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Recomendações do "Visão Técnica" disparam até 9%, Vale sobe 4% e só 5 das 58 ações do Ibovespa caem

Confira os principais destaques de ações desta segunda-feira

SÃO PAULO - O Ibovespa intensificou movimento de alta nesta segunda-feira (7), puxado pela disparada das ações de commodities e melhora do setor bancário, com Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil, que fecharam perto das máximas do dia, diante de uma expectativa positiva para o encaminhamento da agenda de reformas do governo. 

Com isso, o Ibovespa encerrou em alta de 1,56%, a 67.940 pontos, depois de atingir ganhos de 1,71%, a 68.043 no maior patamar do dia, com apenas 5 das 58 ações que compõem a carteira teórica do índice figurando em terreno negativo. Entre as quedas, destaque para os papéis da BB Seguridade, que chegaram a cair até 2,21% nesta sessão, a R$ 26,50, após balanço fraco do 2° trimestre. 

Do lado das altas, os papéis da CSN dispararam 8,67% em dia positivo para as commodities. Vale menção que a ação foi um dos destaques do último "Visão Técnica" como oportunidade de compra na bolsa para essa semana (veja aqui). 

Confira os principais destaques de ações da bolsa desta segunda-feira:

BB Seguridade (BBSE3, R$ 26,85, -0,92%)
As ações da BB Seguridade, holding que concentra os negócios de seguros do Banco do Brasil, caíram até 2,21% nesta sessão, a R$ 26,50, após divulgação do balanço do 2° trimestre. 

A empresa registrou lucro líquido ajustado de R$ 956,306 milhões no período, montante 12% menor que o visto em um ano, de R$ 1,087 bilhões.

Em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, a empresa explica que o resultado no período foi impactado principalmente pela queda de 15,8% no resultado financeiro, que, por sua vez, foi impactado pela queda na taxa Selic e nos índices de inflação, bem como pelo menor resultado de marcação a mercado de títulos pré-fixados. “Por outro lado, o resultado operacional, considerando o combinado de todas as empresas do conglomerado, apresentou crescimento de 0,5%, concentrado nos segmentos de seguros de vida, habitacional e rural, previdência e resseguros”, observa a BB Seguridade.

Tanto o Credit Suisse quanto o BTG Pactual destacaram que o balanço foi bastante fraco. "O trimestre foi marcado por uma performance ruim de todos os principais negócios da empresa, com originação de prestamista e contribuições de previdência despencando, enquanto a performance do produto de vida tradicional continua modesta", ressaltam os analistas do Credit Suisse. Eles ainda ressaltam que a companhia revisou para baixo o guidance para o crescimento do seu lucro líquido neste ano. Agora, a companhia espera que o resultado encolha no máximo 5% e no mínimo 1% contra intervalo que projetava alta de 1% a 5%.

O BTG Pactual ressalta que o consenso tem crescimento de lucro de 2% em 2017 – então deverá haver revisão para baixo. "Apesar do valuation do papel parecer atrativo, vemos espaço pro papel seguir com uma performance abaixo da média no curto prazo", apontam. 

Alpargatas (ALPA4, R$ 14,60, -1,15%)
A fabricante de calçados Alpargatas reportou lucro líquido de R$ 54,4 milhões no segundo trimestre de 2017, queda de 9,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado do primeiro semestre do ano, o lucro chegou a R$ 234,2 milhões, aumento de 36,7%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia atingiu R$ 72,6 milhões entre abril e junho, um recuo de 35,6% ante iguais meses de 2016. Em seis meses, o Ebitda soma R$ 320,5 milhões, crescimento de 6,1%. A receita líquida da calçadista somou R$ 859,6 milhões no trimestre, um recuo de 15,1% na comparação anual. De janeiro a junho, a receita caiu 16,9%, para R$ 1,667 bilhão.

