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Vale aprova conversão de ações, BB capta US$ 1 bi no exterior e mais 6 notícias no radar

Confira os destaques corporativos após o fechamento do pregão desta quarta-feira

Navio Vale

SÃO PAULO - O noticiário corporativo foi movimentado após o fechamento do pregão desta quarta-feira (18). Nos destaques, os acionistas da Vale aprovaram a conversão de ações PNs em ONs; o BB captou US$ 1 bilhão no exterior; vendas da Cyrela crescem 27% no 3° trimestre; e Smiles será negociada sob novo ticker a partir de 23 de outubro.

Veja abaixo os 8 destaques do after market desta quarta-feira:

Vale (VALE3)
Os acionistas da Vale aprovaram, em Assembleia Especial, nesta quarta-feira (18) a conversão de ações PNs em ONs. O processo é mais um passo para a "transformação da companhia" em busca de aprimorar sua governança corporativa.

A conversão é necessária para a migração da empresa ao Novo Mercado, o mais alto nível de governança corporativa da B3, e também faz parte de um plano que busca tornar a mineradora em uma empresa sem controle definido e eliminar riscos atualmente atrelados à ela. No total, 51,48% das ações preferenciais representadas na assembleia, ou um total de 158.111.060, votaram a favor da conversão total.

Após o resultado, o presidente da companhia, Fábio Schvartsman, disse que, agora, a Vale vai acelerar seu processo de migração para o Novo Mercado, embora tenha mencionado que a janela é apertada para acertar os últimos obstáculos burocráticos até o final do ano. "A Vale dando sinais claros de que está melhorando sua governança atrairá outros tipos de investidores além desses que já investem [na companhia]", comentou.

Além disso, ainda hoje, a mineradora informou que seus acionistas elegeram, por ampla maioria, os dois conselheiros independentes da companhia Sandra Guerra e Isabella Saboya, ambas candidatas do fundo britânico Aberdeen. Com elas, o conselho de administração da mineradora terá três mulheres entre as 12 cadeiras. Elas tomam posse no próximo 26 de outubro.

Smiles (SMLE3)
A Smiles Fidelidade, nova denominação da Webjet Participações, informou que cada ação de emissão da Smiles (SMLE3) passa a ser negociada sob o ticker SMLS3 a partir de 23 de outubro. O nome do pregão na B3 não será alterado e continuará sendo Smiles.

Cyrela (CYRE3)
A construtora e incorporadora Cyrela comunicou que suas vendas líquidas contratadas no terceiro trimestre, incluindo parceiros, somaram R$ 730 milhões, alta de 27,3% quando comparado com o mesmo período de 2016. Considerando os números da empresa isoladamente, as vendas subiram 32,9% no trimestre, para R$ 554 milhões, e 16,9% no acumulado em 2017 até setembro, a R$ 1,49 bilhão.

Já os lançamentos da Cyrela entre julho e setembro cresceram 17,7% no período, para R$ 532 milhões, incluindo as operações com parceiros. A construtora sozinha lançou R$ 380 milhões no período.

Eletrobras (ELET3; ELET6)
O conselho de administração da Eletrobras informou nesta noite a renúncia de Samuel Assayag Hanan ao cargo de conselheiro da Eletrobrás Participações S.A. – Eletropar, para o qual havia sido eleito na AGO (Assembleia Geral Ordinária) da empresa realizada em 28 de abril de 2017 e cujo mandato se estenderia até a AGO da companhia a ser realizada em abril de 2019.

Em comunicado, a empresa diz que "sua renúncia deveu-se ao fato de estar assumindo cargo público incompatível com as atividades que realizava na companhia". O conselho de administração apreciará a vacância do cargo na próxima reunião.

Banco do Brasil
Após três anos longe do mercado internacional, o Banco do Brasil (BBAS3) captou US$ 1 bilhão em bônus de sete anos nesta quarta-feira. Os papéis embutem rentabilidade ao investidor de 4,7% por cento, com cupom de 4,625%. A operação atraiu demanda de cerca de US$ 5,5 bilhões.

Segundo o vice-presidente de finanças e de relações com investidores do BB, Alberto Monteiro, os recursos captados serão usados para operações gerais do banco no exterior.

Bancos
A Advocacia Geral da União (AGU) informou que a nova reunião entre representantes de poupadores e bancos, para discutir o acordo sobre as perdas ocasionadas pelos planos econômicos das décadas de 1980 e 1990, será realizada na próxima terça-feira, 24. O encontro estava originalmente agendado para a próxima sexta-feira, dia 20, mas foi transferido para a terça-feira em função da agenda da procuradora-geral da União, ministra Grace Mendonça.

Desde o ano passado, a AGU vem intermediando as conversas entre representantes de poupadores a respeito de milhares de ações, individuais e coletivas, que há décadas tramitam em várias instâncias da Justiça. Essas ações reivindicam o pagamento das perdas referentes aos planos Cruzado, Bresser, Verão, Collor I e Collor II. As partes envolvidas na negociação têm evitado estimar um total para o acordo, porque o valor dependerá do desconto a ser aplicado. No início de setembro, falava-se em algo entre R$ 8 bilhões e R$ 16 bilhões.

Alpargatas (ALPA4
A Alpargatas, dona da marca Havaianas, informou que seus acionistas controladores Itaúsa, Cambuhy I Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia e Cambuhy Alpa Holding, protocolaram hoje documento de OPA (Oferta Pública de Aquisição) obrigatória de ações com direito a voto na CVM (Comissão de Valores Mobiliários). 

O processo é uma continuidade à conclusão da venda do controle da empresa para a Itaúsa e Cambuhy em setembro deste ano, por R$ 3,5 bilhões. Anunciada em 12 de julho, a venda correspondeu ao equivalente a 54,2% do capital total da Alpargatas - sendo 85,78% do capital votante e 20,95% das ações preferenciais - pertencente a holding J&F, da família Batista. 

A OPA anunciada agora visa assegurar aos demais acionistas detentores de ações ONs o preço no mínimo igual a 80% pago por ação ordinária à J&F.

JBS (JBSS3)
Os auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) concluíram que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) chegou a pagar 20% a mais pelas ações do frigorífico JBS para ajudar a empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista a comprar dois frigoríficos nos Estados Unidos.

A aquisição do frigorífico National Beef Packing e da divisão de carnes da Smithfield Foods foi feita em 2008 pela BNDESPar, divisão de participações do banco. O processo, relatado pelo ministro Augusto Sherman, aponta que as transações irregulares teriam causado um prejuízo de R$ 303,9 milhões aos cofres públicos, em valores atualizados. Desse total, R$ 285,6 milhões dizem respeito à aquisição de participação na empresa pelo banco. Outros R$ 18,3 milhões estão relacionados a dividendos que o banco deixou de receber, já que o valor pago resultaria na compra de um número maior de ações.

Linx (LINX3)
A Linx, empresa de software para gestão de varejo, informou que adquiriu, por meio de sua subsidiária Linx Sistemas e Consultoria, a empresa de tecnologia de informação Shopback, pelo valor de R$ 39 milhões, à vista. A companhia poderá pagar, ainda, sujeito ao atingimento de metas financeiras e operacionais para os anos de 2017 a 2019, o valor adicional de até R$ 17,558 milhões. 

(Com Agência Estado e Bloomberg)

 

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