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BB cai com venda de ações pelo Fundo Soberano; small cap salta 10% com "call técnico" e Gafisa desaba 8%

Confira os principais destaques de ações da bolsa desta segunda-feira

Banco do Brasil - loja-conceito de Brasília
(Divulgação)

SÃO PAULO - O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira (8), puxado pela queda das ações de commodities e do Banco do Brasil, que recuou com a notícia de venda dos papéis da instituição pelo Fundo Soberano. Do lado oposto, os papéis da BB Seguridade, controlada pelo BB, subiram mais de 2% após balanço melhor do que o esperado no 1° trimestre. Além dela, mais 8 empresas reagiram a balanços nesta sessão.

Fora do índice, destaque para as ações da Gafisa, que desabaram após o Credit Suisse cortar recomendação de neutra para underperform (desempenho abaixo da média) e JPMorgan dizer que espera perdas para o ano. Na mínima do dia, os papéis atingiram desvalorização de 9,28%, a R$ 15,25.

Chamou atenção também as ações da small cap Springs Global, que dispararam 19% nos últimos dois pregões. Em programa na InfoMoneyTV no último domingo, o analista técnico Raphael Figueredo, da Clear Corretora, recomendou a compra do papel. A entrada da operação ocorreu no preço de abertura de hoje (aos R$ 10,22), com alvo entre os R$ 13,80 e R$ 14,00.  

Confira abaixo os principais destaques de ações desta segunda-feira:

Vale (VALE3, R$ 26,03, -0,08%; VALE5, R$ 24,74, -0,80%)
As ações da Vale caíram, seguindo o movimento do minério de ferro nesta sessão. A commodity negociada com 62% de pureza no porto chinês de Qingdao recuou 2,56%, a US$ 60,15 a tonelada.

No radar, o Bradesco BBI cortou o preço-alvo do ADR da Vale de US$ 11,50 para US$ 11, mantendo recomendação neutra para os papéis. O menor preço-alvo incorpora resultados recentes e um real mais apreciado.  

Além disso, os preços do minério de ferro podem cair mais, pressionados por derivativos e pelo enfraquecimento dos fundamentos do mercado físico. O minério de ferro caiu 30% em relação aos picos recentes; níquel e cobre também caíram 20% e 10%, respectivamente. O Bradesco BBI projeta compressão do Ebitda nos próximos trimestres, com Ebitda do segundo e do terceiro trimestres ficando 25% e 33% abaixo do primeiro trimestre. 

Acompanharam o desempenho negativo as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 18,40, -1,76%) - holding que detém participação na Vale - e as siderúrgicas Usiminas (USIM5, R$ 4,10, -1,91%), CSN (CSNA3, R$ 7,16, -3,24%), Gerdau (GGBR4, R$ 9,19, -1,39%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 4,20, -0,94%). 

Petrobras (PETR3, R$ 14,72, -0,61%; PETR4, R$ 14,08, -0,91%)
As ações da Petrobras tiveram pregão volátil: após abrirem em queda, as ações ganharam força e chegaram a subir cerca de 1%, mas voltaram a virar para o negativo. O dia foi instável também para os preços do petróleo. Após queda mais cedo, os contratos do petróleo WTI fecharam praticamente estáveis, a US$ 46,43 o barril. O mercado esteve de olho nas notícias que apontam que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e outros produtores podem prolongar o acordo para corte de produção da commodity, em meio a dados que mostram recuperação das perfurações nos Estados Unidos ao longo deste ano. 

Fibria (FIBR3, R$ 29,11, +0,55%) 
A Fibria, maior produtora mundial de celulose de eucalipto, diz ver vantagens em hipotéticas fusões com dois dos seus principais concorrentes no Brasil, em meio à
especulação sobre consolidação na indústria de celulose do país.

Uma fusão com a Eldorado seria o caminho mais simples para criar valor para os acionistas. A combinação com a Suzano seria caminho mais longo e com maiores riscos de execução, mas geraria mais valor, disse Marcelo Castelli, presidente da
Fibria, em entrevista na última semana em São Paulo. “Bancos, acionistas, executivos, todo mundo acha que consolidação faz sentido”, disse ele. 

