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Braskem sobe 4% com possível ida à Nyse, Cielo cai 9% em 3 dias e ação corrige após subir 60% em 9 pregões

Confira os principais destaques de ações da bolsa nesta sexta-feira

Braskem_petroquímico
(Divulgação)

SÃO PAULO - O Ibovespa teve leve alta nesta sexta-feira (4), registrando sua sexta alta em 7 pregões, em meio às perspectivas de retomada da discussão da reforma da Previdência e com as commodities dando sustentação para as ações da Petrobras, Vale e siderúrgicas. 

O índice subiu 0,18% nesta sessão, a 66.897 pontos, encerrando a semana em alta de 2,14%, enquanto o dólar comercial avançou 0,38%, a R$ 3,1247 na compra e R$ 3,1254 na venda. 

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Na semana, as maiores altas do índice ficaram com as ações da Hypermarcas, Banco do Brasil e Suzano, com ganhos entre 7% e 9%. Do outro lado, figuraram os papéis da Cielo, Estácio e MRV Engenharia, com perdas de 8,3%, 5,8% e 3,1%, respectivamente. 

Confira os principais destaques de ações da bolsa desta sexta-feira:

Vale (VALE3, R$ 31,29, +1,99%; VALE5, R$ 29,10, +1,78%)
As ações da Vale subiram acompanhando os preços do minério de ferro nesta sessão. A commodity negociada no porto de Qingdao, na China, avançou 1,63%, a US$ 74,12 a tonelada, completando sua 4ª semana com valorização. Os contratos futuros do minério negociados na bolsa chinesa de Dailian subiram 1,10% hoje, a 549 iuanes. 

Seguiram o movimento positivo as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 23,47, +2,27%) - holding que detém participação na Vale - e as siderúrgicas, com Gerdau (GGBR4, R$ 11,16, +2,29%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 5,40, +1,69%) e CSN (CSNA3, R$ 7,87, +4,38%). A exceção foi a Usiminas (USIM5, R$ 5,50, -0,36%), que perdeu força ao longo da sessão e fechou em queda. 

No radar, a Vale e a BHP continuam os esforços para retomar as operações da Samarco no atual contrato de joint venture e estão considerando grandes mudanças. As duas proprietárias da empresa buscam um novo caminho em que possam comprar a parte uma da outra, arrendando ou vendendo os ativos, ou ainda mantendo o contrato de titularidade, mas designando um operador, disse o CFO da Vale, Luciano Siani Pires, para a Bloomberg.

O Globo, por sua vez, informa que começa a ser avaliada na Vale a ideia da companhia fazer uma parceria com o braço de mineração da CSN, segundo fontes ouvidas pelo setor. No foco, estaria a compra de uma fatia ou uma joint-venture com a Congonhas Minérios, subsidiária da siderúrgica que reúne a mina de Casa de Pedra, além de outras duas minas menores (Engenho e Pires), em Minas Gerais, e ativos de logística. Com dívida líquida de R$ 25,8 bilhões, a siderúrgica vem tentado se desfazer de ativos para levantar recursos. A Vale, por sua vez, teria ganhos de sinergia com a operação, já que a ferrovia e o porto usados para escoar o minério da CSN também são utilizados pela mineradora. A companhia informou em comunicado que não há qualquer deliberação no âmbito dos órgãos de administração da empresa sobre uma eventual compra da mina de Casa de Pedra. 

Braskem (BRKM5, R$ 39,80, +4,13%)
Segundo o Valor Econômico, os sócios controladores da Braskem, Odebrecht e Petrobras, trabalham numa grande operação de mercado para a petroquímica, com a transferência da sede da empresa para os Estados Unidos e a abertura de capital com oferta de ações na Bolsa de Nova York. O plano  considera a pulverização do capital da companhia e a rescisão do acordo de acionistas, diz a publicação. 

Segundo os analistas do BTG Pactual, essa notícia, somada a uma renegociação do acordo de acionistas e um novo contrato, mais longo, de oferta de nafta por parte da Petrobras pode ser um caminho importante para maximizar o valor da venda.

O objetivo dos vendedores é provavelmente convergir o múltiplo de dívida líquida/Ebitda da Braskem para seus concorrentes listados nos EUA. Os analistas comentam, contudo, que tem alguns fatores que podem afetar uma convergência completa, nomeadamente: 1) o fato de ter a parte mais relevante do seu Ebtida proveniente da Latam; e 2) preocupações quanto a uma possível investigação de seu contrato de longo prazo com a Pemex nas operações do México. "Dito isto, se o processo for concluído e a Braskem se tornar uma empresa dos EUA, o papel deve negociar bem", comentaram.

