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Petrobras anuncia aliança estratégica com chinesa; pressa de SP para vender elétrica e mais 8 destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta terça-feira (4)

Petrobras
(Alf Ribeiro / Shutterstock.com)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo desta terça-feira (4) é bastante movimentado, com destaque para a mudança no horário de anúncio dos resultados do Itaú, além do novo reajuste da Petrobras e anúncio de aliança estratégica com petroleira chinesa, mudanças no Fies em estudo pelo governo e a pressa do governo de São Paulo para vender a Cesp. Confira os destaques:

Cielo (CIEL3)
A empresa de meios eletrônicos de pagamento Cielo informou na segunda-feira que espera uma redução de cerca de R$ 185 milhões no lucro de 2017 em função de mudança no tratamento contábil de seus números, após o Banco Central habilitar a companhia para atuar como credenciadora.

Com isso, a empresa informou que passou a adotar critérios contábeis aplicados por outras instituições integrantes do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Além do resultado de 2017, a alteração vai reduzir os resultados de 2018 e 2019 da Cielo em cerca de R$ 43 milhões, informou a empresa.

A mudança no critério contábil --antes a empresa adotava normais internacionais reunidas sob o IFRS-- também vai implicar em uma redução nas linhas "reservas de lucros" e "outros resultados abrangentes" no valor total de cerca de R$ 1,383 bilhão. Com isso, o patrimônio líquido de R$ 12,9 bilhões em 2016 passará a R$ 11,5 bilhões.

Segundo a Cielo, ao adotar as regras do Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional (Cosif), "a amortização do saldo de ágio será feita de forma retrospectiva, desde a data originária de aquisição de investimento pela companhia e de acordo com os prazos dos projetos que o justificaram, limitados a cinco anos", afirmou a Cielo em comunicado ao mercado.

A companhia informou ainda que diante do novo marco regulatório das instituições de pagamento integrantes do SPB passará a reconhecer como ativo o contas a receber de emissores de cartões e como passivo contas a pagar a estabelecimentos.

"O aumento do ativo e passivo é estimado em aproximadamente R$ 51 bilhões ... saindo de um saldo consolidado em 31 de março de R$ 31 bilhões para R$ 82 bilhões, sem qualquer efeito no resultado do exercício e no patrimônio líquido da companhia", disse a Cielo no comunicado.

Gol (GOLL4)
O Conselho aprovou, em reunião de 26 de junho, a venda de 1,25 milhão de ações ON da Smiles pelo preço mínimo de R$ 61,00 cada. 

Petrobras (PETR3; PETR4)
A Petrobras comunicou nesta manhã um memorando de entendimentos com a petroleira chinesa CNPC para iniciar tratativas referentes a uma parceria estratégica.

"A partir desse Memorando de Entendimento, as empresas se comprometem a avaliar, conjuntamente, oportunidades no Brasil e no exterior em áreas-chaves de interesse mútuo, beneficiando-se de suas capacidades e experiências em todos os segmentos da cadeia de óleo e gás, incluindo potencial estruturação de financiamento", afirma o comunicado da estatal.

Segundo o informe, para a Petrobras, a realização de parcerias é uma estratégia importante do Plano de Negócios e Gestão 2017-2021. "As parcerias estratégicas têm como benefícios potenciais o compartilhamento de riscos, o aumento da capacidade de investimentos na cadeia de óleo e gás, o intercâmbio tecnológico e o fortalecimento da governança corporativa. Para a CNPC, a parceria com a Petrobras reforça seu interesse em investir e aumentar suas atividades no Brasil", afirma. 

Vale destacar que, ontem à noite, a estatal anunciou um novo reajuste de preços nos combustíveis. Segundo a estatal, será feito um aumento do preço médio nas refinarias em 1,8% para a gasolina e em 2,7% para o diesel. Os novos preços entraram em vigor desde a meia-noite desta terça-feira.

Diferente de como tem sido feito, a companhia não divulgou comunicado justificando a decisão, publicando apenas a alteração em seu site. Na última sexta-feira a companhia havia anunciado um corte dos preços dos combustíveis. 

Este é o primeiro ajuste após a revisão feita na política de preços da companhia, anunciada na semana passada, que busca aumentar a frequência de reajustes em uma tentativa de retomar participação de mercado. A partir de agora, se a Petrobras achar conveniente, poderá fazer ajustes diários nos preços. "Cada vez mais essas notícias de reajustes tem virado não notícias, o que é ótimo", afirma o BTG Pactual. 

Ainda sobre a Petrobras, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, que integrou o conselho de administração da estatal durante 13 anos (2001-2014), disse que os conselheiros sabiam que havia orientação política nas indicações para a diretoria da estatal, mas não tinham detalhes do vínculo dos executivos com os partidos políticos. Gerdau depôs ao juiz Sergio Moro na condição de testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele ainda afirmou que não havia preocupação por parte dos conselheiros porque a maioria dos nomes apresentados para a diretoria executiva da Petrobras vinha das áreas técnicas e tinham 20 anos, 30 anos de casa. 

Cemig (CMIG4)
O Conselho de Administração da Cemig aprovou os termos da reestruturação societária que envolve a transferência para a Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa) das participações acionárias detidas pela elétrica mineira no capital social de concessionárias de serviço público de transmissão de energia elétrica.

Entre as concessionárias que receberão as participações da Cemig estão a Companhia Transleste de Transmissão (Transleste), Companhia Transudeste de Transmissão (Transudeste) e Companhia Transirapé de Transmissão (Transirapé).