A consolidação ajudaria a reduzir a volatilidade dos preços, diz Joshua Zaret, analista da Bloomberg Intelligence. Já para José Carlos Grubisich, presidente da Eldorado, a consolidação seria resposta natural para indústria nesse  momento, afirmou José Carlos Grubisich. O setor hoje é controlado por famílias que gostam dos ativos que têm, o que reduz chance de fusões e aquisições no curto prazo. A Suzano não quis comentar sobre potenciais fusões. 

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 32,28, -2,51%)
As ações do Banco do Brasil caíram após o Tesouro anunciar na última sexta-feira que dará início às operações de venda das ações do banco detidas pelo Fundo Soberano (leia mais). A operação será concluída no prazo de até 24 meses. Conforme informado pelo ministro da Fazenda na época, a operação tinha com o objetivo de ajudar a conter o déficit público e o valor estimado dos recursos do fundo era R$ 2 bilhões.

Para se ter uma ideia do tamanho da operação, o desinvestimento do Fundo Soberano equivale a 15,3 dias de negociações com as ações do BB, ou 6,1% do volume financeiro médio diário se for feito em um ano; ou 3% se for feito em dois anos, segundo cálculos do Credit Suisse.  Apesar da notícia ser marginalmente negativa, os analistas do banco continuam positivos com as ações do BB, devido ao valuation atrativo e o bom "momentum" de lucro, com melhora do ROE (Retorno Sobre Patrimônio Líquido). Eles reiteraram recomendação outperform (desempenho acima da média) para a ação. 

Segundo nota do Tesouro, as operações com os ativos do BB detidas pelo Fundo Fiscal de Investimento e Fiscalização (FFIE) serão executadas em um programa prolongado de vendas, sujeito às condições de mercado. O FFIE - fundo privado do qual a União é cotista única - compõe o grupo de acionistas controladores do BB, detendo 3,67% do seu capital social, correspondentes a 105.024.600 ações.

O Bradesco BBI comentou que há algum debate no mercado se o governo pode querer sair mais rápido do que em 24 meses, dadas as suas necessidades no lado fiscal. Em 2016, os jornais relataram em diversas ocasiões que o FGTS tentaria vender suas ações (uma participação de 2,4% ou cerca de 69 milhões de ações), e ainda não está claro como e se esse acionista vai sair da sua posição. 

"Acreditamos que a BB Asset Management pode buscar ativamente alguns blocos para evitar uma grande sobrecarga no preço das ações, e a programação bastante longa também ajudará. O que permanece incerto é como/se o FGTS tentará vender suas ações", afirmam os analistas do Bradesco BBI.

BR Malls (BRML3, R$ 12,43, -1,89%)
A BR Malls Participações, maior operadora de shopping centers do Brasil, confirmou nesta segunda-feira que contratou bancos para levantar 1,7 bilhão de reais por meio de oferta pública primária de ações com esforços restritos. Em comunicado, a companhia disse que pretende lançar e está se preparando para realizar a oferta, no montante de aproximadamente 1,7 bilhão de reais, "visando fortalecer sua estrutura de capital e aproveitar oportunidades estratégicas de investimento".

Em relatório, os analistas do Credit Suisse comentaram sobre o desempenho das ações da BR Malls na última sexta-feira, que subiu 4,6% e surpreendeu muitos investidores depois do anuncio da oferta de ações. "A forte alta de 4,6% parece difícil de ser explicar, principalmente pelo fato de que um aumento de capital já estava no radar há algum tempo", comentaram. Para eles, a notícia é neutra, mas reconhecem que o montante de R$ 1,7 bilhão deve ser suficientes para reduzir a alavancagem da empresa para níveis mais confortáveis (de 4,7 a dívida líquida/Ebitda para 3,0 vezes).

Eles destacam, contudo, que o montante não deve possibilitar transações tão relevantes a ponto de ser um "game changer" para a empresa e que o R$ 1,7 bilhão deve diluir os acionistas da empresa em aproximadamente 16%.

