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Crise na Oi aumenta às vésperas de dia D; 5 recomendações, Petrobras, Vale e mais destaques no radar

Confira os destaques do noticiário corporativo desta segunda-feira (16)

Oi - Bloomberg
(Paulo Fridman/Bloomberg)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo tem como destaque nesta segunda-feira (16) recomendações de ações e o noticiário sobre a Oi, com a disputa na companhia às vésperas da assembleia. Confira os destaques desta segunda-feira (16):

 

Recomendações
Em destaque na sessão, estão recomendações de ações pelo Santander. A Comgás (CGAS5) foi rebaixada de compra para manutenção, a Duratex (DTEX3) foi elevada de manutenção para compra pelo Santander, enquanto a Eletropaulo (ELPL4) foi elevada de underperform para manutenção.

Já o Itaú BBA tirou o  BB Seguridade (BBSE3) e incluiu a Gerdau (GGBR4) em Brazil Buy List. A Gerdau deve se beneficiar da recuperação econômica no Brasil, aponta o relatório do Itaú BBA com a carteira de ações recomendadas pela corretora.  A Gerdau está bem posicionada para aproveitar a retomada do crescimento, com um potencial de alta para GGBR4 de 32,5% até 2018, uma vez que o banco vê o PIB brasileiro crescendo 3% em 2018. Depois de recomendar o BB Seguridade em 31 de agosto, vendo a ação como atraente em termos de dividendos, analistas agora dizem procuram tornar a carteira um pouco mais agressiva, substituindo BB Seguridade por Gerdau.

Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB5)
Segundo o jornal Valor Econômico, as duas maiores produtoras mundiais de celulose de eucalipto, Fibria e Suzano Papel e Celulose, já começaram a negociar com seus clientes a redução dos descontos concedidos nos contratos de fornecimento da matéria-prima, segundo fontes do setor. Na Suzano, o objetivo é diminuir em dois a quatro pontos percentuais o abatimento sobre o preço de referência da matéria-prima. Os contratos são negociados uma vez ao ano e boa parte têm vencimento entre novembro e dezembro.

Petrobras (PETR3;PETR4)
A Petrobras informa que Antonio Carlos Alves Caldeira, diretor executivo de Operação e Logística da sua subsidiária integral Petrobras Distribuidora (BR), apresentou na sexta-feira sua renúncia ao cargo.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a estatal informa que o diretor Executivo da Rede de Postos, Marcelo Fernandes Bragança, acumulará interinamente as atribuições da diretoria executiva de Operação e Logística, até que um novo nome seja indicado e aprovado pelo Conselho de Administração da BR, após os trâmites exigidos pelas regras de Governança da BR. 

O Valor informa ainda que, enquanto o pré-sal desperta a cobiça das maiores petroleiras do mundo e se consolida como a principal fronteira exploratória do Brasil, os demais polos de produção do país convivem de um modo geral com o declínio de suas atividades e baixa atratividade de investimentos. Dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) mostram que, se não fosse a Bacia de Santos, onde estão situadas as maiores descobertas do pré-sal, a produção nacional caminharia em 2017 para o seu terceiro ano seguido de queda.

Por fim, a Petrobras anunciou na manhã desta segunda-feira aumento de 1,4% no preço do diesel e redução de 0,1% no valor da gasolina vendida nas refinarias, válidos a partir de amanhã, dia 17 de outubro. 

JBS (JBSS3)
A JBS desistiu dos planos para listar a sua subsidiária JBS Foods International na bolsa de Nova York, segundo comunicado enviado à Securities and Exchange Commission (SEC) nesta segunda-feira. A maior processadora de carne do mundo, que está envolvida em um grande escândalo de corrupção, disse que desistiu no momento do pedido para uma oferta inicial de ações (IPO), que tinha sido apresentado em dezembro de 2016.

 Oi (OIBR4)
Os principais credores da Oi fizeram pesadas críticas ao novo plano de reestruturação apresentado pela operadora na noite de quarta-feira (11). Em recuperação judicial desde junho de 2016, o maior processo da história do País, com dívidas de quase R$ 65 bilhões, os detentores de títulos de dívidas da companhia argumentam que a nova versão de recuperação da tele apresentada pela Oi beneficia os principais acionistas.

Às vésperas da assembleia, que será realizada dia 23 de outubro, e definirá o futuro da operadora, a crise entre sócios e principais credores da quarta maior operadora do País ainda está longe de chegar ao fim. A Oi foi uma aposta da gestão petista de criar uma campeã nacional das telecomunicações, ao promover a fusão do grupo nacional com a portuguesa Portugal Telecom (PT).

Em comunicado ao mercado ontem, os principais detentores de títulos de dívidas internacionais (conhecidos no mercado como "bondholders"), representados por G5/Evercore e Moelis & Company, atacaram a proposta da tele: "O plano de reestruturação revisado do grupo Oi ignora as preocupações dos credores, ameaça a viabilidade da empresa a longo prazo e enriquece, abusivamente, os atuais acionistas". Esses dois grupos detêm, juntos, cerca de R$ 22 bilhões em dívidas. Os maiores acionistas são a Pharol (ex-Portugal Telecom) e o empresário Nelson Tanure. Procurada, a Oi não comenta.

Segundo fontes, a direção da Oi pretende iniciar reuniões com os detentores de títulos internacionais para tentar atenuar as contestações. A reação negativa, porém, já era esperada, uma vez que esses credores reivindicavam a entrega de 88% do capital da Oi em troca das dívidas. Por sua vez, a tele propôs a troca por uma nova debênture (título de dívida) de R$ 5,8 bilhões, mais a conversão de R$ 3 bilhões em 15% ou 25% do capital.

Segundo cálculo de analistas do BTG Pactual, o plano implica em uma redução de 73% no valor a receber pelos credores. O Credit Suisse adotou um tom moderado, apesar da euforia do mercado - ontem as ações preferenciais da Oi avançaram 23,76%, a R$ 5, enquanto as ordinárias subiram 14,98%, a R$ 5,91. Para o banco, a eventual aprovação da proposta implicará em um ganho para as ações, mas os termos do plano estão longe do desejado pelos credores.

Vale (VALE3;VALE5)
A Vale deverá eleger, na quarta-feira, pela primeira vez na sua história, dois conselheiros independentes para o conselho de administração da companhia em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), informa o Valor. Quatro candidatos disputam a eleição. Eles estão inscritos no chamado boletim de voto a distância (BVD), mecanismo criado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para facilitar a participação de investidores em assembleias. Outros candidatos poderão surgir na AGE, mas os nomes que aparecem no BVD despontam como favoritos. 

Pão de Açúcar (PCAR4)
As vendas líquidas do GPA no terceiro trimestre de 2017 somaram R$ 10,9 bilhões, alta de 8,1% na base de comparação anual. Já as vendas nas mesmas lojas aumentaram 3,3% na base anual, segundo comunicado ao mercado. As vendas totais líquidas Multivarejo caíram 2,1%, enquanto receita líquida total do Assaí cresceu 25,2%. A companhia finalizou quatro conversões de Extra Hiper para Assaí, totalizando sete no acumulado do ano e espera pelo menos mais nove conversões no quarto trimestre. Foram abertas sete novas lojas: 1 Assaí, 1 Pão de Açúcar, 3 Minuto Pão de Açúcar e 2 drogarias.

Embraer (EMBR3)
A Embraer informou que recebeu pedido firme para seis Super Tucano A-29, mas não revelou o cliente. 

(Com Agência Estado e Bloomberg)

 

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