Em mercados / acoes-e-indices

De alta 10% à queda de 6%: 13 empresas reagem a balanços; só 3 das 59 ações do Ibovespa caem

Confira os principais destaques da bolsa desta quarta-feira

Gerdau 09 - Fábrica
(Divulgação Gerdau)

SÃO PAULO - O Ibovespa tem pregão de recuperação nesta quarta-feira (8) após discurso do presidente Michel Temer e aliados em defesa da reforma da Previdência, que soma-se ao ambiente externo menos tenso. Às 17h49 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira registrava alta de 2,62%, a 74.309 pontos, bem perto da máxima do dia (+1,78%, a 73.706 pontos), com apenas duas das 59 ações de sua carteira teórica no negativo. Eram elas: Embraer e Cielo - mas nenhuma com recuo superior a 1%. 

Na ponta positiva, 13 ações disparavam entre 3% e 8%. Lideravam o movimento os papéis da Marfrig, Usiminas e JBS. 

Chamava atenção também as 13 empresas que reagiam hoje aos balanços do 3° trimestre. Nas maiores altas, Gol e Comgás saltavam cerca de 10%, enquanto, do lado das quedas, Guararapes, dona da Riachuelo, afundava 6%.  

Confira abaixo os destaques de ações desta sessão:

Gerdau (GGBR4, R$ 10,70, +1,23%)
A Gerdau viu o seu lucro líquido ajustado chegar a R$ 145 milhões no terceiro trimestre de 2017, um aumento de 53% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a receita líquida subiu 9%, atingindo R$ 9,5 bilhões. 

Segundo a companhia, esse crescimento se deveu, principalmente, aos maiores volumes vendidos nas Operações América do Norte e Aços Especiais. As vendas físicas consolidadas, por sua vez, apresentaram elevação de 5% frente ao terceiro trimestre do ano anterior, totalizando 3,9 milhões de toneladas, ao passo que a produção chegou a 4,1 milhões de toneladas, evoluindo 4% no mesmo período frente ao terceiro trimestre de 2016.

O Ebitda consolidado ajustado atingiu R$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre, em linha com o mesmo período do ano anterior, em razão do menor lucro bruto, parcialmente compensado pela redução de 18% nas despesas com vendas, gerais e administrativas. 

Ainda sobre siderúrgicas, o Valor informa que a Camex ( Câmara de Comércio Exterior) deve decidir hoje em reunião se aceita ou não o pedido de antidumping feito pela CSN (CSNA3, R$ 8,24, +2,49%), ArcelorMittal e Gerdau ao aço laminado a quente vindo de China e Rússia. Caso não haja aplicação da tarifa, mesmo que a decisão técnica tenha determinado a existência de preço abaixo do mercado, o jornal apurou que o setor vai recorrer da decisão na Justiça.

Ao jornal, José Velloso, presidente-executivo da Abimaq, disse recentemente que, por ser uma questão técnica, e já haver um parecer que demonstra grandes evidências de existir o dumping, provavelmente será autorizada a tarifa extra. De acordo com o Itaú BBA, essa é uma novidade e pode ter uma reação positiva no mercado, pois poderia abrir espaço para preços mais altos no Brasil.

Guararapes (GUAR3, R$ 147,50, -6,62%)
A Guararapes, controladora da Riachuelo, reportou lucro líquido de R$ 50,4 milhões no terceiro trimestre de 2017, crescimento de 183,2% ante o mesmo período de 2016. Apesar da melhora, o resultado frustrou a expectativa dos analistas consultados pela Bloomberg, que projetavam um lucro de R$ 55,95 milhões.

No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o lucro da Guararapes foi de R$ 243,3 milhões, montante equivalente a 3,7 vezes o lucro do mesmo período do ano passado. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) atingiu R$ 162,2 milhões entre julho e setembro, alta de 48,7% em um ano e novamente abaixo da projeção do mercado, que era de R$ 178,5 milhões.