A Alpargatas divulgou ainda seus resultados ajustados ao efeito de “cut off”, que é a diferença no resultado contábil provocada pelo fato de que o faturamento das vendas só acontece após o recebimento das cargas pelo cliente. No trimestre, a companhia considerou que o efeito foi muito acima do normal. Desconsiderando esse impacto, a receita da Alpargatas no trimestre teria recuado 9,6% ante igual período do ano anterior, para R$ 899 milhões e o Ebitda cairia 16,4%, para R$ 88,4 milhões.

Vale (VALE3, R$ 32,42, +3,81%;VALE5, R$ 30,24, +4,35%)
As ações da Vale e Bradespar (BRAP4, R$ 24,54, +3,90%) - holding que detém participação na Vale - subiram forte acompanhando os preços do minério de ferro nesta sessão. A commodity negociada no porto de Qingdao, na China, subiu 2,76%, a US$ 76,17 a tonelada, enquanto os contratos futuros do minério negociados na bolsa chinesa de Dailian avançaram 2,92%, a 564 iuanes. 

No radar, a Polícia Federal deflagrou nesta segunda a Operação Extortore e cumpre dois mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão no sudeste do Pará. As ações investigam atos de sabotagem praticados contra a Vale no município de Parauapebas. Desde maio de 2016, diversas torres de transmissão de energia voltadas ao atendimento das atividades desenvolvidas pela mineradora na região foram alvo de ataques de criminosos, destaca a PF. 

Os criminosos  desparafusavam as bases das torres, deixando-as na iminência de cair. Na sequência, entravam em contato com um funcionário da área de segurança da Vale, indicavam as torres que foram atacadas e pedir dinheiro para acabar com os ataques, segundo informa o G1. Eles exigiam quantias que chegavam a R$ 15 milhões. Recentemente, os criminosos estavam ameaçando praticar novas sabotagens.

CSN (CSNA3, R$ 8,52, +8,67%)
Acompanhando o dia positivo para as commodities, as ações da CSN dispararam até 11,78%, a R$ 4,84, liderando os ganhos do Ibovespa nesta sessão. A euforia em torno do papel veio acompanhada de forte volume financeiro, que atingiu R$ 120,8 milhões, contra média diária de R$ 44,3 milhões. 

A ação foi um dos destaques do último "Visão Técnica" como oportunidade na bolsa para essa semana. No programa, o analista técnico Raphael Figueredo, da Clear Corretora, sugeriu entrada nos R$ 7,90 (ponto já acionado nesta sessão), com alvos entre R$ 8,56 e R$ 9,50 (veja aqui). Além de CSN, o analista recomendou as ações da Movida (MOVI3, R$ 10,48, +4,49%) e Lojas Marisa (AMAR3, R$ 6,60, +4,43%). 

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As demais siderúrgicas listadas na bolsa também operam em alta hoje, com Gerdau (GGBR4, R$ 11,38, +1,79%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 5,49, +1,67%) e Usiminas (USIM5, R$ 5,59, +1,45%).  

Petrobras (PETR3, R$ 13,97, +0,50%;PETR4, R$ 13,55, +1,12%)
As ações da Petrobras viraram para cima com o ânimo do mercado interno ofuscando a queda dos preços do petróleo. Em Nova York, o contrato futuro para entrega em setembro caiu 0,6%, a US$ 49,39 o barril, enquanto, em Londres, os contratos do Brent para entrega em outubro registravam queda de 0,38%, a US$ 52,22 o barril. 

No radar, a Petrobras anunciou nesta segunda-feira um novo reajuste de preços nos combustíveis, mas mantendo o preço da gasolina, enquanto o diesel teve o preço elevado em 0,6%.  Os novos preços entram em vigor a partir da meia-noite desta terça-feira (8). 

A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores. Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais. 

Construtoras
As construtoras devem amargar prejuízo líquido em sua maioria no segundo trimestre de 2017, de acordo com as expectativas do BTG Pactual, apontando para um cenário ainda bastante desafiador (veja mais clicando aqui). Contudo, além dos balanços, os mercados estão de olho em diversas novidades sobre o setor, além de alguns analistas reiterarem otimismo sobre as construtoras voltadas à baixa renda (veja mais aqui).