Recentemente, eles publicaram um corte na recomendação da ação por acreditarem que boa parte do case de menores taxas de juros e melhora na governança já estejam precificados. Eles apontam que o curto prazo também deve ser mais complicado em termos de inadimplência e trazer maior nível de provisão e vacância. 

BRF (BRFS3, R$ 42,53, +1,02%)
A Península Participações, empresa de investimentos da família do empresário Abilio Diniz, elevou sua participação na gigante de alimentos BRF para 3,99 por cento de 3,17 por cento anteriormente, segundo nota à imprensa neste sábado.

Por meio dos fundos exclusivos Santa Rita, Aspen e O3 Hedge, a Península passou a deter as ações anteriormente alocadas em fundos Tarpon Gestora de Recursos.

Abilio Diniz é presidente do conselho de administração da BRF.

Na sexta-feira, a BRF informou que a Tarpon Gestora de Recursos reduziu sua fatia na empresa para 8,55 por cento, citando encerramento de determinado fundo de investimento constituído para investir em papéis da companhia, com as ações detidas pelo referido fundo sendo distribuídas aos seus respectivos cotistas.

BB Seguridade (BBSE3, R$ 29,86, +2,37%)
As ações da BB Seguridade, holding que controla os negócios de seguros do Banco do Brasil, têm alta nesta segunda-feira, após mostrar um resultado "um pouco melhor do que o esperado", segundo o BTG Pactual. A companhia reportou lucro líquido ajustado de R$ 992,8 milhões nos três primeiros meses do ano, cifra 3,7% maior que a registrada um ano antes, de R$ 957,684 bilhões, e acima das projeções do mercado. Em relação ao quarto trimestre de 2016, quando somou R$ 1,075 bilhão, a cifra foi 7,6% menor.

Considerando ajustes, porém, o resultado teria crescido 1,1% no comparativo trimestral. Isso porque no quarto trimestre do ano passado, a BB Seguridade registrou eventos não recorrentes como a mudança na metodologia de apuração das despesas de PIS/PASEP e Cofins e ainda desvalorização no montante bruto de R$ 176,1 milhões do investimento da BB Seguros na Mapfre BB SH2, após teste de imparidade.

O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (ROE, na sigla em inglês) foi de 47,3% ao final de março, queda de 2,6 pontos porcentuais em um ano. Na comparação com dezembro, encolheu 4,9 p.p. O patrimônio líquido da holding foi a 9,289 bilhões, aumento de 8,9% em 12 meses e de 12,1% em três meses. Os ativos totais da BB Seguridade somaram R$ 9,298 bilhões no primeiro trimestre, aumento de 9% em um ano. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, houve queda de 6,7%.

Segundo analistas do BTG, a surpresa positiva do balanço veio da área de resseguros e da corretora, ambos não totalmente capturados pelos dados da SUSEP. "Apesar de não vermos grandes triggers de curto prazo, o papel está com os melhores risco-retornos da nossa cobertura – e por isso é hoje um dos nossos top picks", comentaram, reforçando a recomendação de compra dos papéis. 

Eletropaulo (ELPL4, R$ 15,60, +2,03%)
A AES Eletropaulo conseguiram virar, após queda de mais de 2% mais cedo, em meio à leitura positiva sobre o balanço do empresa, conforme avaliou o BTG Pactual. "O resultado veio mais forte do que o esperado, com Ebitda ajustado em R$ 315 milhões, multas menores e maior recuperação de eletricidade, ambos sinais de esforços da gestão da empresa", comentaram os analistas do banco. Ainda assim, eles ressaltaram que consideram a ação bem precificada, citando que potencias de alta para o papel viria das disputas legais e possíveis fusões e aquisições.

No 1° trimestre, a Eletropaulo teve lucro líquido de R$ 12,6 milhões, o que representa queda de 58,9% em relação ao resultado do mesmo período de 2016, quando a companhia lucrou R$ 30,6 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 236,1 milhões, crescimento de 30,4% ante os R$ 181 milhões de um ano antes. Assim, a margem Ebitda da companhia subiu de 6,3% para 8,2%. Já o Ebitda ajustado ficou em R$ 334,1 milhões, avanço de 54%. A margem ajustada saiu de 7,5% para 11,6%. Segundo a companhia, o ajuste decorre do fundo de pensão e de ativo possivelmente inexistente.