A companhia divulga ainda o Ebitda ajustado ao incentivo fiscal de Imposto de Renda. O resultado ajustado foi também de R$ 162,2 milhões entre julho e setembro, com crescimento de 29,6% ante o mesmo trimestre do ano anterior, dado o maior volume de incentivos fiscais do ano passado.

A receita líquida da Guararapes no terceiro trimestre chegou a R$ 1,543 bilhão, montante 10,7% mais alto que o dos mesmos meses do ano anterior. Os analistas consultados pela Bloomberg esperavam receita de R$ 1,552 bilhão.

A ação está na Carteira InfoMoney do mês de novembro (confira aqui o portfólio completo).

Multiplus (MPLU3, R$ 35,77, -1,87%)
A Multiplus registrou lucro líquido de R$ 162,4 milhões no terceiro trimestre, um crescimento de 21,1% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. O lucro do período contou com um efeito não recorrente de atualização monetária e créditos tributários oriundos de antecipações de impostos federais (IRPJ e CSLL) no ano de 2010.

A margem líquida da Multiplus ficou em 29,5% de julho a setembro deste ano, um crescimento de 4,7 pontos porcentuais (p.p.) em relação ao verificado em igual período de 2016 e de 8,1 p.p. frente ao trimestre imediatamente anterior.

O lucro operacional da companhia caiu 10,0% no terceiro trimestre na comparação anual, para R$ 130,7 milhões. A margem operacional no período foi de 23,7%, queda de 3,1 p.p. em um ano.

No trimestre, a Multiplus contabilizou uma receita financeira líquida de R$ 54,9 milhões, 41,5% maior que o registrado em igual intervalo do ano passado. Já a receita líquida da empresa ficou em R$ 550,8 milhões no período, uma alta de 1,6% na comparação anual.

Gol (GOLL4, R$ 13,69, +10,05%)
O lucro líquido da Gol ficou em R$ 488 milhões, alta de 640,4% na base de comparação anual. Já a receita líquida atingiu R$ 2,7 bilhões, representando um aumento de 13,2% em comparação ao terceiro trimestre.  A dívida liquida total ajustada, excluindo os perpétuos, foi reduzida em R$ 3,4 bilhões quando comparado na comparação anual, atingindo R$ 10,2 bilhões. 

A Gol ainda divulgou novas projeções financeiras de margem de EBITDA para o ano de 2017 de 14%, no topo da faixa divulgada anteriormente de 12 a 14%. A empresa ainda informou que transportou 8,3 milhões de passageiros no trimestre, aumento de 2,2% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Ser Educacional (SEER3, R$ 29,43, -0,57%)
A Ser Educacional viu seu lucro líquido cair 1,2% na comparação anual, para R$ 48 milhões, enquanto o lucro líquido normalizado subiu 10,6%, para R$ 60,7 milhões. O Ebitda normalizado foi de R$ 84,3 milhões, enquanto a margem Ebitda foi de 25,8%. A base total de alunos aumentou 3%, para 150.270 na base de comparação anual. 

Qualicorp (QUAL3, R$ 33,72, R$ 34,79, +3,17%)
A Qualicorp registrou lucro líquido de R$ 113,3 milhões no terceiro trimestre, uma alta de 52,6% ante mesma etapa do ano passado. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês), por sua vez, ficou em R$ 246,7 milhões, aumento de 33,8% sobre um ano antes. Na base ajustada, o Ebitda subiu 27,5%, para R$ 265,1 milhões.

A última linha do resultado foi favorecida pela alta anual de 5% da receita líquida, a R$ 547,7 milhões. A base de clientes da companhia subiu na medição sequencial pela primeira vez após nove trimestre seguidos de queda, chegando a 4,64 milhões de beneficiários no fim de setembro.

Já as despesas operacionais caíram 6,6%, a R$ 356,6 milhões, refletindo, principalmente, os menores gastos com pessoal, incluindo demissão de funcionários. No fim de setembro, a dívida líquida da Qualicorp somava R$ 79,9 milhões, uma queda de 81,8% ante o final de 2016.

