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Cyrela reverte lucro em prejuízo de R$ 141 mi; elétricas, construtoras e mais resultados no radar

Confira os principais destaques corporativos da noite desta quinta-feira (10)

Imóveis Prédios
(Wiki Commons)

SÃO PAULO - Enquanto a Petrobras foi o grande destaque na divulgação de temporada de resultados, outras empresas também apresentaram seus números do período entre abril e junho, em especial as elétricas CPFL e Light e as construtoras Gafisa e Cyrela. Confira os destaques:

Confira abaixo os destaques corporativos do after market:

Petrobras (PETR3; PETR4)
A Petrobras frustrou as projeções do mercado e encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 316 milhões. O resultado ficou abaixo da expectativa dos analistas compilada pela Bloomberg, que era de um lucro de R$ 1,186 bilhão. O resultado ficou 14,5% abaixo dos R$ 370 milhões de lucro registrado um ano atrás.

A receita de vendas da companhia, por sua vez, caiu 6%, de R$ 71,320 bilhões no segundo trimestre de 2016 para atuais R$ 66,996 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado recuou 6,6%, de R$ 20,450 milhões para R$ 19,094 milhões entre abril e junho deste ano. (Confira o balanço completo clicando aqui)

A estatal anunciou também a descoberta de acumulação de petróleo no pré-sal da Bacia de Campos, localizada na área de Campo de Marlim Sul. Segundo a empresa, o resultado demonstra potencial de novas descobertas em bacias maduras, com infraestrutura de produção já implantada. Análise dos dados atuais indica reservatórios carbonáticos com boas características de porosidade e permeabilidade, a 4.420m de profundidade e 45 metros de espessura com óleo.

Gafisa (GFSA3)
A incorporadora Gafisa encerrou o segundo trimestre de 2017 com um prejuízo líquido consolidado de R$ 180 milhões, o que representa um crescimento de 368% nas perdas em comparação com o mesmo período do ano passado. No semestre, o prejuízo totalizou R$ 229,4 milhões, deterioração de 150%.

A Alphaville, empresa de loteamentos onde a Gafisa detém participação, respondeu por R$ 35,8 milhões do prejuízo no trimestre, contabilizados na linha de equivalência patrimonial. Isso representou uma piora de 200% nessa linha frente à perda de R$ 11,952 milhões um ano antes.

O resultado líquido também sofreu um impacto negativo de R$ 9,54 milhões devido à baixa nas operações da ex-subsidiária Tenda, resultado do processo de separação da construtora concluído em maio.

Sem considerar os números de Alphaville e Tenda, a Gafisa teve um prejuízo líquido de R$ 134,6 milhões no segundo trimestre de 2017. Ainda assim, a perda mostrou crescimento de 265% em comparação com o mesmo período do ano passado. No semestre, as perdas subiram 144%, totalizando R$ 260,6 milhões.

Segundo a Gafisa, a piora do balanço se deve a um conjunto de fatores, como maior nível de distratos, queda no faturamento, menor capacidade de diluição de custos e o efeito negativo no resultado financeiro.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou negativo em R$ 65 milhões no segundo trimestre de 2017, o que representa uma reversão frente ao segundo trimestre de 2016, quando ficou positivo em R$ 12,49 milhões. No semestre, o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 112,3 milhões ante um dado negativo de R$ 5,64 milhões um ano antes.

A receita líquida totalizou R$ 147,253 milhões no segundo trimestre, queda de 31%. No semestre, atingiu R$ 283,792 milhões, recuo de 26%.

Cyrela (CYRE3)
A incorporadora Cyrela fechou o segundo trimestre de 2017 com prejuízo líquido de R$ 141 milhões, ante lucro de R$ 44,7 milhões no mesmo período de 2016. No acumulado do semestre, as perdas acumuladas ficaram em R$ 137 milhões, ante lucro de R$ 106 milhões no ano passado.

A Cyrela não forneceu os números do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). A companhia reportou a geração de caixa, que ficou em R$ 64 milhões, no trimestre, queda de 45,3% na comparação com o primeiro trimestre deste ano. Não foi informada a geração ou queima de caixa do segundo trimestre de 2016.

A receita líquida da Cyrela entre abril e junho ficou em R$ 575 milhões, ante R$ 600 milhões no ano passado, queda de 4,2%. No acumulado do ano, a receita somou R$ 1,213 bilhão, número 10,6% menor que em 2016. Assim, a margem bruta da Cyrela no segundo trimestre ficou em 26,7%, ante 39,8% no mesmo período de 2016.

A dívida líquida da Cyrela caiu 1,6% em três meses, para R$ 1,725 bilhão. Na mesma base de comparação, a alavancagem medida pela relação dívida líquida/patrimônio líquido passou de 27,1% para 27,3%.

CPFL Energia (CPFE3)
A CPFL Energia apurou lucro líquido de R$ 123,17 milhões no segundo trimestre de 2017, montante 48,7% menor que os R$ 240,135 milhões anotados em igual etapa do ano passado. No acumulado em seis meses, o resultado somou R$ 355,29 milhões, 24,8% abaixo do reportado em igual etapa de 2016

O lucro líquido atribuído aos acionistas controladores recuou 48,8% no segundo trimestre, para R$ 143,47 milhões, somando R$ 389,36 milhões no semestre (-26,7%).