A receita líquida da Eletropaulo foi a R$ 2,875 bilhões entre janeiro e março, uma leve queda de 0,2% ante os R$ 2,88 bilhões de um ano antes. As despesas operacionais caíram 5,4% na mesma comparação, para R$ 2,419 bilhões. Os investimentos da companhia no período subiram 51,6%, para R$ 216,9 milhões.

O resultado financeiro da Eletropaulo no primeiro trimestre foi negativo em R$ 82,9 milhões, ante R$ 17,2 milhões negativos no ano passado. A companhia explica que houve principalmente uma redução nas receitas financeiras, por conta da redução do valor da atualização monetária de ativos financeiros, causada pela queda na taxa básica de juros (Selic). A dívida líquida da Eletropaulo caiu 14% em um ano, para R$ 3,342 bilhões. O nível de alavancagem, medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, passou de 3,1 vezes para 2,87 vezes no período.

AES Tietê (TIET11, R$ 14,00, +4,56%)
A AES Tietê apurou lucro líquido de R$ 126 milhões no primeiro trimestre de 2017, um resultado 69,2% maior que o ganho de R$ 74,5 milhões registrados no mesmo período do ano passado. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) chegou a R$ 259 milhões nos três primeiros meses deste ano, ante R$ 179,1 milhões de 12 meses antes, um aumento de 44,6%.

Em relatório que acompanha o release de resultados, a AES Tietê ressalta que houve um efeito positivo de R$ 56,5 milhões do maior volume de energia vendida no mercado spot, além de R$ 32,6 milhões da redução de custos com exposição financeira. Houve ainda efeito negativo de R$ 15 milhões por conta de transações no mercado livre de energia. A Margem Ebitda da companhia passou de 46,7% para 64,2%.

A receita líquida da AES Tietê somou R$ 403,2 milhões entre janeiro e março, uma evolução de 5,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Os custos e despesas operacionais caíram de R$ 204,1 milhões para R$ 144,2 milhões. A geração de caixa operacional da companhia foi de R$ 241,8 milhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 26,8% na comparação anual. O resultado financeiro foi negativo em R$ 31,7 milhões, ante R$ 23,4 milhões negativos de um ano antes, uma piora de 35,5%. A dívida líquida da AES Tietê aumentou 7,9% em um ano, passando de R$ 688,3 milhões para R$ 742,9 milhões. Assim, o nível de alavancagem da empresa, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, passou de 0,6 vez para 0,8 vez no mesmo período. 

De acordo com o BTG, a AES Tietê apresentou um resultado robusto, com uma receita 4% acima das estimativas do banco, além de um Ebitda bastante acima do esperado. Contudo, os analistas seguem com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 14,50 para os papéis, apontando um segundo semestre desafiador para a empresa. 

Alpargatas (ALPA4, R$ 12,50, -0,16%)
A Alpargatas - dona da marca Havaianas - registrou um lucro líquido de R$ 179,8 milhões no primeiro trimestre, crescimento de 62,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a receita líquida caiu 18,7% na mesma base de comparação, para R$ 807,5 milhões. No Brasil, a receita líquida diminuiu 16,8%, para R$ 466,1 milhões. 

No período, o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa avançou 31%, para R$ 247,9 milhões. No trimestre, a empresa obteve um benefício líquido de R$ 180,2 milhões relativo à contabilização de itens não recorrentes, com destaque para a reversão de provisão tributária. 

Taesa (TAEE11, R$ 23,00, +2,22%)
A Taesa registrou lucro líquido de R$ 259,7 milhões no primeiro trimestre de 2017, crescimento de 39% na comparação anual. O resultado ficou acima das projeções de R$ 232,7 milhões dos analistas consultados pela Bloomberg.

A receita líquida somou R$ 332,3 milhões no período, queda de 18% quando comparado com o mesmo período de 2016. O Ebitda atingiu R$ 267,6 milhões, ou 27% menor do que o visto no ano anterior, enquanto a margem Ebitda passou de 90,4% para 80,5% nesses três primeiros meses de 2017. 