Destaque ainda para uma notícia que pode mexer com as ações da Qualicorp. A ANS definiu 18 novos procedimentos obrigatórios de plano de saúde a partir de 2018. Os procedimentos incluem exames como PET/CT oncológico para pacientes portadores de tumores neuroendócrinos, terapia com natalizumabe para esclerose múltipla e ALK pesquisa de mutação para detecção de proteína que pode estar presente em pacientes com câncer de pulmão e que auxilia na definição do melhor tratamento a ser ofertado ao paciente. A ampliação da cobertura pode levar a aumento das mensalidades de planos de saúde. 

MRV Engenharia (MRVE3, R$ 12,95, +1,57%)
A MRV Engenharia, maior operadora do Minha Casa Minha Vida (MCMV), lucrou R$ 202 milhões no terceiro trimestre de 2017, 34,8% mais do que o registrado no mesmo período de 2016.

O lucro foi impulsionado pelo ganho não recorrente de R$ 46,5 milhões registrado na linha de “outras receitas e despesas”, oriundo da capitalização da subsidiária Log Commercial Properties. Na ocasião, a MRV fez um aporte ao preço de R$ 22,00 por ação, abaixo do valor patrimonial de R$ 35,18, e ainda aumentou sua participação no negócio.

Sem considerar esse efeito, o lucro líquido da MRV no terceiro trimestre ficou em R$ 155,5 milhões, ainda assim 3,7% maior na comparação anual. Essa melhora reflete a evolução contínua dos lançamento e vendas, com ganhos de escala e aumento de produtividade.

A incorporadora também teve melhora na linha de equivalência patrimonial, que ficou negativa em R$ 12 milhões, ante um resultado negativo de R$ 15 milhões um ano antes. A linha inclui os resultados de Log, Urbamais, Prime e MRL. Segundo a MRV, a reestruturação dos negócios da Prime, no Centro-Oeste, foi concluída. A subsidiária já apresenta margem bruta de 36,7%, ante 34,1% do grupo.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 273 milhões no terceiro trimestre, alta de 69,5% na comparação anual. A margem Ebitda aumentou 7,2 pontos porcentuais, para 21,9%.

A MRV também registrou uma receita líquida de R$ 1,245 bilhão, avanço de 13,6%. O faturamento foi recorde trimestral da companhia, sustentado pelo avanço das operações.

Conforme dados já divulgados, os lançamentos somaram R$ 1,413 bilhão em valor geral de vendas (VGV) entre julho e setembro, alta de 72,2% frente aos mesmos meses do ano passado. As vendas líquidas alcançaram R$ 1,281 bilhão, crescimento de 20,8%.

A MRV fechou o terceiro trimestre com dívida líquida de R$ 353 milhões, queda de 11,7% ante o segundo trimestre. No período, a alavancagem (relação entre dívida e patrimônio líquido) baixou de 7,2% para 6,1%.

TIM Participações (TIMP3, R$ 11,92, +4,10%)
A TIM apresentou lucro líquido de R$ 279 milhões no terceiro trimestre de 2017, alta de 51,6% na base de comparação anual. 

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) teve aumento de 19,4%, para R$ 1,527 bilhão, quando o projetado era de R$ 1,456 bilhão, praticamente em linha. A receita líquida foi a R$ 4,083 bilhões, ficando próxima da estimada, de R$ 4,049 bilhões.

Segundo o Safra, a companhia reportou resultados muito positivos para o trimestre, com destaque para o crescimento nas vendas de celulares (uma alta de 5,8% na base de comparação anual). Já o Itaú BBA destaca que os pacotes de voz continuam em trajetória de declínio, com clientes substituindo minutos por acesso à Internet, enquanto o Bradesco BBI aponta que os próximos passos para a companhia são melhorar a participação de mercado nos serviços pós-pagos e atacar uma parcela dos clientes da Oi com oferta de 4G de qualidade. 

BR Properties (BRPR3, R$ 10,50, -0,94%)
A BR Properties registrou lucro líquido foi de R$ 13 milhões no período, alcançando R$ 187 milhões no acumulado do ano. Já a receita líquida  foi de R$ 106,2 milhões, 4% inferior ao mesmo período de 2016, principalmente devido  à redução do valor de aluguel de determinados contratos.

