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Vale e siderúrgicas sobem mais de 1%; BB cai com TCU pedindo "dinheiro de volta" e BB Seguridade salta 4% com balanço

Confira os destaques da B3 na sessão desta segunda-feira (6)

Banco do Brasil - loja-conceito de Brasília
(Divulgação)

Petrobras (PETR3, R$ 17,81, +0,56%;PETR4, R$ 17,05, +0,65%)
A ação da Petrobras registra ganhos nesta sessão, repercutindo a alta do petróleo em meio ao expurgo na Arábia Saudita. O petróleo sobe e passa de US$ 56 após ação anti-corrupção na Arábia Saudita, que pode fortalecer o poder do príncipe Mohammed bin Salman, favorável a cortes de produção pela Opep. O WTI sobe 0,61%, a US$ 55,98, enquanto o brent tem ganhos de 0,71%, a US$ 62,51 o barril. 

Ainda no radar da estatal, a Petrobras obteve uma vitória na Justiça americana, com a Suprema Corte do país suspendendo a class action (espécie de ação coletiva) contra a empresa. "A class action permanecerá suspensa até que a Suprema Corte norte-americana decida se apreciará recurso da Petrobras”, segundo fato relevante da estatal.

A companhia informa que protocolou em 1 de novembro “petição à Suprema Corte norte-americana requerendo a admissão de recurso contra determinados aspectos da decisão da Corte Federal de Apelações do Segundo Circuito que, em 7 de julho, que anulou parcialmente a certificação de classe e determinou que a matéria fosse reapreciada pela Corte de primeira instância”. 

Vale (VALE3, R$ 34,04;VALE5, R$ 31,57, +1,25%)
As ações da Vale repercutem a alta do minério de ferro, com o Dalian com ganhos de 6,12%, a 468 iuanes. 

O minério de ferro subiu na segunda-feira com os preços do aço em Escalada, em meio à a redução na produção da China como medida para combater a poluição, o que pode aumentar a demanda por produtos de outros países. 

As ações de siderúrgicas também registram ganhos nesta sessão, com destaque para Usiminas (USIM5, R$ 8,52, +2,04%), Gerdau (GGBR4, R$ 10,92, +1,30%) e CSN (CSNA3, R$ 8,12, +1,75%). 

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 32,93, -1,38%)
A sessão é de queda para as ações do Banco do Brasil em meio à notícia do Valor Econômico de que o TCU (Tribunal de Contas da União) quer cobrar R$ 39 bilhões de bancos estatais. Segundo o jornal, o caso mais emblemático é o da Caixa, que busca alternativas para reforçar sua estrutura de capital. O banco pode ser obrigado a devolver R$ 27 bilhões ao Tesouro.

O BB foi beneficiário de R$ 9,6 bilhões e o BNB e o Basa, de R$ 1 bilhão cada. A determinação de retorno integral dos recursos deve ser feita pelo Tribunal no mesmo processo que avaliou como irregulares as emissões de títulos feitas ao longo dos últimos anos em favor do BNDES. Caso o relatório técnico seja acatado pelo plenário do tribunal, todas as instituições terão que devolver os recursos recebidos. No caso do BB, que recebeu R$ 9,6 bilhões no mesmo período, uma parte foi via IHCD e outra para financiamento do Plano Safra.

Segundo o Itaú BBA, essa devolução pode fazer com que a razão do capital principal do Banco do Brasil chegue a 8%, o que é um número baixo, principalmente considerando que ainda existem regras de Basileia 3 a serem implementadas. 

"Isso provavelmente obrigaria o banco a vender ativos. Mas, mesmo que venda 100% de suas participações na NeoEnergia e no Banco Patagonia com valuations atrativos, não poderá compensar o declínio do capital resultante da exclusão de instrumentos híbridos. Então, o Banco do Brasil provavelmente terá que apresentar mais movimentos para aumentar o capital", apontam os analistas do Itaú BBA. 


Recomendações
Em destaque no noticiário, estão as recomendações de ações: a AES Tietê (TIET11, R$ 13,18, +1,07%) foi elevada para ’neutra’ por Credit Suisse, assim como a Engie Brasil (EGIE3, R$ 36,14, +2,47%). A B2W Digital (BTOW3, R$ 21,00, +1,16%), por sua vez, foi rebaixada a ’market perform’ pelo BB Investimentos, enquanto a Camil Alimentos (CAML3, R$ 8,12, +1,50%) foi iniciada com recomendação ’overweight’ pelo JPMorgan.

Contudo, vale destacar que as ações da B2W registram alta expressiva após a queda de 6,70% na última sexta-feira, logo após o resultado da companhia. O balanço do terceiro trimestre derrubou uma das principais preocupações do mercado em seu balanço do 3° trimestre. Depois de fechar o mesmo período do ano passado com uma queima de caixa de R$ 486 milhões, a dona dos sites Submarino, Americanas.com e Shoptime conseguiu gerar R$ 44 milhões de caixa entre os meses de julho e setembro - o melhor resultado, para o período, nos últimos 4 anos. 

