Ebidta.

O patamar almejado “encontra-se sujeito a uma série de variáveis não influenciáveis e/ou previsíveis pela companhia, de forma que eventual impacto no Ebitda considera o resultado dos últimos 12 meses, findos em 30 de setembro de 2017, ajustado pelo custo caixa objetivo de celulose para 2021-2022 (de R$ 588/tonelada para R$ 475/tonelada) na capacidade total de produção de celulose (3,5 milhões de toneladas)”. O objetivo da companhia difundido e divulgado aos seus investidores e ao mercado é no sentido de melhoria de seu custo caixa. 

 Renova (RNEW11, R$ 6,84, +1,63%)
O Conselho da Renova Energia deliberou favoravelmente nesta sexta-feira ao aceite da proposta vinculante recebida da Brookfield Energia Renovável para aporte primário de R$ 1,4 bilhão ao preço de R$ 6,00 por unit, segundo comunicado.

A oferta inclui earn-out de até R$ 1,00 por unit, (relativo a qualquer valor recebido pela companhia decorrente de ajuste futuro no preço de venda do Complexo Eólico Alto Sertão II). O Conselho da Renova aprovou também concessão à Brookfield de novo período de exclusividade de 60 dias, automaticamente prorrogáveis por mais 30 dias, “para finalização dos documentos da transação”. 

A "conclusão efetiva da transação se dará após a apreciação e aprovação dos órgãos de governança da companhia e de seus controladores, bem como após o cumprimento de condições precedentes usuais em transações dessa natureza”, diz Renova. 

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 59,55, -3,09%)
A última sexta-feira não foi de comemoração só para Jeff Bezos, CEO da Amazon e homem mais rico do mundo. Aproveitando o clima de Black Friday, as ações do Magazine Luiza  foram destaque dentro do setor varejista na bolsa brasileira, fechando na máxima do dia com alta de 4,67% naquela sessão, cotadas a R$ 61,45. Hoje, contudo, os papéis devolveram parte dos ganhos

Mais do que uma simples empolgação pelo dia em que as pessoas gastam mais, a alta dos papéis da companhia bem superior de seus pares pode sinalizar um otimismo dos investidores em relação ao resultado da Black Friday. Segundo o Magalu, estima-se que mais de 500 mil itens foram vendidos nesta semana, mas fontes próximas da empresa acreditam que essa estimativa é "conservadora". É possível que a empresa tenha tido neste ano a melhor black friday da sua história, afirmam.

"Acredito que isso [a Black Friday] pode sim ter ajudado um pouco nas ações, é só ver que a Via Varejo também subiu bem (VVAR11, R$ 22,65, +3,19%)", diz um gestor de recursos que acompanha o setor de e-commerce na bolsa. Nesta sessão, as units da companhia registram queda de 0,88%, a R$ 22,45. Outras varejistas focadas em comércio eletrônico, como B2W (BTOW3, R$ 17,52, +0,57%) e Lojas Americanas (LAME4, R$ 15,45, +0,98%), que caíram na sexta-feira, fecharma em leves ganhos hoje.

O gestor também citou os dados recentes de inflação, que indicaram uma surpreendente desaceleração na alta dos preços, o que pressiona os juros e é bom para o varejo em geral. "Magalu em especial continua igual um foguete e com os fundos de ações ainda muito 'underweight' (exposição abaixo da média). Qualquer novidade faz as ações subirem com mais facilidade", afirma o gestor, que pediu anonimato. 

Copel (CPLE6, R$ 23,92, -3,66%)
A Copel informou que vai divulgar balanço do terceiro trimestre de 2017 no dia 29 de novembro, após o fechamento dos mercados. 

JSL (JSLG3, R$ 8,08, +0,37%)
A JSL  exerceu na sexta-feira a opção de compra da totalidade do capital social da Borgato Maquinas S.A., Borgato Serviços Agrícolas S.A. e Borgato Caminhões S.A. “A aquisição das Sociedades Borgato está em linha com a estratégia de crescimento da JSL no segmento de locação e comercialização de veículos e máquinas pesadas, sendo complementar ao seu atual portfólio, e contribuirá para a desalavancagem da JSL”, disse a companhia em fato relevante.

Exercida a opção, o preço para aquisição das Sociedades Borgato será pago mediante a entrega de uma participação societária de 9% na JSL Locação de Máquinas e Veículos Pesados e o pagamento de R$100 milhões a prazo.

Dommo (DMMO3, R$ 1,21, +3,42%)
As ações da Dommo, antiga OGX, disparam 22% nos últimos 3 pregões, na esteira da notícia, semana passada, que Paulo Narcélio Simões Amaral renunciou aos cargos de diretor-presidente, diretor financeiro e diretor de relações com investidores. Para seu lugar, foram eleitos pelo conselho de administração da empresa: Celso Cordeiro de Mello, que ocupará o cargo de diretor de operações da companhia; Tatiana Gomide de Faria Tendler, que assumirá a diretoria administrativa, acumulando funções de diretora financeira e de relações com investidores.

(Com Agência Estado)

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