BTG Pactual (BPAC11, R$ 19,99, -1,82%)
O BTG Pactual registrou um lucro líquido ajustado de R$ 758,6 milhões no terceiro trimestre, 6% acima do mesmo período do ano anterior. Já o lucro líquido, afetado por uma série de eventos não recorrentes, totalizou R$ 501 milhões, quase estável ante o trimestre anterior, mas uma queda de 30% frente os R$ 717 milhões do mesmo período do ano passado.

As receitas, por sua vez, subiram 4% na comparação anual, para R$ 1,645 bilhão. Já as despesas operacionais subiram 42% na base sequencial, para R$ 705,2 milhões. 

Iguatemi (IGTA3, R$ 38,10, +1,79%)
A Iguatemi viu seu lucro líquido subir 30,6% no terceiro trimestre ante o ano anterior, sustentada pela melhora das vendas por lojistas e na queda das despesas financeiras, em meio aos esforços de desalavancagem em um cenário de juros básicos menores. A empresa lucrou R$ 53,06 milhões no período.

A receita líquida, por sua vez, avançou 5,3% ano a ano, para R$ 169,69 milhões, com alta de 5,8% no faturamento com aluguel e de 6% com estacionamento. Já as vendas totais aumentaram 6,8%, para R$ 3,1 bilhões. Já as vendas mesmas lojas subiram 5,9% em um ano.

Já o Ebitda fechou o período entre julho e setembro em R$ 133,8 milhões, 4,6% maior que o do terceiro trimestre do ano passado, com a margem Ebitda atingindo 78,9% ao fim do período.

Após o resultado, a Iguatemi teve a sua recomendação elevada para compra pelo Santander. Já segundo o Safra, os resultados da companhia mostram crescimento acima do esperado em receita e um controle de gastos disciplinado, com o destaque do trimestre ficando para o aluguel de estacionamento.

Tegma (TGMA3, R$ 19,17, +9,36%)
A Tegma viu seu lucro subir 297,9 milhões, para R$ 15,3 milhões, impactado positivamente pelo crescimento da receita e pelo controle de custos, enquanto a receita líquida subiu para R$ 285,9 milhões, alta de 20,2%. 

Já o Ebitda ajustado foi de R$ 41 milhões no trimestre, alta de 64,%, influenciado por melhores resultados operacionais, segundo a companhia. 

Sonae Sierra (SSBR3, R$ 26,75, +2,14%)
A Sonae Sierra Brasil, dona de nove shopping centers no País, registrou lucro líquido (atribuível aos acionistas) de R$ 21 milhões no terceiro trimestre de 2017, alta de 28,8% em relação ao mesmo período de 2016. O crescimento também foi visto no acumulado dos nove primeiros meses, quando o lucro alcançou R$ 93,227 milhões, 139,9% maior do que em igual intervalo de 2016.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 60,4 milhões entre julho e setembro, avanço de 7,7% na mesma base de comparação. No acumulado do ano, o Ebitda totalizou R$ 181,2 milhões, ante R$ 173,2 milhões do mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda cresceu de 67,3% para 69,5% no terceiro trimestre e ficou praticamente estável no acumulado do ano em 69,6%, ante 69,8% nos primeiros nove meses de 2016. A receita líquida somou R$ 86,9 milhões no terceiro trimestre, alta de 4,2%. Nos primeiros nove meses de 2017, a receita foi de R$ 260,1 milhões, crescimento de 4,4%.

A companhia também apresentou lucro operacional medido pelo FFO (lucro líquido excluindo depreciação, amortização e efeitos não caixa) de R$ 39,1 milhões no terceiro trimestre, aumento de 21,4%. No acumulado do ano, o FFO foi de R$ 116,1 milhões, avanço de 17,9% na comparação anual. Segundo a Sonae Sierra Brasil, as condições de mercado mantiveram a tendência de recuperação vista nos últimos trimestres e solidificaram a retomada da economia brasileira no terceiro trimestre de 2017. “As taxas de desemprego têm caído consistentemente nos últimos meses, enquanto que indústria e varejo retomaram o crescimento, a inflação está sob controle e as taxas de juros seguem em queda. O índice de confiança dos consumidores também segue tendência de alta”, explica a companhia.

