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Holding da Vale cai 4%, exportadoras sobem e elétrica aciona call de "compra", com potencial de alta de 30%

Confira os principais destaques de ações da bolsa nesta terça-feira

SÃO PAULO - O Ibovespa registrou sua primeira alta em 4 pregões nesta terça-feira (13), com investidores de olho na confirmação de que o PSDB seguirá apoiando o governo de Michel Temer. O índice encerrou a sessão em alta de 0,21%, a 61.828 pontos, enquanto os contratos futuros do dólar com vencimento em julho registrava queda de 0,30%, a R$ 3,321.  

Do lado positivo do índice, destaque as ações do setor de papel e celulose, que subiram apesar da queda do dólar. No radar, os produtores de celulose do Brasil e de outros países estão se posicionando para apresentar à J&F Investimentos ofertas pela Eldorado Brasil, produtora de celulose do grupo, segundo o Valor. Entre os interessados estariam a Suzano e a Votorantim, controladora da Fibria. No final do pregão, contudo, a Fibria negou a notícia. 

No setor bancário, chamou atenção o Santander, que caiu pelo 4 pregão seguido, acumulando perdas de quase 8% no período. Ainda segundo o Valor Econômico, o Santander avalia a compra do Banco Original. Procurados pela reportagem, o banco disse que não comenta rumores de mercado e o Original informou desconhecer o assunto.

Confira abaixo os destaques de ações desta terça-feira:

Petrobras (PETR3, R$ 13,73, -0,36%; PETR4, R$ 12,82, -0,62%)
As ações da Petrobras firmam queda puxadas pelos preços do petróleo. Lá fora, os contratos do petróleo Brent recuavam 0,46%, a US$ 48,07 o barril, enquanto os do WTI caíam 0,69%, a US$ 45,76 o barril. O movimento ocorre após um relatório da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) mostrar aumento da produção da commodity em meio.  

No radar, foi aprovada a resolução que fixa fatia da Petrobras em licitações. A resolução fixa que participação obrigatória da Petrobras, como operador, ocorrerá com 30% na área unitizável ao Campo de Sapinhoá, a ser licitada na Segunda Rodada de Licitações.

O mesmo percentual valerá para cada uma das áreas de Peroba e de Alto de Cabo Frio -Central, a serem licitadas na Terceira Rodada de Licitações
Resolução está no Diário Oficial. Em 25 de maio, a estatal informou que decidiu exercer direito de preferência 2ª e 3ª rodadas.

Vale (VALE3, R$ 26,37, -1,75%; VALE5, R$ 24,75, -1,86%)
As ações da Vale aceleraram a queda nesta sessão, seguindo os preços do minério de ferro. A commodity à vista negociada no porto de Qingdao, na China, caiu 2,75%, a US$ 53,36 a tonelada, enquanto os contratos futuros do minério negociados na bolsa chinesa de Dalian recuaram 2,78%, a 419 iuanes. 

Acompanharam o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 17,25, -3,69%) - holding que detém participação na Vale -, enquanto as siderúrgicas fecharam entre leves perdas e ganhos, com Gerdau (GGBR4, R$ 9,48, -0,42%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 4,41, +0,23%), CSN (CSNA3, R$ 6,44, -1,08%) e Usiminas (USIM5, R$ 3,94, 0,0%). 

No radar, a Usiminas informou na segunda-feira que sua controlada Mineração Usiminas (Musa) vai retomar a produção em duas unidades de tratamento de minério em Itatiaiuçu (MG). 

Segundo a Usiminas, a medida elevará a produção atual da Musa em 800 mil toneladas de concentrado de minério de ferro em 2017, destinada ao mercado externo, com volume de embarques em 2018 da ordem de 3,5 milhões de toneladas. "Com isso, a Musa espera contratar 350 novos empregados, priorizando ex-empregados, que foram desligados em razão do cenário econômico ruim para o setor ao longo de 2015 e 2016", diz trecho do comunicado.