Petrobras (PETR3, R$ 13,88, +0,43%; PETR4, R$ 133,39, +0,60%)
As ações da Petrobras subiram nesta sexta-feira, sustentadas pelos preços do petróleo no mercado internacional. Em Nova York, os contratos do petróleo WTI fecharam em alta de 1,1%, a US$ 49,44 o barril, após dados fortes do Relatório de Emprego dos Estados Unidos. Os futuros do Brent, negociados em Londres, subiram 0,52%, a US$ 52,28 o barril. 

No radar, o Credit Suisse traz uma prévia do resultado do 2° trimestre da Petrobras, que será divulgado na próxima quarta-feira (10), após o fechamento do mercado. Para os analistas, menores precos do petróleo, provisões para disputas fiscais e despesas provenientes da venda de NTS devem exercer uma pressão no resultado operacional da empresa.

Segundo eles, a receita líquida da empresa deve ficar em US$ 22 bilhões, crescimento de 8% na comparação anual, com destaque para Ebitda de US$ 4,5 bilhões (queda de 22%), número que já inclui as disputas fiscais e outras provisões. 

Os analistas comentaram que aproveitaram também para atualizar em 12% para baixo o Ebitda projetado para a empresa em 2017, refletindo as estimativas para o resultado do 2° trimestre da estatal e o impacto com as provisões. Segundo os analistas, depois da venda de fatia em gasoduto NTS (por US$ 4,2 bilhões), a Petrobras terá que arcar com os custos de utilização desses gasodutos. "Estimamos um custo aproximado de US$ 1 bilhão por ano, começando no 2° trimestre", comentaram. Para eles, o grande destaque positivo do trimestre deve ser o fluxo de caixa, além de uma redução estimada de US$ 3 bilhões na dívida líquida. 

Ainda no radar, a Petrobras efetuou operação junto ao The Bank of Tokyo-Mitsubishi UFJ através do pré-pagamento de dívida de US$ 333 milhões, com vencimento previsto para 2018, e contratação, simultânea, de novo financiamento de US$ 500 milhões, com prazo vencimento em 2022, disse a empresa, em comunicado ao mercado. A  companhia contratou outro financiamento de US$ 150 milhões com o Banco Safra, também com vencimento em 2022, ambos sem garantias reais.

Além disso, a companhia anunciou nesta sexta que manteve os preços da gasolina e cortou os preços do diesel em 1,2%; a mudança passa a ser válida no próximo sábado. 

Smiles (SMLE3, R$ 66,60, +2,12%)
A empresa de programas de fidelidade Smiles registrou lucro líquido de R$ 146,2 milhões no segundo trimestre, uma alta de 18,3% ante o mesmo período do ano passado. A receita líquida, por sua vez, ficou em R$ 441,7 milhões entre abril e junho, crescimento de 26,3% em relação a um ano antes.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) subiu 32,6%, atingindo R$ 172 milhões, enquanto a margem Ebitda avançou 1,8 ponto percentual, para 38,9%.

Segundo o Credit Suisse, os números foram positivos e puxados principalmente pelo crescimento de 10,5% do faturamento bruto na base anual. A estratégia de margem bruta minima de 40% no resgate continua e também são positivos o controle de custos sobre despesas gerais e administrativas. "Continuamos bullish com 'outperform' (desempenho acima da média) de Smiles, assim como com o crescimento atrativo de faturamento bruto e de dividendos", apontaram os analistas, revisando o preço-alvo para R$ 75,00.

O BTG Pactual também comentou que o resultado veio acima do esperado, ressaltando que esse foi mais um trimestre em que a empresa ganhou participação de mercado frente a Multiplus. 

Multiplus (MPLU3, R$ 38,30, -0,52%)
A Multiplus fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 125,9 milhões, uma queda de 7,7% em relação ao mesmo período de 2016. De acordo com a companhia, o recuo é atribuído principalmente a queda da taxa de juros e a menor receita financeira.

O lucro operacional da companhia subiu 0,5% entre abril e junho ante um ano antes, para R$ 147,9 milhões. A margem operacional no trimestre foi de 25,1%, queda de 2 pontos porcentuais em um ano. Já a receita líquida da Multiplus fechou em R$ 589,4 milhões, uma alta de 8,4% na comparação anual.