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,027 bilhão entre abril e junho, alta de 6,3% ante os R$ 966,3 milhões registrados no primeiro trimestre de 2016. Nos primeiros seis meses do ano, o Ebitda totalizou R$ 2,223 bilhões, alta de 11,1% frente igual etapa do ano passado.

A receita operacional líquida da CPFL cresceu 26,7% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 5,963 bilhões. No semestre, a receita alcançou R$ 11,501 bilhões, 30,4% acima do reportado na mesma etapa de 2016.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 418,168 milhões no trimestre, perda 58,4% maior na comparação anual. No semestre, o prejuízo financeiro alcançou R$ 854,3 milhões, alta de 46,5%.

Light (LIGT3)
A Light teve prejuízo líquido de R$ 51 milhões no segundo trimestre de 2017, valor 12,6% menor do que as perdas de R$ 58 milhões anotadas em igual período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no período ficou em R$ 208 milhões, ante R$ 177 milhões um ano antes, um avanço de 17,7%. O indicador ajustado ficou em R$ 212 milhões, evolução de 5,8%. A margem Ebitda ajustado passou de 9,8% para 9,2%.

A receita líquida da Light entre abril e junho ficou em R$ 2,288 bilhões, aumento de 12,3%. O resultado financeiro da companhia foi negativo em R$ 172,4 milhões, ante R$ 136,0 milhões negativos de um ano antes, piora de 26,8%.

Mahle Metal Leve (LEVE3)
A fabricante de autopeças Mahle Metal Leve registrou um lucro líquido de R$ 57 milhões no segundo trimestre de 2017, incremento de 32,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Na mesma base de comparação, a receita líquida da companhia subiu 3,2%, passando de R$ 558,2 milhões para R$ 576,3 milhões. O Ebitda da empresa ficou em R$ 107,7 milhões, aumento de 18,7%.  

Rodobens (RDNI3)
O prejuízo da Rodobens subiu 35% no segundo trimestre de 2017, na comparação com o mesmo período de 2016, indo a R$ 35,142 milhões. O Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 20,406 milhões, alta de 68% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a receita líquida teve queda de 8%, passando de R$ 74,666 milhões para R$ 69,061 milhões. 

Iochpe-Maxion (MYPK3)
A Iochpe-Maxion registrou receita operacional de R$ 1,90 bilhão no 2° trimestre, acima das expectativas dos analistas consultados pela Bloomberg de R$ 1,83 bilhão e superior em 8% ao registrado um ano antes de R$ 1,76 bilhão. O lucro líquido ficou em R$ 24,6 milhões, contra prejuízo líquido de R$ 7,19 milhões no mesmo período de 2016. 

Além da temporada de balanços...

Natura (NATU3)
A Natura informou que foram obtidas todas as autorizações regulatórias necessárias à aprovação da aquisição da The Body Shop International pela Natura (Brasil) International B.V., subsidiária da companhia, inclusive as aprovações pelas autoridades de defesa da concorrência no Brasil e nos Estados Unidos, como comunicado em 26 de julho.

Com isso, foram cumpridas todas as condições precedentes à consumação da operação, conforme contrato celebrado com a vendedora L’Oréal. O fechamento da operação está previsto para ocorrer em setembro de 2017.

CSN (CSNA3)
A CSN aumentará, a partir do dia 25 deste mês, o preço do aço plano em 12,75%. Segundo o diretor executivo comercial da empresa, Luiz Fernando Martinez, o ajuste contemplará todos os clientes – rede de distribuição, indústria e setor automotivo. O executivo destaca que o reajuste foi necessário por conta do aumento do preço do aço no mercado internacional, e ainda pela alta dos custos das matérias-primas, o carvão e minério de ferro.

Esse é o segundo aumento promovido pela CSN neste ano. Em julho a empresa ajustou seus preços do laminado a quente em 10%, mas apenas para a distribuição. Ou seja, o efeito no resultado da companhia será maior desta vez. 

Já Usiminas ampliou seus preços em cerca de 10% mês passado, apenas para a distribuição. O aumento da Gerdau, nesse mesmo porcentual para o aço plano, entrou em vigor do início deste mês.

Copel (CPLE6)
A Copel informou que decidiu não prosseguir com uma oferta subsequente de ações - ou follow-on - após finalizar estudos relacionados à operação, entendendo que, neste momento, há melhores alternativas de geração de caixa que possam continuar suportando o plano estratégico de crescimento
sustentável da companhia, segundo o comunicado enviado ao mercado. 

Unipar Carbocloro (UNIP6)
A Unipar Carbocloro informou que a data da OPA (Oferta Pública de Aquisição) da empresa foi alterada para o dia 23 de agosto. O preço por ação da oferta foi ajustado para refletir dividendos adicionais, passando a ser de R$ 2,92 por ação ON e R$ 2,46 por ação PNB, segundo comunicado enviado hoje à noite ao mercado. 

A OPA da empresa havia sido suspensa a pedido da ofertante em
27 de julho, após a aprovação do desinvestimento na Tecsis.  

(Com Agência Estado)

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