JBS (JBSS3, R$ 6,80, -2,72%), bancos e celulose
O noticiário sobre a controladora da JBS, a J&F, segue bastante movimentado. Atenção para duas notícias do Valor Econômico sobre potencial venda de ativos da J&F que impactam as units do Santander e ações do setor de papel e celulose. Veja abaixo:

  • - Santander (SANB11, R$ 24,46, -0,24%)
    As units do Santander se descolaram dos demais grandes bancos e dão sequência as quedas dos últimos dias. Esse é o quarto pregão seguido de perdas, acumulando desvalorização no período de quase 8%. 

    De acordo com o jornal, o Santander avalia a compra do Banco Original. Com R$ 8,2 bilhões em ativos, o Original é o 40º maior banco brasileiro em ativos, mas conta com uma atuação relevante no agronegócio. O setor é uma das prioridades do Santander desde que o atual presidente, Sergio Rial, assumiu o comando da instituição, no início de 2016. Procurados pela reportagem, o Santander informou que não comenta rumores de mercado e o Original informou desconhecer o assunto.

- Papel e celulose
Já os produtores de celulose do Brasil e de outros países estão se posicionando para apresentar à J&F Investimentos ofertas pela Eldorado Brasil, produtora de celulose do grupo, segundo o Valor. A chilena Arauco contratou o Santander para auxiliá-la na possível compra e, de acordo com uma fonte, já estaria analisando o ativo. A Suzano Papel e Celulose (SUZB5, R$ 15,06, +2,17%) concedeu o mandato a dois grandes bancos brasileiros. A Votorantim, controladora da Fibria (FIBR3, R$ 36,84, +0,38%), também tem interesse, embora preço e detalhes do acordo de leniência firmado pela J&F possam ser empecilhos a uma oferta vinculante, de acordo com o jornal. O grupo já conta com a assessoria do banco Morgan Stanley. A J&F informou que não comenta o assunto. O jornal também destaca que, após a Petrobras rescindir o contrato de suprimento de curto prazo que mantinha com a Âmbar Energia, a empresa do grupo J&F busca contrato de gás com a Bolívia. 

No final do pregão, contudo, a Fibria negou que esteja avaliando uma oferta pela Eldorado. À Bloomberg, um porta-voz da companhia disse, por telefone, que a companhia não está envolvida em nenhuma conversa que vise a potencial aquisição da concorrente. A companhia está focada em concluir projeto de expansão em Três Lagoas, disse. 

Aéreas
A Câmara dos Deputados adiou novamente a votação do projeto de lei que visa aumentar a participação do capital estrangeiro nas companhias aéreas brasileiras. Segundo Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Casa, não há data prevista para discussão do assunto. 

Na bolsa, as ações da Azul (AZUL4, R$ 23,35, +2,86%) e Gol (GOLL4, R$ 7,90, +1,15%) fecharam em alta nesta sessão. 

Minerva (BEEF3, R$ 11,78, +0,77%)
Ainda no setor frigorífico, destaque para duas notícias de Minerva. A companhia confirmou emissão de US$ 350 milhões a cupons de 6,50% por meio da subsidiária Minerva Luxembourg, disse a companhia em comunicado. A empresa disse que os  títulos serão colocados a 98,286% do valor de face.

Além disso, as delações dos irmãos Batista – Wesley e Joesley – donos da JBS/Friboi, controlada pela holding J&F, estão levando os principais concorrentes do grupo no Brasil a considerar a reabertura de unidades no Centro-Oeste, sobretudo em Mato Grosso, onde se concentra o maior abate de gado no País, destaca o Estadão. O jornal apurou que o Minerva, terceiro maior frigorífico do Brasil, vai reativar a unidade de Mirassol D’ Oeste, no MT, que estava parada desde 2015. O Marfrig, segundo fontes, também estuda reaberturas.