A companhia emitiu 23,2 bilhões de pontos no segundo trimestre de 2017, um aumento de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior. A quantidade de pontos resgatados, por sua vez, cresceu 17% em relação a um ano antes, somando 19,3 bilhões.

O Credit Suisse apontou que os números foram melhores do que o banco estava esperando. "O resultado do lucro líquido foi 4% acima do consenso, com destaques positivos para (i) crescimento de faturamento bruto de 10% na base de comparação anual e (ii) alta taxa de resgate, acelerada por esforço comercial da empresa em promoções", afirmam os analistas.

Já o BTG Pactual destacou que o balanço foi em linha com a expectativa, com a queda do lucro líquido afetada principalmente por uma menor receita financeira (queda de 25% na comparação anual). A recomendação da ação de compra foi mantida, embora os analistas tenham destacado que preferem os papéis da Smiles. 

SulAmérica (SULA11, R$ 17,36, -2,47%)
As ações da SulAmérica desabaram até 6,29%, a R$ 16,68, após balanço do 2° trimestre. A seguradora registrou lucro líquido de R$ 80,6 milhões no período, uma queda de 36,3% ante o mesmo período do ano passado. A última linha do balanço recuou com a sinistralidade mais alta do ramo de saúde e odontológico e com a influência negativa da queda de juros no resultado financeiro da empresa.

Enquanto isso, as receitas operacionais subiram 5,7% entre abril e junho, para R$ 4,36 bilhões. A sinistralidade destes três meses ficou 3,3 pontos percentuais pior, saindo de 77,5% no ano passado para 80,8% neste ano. O resultado financeiro caiu 8,5%, para R$ 212,6 milhões, em linha com a redução da taxa de remuneração dos ativos, segundo a SulAmérica.

Segundo o BTG Pactual, o resultado foi fraco. "Apesar de terem tido um bom controle de custo e uma melhora expressiva em várias linhas de negócio, em saúde o balanço foi bem fraco e levantou uma preocupação, mas acreditamos que o terceiro trimestre vai mostrar que o segundo trimestre foi fora da curva", apontam os analistas. 

Eles disseram ainda que veem o papel como um "outperformer" no segmento de saúde, mas sem dúvida esse trimestre vai tirar um pouco o brilho da ação, que, acreditam, deve sofrer hoje.

Ser Educacional (SEER3, R$ 25,01, +1,26%)
A Ser Educacional registrou lucro líquido de R$ 64,895 milhões no segundo trimestre de 2017, uma alta de 1,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado do primeiro semestre, o resultado somou R$ 145,120 milhões, queda de 3% contra igual intervalo de 2016.

De abril a junho de 2017, o Ebitda (Lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 102,571 milhões, um crescimento de 12,7% contra 2016, com margem Ebitda de 31,4%, a mesma do ano passado. Nos seis primeiros meses de 2017, o Ebitda ajustado totalizou R$ 214,733 milhões, alta de 5,2%.

A receita líquida somou R$ 326,240 milhões no segundo trimestre de 2017, uma expansão de 12,7% contra o mesmo período de 2016. No acumulado de janeiro a abril deste ano, a alta foi de 10,5%, para R$ 635,060 milhões.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 21,613 milhões no segundo trimestre de 2017, uma alta de 47,1% ante um resultado também negativo de R$ 14,696 milhões no segundo trimestre de 2016. 

Segundo o BTG Pactual, o resultado foi bom, com Ebitda 6% acima do esperado pelo banco, enquanto a receita veio forte por conta de uma melhor gestão de ticket médio e controle de evasão no presencial (além de um crescimento mais forte no ensino à distância). 

IRB Brasil (IRBR3, R$ 28,70, -2,18%)
O ressegurador IRB Brasil Re, que listou suas ações na bolsa na última segunda-feira, 31, registrou lucro líquido de R$ 232 milhões no segundo trimestre, cifra 15% superior à vista um ano antes, de R$ 202 milhões. De janeiro a junho, o resultado chegou a R$ 454 milhões, 10% superior ao registrado em idêntico intervalo de 2016, de R$ 414 milhões. É o primeiro resultado que o IRB divulga como empresa de capital aberto.

“Esse resultado foi alcançado por meio da combinação do crescimento no volume de prêmios emitidos e do resultado operacional, mais que compensando a redução do resultado financeiro nos períodos”, destaca o IRB, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.

Em termos de prêmios de resseguro (seguro das seguradoras), o IRB somou R$ 1,513 bilhão no segundo trimestre, elevação de 12% ante o mesmo período do ano passado, de R$ 1,356 bilhão. No semestre, foram R$ 2,856 bilhões, incremento de 13%, na mesma base de comparação.

