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Fundo contrata bancos para IPO da Ri Happy, despedida da VALE5 e mais 5 notícias no radar

Confira os destaques do noticiário corporativo desta sexta-feira (24)

Ri Happy
(Divulgação)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo desta sexta-feira tem como grande destaque as movimentações sobre o IPO da Ri Happy, enquanto a Eletrobras adiou a decisão sobre distribuidoras. Hoje marca também a despedida da VALE5 da bolsa.  Confira estes e outros destaques desta sexta: 

Novo IPO
Segundo o Estadão e o Valor Econômico, o fundo de private equity Carlyle, que já tinha decidido colocar à venda a Ri Happy, contratou o sindicato de bancos que estruturará a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da companhia. Coordenarão a operação, programada para o próximo ano, o BTG Pactual, Bradesco BBI, Itaú BBA, Goldman Sachs e Credit Suisse, segundo o Estadão

Cemig (CMIG4)
Segundo a coluna do Broad, a Cemig colocou o preço mínimo de R$ 20,30 para as units (depósitos de ações) da Taesa hoje detidas pela companhia e que serão leiloadas nesta sexta-feira. A ação fechou a quinta-feira cotada a R$ 20,70, alta de 0,24%. A companhia espera levantar cerca de R$ 700 milhões com a venda de 34 milhões de units, com o leilão na B3.

Oi (OIBR4)
As mudanças no plano de recuperação da Oi que conselho da companhia aprovou nesta quarta-feira reduziram drasticamente as chances de uma resolução neste ano, disseram à Bloomberg duas pessoas diretamente envolvidas nas negociações entre a empresa de telecomunicações e os credores.

Os detentores de bônus viram as mudanças como cosméticas e as receberam com desdém, disseram as pessoas, que não quiseram se identificar porque as discussões são confidenciais. Os novos termos não alteraram os fundamentos do plano, que ignoram os credores e favorecem os acionistas, disseram as pessoas. As mudanças incluem momento de pagamento de taxa de adesão a credores que quiserem participar de capitalização da cia. e limite ao montante que podem contribuir.

Vale (VALE3)
Nesta sexta-feira,  será o último dia de negociação das ações PNA da Vale. Com isso, a partir da próxima segunda-feira (27), todas as ações negociadas na B3 serão ON. No mesmo dia, todos os detentores de American Depositary Shares (ADSs) Preferenciais da Vale receberão ADSs Ordinárias, no valor de 0,9342 ADS ON para cada ADS PNA e, caso seja aplicável, valor em dinheiro do valor de papéis vendidos no mercado.

Ainda no noticiário da mineradora, os promotores de Minas Gerais recomendam que conselheiros do Copam, regulador local encarregado de conceder licenças de mineração, não concedam licenças prévia e de instalação solicitadas pela Samarco, joint venture entre Vale e BHP, sem que sejam realizados mais estudos sobre plano de reinício.

Os promotores pedem que sejam exigidos mais estudos da cava Alegria Sul para descarte de rejeitos, elemento chave para o esforço da mineradora para tentar reiniciar as operações no final do ano que vem. Solicitam que a Samarco obtenha aprovação dos grupos locais de preservação cultural, realize estudos de elementos arqueológicos, geológicos e outros. A Secretaria de meio ambiente de Minas Gerais (Semad) está programada para realizar a primeira reunião para rever a licença da cava nesta sexta. A Semad e a Samarco ainda não se pronunciaram. 

Eletrobras (ELET6)
Segundo o jornal Valor Econômico, o conselho de administração da Eletrobras adiou uma decisão sobre o modelo proposto pelo BNDES para privatização das seis distribuidoras da estatal nas regiões Norte e Nordeste, diante do risco de a holding assumir uma dívida de R$ 19,7 bilhões em encargos do setor elétrico devidos por essas companhias.

Pela fórmula que foi proposta, a Eletrobras assumiria R$ 11,2 bilhões em dívidas das concessionárias, mas também direitos que a estatal calcula em R$ 8,4 bilhões. Esses créditos, no entanto, ainda são objeto de fiscalização pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

WEG (WEGE3)
O Cade recomendou impugnação com recomendação de aprovação da operação que abrange a aquisição e controle pela WEG da totalidade das atividades desenvolvidas pela TGM. A aprovação foi condicionada à celebração de acordo em controle de concentrações proposto pelas requerentes.

Segundo o Cade, há preocupações concorrenciais relevantes advindas da operação, todavia, sua reprovação seria desproporcional, já que os riscos à concorrência identificados não se referem a uma integração vertical clássica, mas a uma questão de poder de portfólio. A análise concluiu que empresa resultante da operação deterá um elevado poder de portfólio, tornando-se a única fabricante de turbinas a vapor, redutores turbo e geradores capaz de fornecer turbogerador integrado produzido totalmente no Brasil.

As requerentes apresentaram proposta de acordo estipulando compromissos para as partes que evitem a prática de venda casada e de subsídio cruzado e que garantam condições não discriminatórias de venda de equipamentos integrantes do turbogerador. O Cade considera que o remédio comportamental formatado no acordo mitiga as preocupações decorrentes do poder de portfólio verificadas ao longo da instrução do ato de concentração.

Dommo Energia (DMMO3)
A Dommo Energia, ex-OGX, elegeu Celso Cordeiro de Mello para ocupar o cargo de Diretor de Operações, e Tatiana Gomide de Faria Tendler para ocupar o cargo de Diretora Administrativa, acumulando, interinamente, os cargos de Diretora Financeira e Diretora de Relações com Investidores da Companhia.

(Com Agência Estado) 

 

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