Recomendações
O JPMorgan revisou as recomendações do setor elétrico. AES Tietê (TIET11, R$ 13,72, +0,96%) e Equatorial (EQTL3, R$ 52,25, +1,61%) tiveram recomendação elevada de neutra para overweight pelo JPMorgan. A Transmissão Paulista (TRPL4, R$ 63,39, -0,52%) foi rebaixada de overweight para neutra enquanto a Eletropaulo (ELPL4, R$ 12,12, +1,00%) é rebaixada de neutra para undeweight pelo banco americano. 

Veja mais: Boa hora para montar uma carteira de dividendos? Saiba como filtrar as melhores ações

Renova (RNEW11, R$ 7,12, +5,01%)
Em meio à forte alta, as units da Renova acionaram nesta sessão uma recomendação de compra feita ontem (veja aqui) pelo analista Rodrigo Cohen, da Rico Corretora, durante o programa semanal "Técnicas e Trades da Semana", que é transmitido todas as segundas-feiras às 18h (horário de Brasília) na InfoMoneyTV. 

Segundo ele, as units da elétrica abririam oportunidade caso rompessem os R$ 6,95, com alvo final da operação em R$ 9,00, o que representa um potencial de ganhos de até 30%. 

IMC (MEAL3, R$ 6,50, 0,0%)
A varejista de alimentos IMC, dona das redes Viena e Frango Assado, aprovou ontem uma redução de capital de R$ 48,3 milhões, sem cancelamento de ações. Com a operação, os acionistas receberão R$ 0,30 por ação, com ajuste até o final da data da redução de capital.

Os analistas do BTG Pactual comentaram que a ação segue com momento desafiador para recuperar vendas, mesmo com os esforços da empresa em otimizar os custos e melhorar a eficiência operacional. Por outro lado, eles acreditam que a ação deve ficar no radar do investidor, com potencial melhora de cenário e câmbio mais estável podendo ajudar nos resultados mais à frente 

Copasa (CSMG3, R$ 37,70, -0,19%)
A Copasa informou que a Arsae (Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais) divulgará o resultado final da revisão tarifária da estatal mineira no dia 30 de junho, a partir das 17h. 

Em relatório desta manhã, o BTG Pactual comenta que o mercado está confiante em ver algum tipo de melhora nos números, principalmente na RAB, uma vez que na nota preliminar o regulador incluiu depreciações futuras nesse cálculo, sem incluir futuros investimentos. A companhia vê espaço para aumento de cerca de R$ 1 bilhão na RAB. "Se de fato for isso, teríamos um aumento nominal de tarifa de 8.5% (contra 0 da proposta original), o que elevaria nosso preço-alvo em R$ 8,00 por ação (atualmente está em R$ 46,00)", comentaram os analistas. 

Sanepar (SAPR4, R$ 10,67, +0,57%)
A Dominó Holdings solicitou transferência da totalidade das ações ON que detém na Sanepar aos acionistas Andrade Gutierrez Concessões e Copel Comercialização, segundo comunicado. Andrade Gutierrez Concessões receberá 8,28 milhões de ações ON. A Copel Comercialização receberá 7,96 mi de ações ON.

Viver (VIVR3, R$ 2,47, +0,41%)
A Viver diz, em fato relevante, que a 2ª Câmara de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo concluiu na segunda-feira julgamento dos agravos de instrumento interpostos contra decisões proferidas nos autos da Recuperação
Judicial, entre eles, consolidação substancial do quadro de credores e submissão do patrimônio de afetação.

A companhia comenta, contudo, que os “acórdãos da Justiça ainda não foram disponibilizados para consulta dos interessados, razão pela qual a companhia ainda
não conhece os seus termos integrais, de forma que ainda não consegue mensurar eventuais mudanças no andamento atual do processo”. 

A companhia diz que está “avaliando as alternativas estratégicas para lidar com os efeitos decorrentes do quanto decidido, assim como as providências legais cabíveis para a defesa da Viver de forma a preservar os interesses de seus acionistas
e promover a sua continuidade operacional com proteção de todos os 'stakeholders' envolvidos”.

A Viver apresentou seu plano de recuperação judicial dia 7 de fevereiro.

 

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