O BTG Pactual apontou que o balanço foi em linha com o esperado e destaca a excelente disciplina de capital da elétrica. Porém, os analistas apontam para um valuation já esticado e possuem recomendação neutra e preço-alvo de R$ 23,00 para a ação. 

Ainda sobre a companhia, o Valor informa que planeja fazer aquisições de ativos já em operação no setor, principalmente das espanholas Abengoa e Isolux e da estatal brasileira Eletrobras. Segundo o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da empresa, Marcus Aucélio, conta a favor o baixo nível de alavancagem, de 1,7 vez, medido pela dívida líquida/Ebitda, e a posição de caixa ao fim do primeiro trimestre, de R$ 730 milhões. 

M.Dias Branco (MDIA3, R$ 51,81, +2,80%)
A M.Dias Branco viu seu lucro líquido crescer em 100,2% no primeiro trimestre de 2017, quando comparado com um ano antes, para R$ 189,4 milhões. A receita líquida ficou em R$ 1,206 bilhão, avanço de 4,5% na mesma base de comparação. 

Já o Ebitda somou R$ 233,1 milhões no período, expansão de 74,1%, enquanto a margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) passou de 11,6% para 19,3%, avanço de 7,7 pontos percentuais. 

Os analistas do BTG Pactual e do Bradesco BBI destacaram que os números foram positivos, com atenção para a forte alta do Ebitda e da margem Ebitda. "Os números novamente tornam claros os esforços da M. Dias Branco para ser vista cada vez mais como uma marca ao invés de simplesmente uma processadora de trigo. Isso é bom para os preços, que tiveram um ganho sequencial de 1% apesar da queda dos custos", aponta o BTG. Contudo, as recomendações divergem: o Bradesco BBI tem recomendação outperform e preço-alvo de R$ 60,00, enquanto o BTG Pactual tem recomendação neutra para os ativos e preço-alvo de R$ 54,00. 

PBG (PTBL3, R$ 3,25, +5,86%)
A fabricante de revestimentos cerâmicos PBG - antiga Portobello - reportou lucro líquido de R$ 19,9 milhões no primeiro trimestre, revertendo prejuízo de R$ 6,2 milhões um ano antes. O resultado foi beneficiado principalmente pela reversão de provisão para contingência tributária referente à exclusão do ICMS da base de cálculo da apuração do Pis/Cofins, tendo efeito positivo de R$ 20,2 milhões no período. 

Já a receita líquida da empresa somou R$ 235,6 milhões nos primeiros três meses do ano, registrando uma queda de 2,4% quando comparado ao mesmo trimestre de 2016. 

BrasilAgro (AGRO3, R$ 12,99, +1,25%)
A BrasilAgro, empresa focada no desenvolvimento de terras agrícolas com atuação no Brasil e no Paraguai, teve lucro líquido de R$ 4,541 milhões no terceiro trimestre fiscal de 2017 (safra 2016/17), encerrado em março. No mesmo período de 2016, a empresa havia registrado prejuízo líquido de R$ 21,441 milhões. Já a receita líquida da empresa atingiu R$ 11,514 milhões no período, queda de 69,6% em relação ao mesmo trimestre do ano fiscal de 2016. 

Fertilizantes Heringer (FHER3, R$ 3,78, -3,08%)
A Fertilizantes Heringer viu seu lucro líquido crescer 4,5 vezes no primeiro trimestre deste ano, quando comparado ao mesmo período de 2016, para R$ 6,991 milhões. Já a receita líquida teve uma redução de 23,4% na mesma base de comparação, para R$ 1,006 bilhão. 

Springs Global (SGPS3, R$ 11,02, +10,20%)
Fora do índice, chamou atenção as ações da small cap Springs Global, que disparam 19% nos últimos dois pregões. Na máxima desta sessão, os papéis atingiram alta de 12,30%, a R$ 11,23. O volume financeiro movimentado com o ativo hoje foi de R$ 6,9 milhões, contra média diária de R$ 729,6 mil dos últimos 21 pregões. 

