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BTG corta ações brasileiras para underweight e possui exposição só em 3 papéis: "no Brasil, incerteza é a nova norma"

Turbulência política afetou cenário para reformas, gerou implicações para crescimento econômico e deve influenciar 2018, apontam estrategistas do banco

Bandeira do Brasil - Rio 2016
(Rio Foto: Roberto Castro/ Brasil2016)

SÃO PAULO - O BTG Pactual cortou a sua exposição brasileira para underweight (exposição abaixo da média), enquanto aumentou a exposição no México para overweight (acima da média); já a Colômbia foi elevada para neutra. 

Os estrategistas do banco destacam a crise política nacional para o rebaixamento. "No Brasil, após a agitação política no mês passado, acreditamos que estamos de volta a um longo período de incerteza política, com implicações para o crescimento econômico", apontam os estrategistas. Neste cenário, a aprovação da reforma da previdência no formato atual pode se revelar extremamente desafiadora neste novo ambiente político. 

"Por último, mas não menos importante, com os líderes políticos mais proeminentes implicados pelas investigações atuais, as eleições presidenciais de 2018 estão abertas". Assim, os "outliers" podem aparecer entre agora e as eleições, com agendas desconhecidas e experiência limitada (se tiverem) na política e
gestão, aponta a equipe em relatório. O BTG ressalta que, no Brasil, "a incerteza é a nova norma".

Por estas razões, agora eles têm uma visão mais cautelosa sobre o Brasil e estão restringindo sua exposição a 3 empresas brasileiras na carteira da América Latina - e elas possuem características bastante defensivas: Equatorial (EQTL3), Klabin (KLBN11) e BRF (BRFS3).

Com relação à carteira de estratégia anterior, Petrobras (PETR3;PETR4), B3 (BVMF3), BB Seguridade (BBSE3) e Itaú (ITUB4) saíram do portfólio. 

Assim, formam a carteira da América Latina as ações: Cemex, Alsea, Banregio, Gruma, Klabin, Equatorial, BR Foods, SMU, Falabella, Alicorp e Davivienda.

 

 

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