Entre julho e setembro o resultado financeiro ficou negativo, com uma despesa líquida de R$ 13,6 milhões, queda de 11% ante mesmo período de 2016, beneficiada por inflação e taxa de juros mais baixas.

Comgás (CGAS5, R$ 53,73, +9,88%)
As ações da Comgás, distribuidora de gás natural com atuação em parte do Estado de São Paulo, disparam após balanço do 3° trimestre e anúncio de distribuição de R$ 700 milhões em dividendos. O montante corresponde a R$ 5,269 por ação ON e R$ 5,795 por ação PN, o equivalente a um dividend yield (dividendos sobre a ação) de 10,9% e 11,9%, respectivamente, em relação ao fechamento de ontem. Os papéis ficam ex-proventos na próxima segunda-feira (13/11) e o pagamento será realizado ainda este mês, no dia 23.

Sobre o balanço, a empresa registrou um lucro líquido normalizado pela conta corrente regulatória de R$ 214,7 milhões no terceiro trimestre deste ano, montante 19,4% maior do que o reportado no mesmo intervalo de 2016. O indicador normalizado, na visão da administração, é o que melhor reflete o desempenho da companhia. Pelo critério IFRS, o lucro líquido foi de R$ 207,9 milhões, representando uma queda da ordem de 3,7% sobre igual período do ano passado.

O Ebitda normalizado pela conta corrente regulatória somou R$ 476,9 milhões no terceiro trimestre, alta de 6,4% na comparação anual. A companhia salientou que o desempenho reflete o maior volume de vendas e a correção das margens da companhia pela inflação no último mês de maio. O Ebitda IFRS somou R$ 463,254 milhões no terceiro trimestre, o que corresponde a uma queda de 6,4%.

A receita líquida totalizou R$ 1,5 bilhão entre julho e setembro, montante 11,3% maior na comparação com o mesmo período de 2016. A companhia explica que o resultado reflete o crescimento do volume de gás distribuído no trimestre e o ajuste das tarifas em maio de 2017, conforme definido pela agência reguladora, a Arsesp. De julho a setembro, o volume de vendas da Comgás foi de 1,11 bilhão de metros cúbicos, o que corresponde a uma expansão de 4,6% em relação ao registrado na mesma etapa de 2016.

Dentre as classes de consumo, destaque para o crescimento de 4,5% registrado pelas indústrias, na comparação com o terceiro trimestre de 2016. De acordo com a companhia, o aumento é decorrente do maior consumo “de alguns clientes”, além da retomada gradual da atividade econômica. A empresa salientou o desempenho dos setores químico/petroquímico, automotivo e siderúrgico.

Os segmentos residencial e comercial também registraram uma elevação do consumo, de 4,5% e 4,7%, respectivamente, impulsionados principalmente pela adição de novos consumidores. A empresa anotou um aumento de 101 mil clientes nos últimos 12 meses apenas no segmento residencial. Somente entre julho e setembro, foram realizadas 27 mil novas conexões, para um total de 1,768 milhão de clientes, o que corresponde a um crescimento é de 6,1% frente ao observado em setembro de 2016.

Mudanças no MSCI 
As ações do Carrefour (CRFB3, R$ 15,89, +0,57%) e do IRB (IRBR3, R$ 33,96, +1,54%) devem entrar na nova carteira do índice MSCI Brazil, que começa a valer a partir de 1° de dezembro, escreveram, em relatório, os analistas do BTG Pactual. Por outro lado, Copel (CPLE6, R$ 24,20, +1,55%), Duratex (DTEX3, R$ 9,59, +1,70%) e Lojas Americanas (LAME4, R$ 15,74, +2,54%) são as candidatas a deixar o portfólio. 

Já em um cenário menos provável, o banco aponta que a Azul (AZUL4, R$ 27,06, +4,48%) poderia entrar na composição do índice, enquanto SulAmérica (SULA11, R$ 17,96, -1,43%) e Taesa (TAEE11, R$ 20,46, +0,84%) deixariam o MSCI. 