“Mesmo em um ambiente econômico desafiador, fomos capazes de obter êxito em nossa estratégia de compensar a queda da taxa de juros e, consequentemente, de nosso resultado financeiro, com a elevação do resultado de underwriting (subscrição de risco)”, destaca o IRB.

O resultado financeiro do IRB, pressionado pela queda dos juros, encolheu 20% no segundo trimestre deste ano na comparação com o mesmo intervalo do exercício passado, para R$ 233 milhões. No primeiro semestre, a queda ficou em 18%, totalizando R$ 438 milhões. Em contrapartida, os resultados de underwriting aumentaram 85% no segundo trimestre ante um ano, para R$ 174 milhões.

A sinistralidade do IRB foi a 61,3% ao final de junho, melhora de 7 pontos porcentuais em um ano. No semestre, a queda foi de 8 p.p., para 57,5%. Como consequência, o índice combinado, que mede a eficiência operacional de seguradoras e resseguradoras, foi a 86,6% no primeiro trimestre, redução de 11 p.p. em um ano. Neste caso, quanto menor, melhor. Acima de 100% indica prejuízo da operação. Na primeira metade do ano, o índice combinado da companhia ficou em 86,0% contra 94,7% no mesmo intervalo de 2016.

O retorno sobre o patrimônio líquido do IRB (Roae, na sigla em inglês) foi a 30% no segundo trimestre, melhora de 3 p.p. em um ano. O indicador consolidado do primeiro semestre foi de 28%, aumento de 2 p.p., na mesma base de comparação. O ressegurador comenta seus resultados do segundo trimestre nesta sexta-feira, 4, em teleconferências (às 12h em português e às 13h em inglês).

O IPO do IRB movimentou mais de R$ 2 bilhões na B3. Desde que listou suas ações, na segunda, os papéis acumulam alta de 0,17%.

Suzano (SUZB5, R$ 15,30, -0,91%)
As ações da Suzano tiveram recomendação cortada para venda pelo UBS, com preço-alvo em R$ 13,50. Ontem, a empresa divulgou seu balanço do 2° trimestre e, embora tenha sido interpretado pelos analistas como "bom", as ações tiveram reação negativa na bolsa (veja mais aqui). 

A companhia registrou lucro líquido de R$ 199 milhões no período, queda de 79,2% na comparação com o mesmo trimestre de 2016. O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 1,157 bilhão, crescimento de 19,6%, enquanto a margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) ajustada passou de 38,6% para 45,7%. A receita líquida ficou em R$ 2,530 bilhões, leve aumento de 1,1%.

Lojas Renner (LREN3, R$ 29,25, -1,91%)
A Bradesco Corretora cortou a recomendação para Lojas Renner para neutra, com preço-alvo de R$ 33,00.

Cielo (CIEL3, R$ 23,70, -1,13%)
As ações da Cielo caíram pela terceira sessão seguida, acumulando perdas de 9% no período, entre balanço fraco do 2° trimestre e corte de recomendação pela Bradesco Corretora.

Após reportar dados do 2° trimestre que não agradaram o mercado na quarta-feira, a Bradesco Corrretora revisou ontem a recomendação das ações da companhia de "outperform" (desempenho acima da média) para neutra, além de ter cortado o preço-alvo de R$ 30,00 para R$ 28,00.

Grande encontro do mercado com a Cielo virá no 4° trimestre; clique aqui e confira essa análise.

Indústrias Romi (ROMI3, R$ 5,08, -13,90%)
Depois de subirem por nove pregões seguidos, acumulando ganhos de 58,6% no período, as ações small caps da Indústrias Romi tiveram forte correção nesta sexta-feira. A euforia em torno do papel ocorreu na esteira do balanço do 2° trimestre, que veio bem acima do esperado pelo mercado. 

No "Especial Setores" do 2° semestre desta semana, a ação da Indústrias Romi foi um dos destaques positivos. Clique aqui e confira. 

Sobre o balanço do 2° trimestre, o analista João Noronha, do Santander, destacou que o resultado foi surpreendentemente positivo, guiado por margens melhores do que o esperado (margem Ebitda de 12,1%, 390 pontos-base acima da projeção), em meio ao forte processo de reestruturação da empresa, que continua a amadurecer, enquanto os melhores volumes de fundição promovem a alavancagem operacional da empresa. "Olhando para o segundo semestre de 2017, esperamos que a empresa continue a colher os benefícios de seu forte processo de reestruturação que ocorreu nos últimos anos, resultando em um risco potencial de alta de nossas estimativas", comentou.