Porém, conforme apontou o analista Vitor Paschoal, da Perfin Investimentos, ao InfoMoney, embora o balanço da B2W tenha vindo bom, o mercado já tinha antecipado uma geração de caixa um pouco melhor. Mas, além disso, o que pesa sobre os papéis é o forte crescimento da operadora de mercado eletrônico latino-americana MercadoLibre, que divulgou balanço e surpreendeu o mercado com um rápido aumento de receita no terceiro trimestre. (Confira mais clicando aqui). 

Eletrobras (ELET3, R$ 19,80, +0,61%;ELET6, R$ 22,93, +0,70%)
A equipe econômica está disposta a usar todas as ferramentas para reduzir a participação da União na Eletrobras, afirmou ontem o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, em Madri, onde participará de reuniões com potenciais investidores no setor de infraestrutura, com vistas a divulgar os leilões que o governo tem programados. A viagem oficial, que ainda incluirá uma passagem pela Itália, vai tentar destacar o atual cenário de recuperação da economia brasileira.

O primeiro passo será uma emissão de ações da estatal, atualmente em fase de definição. Pelos cálculos do ministro, a operação deve fazer com que a fatia do governo caia de pouco mais de 60% das ações com direito a voto para cerca de 40%. Caso a emissão seja insuficiente para atingir esse resultado, o governo partirá para uma nova venda direta de papéis. Segundo ele, a maior preocupação do governo hoje é a de que a diluição da União não ocorra mesmo com emissão de ações.

Para o mercado financeiro, a redução de 60% para 40% vai na direção correta – mas, mesmo assim, o consenso é que a participação estatal na companhia ainda continuaria a ser expressiva. “(A redução da participação do governo para 40%) não é um target (objetivo) nosso, ao contrário. Mas é que, pelo tamanho do aumento de capital pela emissão de ações, dificilmente vai diluir mais do que isso”, explicou o ministro. Para que a fatia estatal seja reduzida para algo mais perto de 20% ou 30%, de acordo com Oliveira, seria preciso um fluxo “enorme”, dado o alto valor de mercado da companhia. “A participação do governo na Eletrobrás vai continuar sendo alta, mas se houver risco de a participação do governo não ser diluída, aí sim pode ser que se venda uma pequena parcela.”

BB Seguridade (BBSE3, R$ 28,28, +3,70%)
A BB Seguridade, holding que concentra os negócios de seguros do Banco do Brasil, vê suas ações subirem após reportar lucro líquido ajustado de R$ 1,021 bilhão no terceiro trimestre, cifra 3,4% superior em um ano, de R$ 987,930 milhões. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, de R$ 956,306 milhões, cresceu 6,8%.

O resultado contábil da BB Seguridade, que considera eventos extraordinários, foi de R$ 1,192 bilhão de julho a setembro, aumento de 20,7% em um ano e de 24,7% no comparativo trimestral. O impulso veio, conforme explica a companhia em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, da venda de parte de suas ações na oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do IRB Brasil Re, que gerou ganho líquido de R$ 171,2 milhões.

A BB Seguridade explica ainda que, no trimestre, seu lucro líquido foi impactado pela queda da taxa Selic e dos índices de inflação, o que levou o resultado financeiro combinado das empresas do grupo a uma redução de 6,3% comparado ao mesmo período de 2016, para R$ 270 milhões.

“Por outro lado, o resultado operacional, considerando o combinado de todas as
empresas do conglomerado, apresentou crescimento de 7,3%, impulsionado pelos
segmentos de previdência e resseguros, e pelo aumento do resultado operacional
consolidado da holding BB Seguridade e suas subsidiárias integrais BB Seguros e BB
Corretora”, acrescenta a companhia, em relatório.

De julho a setembro, o volume total de prêmios emitidos de seguros, contribuições de previdência e arrecadação com títulos de capitalização alcançou R$ 15,8 bilhões, expansão de 2,9% sobre igual período de 2016. No acumulado até setembro, o lucro líquido ajustado da BB Seguridade alcançou R$ 3,0 bilhões, com retração de 2,1% sobre igual período do ano passado. Com tal desempenho, a companhia está dentro das expectativas divulgadas no guidance revisado em agosto, de redução dos resultados de 1% a 5% neste ano.

A BB Seguridade encerrou o terceiro trimestre com R$ 9,906 bilhões em ativos totais, aumento de 10,2% em um ano. Entretanto, na comparação com o trimestre anterior, foi vista queda de 3,4%. Seu patrimônio líquido foi a R$ 9,890 bilhões, crescimento de 10,1% e 13,9%, respectivamente. O retorno ajustado da BB Seguridade (RSPL) foi a 46,4% ao final de setembro contra 44,5% ao final de junho e 48,9% no mesmo mês do ano passado.