Uma das mudanças destacadas foi sinalizada por autoridades do governo em evento realizado na última sexta-feira, apontando para fontes de financiamento alternativas para o setor. Como um dos destaques - e que chamaram a atenção dos analistas - está a criação das chamadas LIGs (Letras Imobiliárias Garantidas), títulos cobertos que são uma demanda antiga do setor. O título pode ser negociado no mercado secundário, tem isenção tributária e vencimento de longo prazo - ele foi criado em 2014, mas ainda depende da aprovação do CMN (Conselho Monetário Nacional).

Além da discussão sobre a LIG, foi dito pelos integrantes do governo que a Lei de Cancelamento está perto de ser finalizada, acrescentando que deve-se considerar uma decisão sobre "distratos" nas próximas semanas, pois isso também é uma prioridade. Já sobre a LIG especificamente, o analista do BTG, Gustavo Cambauva, vê como positivo o fato de que todos os players do mercado estão trabalhando em uma nova fonte de financiamento para evitar depender (excessivamente) do financiamento com o FGTS / SBPE. "E com a taxa Selic caindo fortemente e o ambiente macroeconômico do Brasil em modo de recuperação, o 'timing' para implementar a LIG não poderia ser melhor", afirma o analista. 

Na bolsa, as ações da Rossi (RSID3, R$ 7,30, +4,14%), Cyrela (CYRE3, R$ 12,42, +3,67%), Gafisa (GFSA3, R$ 12,75, +3,49%) e Even (EVEN3, R$ 4,76, +3,25%) fecharam com ganhos acima de 3%.

Fleury (FLRY3, R$ 29,34, +1,88%)
Os analistas do BTG Pactual revisaram nesta segunda-feira seus números para a Fleury para incorporar os resultados do 1° semestre e decidiram elevar o preço-alvo da ação para R$ 36,00, dando um potencial de valorização de 25%. 

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Em relatório, eles destacam que o caminho pela frente não será fácil – principalmente quando olha-se para a dinâmica de competição, que deve se intensificar nos próximos anos, com grandes players (como Dasa) competindo com a empresa em todos os segmentos. Ainda assim, eles comentam que veem o plano de expansão como um divisor de águas – se der certo, o papel tem bom potencial de valorização (eles estimam algo em torno de R$5,5/ação, sendo que R$ 3 já está incorporado no atual preço-alvo do papel). Se falhar, por sua vez, o potencial de ganhos para os níveis atuais parecem limitados, comentam. No entanto, eles apontam que, pelo que têm pesquisado e acompanhado, o plano tem sido bem sucedido até agora.

Diante disso, eles comentam que estão introduzindo uma nova maneira de analisar os resultados de Fleury, que, na opinião deles, reflete melhor o momento de expansão da companhia. Pelo Índice de Produtividade (correlação de receitas e custos variáveis por metro quadrado), eles comentam que pode-se concluir que a empresa tem entregue produtividade todos os trimestres desde que a série foi criada no 1º trimestre de 2016. Além disso, eles rodaram um exercício "por marca" que mostra as marcas regionais ainda com uma margem implícita abaixo da média (12.5%), com espaço suficiente para (pelo menos) convergir para os padrões da indústria (cerca de 20%). E, mais importante ainda, alguns investidores parecem estar olhando muito para o demonstrativo de perdas e lucros e deixando passar a grande melhoria da geração da fluxo de caixa livre nos últimos trimestres, impulsionadas por um melhor ciclo de caixa, explicando o forte aumento do ROIC (ex-goodwill) nos últimos trimestres. "Estamos 18% acima do consenso para ano que vem, mas acreditamos que o momento de receita líquida crescendo bem, com expansão de margem e forte fluxo de caixa livre devem continuar trazendo revisões para cima", comentaram.

BTG Pactual (BBTG11, R$ 16,00, +1,78%)
O BTG Pactual Participations propôs novo nome, PPLA Participations, mudança esta que será tratada em Assembleia Geral Extraordinária no dia 6 de setembro, às 11h. Também foi proposta a alteração do nome de BTG Investments para PPLA Investments. O “Principal intuito” da alteração de nomes é “mitigar confusões dos investidores em relação às units BPAC11 e units BBTG12”.