J&F
A JBS (JBSS3, R$ 7,83, +0,77%) fechou  acordo para vender a totalidade de sua participação na Vigor Alimentos para o mexicano Grupo Lala, por um valor de aproximadamente R$ 1,112 bilhão. A JBS tinha 19,43% de participação no capital da Vigor. A JBS vai receber aproximadamente R$ 780 milhões no fechamento da operação.

O Grupo Lala é o maior grupo da indústria de lácteos do México e um dos principais das Américas. O valor de mercado da empresa é de aproximadamente US$ 4,8 bilhões e o faturamento líquido em 12 meses, ao final de junho, foi de US$ 2,9 bilhões.

A JBS afirma que pretende utilizar parte dos recursos obtidos com a operação para amortizar dívidas que estão sujeitos no acordo de estabilização fechada recentemente com os bancos.

Ainda sobre o grupo J&F, o Valor informa que a Arauco e a J&F não conseguiram chegar a um acordo ontem à noite para a venda da Eldorado Brasil Celulose ao grupo chileno, apurou o Valor. O prazo do contrato de exclusividade expirava ontem. Sem acordo, a partir de hoje a concorrência pela Eldorado está aberta a todos os interessados. Segundo uma pessoa a par das negociações, a brasileira Fibria, a indonésia April e a própria Arauco passam a disputar o ativo. 

Oi (OIBR4, R$ 3,35, 0,0%)
Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, a Oi propõe reduzir injeção de dinheiro novo para R$ 5 bilhões. O Conselho da companhia apresentou à Agência Nacional de Telecomunicações esboço de um plano que inclui R$ 5 bilhões em dinheiro novo, queda de 38% em relação ao plano anterior, de R$ 8 bilhões. O rascunho da proposta também prevê troca de dívida por R$ 3 bilhões em ações que garantiriam a credores até 25% do capital da companhia. Os credores terão ainda o direto de trocar seus eurobônus por um título novo de R$ 6 bilhões. 

O esboço de proposta, apresentado à Anatel em reunião nesta semana, mostra o pensamento do conselho de administração de uma companhia que protagonizou o maior pedido de recuperação judicial da história brasileira, em junho do ano passado, com dívidas alegadas de R$ 65 bi na época. A Anatel, além de agência reguladora, é também a maior credora da Oi pelo acúmulo de cerca de R$ 11,1 bilhões em multas por descumprimento de obrigações da Oi. Após a reunião na terça, a Anatel pediu que a Oi reformulasse o plano de recuperação, dizendo que a minuta do plano apresentava margem para questionamento. A Oi, procurada pela Bloomberg, disse que não iria comentar.

Eletrobras (ELET3, R$ 14,25, +3,11%; ELET6, R$ 17,79, +3,43%)
A Eletrobras disse que vem estrategicamente estudando e avaliando diversas iniciativas para reduzir a relação dívida líquida/Ebitda, disse a companhia em comunicado de esclarecimento ao mercado.

Entre as opções, ela avalia a possibilidade de novas captações de recursos para quitação ou gestão de dívidas com custos mais elevados. A companhia disse que informará eventual lançamento de operações financeiras de captação de recursos, que dependem de janela de oportunidade do mercado, segundo o comunicado. 

AES Tietê (TIET11, R$ 14,49, +0,21%)
A AES Tietê concluiu a aquisição da totalidade das ações da Nova Energia, detentora, por meio da Renova Eólica, do complexo eólico Alto Sertão II, por R$ 600 milhões, disse a empresa, em comunicado ao mercado. Além do preço de aquisição, a companhia assumiu a dívida do complexo eólico Alto Sertão II no valor de R$ 1,15 bilhão. A Aquisição representa passo importante para estratégia da AES Tietê de, até 2020, compor 50% do seu Ebitda com fontes não hidráulicas com contratos regulados de compra e venda de energia elétrica de longo prazo, e de criação de valor para seus acionistas, segundo documento.

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 393,00, +5,52%)
A  Magazine Luiza reiterou a suspensão dos estudos quanto à possibilidade de realização de uma oferta pública de distribuição de ações, diz a empresa em comunicado de esclarecimento ao mercado. Em 2 de agosto, o Estadão informou que Magazine Luiza planejava retomar oferta de R$ 1 bilhão. 

 

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