Recomendações
Além da Iguatemi, o Santander também elevou a recomendação para as ações da CVC (CVCB3, R$ 42,84, +2,98%). Por outro lado, a recomendação para Hypermarcas (HYPE3, R$ 33,27, +2,15%) foi reduzida para manutenção pelo banco. 

Petrobras (PETR3, R$ 17,65, +2,20%; PETR4, R$ 16,87, +2,24%)
A Petrobras informou que constituiu uma comissão interna responsável pela negociação da revisão do contrato de Cessão Onerosa com representantes da União Federal (Ministério de Minas e Energia, Ministério da Fazenda e Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - ANP). Os integrantes da comissão são os titulares e representantes das Diretorias de Exploração e Produção, Solange da Silva Guedes e Joelson Falcão Mendes, e Financeira e de Relacionamento com Investidores, Ivan de Souza Monteiro e Bianca Nasser Patrocinio.

O Comitê de Minoritários irá acompanhar o processo de Revisão do Contrato e as condições finais negociadas estarão sujeitas à aprovação pelas instâncias competentes, informou a companhia. A estatal ainda anunciou alta de 1,40% no preço da gasolina e queda de 1,20% no diesel. 

Vale (VALE3, R$ 33,88, +1,07%; VALE5, R$ 31,42, +0,87%)
Acompanhando o dia de recuperação do mercado doméstico, as ações da Vale sobem nesta sessão, mas descoladas dos preços do minério de ferro. Os contratos futuros da commodity negociados na bolsa chinesa de Dalian caíram 0,53%, a 466 iuanes. 

Acompanham o movimento os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 24,67, +0,61%) - holding que detém participação na Vale - e as siderúrgicas, com Gerdau (GGBR4, R$ 10,75, +1,70%), Usiminas (USIM5, R$ 8,33, +2,84%) e CSN (CSNA3, R$ 8,30, +3,23%). Sobre a Gerdau, o papel reage também ao balanço do 3° trimestre (ver acima). 

Viver (VIVR3, R$ 2,76, +4,15%)
A Viver informou ao mercado que aderiu ao Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), conhecido como novo Refis, para negociar débitos com a União. 

Segundo a empresa, foram reestruturados débitos inscritos na Receita Feral do Brasil e Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, no montante de aproximadamente R$ 108,9 milhões, correspondente a aproximadamente 95% do passivo tributário do Grupo Viver. 

"Considerando-se a modalidade escolhida pela Companhia, nas adesões realizadas para débitos inscritos na Receita Federal do Brasil, já foi possível apurar uma compensação tributária potencial de aproximadamente R$ 55,5 milhões, nas adesões realizadas para débitos inscritos na
Procuradora Geral da Fazenda Nacional (PGFN), estima-se um potencial de compensação tributária de até 95% desse passivo fiscal. Tão logo as normativas que regram as compensações fiscais no âmbito da (PGFN) sejam publicadas, os valores serão apurados e comunicados ao mercado", informou ontem à noite a empresa em fato relevante enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

A companhia destaca ainda que, para isso, ela deverá cumprir as pré-condições estabelecidas no Programa e realizar os pagamentos das parcelas devidas até dezembro de 2017 para estar apta a efetivar as compensações tributárias permitidas no mesmo.

Eletrobras (ELET3, R$ 21,40, +0,85%; ELET6, R$ 24,61, +1,23%)
Em entrevista ao Estadão, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr, afirmou que quem comprar a Eletrobras terá que, por contrato, fazer aporte anual de R$ 250 milhões a R$ 350 milhões – durante toda vigência do prazo da concessão. 

A limitação de 10% das ações ordinárias para quem quer que seja – também foi muito debatida. No mercado pulverizado nos EUA, por exemplo, o limite é menor, de 5%, nas empresas privadas. “Chegaremos lá. Eles operam em um mercado de ações mais acostumado a este tipo de operação”, explicou Ferreira ao jornal. 

(Com Agência Estado)

 

Contato