 Em programa na InfoMoneyTV no último domingo, o analista técnico Raphael Figueredo, da Clear Corretora, recomendou a compra do papel, em meio ao aumento de volume financeiro na sexta-feira passada e abertura das bandas de bollinger. A entrada da operação ocorreu na abertura deste pregão, aos R$ 10,22, com alvo entre os R$ 13,80 e R$ 14,00, sob a ótica do gráfico semanal. Segundo ele, o papel só deve enfraquecer se perder os R$ 8,80.

Além da recomendação gráfica, a ação é também uma das "queridinhas" da casa de research Eleven Financial, que indica desde o final do ano passado a compra do papel e tem como preço-alvo os R$ 14,00. 

JSL (JSLG3, R$ 7,46, -0,93%)
A JSL informou na sexta-feira que reapresentou seu balanço do 1° trimestre para readequação das demonstrações dos fluxos de caixa de exercícios findos em 31 de dezembro de 2016 e 2015 de ativos imobilizados. A empresa informou ainda que as informações trimestrais referentes aos primeiros meses deste ano estão apresentadas de acordo com esse mesmo critério. 

Gafisa (GFSA3, R$ 15,50, -7,79%)
As ações da Gafisa desabaram até 9,28% nesta sessão, indo a R$ 15,25, entre corte de recomendação pelo Credit Suisse e revisão para baixo de rating pela Moody's. 

Os analistas do Credit Suisse optaram hoje por cortar o preço-alvo da ação de R$ 18,37 para R$ 11,00, assim como a recomendação, que passou de neutra para underperform (desempenho abaixo da média). A nova avaliação incorpora uma projeção de prejuízo líquido maior para 2017: de R$ 208 milhões, ante R$120 milhões, devido a expectativa de menores margens das vendas dos estoques. 

Ainda no radar da empresa, a agência de classificação de risco Moody's rebaixou na última sexta-feira o rating corporativo da Gafisa de ‘B2’ para ‘B3’, com perspectiva negativa. A revisão veio após a conclusão da venda de 50% da subsidiária da companhia Tenda por R$ 320 milhões.   

“Com a venda, a presença geográfica da Gafisa e sua oferta de produtos vão ficar concentradas nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro e nos segmentos de renda alta e média, que enfraquece o perfil de negócios da empresa”, afirmou a Moody's.

"Além disso, a desconsolidação da Tenda aumentou a alavancagem ajustada da Gafisa (medida pela dívida total sobre capitalização) para 49% no final de 2016, de 47% no terceiro trimestre de 2016, e reduziu a posição de caixa da companhia para R$ 253 milhões de R$ 610 milhões, o que forçou a companhia a obter um waiver para covenants financeiros existentes. Até o momento a Gafisa recebeu R$ 220 milhões pela venda da Tenda e anunciou que direcionará os recursos para redução de dívida", destaca a agência. Conforme destaca a Moody's, em uma base pró forma, a utilização destes recursos para redução de dívida faria com que a alavancagem ajustada da Gafisa caísse para 44%, mas o perfil geral de liquidez da empresa é afetado pela posição de caixa e pelo potencial de geração de fluxo de caixa fracos, enquanto as amortizações de dívida em base pró forma somam R$ 1,3 bilhões até o final de 2018, incluindo tanto dívidas corporativas quanto aquelas relacionadas a financiamento de projetos.

RD (RADL3, R$ 67,75, -0,83%) e Hypermarcas (HYPE3, R$ 30,20, +1,00%)
A RD, ex-Raia Drogasil, foi rebaixada de compra para manutenção pelo HSBC, enquanto a Hypermarcas foi elevada de manutenção para compra pelo mesmo banco. O preço-alvo para os papéis RADL3 foi elevado de R$ 70 para R$ 73. Já o preço-alvo para os ativos HYPE3 foi elevado de R$ 28,40 para R$ 33,10. 

Azul (AZUL4, R$ 26,00, -2,26%)
A Azul, que fez seu IPO no início de abril, teve a sua cobertura iniciada pelo Deutsche Bank com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 31,00 e pelo Itaú BBA, também com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 32,00. 

 

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