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Gafisa: crises política e econômica seguem "impactando duramente o setor imobiliário"

Tal conjuntura, segundo a companhia, implicou em menor capacidade de diluição da estrutura de custos e despesas e trouxe efeitos negativos no resultado financeiro

Imóveis comerciais
(Shutterstock)

SÃO PAULO - A construtora Gafisa (GFSA3) voltou a ver suas margens comprimirem nos resultados referentes ao primeiro trimestre deste ano e decepcionou os investidores que apostavam em algum sinal de recuperação da companhia. Em comentário sobre o balanço, a diretoria da empresa culpou o maior nível de distratos e o clima econômico recessivo, além dos efeitos da crise política sobre o desempenho de seu setor.

"A combinação da crise política vivida desde 2015 com a contração econômica segue impactando duramente o mercado imobiliário brasileiro", dizia o comunicado. Tal conjuntura, segundo a companhia, implicou em menor capacidade de diluição da estrutura de custos e despesas e trouxe efeitos negativos no resultado financeiro, "por conta do impacto contábil na repactuação de algumas dívidas de SFH".

A companhia registrou receita líquida de R$ 136,5 milhões entre janeiro e março, ante estimativas de R$ 166 milhões -- número menor do registrado no mesmo período do ano anterior, R$ 171 milhões. O Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado recorrente foi negativo em R$ 47,3 milhões, abaixo dos R$ 12,2 milhões negativos registrados no primeiro trimestre de 2016. As estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg para o Ebitda da empresa eram de R$ 1,23 milhão positivo.

Os distratos saltaram de R$ 100 milhões no último trimestre do ano passado para R$ 118 milhões entre janeiro e março deste ano. No mesmo período em 2016, porém, o montante perdido nesse quesito foi de R$ 170 milhões. 

“Nesse início de ano, mantivemos uma postura cuidadosa, mantendo o foco na redução do estoque”, dizia a mensagem da empresa. “Iremos manter em 2017 nossa postura cuidadosa, mantendo o foco na redução do estoque e buscando equilibrar a colocação de novos produtos no mercado, priorizando aqueles com maior liquidez, de modo a alcançar um nível de vendas e de rentabilidade adequados”.

Assista à entrevista do InfoMoney com Meyer Joseph Nigri, fundador da Tecnisa:

 

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