 De acordo com o Credit, o BB Seguridade reportou bons resultados, com lucro líquido recorrente 2,4% acima do previsto pelo banco e 2,9% acima do consenso, enquanto a receita foi melhor do que a esperada pelo dado da Susep devido às menores despesas e alíquota de imposto no nível da holding. "A venda dos produtos do 'bancassurance' [ligação da seguradora com o banco utilizado como canal de distribuição dos produtos de seguro] chegou ao maior nível do ano, mostrando que o ajuste do programa de metas do BB na virada do semestre deve ter repercurtido bem para as operações de seguro.

Cemig (CMIG4, R$ 7,15, +2,14%)
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 6, aviso de homologação e adjudicação do leilão das Usinas São Simão, Jaguara, Miranda e Volta Grande, cujas concessões pertenciam à Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

O aviso ratifica os vencedores da concorrência: a chinesa SPIC Pacific Energy levou São Simão; a franco-belga Engie Brasil Minas Geração ficou com Miranda e Jaguara; e a italiana Enel Brasil arrematou Volta Grande.

As quatro hidrelétricas foram leiloadas no dia 27 de setembro e renderam uma arrecadação em outorgas de R$ 12,13 bilhões ao governo federal, resultado 9,73% maior que o valor mínimo estabelecido. O recurso deverá entrar nos cofres da União até 30 de novembro.

PDG Realty (PDGR3, R$ 2,35, +0,43%)
A PDG Realty viu seu prejuízo líquido cair 82,6% no terceiro trimestre de 2017 na base de comparação anual, passando para R$ 299 milhões. A receita líquida, que havia ficado negativa em R$ 84 milhões no ano passado, ficou positiva em R$ 15 milhões neste trimestre. Já as despesas gerais e administrativas caíram em 38%, para R$ 29,3 milhões, em meio à continuidade da readequação da estrutura da empresa às suas operações.O número total de colaboradores da incorporadora teve queda de 96% desde 2012, para 383. 

Dólar em queda
Em uma sessão de dólar em baixa, com o contrato futuro com vencimento em dezembro em queda de 0,99%, a R$ 3,294, as ações de empresas que possuem sua receita atrelada à divisa americana registram queda. Embraer (EMBR3, R$ 16,12, -1,65%), Fibria (FIBR3, R$ 52,76, -1,59%) e Suzano (SUZB5, R$ 21,04, -1,17%) caem mais de 1%. 

Oi (OIBR4, R$ 4,41, -0,23%)
A Oi apresentou informações relativas a negociações com credores sobre a reestruturação societária em um “material esclarecedor”. O material contém informações de acordos de confidencialidade com membros do Comitê do International Bondholder Committee e do Comitê do Grupo de Credores Ad Hoc que agora se tornaram públicas, após término do período previsto e para cumprir com as obrigações de divulgação pública da companhia. “Os Acordos de Confidencialidade IBC/AHG foram extintos de acordo com seus termos, exceto se de outra forma neles previsto”, diz a Oi.

A empresa se reuniu com esse grupo (IBC/AHG/ECA) em outubro em Nova York para discutir os termos da proposta de reestruturação e injeção de capital por meio de aumento de capital. A Oi diz que até esta data não foi alcançado acordo, com o IBC, o AHG ou os ECAs. “Embora as discussões entre tais partes e a Companhia possam continuar no futuro, não há como garantir que negociações continuarão ou que, caso continuem, que estas resultarão em um acordo com relação aos termos da Potencial Operação.”

A lista de documentos tornada pública nesta segunda-feira, 6, é extensa. Há uma análise de fluxo de caixa feita pela Laplace da proposta alternativa contemplada na minuta do term sheet divulgada em 13 de outubro; um sumário da necessidade de desembolso de capital da companhia; um sumário do investimento estratégico em comunicação móvel e banda larga; outro sobre necessidade de capital de giro; um de contas a pagar e recebíveis projetados (Sumário P&R); projeções de fluxo de caixa e de lucros e prejuízos; informações relacionadas a ações judiciais e depósitos; um documento com diferentes cenários de Ebitdaprojetado e comparações ao investimento de capital projetado; duas versões de apresentação contendo estratificações de amostras de projetos e investimentos de capital correlatos (apresentações de Estratificação de Capex); análise do cenário demonstrando o déficit de caixa; projeções do P&L e do fluxo de caixa; além de minutas de acordo de suporte ao plano e de term sheet de reestruturação disponibilizados à Companhia por certos Titulares de Notes que não são conhecidos pela Companhia como membros do IBC ou AHG (em conjunto, o “PSA”), e a minuta escrita do term sheet de reestruturação representando os termos de uma Potencial Transação fornecido pelos Representantes IBC/AHG/ECA em 26 de outubro de 2017.

 

(Com Agência Estado) 

 

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