A reestruturação societária está sujeita à apreciação final do Conselho de Administração da Taesa, bem como ratificação por assembleia geral.

A operação ainda será também submetida à aprovação dos órgãos de defesa da concorrência, incluindo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Itaú Unibanco (ITUB4)
O Itaú Unibanco informou uma importante mudança na forma como divulga seus resultados trimestral, que passa a ocorrer após o fechamento do mercado, e não mais pela manhã como sempre aconteceu. Além disso, o banco antecipou em um dia o balanço do segundo trimestre, que será apresentado em 31 de julho.

Já as teleconferências sobre o resultado ocorrerá dia 1 de agosto, com a apresentação em inglês às 10h00 (horário de Brasília) e a português às 11h30.

"Com essa mudança, o Itaú Unibanco aproveita para reafirmar seu compromisso com a excelência no atendimento aos acionistas e demais públicos estratégicos", disse o banco em comunicado.

Educacionais
Segundo o Valor Econômico, os estudos sobre o novo Fies (Financiamento Estudantil) entraram na reta final para a edição de uma Medida Provisória (MP) que pode ser anunciada ainda nesta semana. O novo programa do governo pode incluir alternativas para ampliar a oferta e baratear o financiamento privado, de forma a atenuar a pressão sobre o crédito estudantil público, cuja versão atual tem impacto fiscal considerado elevado pelo governo. 

Cesp (CESP6)
O jornal Valor Econômico destaca que a decisão do governo do Estado de São Paulo de não buscar a renovação das concessões da Cesp antes da privatização se deu, entre outros motivos, pela pressa em realizar a venda da companhia elétrica ainda neste ano. Para que as concessões fossem renovadas nos termos exigidos pela União, seria necessário alterar a Lei 9.074, das privatizações, processo que poderia se arrastar devido ao cenário político conturbado em Brasília. A decisão surpreendeu e levou a uma queda forte das ações na época.

Porém, segundo o jornal, a esperança do governo paulista para ver uma privatização bem sucedida é usar a dissociação da crise do governo federal para atrair compradores para a companhia, que deve passar em setembro pela sua quarta tentativa de privatização. 

Senior Solution (SNSL3)
A Senior Solution anunciou que seus acionistas aprovaram a migração para o Novo Mercado da B3. A Companhia espera que suas ações passem a ser negociadas no Novo Mercado em até 45 dias.

"Vislumbramos vários desdobramentos positivos. Por exemplo, nossas ações se tornarão elegíveis para compor a carteira de alguns índices da B3, como o IGC, ampliando a negociação por investidores que espelham a carteira do índice", afirma Thiago Rocha, Diretor de Relações com Investidores.

Segundo o executivo, depois de efetivar a migração para o Novo Mercado, a empresa continuará aperfeiçoando seu modelo de governança corporativa, incorporando os ajustes aprovados na recente revisão do segmento conduzida pela B3.

B3 (BVMF3)
A companhia B3, operadora da bolsa de valores de São Paulo, anunciou na segunda-feira que o Fundo Soberano de Cingapura (GIC) comprou ações da companhia, passando a deter participação de 5,01%.

Em comunicado divulgado pela B3 ao mercado, o GIC afirmou que "não tem interesse em alterar a composição do controle ou estruturas administrativas da B3" e que seu interesse na companhia brasileira "estende-se apenas em relação a manter um portfólio diversificado".

Com a aquisição, o fundo soberano passou a deter 103.235.089 ações da B3.

Valid (VLID3) e Telebras (TELB4)
Cabe destacar duas mudanças em diretorias de empresas. Na Valid, Rita Carvalho vai acumular cargo de diretora financeira, após renúncia de Antonio Batista Coury Jr. Já na Telebras, Jarbas Valente passou a acumular presidência interina.

Renova (RNEW11)
A canadense Brookfield Asset Management apresentou nesta segunda-feira uma oferta formal pelo controle da Renova Energia, que incluiria 800 milhões de reais em capital novo para a empresa de energias renováveis, disseram duas pessoas com conhecimento da situação.

Sob os termos do negócio, o grupo liderado pela Brookfield compraria a fatia de 16 por cento que a Light tem na Renova a um equivalente a 9 reais por unit, disseram as fontes. Uma unit compreende uma mistura de ações ordinárias e preferenciais da Renova. A compra permitiria que a Light deixasse o bloco controlador da Renova, que também é formado pela Cemig e pela RR Participações. A partir disso, o grupo liderado pela Brookfield então aplicaria 800 milhões de reais na Renova, efetivamente diluindo a RR e a estatal mineira, segundo as fontes.

A Brookfield, uma gigante com grandes investimentos imobiliários e em infraestrutura no Brasil, também exige diretos totais de controle sobre a Renova, disseram as pessoas, que pediram anonimato para discutir os termos da proposta, que continua privada. A Renova não quis comentar, assim como a assessoria de imprensa da Brookfield em São Paulo e as demais companhias. A Reuters publicou em 12 de maio que as conversas entre Renova e Brookfield estava em fase avançada.

As units da Renova se valorizaram 18 por cento neste ano, por conta de otimismo que um comprador possa tirar a companhia de problemas financeiros. As condições de financiamento para a Renova, que foi fundada em 2001, têm piorado significativamente desde o fracasso de uma parceria com a norte-americana SunEdison, após a elétrica estrangeira entrar em recuperação judicial nos EUA.

A Reuters publicou ainda em abril do ano passado que a Renova buscava um novo sócio para injetar capital na companhia.

(Com Reuters, Bloomberg e Agência Estado)

 

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