A AGE deverá ainda ratificar grupamento das ações classe A e classe B de BTG Pactual Participations na proporção de 9 ações classe A para 1 ação classe A e na proporção de 9 ações Classe B para 1 ação Classe B. 

Após grupamento, as atuais 259,5 milhões de ações classe A passarão a ser 28,8 milhões, enquanto as 519 milhões de ações classe B passarão a ser 57,7 milhões e as 259,5 milhões de units BBTG12 passarão a ser 28,8 milhões. A composição de cada unit BBTG12 continuará a mesma, sendo 1 BDR classe A (representando 1 ação classe A) e 2 BDRs classe B (representando, cada, 1 ação classe B). O capital social da companhia passará a ser representado por 28,8 milhões de ações classe A, 57,7 milhões de ações classe B e uma ação classe C. O BTG Pactual Participations diz ainda que “se encontra em tratativas com a Euronext, com a finalidade de realizar a listagem de units similares, na mesma proporção de ações de emissão da companhia”.

Copasa (CSMG3, R$ 43,95, +0,11%)
Na Copasa, Edson Machado Monteiro renunciou ao cargo de diretor financeiro. Luiz Braz Lage foi eleito para cumprir mandato remanescente.

Cemig (CMIG4, R$ 9,02, +1,92%)
O Ministério de Minas e Energia estabeleceu os valores de indenização das usinas da Cemig de São Simão e Miranda, segundo portaria publicada no Diário Oficial. O governo indenizará Cemig Geração e Transmissão em R$ 784,2 milhões pela usina de Miranda após licitação, segundo preço referenciado a dezembro de 2016; a indenização será de R$ 243,6 mi por São Simão, segundo preço referenciado a setembro de 2015. O pagamento deverá ser realizado pela União até 31 de dezembro de 2018, após o recebimento do pagamento a título de bonificação pela outorga resultante da licitação das concessões das usinas. Os valores estarão condicionados à disponibilidade orçamentária e financeira. O valor da indenização deverá ser atualizado, pro rata die, pelo IPCA, até a data de assinatura do Contrato de Concessão pelo vencedor da licitação da concessão das Usinas, inclusive; e pela Selic. O governo espera arrecadar R$ 11 bilhões com a outorga proveniente do leilão das usinas Miranda, Jaguara e São Simão, ainda que a Cemig esteja buscando renovação das concessões.

Unipar (UNIP6, R$ 9,07, -0,87%)
A Superintendência de Registro de Valores Mobiliários (SRE) da CVM indeferiu, na sexta, o pleito de revogação da Oferta Pública de Aquisição de Ações para Cancelamento de Registro (OPA) da Unipar Carbocloro pedido pela controladora Vila Velha, segundo comunicado da CVM em seu website.

A SRE também determinou a retomada do processo da OPA, que havia sido suspenso em 28 de julho, e a realização do leilão no dia 17 de agosto, segundo o comunicado. A oferta havia sido suspensa a pedido da companhia em 27 de julho, após a aprovação do desinvestimento na Tecsis. Em 31 de julho, a Vila Velha protocolou pedido de revogação da OPA porque entendia que o desinvestimento causava condição resolutiva, mas CVM entendeu não ser possível revogar a OPA em função da transação, segundo o comunicado.

Magnesita (MAGG3, R$ 37,30, +8,02%)
Sobre a Magnesita, 99,7% dos acionistas da austríaca RHI aprovaram a fusão, anunciada em outubro de 2016. O acordo envolve a compra de pelo menos 46% da fabricante brasileira de produtos refratários, por 118 milhões de euros, podendo chegar a 50%. 

Vale menção que a ação foi uma das recomendações de compra alertadas pelo analista Rodrigo Cohen, da Rico Corretora, no programa "Ponto de Partida", na InfoMoneyTV, no último domingo (clique aqui e veja os calls do analista).   

PetroRio (PRIO3, R$ 39,10, +5,25%)
A Petro Rio informou que a produção do campo de Polvo em julho foi de 7.537 barris por dia. 

 

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